Claudia Gonçalves

A máquina de Lobitos

Passei muitos anos da minha vida me dedicando totalmente às competições, tanto no Brasil como em vários lugares ao redor do mundo.

 

Quando comecei minha trajetória, me deparei com uma infinidade de lugares incríveis com altas ondas e nunca imaginei que tudo pudesse acontecer tão rápido.

 

Aos 15 anos, fiz minha primeira surf trip para o México, depois fui para Maldivas, Hawaii, Indonésia, Austrália, Europa, África do Sul e diversos outros lugares competindo nas etapas do WQS e, nos intervalos, fazendo outras viagens para aprimorar cada vez mais o meu desempenho no surf.

 

Depois de anos viajando, na maioria das vezes para lugares muito distantes, percebi que nunca havia surfado no paraíso das esquerdas mais próximas de casa, uma máquina de ondas chamada Lobitos.

 

Uma viagem que nunca vou esquecer, pois quando cheguei não conseguia acreditar na perfeição e extensão das ondas naquele lugar, sem contar que elas não paravam de quebrar um só minuto.

 

Foram 15 dias de sessões intensas de surf, e posso dizer que foi a melhor viagem custo-benefício que já fiz. Peguei altas ondas todos os dias, comi muito bem, fiquei alojada na pousada casa de José Antonio, que é super próxima à praia.

 

Paguei um preço muito bom pela trip que me rendeu muito treino, altas fotos, imagens alucinantes e ainda fiz boas amizades.  

 

Com certeza este será um destino que vou monitorar do Brasil e sempre que tiver um bom swell sei que valerá muito a pena e voltarei de cabeça feita. 

 

Foto Jose Antonio Sanguesa

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)