Rock and Roll Circus

Valeu, Charlie Watts

Waves celebra memória do baterista Charlie Watts, do The Rolling Stones.
Cena de Rock and Roll Circus, filme clássico do The Rolling Stones.

Para prestar uma homenagem ao baterista Charile Watts, falecido nesta semana aos 80 anos, Waves tira do baú o vídeo The Rolling Stones Rock and Roll Circus, um registro único da cena londrina no auge da psicodelia.

Gravado durante um show em Londres em 1968, The Rolling Stones Rock and Roll Circus foi originalmente concebido como um especial da TV estatal inglesa BBC. Dirigido por Michael Lindsay-Hogg, o filme se concentra na formação original dos Rolling Stones: Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Brian Jones (guitarra), Charlie Watts, Bill Wyman (baixo), com assistência de Nicky Hopkins (teclado) e Rocky Dijon (percussão).

A grande banda de rock and roll do mundo, maior “rival” do The Beatles, apresenta seis clássicos – Jumpin’ Jack Flash, Parachute Woman, No Expectations, You Can’t Always Get What You Want, Sympathy For The Devil e Salt For The Earth.

Para completar, Circus também inclui performances extraordinárias de The Who, Jethro Tull, Taj Mahal, Marianne Faithfull, Yoko Ono e The Dirty Mac – simplesmente o primeiro supergroup da história, uma banda composta por Eric Clapton (guitarra), Keith Richards (baixo), Mitch Mitchell, do The Jimi Hendrix Experience (bateria) e John Lennon na guitarra e voz, interpretando Yer Blues, do The Beatles.

Blues branco Filho de um caminhoneiro, Charlie era o baterista da Blues Incorporated, a primeira banda britânica formada exclusivamente de músicos brancos, a tocar blues, o ritmo pai de todos sons dos negros americanos, ritmo o qual fazia muito sucesso com a juventude londrina no começo da década de 1960.

Esta banda, liderada por Alexis Korner, tocava regularmente no Ealing Club de Londres. Foi lá que Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones, fãs incondicionais do blues, conheceram Watts e se empolgaram com sua qualidade como músico.

Convidaram-no, humildemente, para ser o baterista da banda que estavam planejando formar, admitindo que não tinham como pagá-lo naquele instante. Charlie acabou aceitando trocar o já estável Blues Incorporated pelo projeto de Mick, Keith e Brian, o que, em pouco tempo, se demonstrou a decisão profissional mais acertada de sua vida.

Entrou assim para os The Rolling Stones como baterista em 1963, posição que ocupou até à sua morte, sendo portanto o único baterista da história da banda e um dos três únicos membros que estiveram desde a primeira formação e em todas as formações, ao lado de Jagger e Richards.

Charlie foi o mais discreto dos Stones, desde a saída do baixista Bill Wyman.

No entanto seu relacionamento com os demais membros da banda foi bem menos passivo do que pareceu: provocou seu amigo Keith Richards, e suas “excêntricas” escolhas para vestir durante os shows, brincando: “Keith, você ainda vai usar as roupas que pegou da sua mãe?”.

Em outra oportunidade, apavorou Mick Jagger, que vive sendo acusado de, às vezes, tratar com um certo menosprezo os demais membros, como se fossem seus empregados ou subalternos.

Certa vez, bêbado, Mick ligou de seu apartamento para o de Watts, cobrando taxativamente: “Cadê meu baterista?”. Minutos depois, Charlie apareceu pessoalmente no apartamento de Jagger, e enfurecido, deu um soco nele e declarou apenas duas frases: “Nunca mais me chame de ‘seu baterista’. Você que é o meu vocalista, seu bosta!”.

Já admitiu em entrevista que um de seus poucos sonhos profissionais seria poder tocar nos shows trajado à caráter, de terno, mas que isto é inviável por travar e prejudicar demais seus movimentos.

Além do rock and roll, Charlie tem forte influência no jazz, inclusive pelo estilo dos discos solo de sua carreira, sendo considerado um dos maiores bateristas em seu tempo.

Em 1989, foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame.

Em 14 de agosto de 2004, o porta-voz da banda Rolling Stones anunciou que Watts estava com câncer de garganta. Após seis semanas de radioterapia em Londres, foi considerado curado, conforme anúncio feito por Mick Jagger em outubro de 2004.

Watts morreu em 24 de agosto de 2021, aos 80 anos de idade, em Londres.

