No dia 26 de Julho de 2015 ocorreu uma das competições mais famosas de SUP do mundo, a expectativa de todos era de uma prova com vento e ondas gigantes, mas não foi o que aconteceu! O “canal”, como chamam a região, dessa vez estava sem vento e sem ondas.
“The Chanel was small…oh my god!” E agora?! Não restou alternativa senão remar, manter o ritmo e definir quem são atletas prontos para qualquer condição e quem são atletas de downwind apenas. O calor estava tão intenso que mesmo no meio do mar parecia o sertão nordestino! A hidratatção e suplementação dos atletas com certeza fez a diferença segundo Barbara Brazil a quinta colocada mundial este ano. Barbara ou melhor Babi, completou a prova em 6 horas 31 minutos remando intensamente e sem parar.
A equipe do barco gritava para que ela ao menos se molhasse na água e nada… ela só remava! O incrível de se ver nessa Odisseia é a determinação dos atletas que lideram os resultados. O foco, o preparo e o equipamento são os ingredientes principaias para que a receita da travessia dê certo. Vale mencionar o preparo psicológico que faz também total diferença, a superação da dor e fé de quem vai chegar lá são ingredientes finais.
Sem dúvida The Chanel presenteia a todos com um visual incrível de aguas azúis, paredões, montanhas beira mar, imperdível para quem curte este tipo de ambiente e esporte.
A chegada foi emocionante, altas ondas quebrando…e aquela velha história de quem se dá bem quando a série entra! Muito excitante dropar uma onda após tantas horas de remada, adrenalina total. A odisseia não começa e nem termina aqui, tem muito mais para ser contado, desde os dias que a atleta baiana, chegou em Maui ate o dia da sua partida.
Com a sensação de missão cumprida, milhares de perguntas na cabeça e o corpo todo dolorido, Babi, a favorita no Brasil, marca novamente o território no Hawai. Nosso país foi representado com beleza e garra. Foram 9 representantes, sendo 3 mulheres, Babi Brazil 5 lugar, Lena Guimaraes 7 lugar e Andrea Moller em 9 lugar, todas completaram a prova e fizeram na categoria Elite Solo, a mais difícil.
Babi chegou em primeiro entres as participantes com idade entre 41 e 49 anos e ficou 21 no resultado geral – overall, remou com uma prancha SIC F16, a mesma que usou em 2014, esse item sem duvida pode ter upgrade, o ideal é ter uma prancha customizada, o que requer um investimento de no mínimo U$ 4.000,00, esse ano foi na raça, mas quem sabe próximo ano… O remo usado pela atleta foi um Quick Blade V Drive 81, novo, que contribuiu para o desempenho, A QB apoiou a atleta oferecendo remo com preco de 50% mais barato, recebeu apoio também do Yatch Blube da Bahia que arcou com parte da passagem aérea, os apoiadores individuais através a campanha das camisas #vaibabi mostrou que a união faz a força, 110 pessoas compraram a camisa e vestiram no dia da prova com apoio da ANAPORT que confeccionou e doou algumas das lindas camisas, o restante dos custos para viabilizar essa marca na história do SUP foi da própria atleta.
A odisséia é intensa e requer planejamento, organização e raca! Viva a guerreira! Viva a monstra! Viva Babi que será recebida em clima de muito Axé e partirá em seguida para a segunda etapa do brasileiro de SUP em Foz do Iguacu 14 de agsto.
Fica registrado um pouco do que ocorreu, tem muita história pra ser contada nesse Hawai que recebeu a todos calorosamente. O Brasil também é Hawai, os amigos brasileiros que vivem no Hawai dão muito suporte e enchem os dias da galera com alegria e a “lot of barbecue”. Agora a regra é seguir em frente e continuar na frente porque com certeza atrás vem gente!
* Adriana Munford é psicologa e dançarina, remadora de SUP na modalidade “curtição” e participante ativa dos eventos de SUP. Visite seu site: www.iespsicologia.com.br


























