Fecasurf realiza curso de arbitragem em Santa Catarina

O “Curso de Arbitragem de Surf”será realizado paralelamente a Taça Governador do Estado/Mormaii, no próximo final de semana (01 e 02/11) em São Francisco do Sul, Santa Catarina. O evento tem o objetivo de formar novos árbitros para os quadros da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf) e Associações filiadas, além de atualizar e treinar os árbitros já formados. O curso é aberto a árbitros, profissionais e estudantes de Educação Física. Os palestrantes serão Jordão Bailo, juiz e head judge da Fecasurf e da Abrasp, e José Eduardo Coelho, proprietário do Surfpro, sistema de computação para campeonatos de surf. As inscrições custam RS 30 e podem ser feitas na sede da entidade. O endereço é Rua José Ricardo Nunes, 79, Capoeiras, Florianópolis. Os particiapantes receberão certificado e avaliação expedidos pela Federação Catarinense. O evento será realizado no andar superior do Surf Bar, na Prainha, em São Francisco do Sul. Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (0xx48) 244 1880.
Da Hui e OP prestigiam em Mega Bazar em São Paulo

As marcas Da Hui e Ocean Pacific participam do I Mega Bazar GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), que começa nesta segunda feira (29/10) e rola até o dia 25/11, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. Além da Da Hui e OP, participam cerca de 50 marcas, como Gregory, Banana Republic, Madame Buterfly, Adidas, TNG, entre outras. A previsão é de que 500 mil pessoas passem pelo evento. O bazar será realizado entre 12 e 22 horas. Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (0xx11) 4193 6392.
Outubro: 20 dias de altas ondas

#O mês de outubro de 2001 recebeu um dos melhores swells da história de Santa Catarina. Depois de mais de vinte dias de ondas grandes, entre 1,5 e 3 metros, o mar abaixou completamente no dia 26. Na verdade, foram quatro ondulações, que emendaram uma na outra. Cheque o que rolou com o cara que faz o Wavescheck na Ilha e que dispunha da tarde inteira livre pra surfar onde quisesse. Fazer o boletim das ondas para o site Waves me deixou mais antenado nas mudanças do mar. Não posso prever, mas é possível farejar um bom swell. As ondas começaram a rolar num campeonato Pro/Am na Mole, dia 22 de setembro. Lembro de ter dito ao bodyboarder Zé Lucio Cardim: “Esse swell vai durar uma semana”. Não durou uma, mas quatro semanas, com ondas em 90% dos dias. #Foi internacional, melhor que qualquer viagem ao exterior. Você chegava, pegava altas com poucos amigos, depois almoçava, dava uma enganada no trampo, enquanto fazia a digestão do rango, e voltava pra mais um pouco de surf no fim de tarde. Sempre via o tuberider Ricardo Azevedo checando as ondas da Galheta, lá no alto do estacionamento na Mole, e perguntava pra ele: “E aí, vamos trabalhar?”. Pegávamos as gunzeiras e íamos para o batente, entubar na praia da Galheta, o pico mais constante e com menos correnteza nesses últimos swells. “Prefiro surfar aqui nessa praia a sair da Ilha, quando tem essa condição”, revelou Azevedo. Muito crowd se formou na “Gaylhetas”, mesmo nos dias de 1,5 metros. Antigamente, parece que a galera tinha preguiça de andar 15 minutos da praia Mole até lá. #Numa manhã com ondas grandes que ventou terral o dia inteiro, vi um cara no mar que me pareceu familiar. Olhei de novo e achei que fosse o Cachorrão, dono do bar na praia Mole. Mas o Cachorrão surfa de long e o cara tava de pranchinha. Só depois de um tempo me liguei que era o australiano, ex-top da ASP, Glen Winton (Mr. X), que passou mais de um mês por aqui. Mas parecia mesmo com o Cachorrão! A praia da Galheta oferece uma espécie de canal pra varar, no canto norte. Nos dias de ressaca, com vento leste/nordeste, a Galheta proporcionou surf quase sem ninguém na água. Eram tempestades de leste. Como dizem os pescadores por aqui: “Venta leste e chove como peste”. E choveu mesmo, muito. Cada vez mais acredito que são as tempestades as melhores formadoras de swells no litoral do Rio Grande do Sul até o sul da Bahia. Quero dizer chuva mesmo. Tow-in na Joaca No início do mês, durante o período da lua cheia, o swell aumentou de tamanho e chegou a três metros, em picos como a Joaquina. As duplas Romeu Bruno/Saulo Lyra e João Capilé/Dê da Barra pegaram seus jet-skis e foram lá atrás da laje na Joaca fazer Tow-in. Rebocaram alguns surfistas lá pra fora, como Adriano Matias, Diego Rosa e outros. Eles se dedicaram a pegar as ondas que rolavam lá fora. Com ajuda do jet, botaram feras como Teco e Guga Arruda com velocidade suficiente pra pegarem umas ondas que até então quase ninguém surfara. Trata-se daquela esquerda que vem lá da ponta de pedras, bem pra fora do costão. “Dê da Barra pegou um tubão”, contou Capilé. “O mar estava igual ao Hang Loose 86”, declarou o folclórico Capila – por sinal, o Hang Loose foi realizado na mesma época do ano. No dia seguinte, a galera também fez Tow-in na Joaca. A correnteza continuava insana e só mesmo com jet-ski pra varar e curtir. Na semana seguinte rolou outro bom swell de leste. Mais uma vez estava todo mundo lá, com os jets preparados. A forte correnteza dificultava muito pra quem insistia em surfar no braço. Um dia de Sunset no Brasil Na minha opinião, o melhor dia de surf foi num domingão, dia 7, com 7 pés plus de ondas à la Sunset no Gravatá. Foi no mesmo dia de um campeonato da Associação dos Surfistas e Amigos da Praia Mole, que rolou no outro canto da praia e foi vencido por Davi Jesus. Nunca vi uma condição tão parecida com Sunset no Brasil. O drop era daquele que faz a face da onda dobrar de tamanho, quando ela acertava na bancada. A textura do mar, a formação dos tubos no inside, a cor, a temperatura da água e o vento eram idênticos ao Hawaii, porém, com um detalhe: só meia dúzia no pico. #O fotógrafo James Thisted caiu comigo na minha segunda bateria. Minha 6’9″ ficou pequena. A cópia da minha Gerry Lopez 7’6″, feita por Mark Jackola, estava trancada na casa de Flávio Vidigal. Fez falta. Minha cordinha tinha 8 pés naquela manhã. Terminou o dia com quase 10 pés de comprimento. “Levei o pior caldo de minha vida quando tentei sair de uma onda à tarde”, afirmou o veterano Adriano Matias, que já tinha quebrado uma pranchinha na mesma manhã. Outro que se deu mal foi o amigo Vicente Neto, que pegou um tubo de manhã e teve que sair do mar, pois o teto desabou nele. Lesionou os ligamentos dos dois joelhos e teve uma das pernas engessadas. Neco Padaratz também caiu no fim de tarde com uma 9 pés e se divertiu nesse pico fabuloso que é o Gravatá. Quando está do jeito, com mais de 7 pés de onda, é um dos três melhores mares da Ilha, na minha opinião. Vila das ondas Neguinho de Floripa também pegou a Vila clássica. Arnaldo Spyer e Roberto Perdigão fizeram uma barca na última terça-feira (dia 24 de outubro) e ainda surfaram altas ondas, com até 1,5 metros. Perdigão se recuperava de uma fratura na costela, mas disse que conseguiu surfar na boa. O acidente ocorreu num dos dias que rolaram ondas grandes, lá mesmo na Vila. Arnaldo disse que foi um dos dez melhores mares que pegou naquela praia. “A água estava quente”, comemorou ele, que odeia surfar
Mundial Pro Junior tem disputa acirrada na Austrália