Tragédia anunciada Não é a primeira vez que a morte de um integrante abala a história de sucesso dos Stones. Brian Jones já não era mais um Rolling Stone quando foi encontrado morto na piscina de sua mansão em Londres pela namorada sueca. Ele havia sido expulso da banda apenas vinte dias antes.

Mas, a marca The Rolling Stones estava totalmente impregnada à incrível história de ser chutado da banda que ele próprio havia criado.

O nome da banda foi dado por Brian, que se inspirou no trecho de uma canção do bluesman Muddy Waters, Rollin’ Stone. O nome foi utilizado oficialmente pela primeira vez, durante a apresentação da banda no Marquee Club de Londres, em 12 de julho de 1962.

Foi de Brian o posicionamento artístico tomado pela banda, em seus anos iniciais. Ele não tinha a mesma habilidade de escrita que Jagger e Richards, mas, possuía o domínio dos instrumentos como ninguém.

Em 1969, os Rolling Stones já faziam um enorme sucesso e os músicos ganhavam muito dinheiro, mas Brian não soube administrar a fama e abusava das drogas e do álcool, além de ter sido preso algumas vezes.

Seu comportamento estava atrapalhando o andamento dos shows e gravações do grupo, e os Stones decidiram então expulsá-lo da banda, antes de uma turnê que fariam pelos Estados Unidos naquele ano.

Na madrugada de 2 de julho de 1969, três semanas após ter sido afastado da banda que ele mesmo formou, Brian Jones foi encontrado morto em sua casa, por sua namorada, Anna Wohlin.

A mulher retirou o corpo de seu amado da piscina da mansão do músico, acreditando que ele ainda estava vivo. Porém, após a chegada dos médicos, o homem foi declarado morto.

Na época, o relatório dos legistas afirmou que a causa da morte foi um acidente, provavelmente afogamento após o uso abusivo de drogas. Três dias após a morte do ex-colega de banda, os Rolling Stones — já com um novo guitarrista-, se apresentaram em um show gratuito, dedicando o concerto à Jones.

Um tempo depois, Ron Wood, dos Faces, banda do vocalista Rod Stewart, assumiu the second hand guitar, permanecendo no grupo até hoje.

Não demorou muito para que diversas teorias da morte repentina de Brian surgissem na mídia. Foi dito que o mestre de obras Frank Thorogood, que trabalhava em uma reforma na mansão do músico, havia afogado o roqueiro.

Em um filme intitulado Stoned, lançado no ano de 2005, algumas hipóteses foram levantadas. A obra dizia que Frank teria confessado o crime à sua filha, em seu leito de morte, no ano de 1993. Contudo, não existem provas contundentes dessa história e a versão nunca foi confirmada.

Para o líder da banda, Mick Jagger, a expulsão do guitarrista foi necessária na época: “Éramos jovens, e às vezes as pessoas pegavam no pé dele. Mas ele atraiu isso para si mesmo, era muito invejoso, muito difícil, muito manipulador.”, afirmou Jagger em entrevista.

Apesar da perda enigmática do músico e d distanciamento entre ele e os outros colegas, os Rolling Stones não teriam sido os mesmos sem Brian. O último álbum feito com os Stones foi Let it Bleed, do qual ele participou em algumas canções.

Mesmo tímido como compositor, suas contribuições marcaram a história dos Stones, principalmente as músicas Stoned (1963) e Now I’ve Got A Witness (1964).

O documentário Rolling Stone: Life and Death of Brian Jones, lançado no início de 2020, tem como foco principal a explorar a possibilidade de que o músico tenha mesmo sido assassinado e desvendar ainda mais esse famoso mistério, que cerca o mundo do rock há mais de 50 anos.

