Atol de Bikini

Vida marinha redescoberta

Professor de ciências marinhas em Stanford faz expedição de mergulho na Ilha de Bikini e encontra diferentes espécies de animais marinhos.
Peixes marítimos, Ilha de Bikini, Ilhas Marshall, 2023.

O professor de ciências marinhas Stephen Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, observava o azul do mar profundo com a misteriosa sensação de que algo estava errado.

Palumbi participava de uma expedição no verão de 2016, mergulhando no Pacífico Central para verificar o estado de um obscuro trecho de recife.

O que ele e seus colegas pesquisadores encontraram foi um mundo esquecido, com surpreendente abundância de vida marinha. Havia cardumes de peixes-papagaio nadando, jardins de corais em crescimento, peixes-napoleão do tamanho de bebês rinocerontes… e tubarões – muitos tubarões.

“Você não conseguia olhar em nenhuma direção sem observar um ou dois deles”, relembra o professor.

Mas havia também uma atmosfera incomum – estranhas indicações espalhadas de que aquele era um lugar diferente.

“Sempre que você se virava, havia algo estranho acontecendo”, relembra Palumbi. Como uma rachadura misteriosa no recife. Pequenas fissuras irregulares não são incomuns, mas aquela era uma linha reta perfeita – um fosso harmonioso com pelo menos 1,5 km de comprimento.

E houve também um incidente com a navegação. Mais cedo, a equipe de pesquisa estava a bordo do barco de mergulho, perto de lançar âncora na lagoa, a vários quilômetros de distância da terra mais próxima. Foi quando o sistema de navegação começou a alertar que, segundo seus cálculos, eles haviam encalhado – o que não era verdade.

Palumbi estava mergulhando em um dos lugares mais radioativos do planeta: o Atol de Bikini, nas ilhas Marshall. Cerca de sete décadas antes, aquele anel de ilhas – até então, o arquétipo do paraíso tropical – serviu de local de testes para a bomba atômica.

Nas décadas de 1940 e 50, os Estados Unidos passaram 12 anos detonando nas suas águas tranquilas e no atol vizinho 67 bombas nucleares, equivalentes a 210 megatons de TNT – mais de 7 mil vezes a potência empregada em Hiroshima, no Japão.

O sistema de navegação de Palumbi ficou desorientado porque algumas ilhas, ainda registradas nos mapas mais antigos, foram completamente vaporizadas pelas explosões.

Este passado obscuro deixou um legado devastador para os habitantes de Bikini. Eles não conseguiram voltar para casa desde aquela época.

Mas o experimento também criou acidentalmente um santuário – um local onde a vida selvagem é protegida pela própria toxicidade da região. E, há quase 70 anos, ninguém pesca naquele local.

Em terra, a maior parte da humanidade não depende mais de caçar e coletar há milênios. Para o norte-americano médio, por exemplo, atirar em um tatu para o jantar seria algo bastante incomum.

Mas não é o caso dos oceanos. À medida que a nossa população aumenta, cresce também a quantidade de alimentos marinhos que consumimos.

Atualmente, os peixes e frutos do mar representam uma parte significativa da alimentação de três bilhões de pessoas em todo o mundo. Mas esse almoço grátis trouxe consequências radicais.

Em menos de um século, ecossistemas antes florescentes ficaram desertos. Um dos peixes favoritos dos seres humanos, o atum, está perto da extinção. E, na Terra Nova, no Canadá, a pesca de bacalhau entrou em colapso, com seu volume histórico anual reduzido em até 810 mil toneladas.

A verdade é que os seres humanos transformaram completamente os oceanos do planeta, reduzindo a biomassa total dos peixes em cerca de 100 milhões de toneladas desde os tempos pré-históricos. Acredita-se que 90% dos estoques de peixe do planeta já tenham sido consumidos.

Mas existe um movimento crescente para mudar esta situação.

