Por trás das notas

A importância da boa prancha

#Como é bom surfar com velocidade, estabilidade e sucesso na execução das manobras, oferecendo continuidade e usando a ladeira das ondas em todo seu potencial. Quando a onda é boa, as possibilidades são infinitas e, se o equipamento ajudar, podemos ter o prazer máximo dentro do nosso esporte.

Infelizmente no Brasil as coisas não acontecem assim. Existe uma cultura de pranchas finas e curvadas e tenho certeza que a maior parte dos nossos surfistas usa pranchas com menos flutuação do que deveria. Muitos nem sabem quais devem ser suas medidas, e se experimentarem uma prancha mais grossa verão o que estão perdendo ? ou ganhando.

Outra coisa que influencia o baixo desempenho é que, os surfistas, ao invés de comprar o que há de melhor no mercado, preferem pagar menos por uma prancha de baixa qualidade, feita ali no camelô da esquina, e economizar R$ 100 ou R$ 200 em prazer e desempenho, perdendo várias ondas na remada e caindo nas manobras. #O barato acaba saindo caro e perde a graça.

A fórmula da velocidade no surf é a seguinte: quanto menor a resistência na superfície, maior a velocidade. Quanto menos obstáculos melhor, pois não devemos surfar abaixo da linha da água.

No Brasil, a maioria das ondas é pequena e nos obriga a fazer força para gerar velocidade, portanto devemos ter pranchas mais retas. Porém, para ondas grandes, acima de 6 pés, podemos ter mais curva, pois ao contrário das ondas pequenas podemos controlar a velocidade, direcionando a prancha como se fosse o leme de um barco.

Outra coisa na qual não acredito é a afirmação de que pranchas reforçadas (e por isso mais pesadas) são piores. Com mais peso acaba se conseguindo mais velocidade e estabilidade ao descer uma onda, basta observar um surfista no Hawaii. De uma maneira geral, prancha leves só interessam para quem compete. Quem compra uma prancha por ano precisa de reforço na laminação para que a prancha dure mais.

#Porém, nem tudo está perdido e podemos mudar esta cultura. A Bennett Foam, uma das principais fabricantes de blocos de poliuretano do mundo, está lançando novos blocos, mais grossos ? com destaque para um 6?7 com 3 3/16 de espessura ?, que abrem nova possibilidade aos surfistas descontentes e que andam migrando para os funboards e pranchões, de redescobrir o prazer da velocidade. Faça uma experiência, encomende uma prancha boa com mais flutuação e corra para o abraço. Boas ondas.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)