Falarei de um tema que nesta época do ano vira dúvida, medo e desconfiança, na cabeça daqueles que querem começar a pegar onda, daqueles que já estão já iniciados e por incrível que pareça, até para quem já tem o surf no pé.
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Este texto é algo simplificado, pois só o tempo, o estudo, a prática e o amor pelo esporte farão você ver uma prancha de maneira maravilhosa, como mais que simplesmente um objeto de desejo.
O que mais existe hoje são empresas que vendem pranchas muito baratas, por não terem custo de uma verdadeira fábrica, como atletas, funcionários, manutenção do estabelecimento e principalmente matéria-prima.
Levando estes fatos em consideração, farei a seguir uma breve descrição do processo de fabricação das pranchas.
Shape – Feito de maneira manual ou com máquina, através de medidas que são anotadas, como peso, onda, tam e line. Portanto, depois de um certo tempo de surf é importante fazer um bom trabalho de shape para que você possa evoluir.
Pintura – Depois que o trabalho do shaper foi feito, a prancha é conduzida até a sala de pintura, onde cada surfista pode fornecer sua própria pintura, de acordo com seu gosto, ou acreditar na arte do pintor que está trabalhando na fábrica, o que também é bem legal.
Nesta etapa o trabalho é gigante. Como a espuma do shape é muito branca, é necessário empapelar, muita fita crepe e paciência, pois em qualquer erro a tinta pode migrar e manchar a espuma, o que se torna irreversível. Vale lembrar que o ideal é se usar tinta vinílica fosca.
Laminação – Este trabalho é o que vai ditar a durabilidade de sua prancha. As principais matérias-primas utilizadas são a resina de poliéster e o tecido de fibra. Como a resina é catalizada para secagem, temos um tempo curto para espalhar a resina e transparecer o tecido.
Um tecido é utilizado no bottom (parte de baixo) e dois tecidos no deck (parte de cima da prancha). Depois de feita a laminação, um banho de resina é dado na parte de cima e a prancha vai para a fixação das quilhas.
Quilhas ? Temos as quilhas fixas, que são fixadas pelo tecido de fibra e resina em cima da marcação feita pelo shaper, mas hoje em dia possuímos também as quilhas de encaixe, que além de facilitarem o transporte da prancha, melhoram sua hidrodinâmica. Depois de fixadas as quilhas, com sua devida angulação e dado outro banho de resina, ela vai para a lixa seca.
Sand (lixa seca) ? O sand é o segundo shape da prancha. Nesta etapa a prancha vai ter as características do que realmente foi feito para você. É um trabalho muito difícil. O lixador tem que ter uma boa experiência, para não deixar a prancha pesada ou fraca, e principalmente não alterar o trabalho do shaper.
Banho final ? Depois da prancha ter passado pelo sand, é necessário mais um banho de resina para dar o acabamento final.
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Acabamento – Sand finish, lixa d´água ou polida são os acabamentos mais utilizados nos dias de hoje.
Sand finish ? Neste acabamento é necessário um trabalho de banho de resina diferente, pois esse acabamento é mais utilizado em pranchas de competição. A prancha fica mais leve, mas tem uma durabilidade menor. Esse acabamento é dado depois do sand, sem o banho final.
Lixa d´água ? O acabamento mais usado. Depois do banho final é aplicada uma lixa d´água 320 para tirar as imperfeições do banho, logo depois da aplicação da lixa 320 e passada a Scotch-brite, tipo esponja de lavar pratos, só que industrial, para tirar os pequenos riscos da lixa e deixá-la do jeito que enchem os olhos de alegria.
Polimento ? Mais utilizado em pranchas produzidas para loja, são mais bonitas, sujam menos, realmente tem uma aparência maravilhosa, mas o acabamento lixa é muito mais hidrodinâmico. O polimento é similar ao de um carro. Depois do banho final são dadas duas lixas e mais a boina de polimento.
Finalmente sua prancha pode ir para a água e ter o funcionamento para o qual ela foi projetada, porém ainda existem algumas outras dicas importantes.
Matéria-prima ? Alguns surfistas pouco se preocupam e na maioria das vezes se deixam levar pelo menor preço. A matéria-prima vai decidir a durabilidade, a flexibilidade e o desempenho de sua prancha. Sempre é bom perguntar qual o material utilizado. Se o produto for de boa qualidade, conseqüentemente o valor de venda será maior.
Funcionários ? O ideal é que todos peguem onda.
Depois de escrever este texto de maneira reduzida, ficam aqui algumas perguntas a serem feitas a nós mesmos.
Por que a qualidade é importante? Qual matéria-prima que está sendo feita minha prancha? Quem está trabalhando por trás dela? Será que eu gosto de ser enganado pelo preço e pelos marketeiros de plantão?
Estas perguntas são necessárias para que realmente você possa ter um equipamento bom e que seu surf sempre cresça como esporte e não como um simples modismo.
Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (0xx11) 6959 0993. Ou visite o site Surfavel.com.br .
A Surfavel Surfboards trabalha com todos os tipos de prancha, para pronta entrega ou encomenda, e fica localizada à rua Conselheiro Saraiva, 912, Santana, São Paulo (SP).

