
Responsável pelo filme que levou o surf para as telas do cinema no Brasil e foi sucesso de bilheteria em 2002, o diretor carioca Roberto Moura promete mais emoções no lançamento de Surf Adventures II.
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Previsto para estrear no ano que vem, o longa-metragem reúne novamente excelentes surfistas em locações paradisíacas, fórmula que sempre agrada os amantes e simpatizantes do esporte.
?Desde os tempos de colégio, sempre tive a idéia de fazer um filme de surf para o cinema?, comenta Moura.

O roteiro da continuação do aclamado Surf Adventures inclui lugares como Tahiti, Peru e Brasil, além da Pororoca do Amapá, com presença dos atletas Danylo Grillo, Adriano Mineirinho, Marcelo Trekinho, Phill Hajzman e Fábio Gouveia, entre outros.
Nesta entrevista concedida por e-mail a Bruno Lemos, Moura, 45, fala mais sobre a produção que promete novamente lotar as salas de cinemas.
Por alguns anos o Surf Adventures foi um seriado de tevê. Como ocorreu essa transição para a telona dos cinemas?
A idéia de fazer um filme de surf para o cinema era um antigo sonho meu. Desde os tempos de colégio, no São Vicente de Paula, no Rio. Lá passavam filmes norte-americanos de surf e eu ficava louco com aquilo, achava demais. Foi nessa época que comecei a sonhar em um dia fazer um filme igual, só que com surfistas brasileiros. Anos depois, já fazendo o Surf Adventures para o Sportv, procurei dois amigos que trabalhavam com cinema, Bruno Wainer, dono da distribuidora Lumiere (atual Dowtown Filmes) e o Arthur Fontes, sócio-fundador da Conspiração Filmes. Propus a eles fazermos um longa-metragem baseado nos programas de televisão. Um filme de surf autêntico, com alma de surfista. Eles toparam e o negócio rolou. Atraímos 250 mil pagantes nos cinemas, vendemos 15 mil DVDs e 7.500 pay-per-views na Globosat.
Na sua opinião, quais as principais diferenças e dificuldades entre fazer um programa de TV e um longa-metragem?
Uma produção para o cinema, com captação de imagens em filme, requer muito mais atenção e cuidado. Não que a da TV seja fácil, mas para o cinema não dá para brincar… Uma vez que você abriu a lata de filme, só vai assistir no Telecine, com vários reais já gastos. Em cinema o foco é crucial, a captação de áudio não é fácil, enfim, é outra onda.
No início, quais foram as principais dificuldades que encontrou para realizar a produção?
Grana. Por mais que o surf seja popular, ninguém queria botar grana num filme de surf. Graças a Deus isso está mudando.
Como foi a repercussão depois que o filme ficou pronto?
A melhor possível. Tivemos três minutos durante o Fantástico, de graça. Fora a montanha de matérias que saíram nos jornais e revistas. Tivemos uma crítica excelente na revista Water e vendemos o filme para o canal norte-americano Fuel TV, de esportes radicais.
Quais as diferenças entres os dois filmes?
Na verdade são muito parecidos. Verdadeiros filmes de surf mudam pouco entre si. Você pode mudar um pouco aqui ou ali, mas a essência é a mesma. Falo de filmes de surf de verdade, não os que pegam carona no surf.
Quem são os profissionais e as técnicas e equipamentos utilizados na nova produção?
Estamos usando câmeras de super 16mm. Manoel Águas é diretor de fotografia; Carlos Sanfelice é produtor, técnico de som e câmera de água; Silvio Arnaut é o responsável pela finalização e assistente de edição; Sergio Meckler será o editor; Pepê César é o roteirista; Bruno Wainer é consultor e co-roteirista e São Jorge é nosso protetor.
É possível ainda ter algum lucro depois de investir tanto dinheiro assim?
Se não fosse eu não estaria aqui.
Quais são as expectativas para os próximos anos?
Acho que vai depender do resultado deste filme. Tenho parceiros grandes investindo dinheiro que só vão querer falar sobre um terceiro filme depois de verem o resultado deste.