América do surf

A extinção de La Herradura

La Herradura, uma das ondas mais clássicas do Peru e do mundo, está prestes a ser colocada na lista das desaparecidas, assim como aconteceu com Jardim do Mar, na ilha da Madeira, Portugal, ou Dana Point, na Califórnia.

 

Um enorme projeto chamado “Cidade Costa Verde” pretende investir milhões de dólares para edificar recintos e moradias que teriam sua frente voltada para onde agora está a famosa onda, destruindo entre outras coisas o morro que a contorna.

 

O pior de tudo é que dentro do projeto está a

construção de uma marina que deixaria o oceano, precisamente onde quebra La Herra, totalmente plano, para que iates descansem em suas águas calmas.

 

Por outro lado, o referido morro é patrimônio histórico e cultural, “além de ser cenário de um conhecido evento bélico ocorrido no dia 13 de janeiro de 1881 e testemunha do sacrifício de milhares de peruanos. Contém diversas manifestações de ocupações que vão desde a etapa pré-colombina, Incaica, colonial e Republicana. Seu valor histórico é indiscutível e está documentado por diversas investigações dos últimos vinte anos de conhecidos profissionais da arqueologia e história, cuja informação sentencia que a zona

entre o Morro Sondar e La Chira, ou enseada, é patrimônio cultural da nação e por lei intangível inalienavelmente imprescriptível”.

 

Mesmo assim, a empresa Gremco está disposta a vender todo o terreno. Já foram vistos vários engenheiros fazendo estudos topográficos, medindo a zona e fazendo cálculos.

 

A comunidade surfística peruana está muito unida e preocupada frente a esta situação e, por isso, decidiu fazer um campeonato, o Invitacional Quiksilver Copa Ripley “Salvemos La Herradura”, com alguns dos principais nomes do país.

 

Não é a primeira vez que o dólar comanda o

patrimônio humano e faz dele o que quer. 

 

Devemos analisar profundamente e pensar mais no que estamos fazendo com nosso planeta, para que no futuro nossos netos possam respirar ar puro, sentir a natureza e, por favor, surfar as mesmas ondas onde surfavam seus avós, em lugar de vê-las apenas em fotografia.

 

Para obter mais informações sobre o assunto acesse os links:

 

Gremco.com.pe/costazul/

 

Peru.indymedia.org/news/2003/05/1186.php

 

Caretas.com.pe/1998/1542/herradura/herradura.htm .

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)