Em 2023, as Nações Unidas assinaram um acordo histórico: o Tratado do Alto Mar, que pretende proteger a vida marinha em áreas de mar aberto que não são controladas por nenhum país.

Esta vasta porção da superfície da Terra representa mais de dois terços dos oceanos do planeta. Segundo o tratado, ela irá deixar de ser uma área comum acessível para qualquer pessoa – ou, pelo menos, esta é a intenção.

É claro que a humanidade não pretende deixar completamente de pescar. Mas qual seria a aparência dos mares se decidíssemos nos abster permanentemente da pesca?

Esta é uma questão simples que pode oferecer uma ideia surpreendente do profundo impacto que causamos atualmente sobre os oceanos – o maior ecossistema do planeta. E também revela o que podemos fazer para ajudar na sua recuperação.

A volta da riqueza da vida marinha
Depois dos experimentos no Atol de Bikini, as ilhas passaram décadas como um local de fantasmas. Nenhum ser humano morou ali desde os anos 1950, exceto pelos seus cuidadores.

Por isso, quando Palumbi entrou de barco na lagoa central do atol em 2016, com sua colega Elora López-Nandam – atualmente, pesquisadora em pós-doutorado da Academia de Ciências da Califórnia, nos Estados Unidos – eles não tinham ideia do que iriam encontrar.

Afinal, até os cocos espalhados pelas praias locais são radioativos.

Os dois pesquisadores mergulharam na cratera Bravo, uma bacia com 1,5 km de largura e 75 metros de profundidade no norte do arquipélago. Ali, a coluna d’água apresenta radioatividade relativamente baixa, em níveis comparáveis aos encontrados na maior parte do planeta.

Mas, no sedimento no fundo do mar, a história é outra. Até hoje, existe ali alta concentração de plutônio, amerício e bismuto radioativo – maior do que em qualquer outro local nas ilhas Marshall.

Naquele local, na manhã de 1º de março de 1954, os Estados Unidos realizaram o maior teste termonuclear da sua história. E, mais de seis décadas depois, Palumbi e López-Nandam ficaram surpresos com o que viram.

O centro da cratera é relativamente estéril até hoje, apenas com uma espessa camada de lodo. Mas, nas extremidades, eles encontraram um refúgio escondido, com cardumes de pequenos peixes coloridos nadando em volta de corais com o tamanho de pequenos carros. Ali, os tubarões-galhas-pretas e tubarões-cinzentos-dos-recifes são onipresentes, com sua característica forma de torpedo.

“É arrebatador”, exclama Palumbi.

O recife estava repleto de vida, mesmo lutando contra os efeitos da radiação – que se acredita ter criado uma população de tubarões mutantes sem a segunda barbatana dorsal. E os peixes eram gigantes – pelo menos, em comparação com os que você encontraria em lugares pilhados regularmente pelo ser humano em busca de alimento.

Esta é a consequência mais óbvia do possível abandono da atividade pesqueira: haveria mais peixes e eles seriam muito maiores do que os normalmente encontrados hoje em dia.

Reação rápida

Em março de 2006, o então presidente americano George W. Bush estava vendo televisão na Casa Branca.

A crença popular conta que, naquele dia, Bush estava assistindo a um documentário do canal público PBS sobre as ilhas de Sotavento do Havaí, um arquipélago remoto no Oceano Pacífico.

Aparentemente, ele ficou tão encantado com o local que começou imediatamente a procurar formas de proteger as ilhas. E, com a ajuda de uma obscura lei de um século antes, Bush criou o Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea, que hoje é a maior área de conservação marinha do mundo.

Ao contrário das outras áreas protegidas do oceano, com vastas extensões que ainda permitem a pesca – já que as zonas de proibição representam apenas 20% desta categoria –, a nova reserva proibiu totalmente a atividade pesqueira. E o impacto foi quase imediato.