Discografia de Charlie Watts

1986: Live at Fulham Town Hall (Charlie Watts Orchestra)
1991: Tribute to Charlie Parker with Strings (Charlie Watts Quintet)
1991: From One Charlie (Charlie Watts Quintet)
1993: Warm & Tender (Charlie Watts)
2000: Charlie Watts/Jim Keltner Project (Charlie Watts and Jim Keltner)
2004: Watts at Scott’s (Charlie Watts)
2010: The Magic of Boogie Woogie (Axel Zwingenberger (p), Dave Green (b), Charlie Watts (dr))

Discografia completa do The Rolling Stones 
Álbuns de estúdio

1964 The Rolling Stones
Lançamento: 16 de Abril de 1964
Gravadora: Decca Records

1964 England’s Newest Hit Makers
Lançamento: 30 de Maio de 1964
Gravadora: London Records

1964 12 X 5
Lançamento: 17 de Outubro de 1964
Gravadora: London Records

1965 The Rolling Stones No. 2
Lançamento: 15 de Janeiro de 1965
Gravadora: Decca Records

1965 The Rolling Stones, Now!
Lançamento: 13 de Fevereiro de 1965
Gravadora: London Records

1965 Out of Our Heads (EUA)
Lançamento: 30 de Julho de 1965
Gravadora: London Records

1965 Out of Our Heads (RU)
Lançamento: 24 de Setembro de 1965
Gravadora: Decca Records

1965 December’s Children (And Everybody’s)
Lançamento: 4 de Dezembro de 1965
Gravadora: London Records

1966 Aftermath (RU)
Lançamento: 15 de Abril de 1966
Gravadora: Decca Records

1966 Aftermath (EUA)
Lançamento: 20 de Junho de 1966
Gravadora: London Records

1967 Between the Buttons (RU)
Lançamento: 20 de Janeiro de 1967
Gravadora: Decca Records (RU)

1967 Between the Buttons (EUA)
Lançamento: 11 de Fevereiro de 1967
Gravadora: London Records

EUA: Ouro
1967 Their Satanic Majesties Request
Lançamento: 8de Dezembro de 1967
Gravadora: Decca Records (RU)
Gravadora: London Records (EUA)

1968 Beggars Banquet
Lançamento: 6 de Dezembro de 1968
Gravadora: Decca Records (RU)
Gravadora: London Records (EUA)

1969 Let It Bleed
Lançamento: 5 de Dezembro de 1969
Gravadora: Decca Records (RU)
Gravadora: London Records (EUA)

1971 Sticky Fingers
Lançamento: 23 de Abril de 1971
Gravadora: Rolling Stones Records

1972 Exile on Main St.
Lançamento: 12 de Maio de 1972
Gravadora: Rolling Stones Records

1973 Goats Head Soup
Lançamento: 31 de Agosto de 1973
Gravadora: Rolling Stones Records

1974 It’s Only Rock ‘n’ Roll
Lançamento: 18 de Outubro de 1974
Gravadora: Rolling Stones Records

1976 Black and Blue
Lançamento: 23 de Abril de 1976
Gravadora: Rolling Stones Records

1978 Some Girls
Lançamento: 9 de Junho de 1978
Gravadora: Rolling Stones Records

1980 Emotional Rescue
Lançamento: 20 de Junho de 1980
Gravadora: Rolling Stones Records

1981 Tattoo You
Lançamento: 24 de Agosto de 1981
Gravadora: Rolling Stones Records

1983 Undercover
Lançamento: 7 de Novembro de 1983
Gravadora: Rolling Stones Records

1986 Dirty Work
Lançamento: 24 de Março de 1986
Gravadora: Rolling Stones Records

1989 Steel Wheels
Lançamento: 29 de Agosto de 1989
Gravadora: Rolling Stones Records

1994 Voodoo Lounge
Lançamento: 11 de Julho de 1994
Gravadora: Virgin Records

1997 Bridges to Babylon
Lançamento: 29 de Setembro de 1997
Gravadora: Virgin Records

2005 A Bigger Bang
Lançamento: 5 de Setembro de 2005
Gravadora: Virgin Records

2016 Blue & Lonesome
Lançamento: 2 de Dezembro de 2016
Gravadora: Polydor Records

Ao vivo

1966 Got Live If You Want It! (apenas EUA)
Lançamento: 10 de Dezembro de 1966
Gravadora: London Records

1970 Get Yer Ya-Ya’s Out! The Rolling Stones in Concert
Lançamento: 4 de Setembro de 1970
Gravadora: Decca Records (RU)
Gravadora: London Records (EUA)

