Depois de quase três meses sem competir, Silvana Lima mostrou o seu potencial na última etapa do WQS Feminino, o Billabong Eco Festival, que rolou na praia do Forte (BA).
Clique aqui para ver o vídeo
Uma das melhores surfistas da ala feminina mostra que aqui é sua praia. Nos últimos eventos internacionais realizados no Brasil, o WQS e o WCT em Itacaré (BA), em 2006 e 2007, Silvana deu muito trabalho para as gringas chegarem às fases finais.
Silvana mostrou todo seu profissionalismo e táticas bem sucedidas nessa vitória sobre a australiana Sally Fitzgibbons, atual campeã mundial Pro Junior da ASP.
A bateria final reservou momentos de tensão para a brasileira, mas nada que abalasse sua expectativa por vitória. Ela precisava de 4.33 pontos e na última volta do ponteiro do relógio ela jogou certo. Demonstrou a intenção de ir numa onda fazendo sua adversária, que estava com a prioridade, ir na onda que não rendeu troca de pontos.
Incendiada pelo público ?arretado? da Bahia, a atleta pegou a última onda e fez bonito, arrancando 8,5 pontos dos juízes, a maior nota da bateria. Conquistou o caneco desta etapa de nível cinco estrelas, mostrando que está de volta.
A surfista cearense que transformou a sua vida pelo surf tem uma trajetória de ascensão no esporte. Começou com destaque no Circuito Petrobras Feminino, ao conquistar o caneco em 2002 e 2003. Na seqüência continuou dando muito trabalho para as brasileiras ao faturar o título do Circuito Brasileiro Profissional em 2004 e 2005. Na seqüência se classificou para o WCT em 2006.
Seu histórico é de sucesso. Em sua primeira onda surfada no WCT como convidada em 2005, Silvana tirou uma nota 10 incrível e vem se firmando pelo terceiro ano consecutivo na elite do surf internacional.
No ano passado, a brasileira disputou três finais do WCT (Brasil, Espanha e Austrália), encerrando o ano de 2007 como terceira colocada no ranking. Em 2008 não começou muito bem nas duas primeiras etapas do WCT na Austrália, encerrando sua participação nas oitavas-de-final, em nono lugar.
Decepcionada com os resultados, a surfista não partiu para as disputas do WQS na terra dos cangurus, as duas últimas etapas realizadas neste ano, antes desta em junho. O WQS ainda tem mais oito etapas e o WCT Feminino seis etapas em 2008, uma delas no Brasil em setembro. Portanto, tem muita água para rolar na disputa pelo troféu de 2008.
Com essa vitória no WQS, a atleta mostra que continua com o surf no pé e cada vez mais experiente entre as melhores surfistas do mundo.
Para mostrar um pouco mais o surf desta campeã, nossa coluna apresenta imagens do vídeo Ala Feminina Brasil, no qual a cearense destrói as ondas doa mais diversos picos.