“Começamos a observar os efeitos cerca de um ano e meio depois”, afirma o professor de economia John Lynham, da Universidade do Havaí, especializado na recuperação dos oceanos.

Segundo o professor, a vida marinha em geral aumentou e a recuperação mais rápida foi das espécies que, antes, eram as mais consumidas.

Surpreendentemente, a albacora-laje e a albacora-bandolim, duas espécies de atum, foram algumas das primeiras a reagir. Embora se tratem de superpredadores, cujos adultos têm, em média, pelo menos 1,80 metro de comprimento, elas se desenvolvem rapidamente.

Santuário por acaso

Como aconteceu no Atol de Bikini, houve outros casos notáveis que surgiram como completos acidentes.

Por seis anos após o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, a pesca desapareceu quase por completo no Mar do Norte, na Europa.

As traineiras de pesca, com seu formato grande e resistente e convés claro e aberto, foram transformadas com relativa facilidade em caça-minas – navios de guerra que vasculhavam os oceanos em busca de minas e as descartavam.

Por isso e com o perigo representado pelas minas, navios de guerra e bombardeios sobre as frotas civis, muito poucos navios de pesca permaneceram ativos no período em que durou a guerra. Os peixes do Mar do Norte se aproveitaram completamente da situação e seus números explodiram.

Os primeiros a se beneficiarem foram os indivíduos mais velhos. Normalmente, muitos deles teriam sido pescados, mas eles conseguiram sobreviver nas novas condições e, eventualmente, reproduzir-se.

Surgiram assim mais filhotes e, consequentemente, a população aumentou na geração seguinte – e assim por diante, em um processo comparável com uma ola mexicana.

Tragicamente, quando as operações regulares de pesca foram retomadas, acredita-se que a abundância de peixes no pós-guerra tenha contribuído para uma expansão súbita da atividade pesqueira, gerando uma exploração sem precedentes.

É claro que alguns danos nunca serão revertidos, independentemente do grau de seriedade com que a humanidade concretize sua imaginária proibição da pesca.

Como resultado da tragédia da pesca excessiva, muitas espécies marinhas já desapareceram dos oceanos para sempre. E, mesmo para as espécies remanescentes, existem muitas outras barreiras que impedem sua total recuperação, desde a perda de habitat até extinções locais.

Mas o efeito mais surpreendente de uma possível moratória global da pesca talvez seja observado com os tubarões.

Explosão de predadores

Apoiado em um pedestal em um canto do Museu de Zoologia de Lausanne, na Suíça, encontra-se um grande tubarão-branco com aparência um tanto estranha.

Com seu focinho inusitado, voltado para cima, e mandíbulas confusas formando um sorriso tímido, ele contém tudo o que resta de um animal capturado em 1956. A maior parte do corpo é uma reprodução – uma interpretação um tanto artística do tubarão real, apenas com seus dentes e barbatanas.

Com 5,90 metros de comprimento, o tubarão do museu de Lausanne tem quase o tamanho de uma lancha. Mas o que chama especificamente a atenção sobre o gigante é o local onde ele foi encontrado.

Não foi na África do Sul, nem na Austrália, na Flórida, nem em outras águas normalmente infestadas de tubarões. O animal foi capturado perto de Sète, no sudeste da França. Trata-se de um dos últimos tubarões-brancos da Europa.

De fato, acredita-se que o Mar Mediterrâneo tenha sido infestado de tubarões no passado. Tubarões-martelo, azuis, brancos e tubarões-raposa viveram ao lado de uma antiga população de grandes tubarões-brancos que viveram na região por 450 mil anos.

Em 2010, a pesquisadora Chrysoula Gubili, do Instituto de Pesquisas da Pesca da Grécia, concluiu que os tubarões podem ter chegado ali originalmente quando uma fêmea solitária tomou um caminho errado.

Atualmente, alguns tubarões grandes ainda vagueiam pelo Mediterrâneo – entre eles, aquele tubarão-branco do museu. Eles estão ameaçados e os avistamentos são poucos e insuficientes para estimar quantos deles ainda existem.

