
O baiano Bernardo Lopes, 18, voltou amarradão de sua primeira temporada no Hawaii.
“Bino”, como é conhecido entre os amigos, passou dois meses na Meca do surf e curtiu bastante.
“Foi show, peguei altas ondas. É outra noção de surf, o coro come lá”, conta Bernardo, que reside em Villas do Atlântico, Lauro de Freitas. “Sunset, Pipeline e Log Cabins foram os picos mais sinistros que peguei”, continua.
O batismo do garoto no North Shore não poderia ter sido melhor. Em sua primeira sessão, Bino caiu num mar com ondas de 6 a 8 pés em Pipeline / Backdoor.

Horas depois, passou por bons e maus momentos em Sunset Beach, que bombava ondas de 10 pés, cerca de 3,3 metros.
“Entrou uma série muito grande, varreu todo mundo. Quando voltei à superfície, minha prancha 7’6 estava partida ao meio”, conta Bino, que levou um quiver de pranchas preparado por Maurício Abubakir, da fábrica Quebra-Côco.
Como o Hawaii é repleto de surfistas baianos, Bernardo Lopes afirma ter ficado bastante à vontade. “Os caras me deram a maior guarita, principalmente o Danilo Couto, Yuri Soledade e Márcio Freire, além do Cesinha, que é carioca e me hospedou. Eles são muito sangue bom”, fala Bino.
O atleta também pegou boas ondas em Maui. Bino passou uns dias na casa do Yuri Soledade e Márcio Freire, que moram por lá há vários anos. “Surfei altas em Hokipa, que é bem menos crowd do que o North Shore. Caí também em outros picos que nem são tão famosos”, conta o baiano patrocinado pelo programa Faz Atleta, do Governo da Bahia, e Postos Garoupa.
Agora, Bernardo pretende passar uma temporada no litoral paulista. “Quero ficar treinando forte em algum lugar mais desenvolvido e voltar novamente ao Hawaii no fim do ano. É lá que a gente vê o que é surf”, finaliza.
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