Rejeição

A imagem do surfista brasileiro

O longboarder profissional Carlos Bahia esbarra com o preconceito no Peru. Foto: Arquivo pessoal Carlos Bahia.

Surfistas de muitas cidades brasileiras aprendem a surfar disputando ondas a ferro e fogo. O Brasil tem ondas, mas convenhamos que as  de qualidade não aparecem sempre.

 

Acostumado a surfar em ondas rápidas de fundo de areia e tendo que dividí-las com outros tantos surfistas, o brasileiro adquire uma certa malandragem.

 

Nas poucas ondas boas que temos ou você é determinado e busca a todo momento um melhor posicionamento ou você nao surfa nenhuma das boas.

O negócio fica bravo quando tem muitos determinados juntos e aí entra em cena a malandragem e muito malandro pra surfar uma só onda dá stress. Habituados com stress e malandragem os brazucas viajam a procura de ondas diferentes e principalmente melhores.

 

Mas com respeito e humildade conquista a amizade dos locais e encontra seu lugar no pico. Foto: Arquivo pessoal Carlos Bahia.

Além da malandragem ainda temos o péssimo costume de viajar em grandes grupos. Enquanto o brasileiro é visto em todo o mundo como

uma pessoa alegre e simpática o surfista brasileiro é visto, no meio dos surfistas estrangeiros como um tipo sem educação e respeito com os outros.

 

Temos dois países ao lado do nosso que possuem ondas de qualidade sem igual em todo o planeta. A rejeição ao surfista brasileiro, nao só no Chile e Peru, mas em muitos outros países, chegou a um ponto crítico.

 

Esta rejeição é proliferada em placas, pixações e vias de acesso das principais ondas de nossos vizinhos em duas palavras: No Brasil!

 

No Chile aprendi como é saudável surfar com mais respeito e menos stress, tudo fica mais agradável e divertido.

 

Gosto de ser brasileiro e tenho orgulho da minha cultura, mas agora quando eu sair do país pra surfar vou ter que inventar uma outra nacionalidade, já que é um desconforto sentir a rejeição ao brasileiro na pele?

 

Eu estou aprendendo a surfar com respeito e seguirei nesse caminho, na tentativa de melhorar a imagem do surfista brasileiro nos países onde eu estiver. Tomara que cada vez mais brasileiros peguem a onda do respeito.

 

No stress!

 

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