Mas, entre as espécies de tubarões com dados disponíveis, os números no Mediterrâneo caíram entre 96 e 99,99% desde o início dos registros, no começo do século 19.

Os principais animais beneficiados pela ausência de tubarões foram as suas presas, principalmente os peixes menores.

Uma análise estima, com base em informações que datam desde 1880, que a biomassa total de peixes predadores nos oceanos do planeta caiu em dois terços, apenas no último século. E, no mesmo período, a biomassa das espécies maiores aumentou.

Em um mundo onde a pesca fosse proibida, Lynham acredita que esses animais perdidos que se alimentavam de peixe retornariam em breve – ou, pelo menos, os que ainda não estivessem extintos. E, em seguida, nós começaríamos a ver o reequilíbrio do ecossistema oceânico.

“Provavelmente, haverá ao longo do tempo mais superpredadores, o que realmente pode reduzir a população das espécies que servem de alimento para eles”, segundo Lynham.

Ou seja, os peixes que vêm aproveitando a ausência de tubarões no Mediterrâneo podem perceber que subitamente passaram a ser o jantar dos predadores.

Embora os tubarões, em sua maioria, sejam pets marítimos pacíficos, com pouco interesse em consumir seres humanos, também é possível que o abandono da pesca gere um pequeno aumento do número de ataques de tubarões a seres humanos, que atualmente é baixo.

Alguns especialistas acreditam, por exemplo, que o sucesso do programa de conservação de tubarões na região de Long Island, nos Estados Unidos, possa ter contribuído para o aumento do número de mordidas de tubarões em seres humanos nos últimos anos. Mas nenhum dos casos foi fatal.

Benefícios inesperados

A proibição da pesca também traria outras consequências surpreendentes para os oceanos do planeta. Uma delas é a redução da quantidade de plástico.

Todos os anos, milhões de animais são mortos de fome, afogados, enredados e envenenados por sacos plásticos, cotonetes, canudinhos, cigarros e embalagens de alimentos.

Todo esse material aumenta a contaminação da cadeia alimentar com microplásticos. E a imensa maioria dos plásticos grandes encontrados nos oceanos não é lixo comum. Eles vêm da atividade pesqueira.

Um exemplo é o Giro Subtropical do Pacífico Norte – um imenso sistema de correntes oceânicas em circulação que abriga alguns dos animais oceânicos mais encantadores que existem, como baleias, tubarões, tartarugas-marinhas e peixes.

Este ecossistema em mar aberto fica a mais de 1,6 mil quilômetros de distância da terra firme. Ainda assim, é um famoso turbilhão de lixo, que capturou quantidades extraordinárias de resíduos humanos e acabou recebendo outro nome: a Grande Mancha de Lixo do Pacífico Norte.

Um estudo publicado em 2022 indica que mais de 75% dos detritos maiores capturados por aquela pilha de lixo flutuante vêm dos chamados equipamentos de pesca “fantasmas” – redes, cordas e linhas que permanecem sendo mortais para a vida marinha oceânica, muito depois de terem sido descartados pelos barcos de pesca.

É claro que o lixo existente nos nossos mares não iria simplesmente desaparecer com a proibição da pesca.

O plástico que hoje atinge as partes mais profundas do oceano precisaria passar por um processo de decomposição particularmente lento. Uma estimativa indica que o polietileno pode levar até 292 anos para ser totalmente degradado no fundo do oceano, enquanto outros tipos de plástico provavelmente poderão durar muito mais.

Com o passar do tempo, a quantidade de plástico nos nossos mares diminuiria, desde que os seres humanos não começassem a jogar mais plástico no oceano de outras fontes. Mas, mesmo se amanhã nós parássemos de poluir os oceanos com esse material, a última linha de pesca não se degradaria totalmente antes de 2623, segundo as conclusões de outro estudo.

