Surfistas de muitas cidades brasileiras aprendem a surfar disputando ondas a ferro e fogo. O Brasil tem ondas, mas convenhamos que as de qualidade não aparecem sempre.
Acostumado a surfar em ondas rápidas de fundo de areia e tendo que dividí-las com outros tantos surfistas, o brasileiro adquire uma certa malandragem.
Nas poucas ondas boas que temos ou você é determinado e busca a todo momento um melhor posicionamento ou você nao surfa nenhuma das boas.
O negócio fica bravo quando tem muitos determinados juntos e aí entra em cena a malandragem e muito malandro pra surfar uma só onda dá stress. Habituados com stress e malandragem os brazucas viajam a procura de ondas diferentes e principalmente melhores.
Além da malandragem ainda temos o péssimo costume de viajar em grandes grupos. Enquanto o brasileiro é visto em todo o mundo como
uma pessoa alegre e simpática o surfista brasileiro é visto, no meio dos surfistas estrangeiros como um tipo sem educação e respeito com os outros.
Temos dois países ao lado do nosso que possuem ondas de qualidade sem igual em todo o planeta. A rejeição ao surfista brasileiro, nao só no Chile e Peru, mas em muitos outros países, chegou a um ponto crítico.
Esta rejeição é proliferada em placas, pixações e vias de acesso das principais ondas de nossos vizinhos em duas palavras: No Brasil!
No Chile aprendi como é saudável surfar com mais respeito e menos stress, tudo fica mais agradável e divertido.
Gosto de ser brasileiro e tenho orgulho da minha cultura, mas agora quando eu sair do país pra surfar vou ter que inventar uma outra nacionalidade, já que é um desconforto sentir a rejeição ao brasileiro na pele?
Eu estou aprendendo a surfar com respeito e seguirei nesse caminho, na tentativa de melhorar a imagem do surfista brasileiro nos países onde eu estiver. Tomara que cada vez mais brasileiros peguem a onda do respeito.
No stress!