A peruana Sofia Mulanovich explodiu no surf mundial em 2004, quando aos 21 anos conquistou o título em seu segundo ano na elite do esporte.

 

De quebra, ela foi a primeira atleta sul-americana a alcançar o topo do esporte, tanto na categoria feminina como na masculina.

 

Foi aí que a pequena Sofia entrou para história e virou referência, principalmente em seu país. Até então, apenas a catarinense Jacqueline Silva havia chegado perto, em 2002, quando foi vice-campeã mundial.

 

Para garantir o título, a peruana faturou três

etapas seguidas: Tahiti, Fiji e França. No ano passado, ela travou uma batalha contra a australiana Chelsea Georgeson, mas acabou em segundo no ranking.

 

Agora, peruana luta para voltar ao topo. Na Bahia, o Tour chega à quarta prova da temporada (serão realizadas mais quatro) e a atleta ocupa o oitavo lugar no ranking, com um nono e dois quintos lugares e um total de 1.464 pontos.

 

Durante o WQS em Itacaré, ela estava determinada e só foi barrada na final pela cearense Tita Tavares, que mostrou uma impressionante performance durante toda a competição.

 

A segunda colocação é um ótimo aquecimento para o WCT, cujo prazo de espera começou na última segunda-feira na praia da Tiririca. Determinada, ela revela que buscará um lugar entre as primeiras, mas não se sente pressionada. ?Não comecei o ano bem, mas estou concentrada e preparei bastante meu condicionamente físico para o resto do ano?, revela a atleta.

 

Sofia veio a Bahia acompanhada pelo namorado Sebastian, que também faz o papel de técnico e a ajuda durante as baterias. Para ela, esta é a melhor solução para enfrentar a saudades de casa, já que passa boa parte do ano viajando. ?Meu namorado tem me acompanhado bastante. Mas, também viajo às vezes com minha família?, diz Sofia.

 

Esta é a terceira vez que ela vem ao Brasil e, inclusive, já faturou um título pan-americano em águas brasileiras em 1998. ?Gosto muito do Brasil. É muito bonito, com ondas bem divertidas. Estou gostando muito desta trip, pena que as ondas na final do WQS não ajudaram muito?, resigna-se.

 

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A surfista conta que prefere esquerdas tubulares como as de Fiji. Não é à toa que ela já venceu etapas do Tour no Tahiti e Fiji, consideradas as provas mais casca-grossas do circuito.

 

Sofia começou a surfar aos cinco anos com um bodyboard, mas aos nove mudou para prancha. Quando iniciou nas competições, ela contou com apoio de Magoo de la Rosa, veterano big rider peruano.

 

?Magoo é um excelente treinador e meu surf melhorou muito depois que começamos a trabalhar juntos. Mas, agora é meu namorado  que me treina e ajuda nas competições?, explica.

 

Ela costuma treinar em Lima e nas praias mais ao Norte do Peru como Lobitos, Point Panic e Mancora. Nas horas vagas a atleta lança mão de seu computador para editar e produzir filmagens feitas durante as competições.

 

Recentemente, Sofia lançou Muvi 2, filme que reúne performance dos melhores atletas peruanos da atualidade como Gabriel Aramburu, Gabriel Villaran e Javier Swayne.

 

A produção é considerada a primeira feita com equipamento profissional de alta qualidade no país. “O filme mostra os picos do Peru e os atletas locais. Fizemos para dar uma força ao pessoal de lá e repercurtiu bem”, revela Sofia.

 

De acordo com ela, há uma geração muito boa, mas falta apoio para impulsionar os atletas. ?Em meu país, a economia é fraca e não há patrocinadores. Tem um garoto, o Cristobal de Col, que pode muito bem ser campeão mundial se tiver apoio?.

 

A atleta também é a estrela de ‘Sofia: O Documentário’. O filme lançado este ano retrata a vida da atleta, sua batalha e como ela conquistou o Peru, bem como fãs em todo mundo com seu carisma.

 

Atualmente, ela é patrocinada pela Roxy, Reef, Al Merrick, Red Bull, Ripley Peru, Lan Airlines e Telefônica Movistar. 

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