Até lá, a poluição causada pelo plástico poderá prosseguir em sua onda mortal. Atualmente, acredita-se que o plástico cause a morte de cerca de um milhão de animais marinhos todos os anos.

Por fim, existem também as mudanças climáticas.

O fundo dos oceanos é um cemitério. Quando morrem, as criaturas maiores, como os grandes peixes, tubarões ou baleias, afundam até o leito do oceano. Lá, elas costumam ficar enterradas em um sedimento anóxico – um conservante natural que evita sua decomposição completa e captura o carbono nos seus corpos por milênios.

Mas, ao longo do último século, a humanidade eliminou os gigantes dos oceanos do planeta. E o resultado é que esse sifão de carbono não vem operando na sua capacidade habitual. Por isso, quantidades sem precedentes dos peixes que permanecem no oceano irão, um dia, liberar seu carbono de volta para a atmosfera.

Este processo fez com que a pesca tenha liberado, segundo uma análise, pelo menos 730 milhões de toneladas de dióxido de carbono desde 1950. Esta quantidade corresponde praticamente ao total de emissões da Alemanha em 2021.

Tudo isso sem mencionar o poder destrutivo de algumas técnicas específicas de pesca, como as redes de arrasto. Elas movimentam o sedimento que captura carbono no leito do oceano, gerando emissões anuais equivalentes a todo o setor de aviação.

A busca pelo equilíbrio

Palumbi destaca rapidamente que um mundo sem pesca também traria dificuldades consideráveis, em especial para as pessoas que dependem atualmente dos oceanos para obter renda e alimentos básicos, ou como fonte de proteína.

“Se estivéssemos falando apenas das frotas de pesca industrial mecanizada nos oceanos, é uma coisa. Mas precisamos realmente nos lembrar de que existem também pelo menos centenas de milhões de pessoas que dependem da pesca de subsistência, em escala muito pequena”, explica ele. “A pesca representa uma parte bastante importante da vida de muitas pessoas.”

Uma possível solução é a aquacultura, que já produz mais da metade dos alimentos marinhos consumidos hoje em dia.

Esta técnica apresenta muitos desafios, que variam desde a infestação de salmões selvagens por piolhos-do-mar até a dificuldade de examinar as condições dos animais em fazendas subaquáticas. Mas muitas organizações, incluindo as Nações Unidas, já indicaram que a aquacultura pode ajudar a tornar nossa exploração dos oceanos mais sustentável.

Alternativamente, a simples adoção de práticas mais sustentáveis pode causar impactos surpreendentes à produtividade dos oceanos, com benefícios para as pessoas e para os animais.

Se estas práticas fossem adotadas em todo o mundo, o volume de pescado poderia aumentar em 16 milhões de toneladas (suficientes para alimentar mais 75 milhões de pessoas), segundo uma estimativa da organização Marine Stewardship Council.

E há outras boas notícias. Ao contrário de muitos dos animais superexplorados pelos seres humanos em terra, a capacidade de recuperação dos peixes é excepcional.

Enquanto uma chita só consegue ter alguns bebês de cada vez, com três meses de gravidez e cerca de 18 meses por ninhada para ensiná-los a sobreviver, um superpredador oceânico equivalente, como o atum, pode produzir até 30 milhões de ovos por vez.

“É claro que muitos desses pequenos ovos não sobrevivem, mas o potencial de recuperação de uma população, geração após geração [é imenso]”, afirma Palumbi.

No momento, a ideia de que a humanidade possa dar férias aos oceanos do planeta é tão improvável quanto polêmica.

Mas, se áreas maiores dos oceanos forem preservadas para que retornem à sua riqueza original, como ocorreu com o Atol de Bikini e o Monumento Nacional Marinho no Havaí, o último século pode em breve se tornar apenas um pequeno contratempo na longa e próspera história de muitas espécies marinhas.

Fonte BBC

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.