1977 Love You Live
Lançamento: 23 de Setembro de 1977
Gravadora: Rolling Stones Records

1982 Still Life (American Concert 1981)
Lançamento: 1 de Junho de 1982
Gravadora: Rolling Stones Records

1991 Flashpoint
Lançamento: 2 de Abril de 1991
Gravadora: Rolling Stones Records

1995 Stripped
Lançamento: 13 de Novembro de 1995
Gravadora: Virgin Records

1996 The Rolling Stones Rock and Roll Circus
Lançamento: 14 de Outubro de 1996
Gravadora: Decca Records

1998 No Security
Lançamento: 2 de Novembro de 1998
Gravadora: Virgin Records

2004 Live Licks
Lançamento: 1 de Novembro de 2004
Gravadora: Virgin Records

2008 Shine a Light
Lançamento: 1 de Abril de 2008
Gravadora: Polydor Records

Coletâneas

1966 Big Hits (High Tide and Green Grass) (EUA)
Lançamento: 28 de Março de 1966
Gravadora: London Records

1966 Big Hits (High Tide and Green Grass) (RU)
Lançamento: 4 de Novembro de 1966
Gravadora: Decca Records

1967 Flowers
Lançamento: 26 de Junho de 1967
Gravadora: London Records

1969 Through the Past, Darkly (Big Hits Vol. 2 (RU))
Lançamento: 12 de Setembro de 1969
Gravadora: Decca Records

1969 Through the Past, Darkly (Big Hits Vol. 2 (EUA)
Lançamento: 12 de Setembro de 1969
Gravadora: London Records

1971 Stone Age
Lançamento: 6 de Março de 1971
Gravadora: Decca Records

1971 Gimme Shelter
Lançamento: 10 de Setembro de 1971
Gravadora: Decca Records

1971 Hot Rocks 1964–1971
Lançamento: 20 de Dezembro de 1971
Gravadora: ABKCO Records/London Records

1972 Milestones
Lançamento: 18 de Fevereiro de 1972
Gravadora: Decca Records

1972 Rock’n’Rolling Stones
Lançamento: 13 de Outubro de 1972
Gravadora: Decca Records

1972 More Hot Rocks (Big Hits & Fazed Cookies)
Lançamento: 11 de Dezembro de 1972
Gravadora: ABKCO Records

1973 No Stone Unturned
Lançamento: 5 de Outubro de 1973
Gravadora: Decca Records

1975 Metamorphosis
Lançamento: 6 de Junho de 1975
Gravadora: ABKCO Records

1975 Made in the Shade
Lançamento: 6 de Junho de 1975
Label: Rolling Stones Records

1975 Rolled Gold: The Very Best of the Rolling Stones
Lançamento: 6 de Novembro de 1975
Gravadora: Decca Records

1979 Time Waits for No One: Anthology 1971–1977
Lançamento: 29 de Maio de 1979
Gravadora: Rolling Stones Records

1980 Solid Rock
Lançamento: 28 de Outubro de 1980
Gravadora: Decca Records

1981 Slow Rollers
Lançamento: 1 de Janeiro de 1981
Gravadora: Decca Records

1981 Sucking in the Seventies
Lançamento: 9 de Março de 1981
Gravadora: Rolling Stones Records

1982 In Concert
Lançamento: 21 de Julho de 1982
Gravadora: Decca Records

1982 Story of The Stones
Lançamento: 1 de Dezembro de 1982
Gravadora: Decca Records

1984 Rewind (1971–1984)
Lançamento: 19 de Junho de 1984
Gravadora: Rolling Stones Records

1989 Singles Collection: The London Years
Lançamento: 15 de Agosto de 1989
Gravadora: ABKCO Records

1989 Les Années Stones 1
Lançamento: 1989
Gravadora: London Records

1990 Hot Rocks 1964–1971
Lançamento: 25 de Junho de 1990
Gravadora: ABKCO Records/London Records

1993 Jump Back: The Best of The Rolling Stones
Lançamento: 22 de Novembro de 1993
Gravadora: Virgin Records

2002 Forty Licks
Lançamento: 30 de Setembro de 2002
Gravadora: Virgin/ABKCO/Decca

2004 Jump Back: The Best of The Rolling Stones
Lançamento: 24 de Agosto de 2004
Gravadora: Virgin Records

2005 Rarities 1971–2003
Lançamento: 22 de Novembro de 2005
Gravadora: Virgin Records

2012 GRRR!
Lançamento: 9 de novembro de 2012
Gravadora: Polydor Records / ABKCO Records

2019 Honk
Lançamento: 19 de abril de 2019
Gravadora: Promotone BV/Universal Music

Fontes Aventuras na História e Wikipedia

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) 1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta sexta-feira (23) às 5h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.