#O clima natural de disputa que envolve a final do Mundial Pro Junior, circuito da ASP sub-20, será ainda maior este ano, com a confirmação da presença dos wildcards australianos Joel Parkinson, campeão do circuito em 99 e atual 14o colocado do WCT, e Mick Fanning, revelação do ano ao vencer a primeira etapa do tour mundial como convidado, em Bell’s Beach, e já classificado para o WCT de 2002. O evento será realizado em Phillip Island, na Austrália, de 2 a 10 de novembro, e oferece US$ 45 mil em prêmios, em jogo para os 48 surfistas com até 20 anos de sete regiões do globo: Américas do Sul e do Norte, Hawaii, Europa, África do Sul, Japão e Australásia, classificados a partir de seletivas regionais no decorrer do ano. O título ainda pertence ao brasileiro Pedro Henrique, que este ano compete como wildcard e ocupa a 11a posição no ranking. A dupla australiana ocupa as duas primeiras colocações, com Parkinson em primeiro e Fanning em segundo, e pretende terminar a carreira de Junior em grande estilo. Para Parko, 20 anos, este é o maior evento Junior do mundo, e todos os atletas presentes têm chances de vitória. “É uma ótima época para Phillip Island, é bastante power e será um ótimo preparo para as finais do WCT e WQS no Hawaii”, disse. Fanning, também de 20 anos, está em excepcional forma, e além da vitória no ‘CT acumulou pontos mais do que suficientes para garantir sua entrada na elite mundial para 2002. Porém, para ambos o título Junior é a prioridade agora. Outro australiano, Adrian Buchan, 19, é o terceiro do ranking após a vitória do circuito nacional que definiu a equipe para o mundial. A equipe brasileira, formada após duas seletivas durante o ano de 2001, é composta pelos atletas Bruno Moreira, campeão da primeira etapa e do circuito, Vitor Faria, campeão da segunda etapa, Gustavo Santos, Bruno Santos, Saulo Junior e Leandro Moulin, além de Pedro Henrique. O espanhol Pablo Gutierrez, 20, lidera o time europeu, após vencer pela segunda vez consecutiva o circuito europeu Junior, no começo do ano. Ele ocupa a quarta colocação no ranking, à frente dos companheiros da França, Ilhas Reunião, Grã-Bretanha e Tahiti. Já o neozelandês Jay Quinn, 18, atual campeão mundial Grommet (até 18 anos), compete como wildcard e é o único representante de seu país na competição. Sean Moody encabeça os havaianos na sétima posição, com Micah Bryne, em oitavo, na frente dos colegas norte-americanos. O sul-africano Simon Fish é o melhor colocado de seu país, em 23o, enquanto o japonês Yoshimitsu Yamada também é o único do Japão, na 33a posição. O local de Victoria James Noble ganhou a outra vaga de wildcard, devido a uma contusão sofrida na final do ano passado, na qual terminou em quarto lugar. O Billabong World Junior Surfing Championships será um evento móvel, com oito dias de janela para a realização do evento. Os organizadores decidirão toda manhã qual será a programação, com informações disponíveis logo em seguida. Phillip Island está a aproximadamente duas horas do Aeroporto Internacional de Melbourne, e é o principal ponto turístico do Estado de Victoria, atraindo cerca de 3,5 milhões de visitantes por ano. A região possui mais de vinte picos de surf conhecidos, entre beach e point breaks de qualidade. A cerimônia oficial de abertura será realizada no Phillip Island Nature Park Penguin Reserve, dia 1 de novembro às 4:00 da tarde. Para mais informações acesse www.billabong.com ou www.aspworldtour.com.
Leonardo Oliveira vence Confronto Universitário

