#A Ong Biologic Bodyboarding, sob comando do atleta e big rider Giuliano Lara, divulgou no mês passado um informativo sobre as primeiras ações da entidade a favor da melhora no esporte no Brasil.
Levantamento das sugestões dos atletas para melhora do esporte:
– Existe uma falha geral do bodyboard em relação à sua exibição na mídia. O trabalho de marketing do bodyboard está sem representatividade nos grandes meios de comunicação. Isso é algo que deve ser resolvido em prioridade, pois está diretamente relacionado ao sucesso do esporte.
#- Acreditamos não ser atraente para essa mesma mídia, mostrar campeonatos de qualquer modalidade (surf, bodyboard, longboard) em ondas pequenas e ruins. Sabemos que dependemos do patrocínio de órgãos públicos, que acabam definindo a localização dos eventos. E também sabemos que se for para acontecer campeonatos em ondas fracas, é melhor do que se não acontecerem os eventos. Mas tem que existir um limite.
– É importante que em algumas das etapas do Circuito Brasileiro seja priorizada a qualidade das ondas do pico para a prática do bodyboard. Reconhecemos ainda as visíveis melhoras relativas às premiações, estrutura e organização.
Considerações da 3B:
O bodyboard está encaixado na categoria “esportes radicais”. E a qualidade das ondas é prioridade e fator determinante. Considere as equações a seguir:
Equação 1
Atletas excelente + ondas excelentes = bodyboard espetáculo = Interesse da mídia em geral (que gosta de perigo e sensacionalismo) = grandes matérias, fotografias e imagens impressionantes = exposição em larga escala + Interesse de grandes patrocinadores pelo esporte = investimento em atletas e eventos = atletas realizados profissionalmente + grandes campeonatos = sucesso do bodyboarding.
Equação 2
Atletas excelentes + ondas fracas = bodyboarding de qualidade, mas sem o espetáculo
= participação da mídia apenas informativa, sem grandes destaques = patrocinadores restritos aqueles que conhecem o esporte e estão no meio = alguns conseguem patrocinadores, outros não. Alguns campeonatos legais, outros não = bodyboarding mais ou menos.
Temos consciência que nascemos e vivemos no Brasil, um país onde é difícil a condição do esporte, salvo o futebol e alguns outros esportes olímpicos. O nosso mercado é ainda mais complicado. Contudo, só os melhores prosperam, nunca os mais ou menos.
Nós temos os melhores atletas, só faltam as ondas para sermos sucesso. Ou então, seremos para sempre razoáveis.
Considerações finais
A 3B está muito satisfeita com o trabalho feito em 2002, principalmente pela Confederação Brasileira de Bodyboard.
É indiscutível a competência dos atuais dirigentes – isso dá credibilidade aos campeões, a CBRASB e acima de tudo ao esporte.
Sempre buscando sugestões para benefício do esporte, esperamos que nossas sugestões sejam levadas em consideração.
Pois são o desejo de praticamente duzentas pessoas atuantes no bodyboard. Atualmente, mais maduros, vamos lutar para melhorar nossa condição. Sabemos exatamente quem são as pessoas que só agem por interesses pessoais e não estão nem aí para o esporte. Nossa tolerância chegou ao fim e isso vai acabar.
Tudo que buscamos é o crescimento do esporte.