Primeira escola pública de surf do país, a Escola Radical de Santos (SP) comemorou 21 anos de atividade no Posto de Salvamento 2 na última sexta-feira, 28 de junho.
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A escola é coordenada pelo professor Cisco Araña, primeiro surfista profissional do estado de São Paulo, e é uma referência internacional em inclusão social e de pessoas com deficiência, bem como na adoção de metodologia de ensino.
Apesar do tempo chuvoso, a comemoração reuniu cerca de 100 pessoas entre alunos, pais, professores, autoridades do município e amigos da escola.
O cronograma especial de aniversário começou com aula normal, quando a turma se aqueceu em um circuito que inclui exercícios funcionais e slackline antes de ir para a água.
Na sequência, o primeiro aluno deficiente visual da escolinha, Valdemir Correa, o Val, hoje formado em educação física, explicou como é surfar sem enxergar e convidou dois voluntários para praticar de olhos vendados.
“Foi uma experiência diferente. É bem difícil, deu para perceber o quanto a visão é importante”, disse Bruna Melo, aluna há dois anos, uma das voluntárias.
Depois do surf, foi a vez de uma cerimônia, quando a escola homenageou alunos de destaque e personalidades que fizeram história no surf santista.
Entre os homenageados estavam José Francisco Fernandes, o “Lacraia”, integrante de uma das primeiras turmas do surf santista, nos anos 60; Fusae Nishida, surfista de 82 anos; e algumas das alunas mais antigas da escola.
A cerimônia terminou com a colocação de uma guirlanda de flores na estátua de Osmar Gonçalves, um dos pioneiros do surf no Brasil.
Totalmente gratuita, a Escola Radical de Santos é mantida pela prefeitura da cidade em parceria com a rede de lojas Sthill desde sua inauguração. É um projeto exemplar que orgulha os surfistas e os cidadãos santistas.