#O guarujaense Leonardo Oliveira deu um verdadeiro show na segunda e decisiva seletiva final paulista do Confronto MCD Brasileiro Universitário, realizada no último final de semana (27 e 28/10), na praia de Maresias, em São Sebastião. Além de vencer a categoria Universitária, ele faturou a disputa Open Local (para surfistas que freqüentam Maresias) e ainda a Lui Lui Expression Session, bateria onde vale a manobra mais radical. A disputa definiu as quatro primeiras vagas de São Paulo para a decisão do título nacional da categoria, em Ubatuba, de 12 a 15/12, onde estará em jogo uma pick-up Ford Courier zero km. Também garantiram classificação, além de Leonardo, aluno de Turismo na Faculdade Adélia, o santista Tico Oliveira (Publicidade-Unisanta), o guarujaense Rony Bonetti (Teologia-Unifata) e o vicentino Daniks Fischer (Jornalismo-Unimonte). No feminino, duas atletas representarão o Estado. Bruna Queiroz, de São Sebastião (aluna de Turismo na Universidade Brás Cubas) venceu a etapa e o ranking. Sua companheira de equipe será a guarujaense Christine Mello (estudante de Fisioterapia na Unaerp). A etapa foi marcada pela escassez de ondas, que prejudicou o desempenho dos surfistas. Ainda no domingo, uma forte neblina atrasou por uma hora a competição. Mas nada impediu o bom astral do evento, que teve sol e um bom público. Na disputa masculina, Leonardo foi muito bem, e liderou a bateria decisiva do início ao fim. “Estou bastante feliz porque estes resultados mostram que tenho tudo para voltar por cima. Ainda sou muito novo e quero voltar a disputar o Circuito Mundial WQS e entrar no WCT. O Circuito Universitário está dando uma motivação enorme para minha carreira. E essa vitória vale como meu presente de aniversário”, disse Leonardo, que completa 21 anos no próximo dia 03. A briga, então, ficou pelo 2° lugar, entre Tico Oliveira e o santista Alessandro Mariano (Administração-Unimonte), atual líder do circuito paulista. No final Tico, considerado a grande surpresa do evento, assegurou a vice-campeonato pela segunda vez, garantindo o título do ranking e uma passagem aérea para o Peru. Na 4ª colocação ficou Rony Bonetti (campeão paulista de 2000). Na categoria Feminina, Bruna Queiroz foi a vencedora da etapa, seguida da guarujaense Rochelle Faustino (Administração-Adélia), Christine Mello e Luciana Pires (Publicidade-ESPM). Na Lui Lui Expression Session os surfistas tiveram uma grande trabalho para tentar uma manobra arriscada devido às más condições do mar e a neblina. Inspirado, Léo venceu com um 360°. Na Open Local, o dono da festa teve uma vantagem: chegou a sair cinco minutos antes do final da bateria. Gilmar Pulga foi o vice, seguido de Igor Moraes e Alexsandro Abolição. A equipe paulista terá ainda mais quatro surfistas no masculino, que serão definidos no Circuito Estadual Universitário – dois na Open (para atletas do Litoral) e outros dois na Paulistana (surfistas que estudam e moram na Capital). Eles enfrentarão competidores de todo o Brasil na grande final do Brasileiro, em Ubatuba.