EDP Vissla Ericeira Pro

Deivid Silva é campeão em Portugal

Com direito a seis notas no critério excelente nas finais, Deivid Silva fatura o EDP Vissla Ericeira Pro. Luana Silva é vice entre as mulheres e Mateus Herdy para na semifinal masculina.
EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Ribeira D'Ilhas, Portugal

Deu Brasil na etapa do Challenger Series de Portugal. Deivid Silva deu espetáculo no EDP Vissla Ericeira Pro, venceu três baterias neste domingo (8) com direito a seis notas no critério excelente, e saiu da água campeão. Ele subiu 20 posições no ranking e agora ocupa o quinto lugar. Luana Silva também foi finalista, mas perdeu a decisão feminina para a norte-americana Alyssa Spencer. Ela subiu da sétima para a sexta posição no ranking. Mateus Herdy passou pelas quartas, mas parou na semi com derrota para o virtual vice-campeão do evento, o surfista dos Estados Unidos, Jake Marshall. Mateus está em 10º no ranking e Jake em 3º lugar.

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O sétimo dia de ação e último do EDP Vissla Ericeira Pro teve excelentes condições para o surfe em Ribeira D’Ilhas. O pico português amanheceu ainda devagar, porém já com ondas do que nos últimos dias. Com o passar das horas as séries foram ficando mais constantes e as direitas maiores, chegando a 1,5 metro já nas semifinais.

Deivid mostrou mais uma vez a força de seu ataque de backside e deu um salto grande para o retorno á elite do surfe mundial. Neste domingo ele venceu três norte-americanos. Nas quartas quem caiu foi o líder do ranking, o norte-americano Cole Houshmand. Dimitri Poulos foi eliminado na semi e Jake não acompanhou o ritmo do brasileiro. Deivid marcou notas no critério excelente nas três disputas, uma nas quartas, três na semi e duas na final.


Decisão masculina – Jake abriu a final com 6.67 pontos após surfar uma direita do outside até a beira. Deivid entrou em ação pela primeira vez na decisão aos oito minutos. O brasileiro também fez a onda até o fim, mas foi conquistou nota menor. Ele abriu com 6.00 pontos.

O norte-americano usou a prioridade aos 13 minutos. Ele fazia um bom trabalho, mas após três manobras tentou executar um layback numa junção e errou a manobra. Deivid atuou na mesma série. Ele começou a apresentação com três batidas fortes. Na sequência ele rasgou e foi pro inside para executar um floater, uma pancada, uma rasgada e mais uma batida. Jake havia marcado 4.83 e deixado o brazuca na necessidade de 5.51. Deivid conquistou 8.50, assumiu a liderança e deixou o adversário na busca de no mínimo 7.84 para ser o campeão. O norte-americano não ficou quieto e entrou em ação rapidamente. Jake marcou 7.17 e diminuiu a diferença para 7.34 pontos.

A bateria entrou nos dez minutos finais e Jake atuou, mas errou a primeira manobra. Deivid entrou na onda seguinte, mas logo saiu para continuar com a prioridade. Quando restavam oito minutos o brasileiro usou seu direito de escolha de onda, destruiu uma direita e colocou 8.83 no placar. O norte-americano não teve forças para buscar os 17.33 que precisava e foi o vice da etapa. Deivid Silva faturou o troféu de campeão com 17.33 a 13.84.

“Vencer aqui é muito especial. Era um sonho ganhar esse evento, é o meu preferido do ano e estou mito feliz com essa vitória”, vibrou Deivid Silva. “Os pontos também são muito importantes para eu poder retornar ao CT novamente e, meu Deus, estou muito feliz. O apoio que recebi da torcida na praia aqui foi incrível, a energia que as pessoas me passaram foi incrível e quero agradecer todo mundo que estava na praia aqui hoje, torcendo por mim. Agora o foco já muda para Saquarema e espero conseguir um bom resultado lá também, para garantir minha vaga no CT”.

“Eu só tenho que agradecer a Deus, por tudo que tem Ele tem feito na minha vida e à minha esposa também, que está em casa com minhas filhas”, disse Deivid Silva. “Com certeza, esse é um dos melhores momentos da minha vida agora. Eu passei por alguns momentos muito difíceis, mas acho que Deus tem tudo preparado da forma certa. É difícil a gente ter que esperar, mas estou muito feliz, muito mesmo. Foram pontos importantes para ir para Saquarema um pouco mais tranquilo, mas focado também para cumprir meu objetivo lá”.


Caminho até a final – Deivid Silva chegou no critério excelente em sua primeira onda surfada na bateria de abertura das quartas masculinas. Aos seis minutos o brazuca escovou uma direita com nove manobras, algumas muito fortes, e conquistou 8.00 pontos. Deivid surfou outra onda aos dez minutos. O surfista entrou numa direita pequena, mas achou espaço para cinco ataques e inseriu mais 4.50 no placar.

O adversário, líder do ranking, só surfou sua primeira onda após a metade do confronto, aos 19 minutos. Cole Houshmand executou algumas rasgadas no início da direita, em seções mais cheias, e no inside acertou duas batidas fortes. A atuação valeu 5.83 pontos e ele passou a buscar 7.17 para chegar nas semifinais.

Uma série apareceu em Ribeira D’Ilhas quando restavam dez minutos para o fim. O brasileiro tinha a prioridade e decidiu ir na primeira onda, que foi ruim. O norte-americano pegou a seguinte e com três manobras quase consegue a virada. Ele marcou 7.00. Com a performance ele passou a precisar de 5.50 pontos.

Deivid voltou a usar a prioridade na bateria, quando faltavam seis minutos para o fim. Ele rasgou duas vezes, depois bateu forte e fez mais três curvas antes de executar outra pancada já quase na areia. Ele marcou 6.50 pontos e se distanciou do adversário no placar. Cole ainda teve mais uma chance na bateria, no último minuto, mas a nota 3.50 não alterou o resultado.

Semi com três notas no critério excelente – O brasileiro deu um sacode no adversário das semifinais. Dimitri Poulos foi melhor na primeira troca de notas entre eles (7.17 a 6.00), mas Deivid estraçalhou uma direita com seis manobras, quatro delas contundentes, aos sete minutos e marcou 9.73 pontos.

O brasileiro deu outro duro golpe no adversário aos 17 minutos. Deivid não tinha prioridade, mas achou uma direita e novamente chegou no critério excelente. A performance valeu 8.33 pontos e Dimitri passou a precisar de duas ondas para reverter o placar. O norte-americano chegou a marcar outra nota na casa dos sete pontos na bateria (7.70), mas seguiu precisando de duas ondas para vencer. Pior pra ele que quando restavam nove minutos o brasileiro conquistou 9.30 e praticamente garantiu a vitória. O surfista dos Estados Unidos ainda surfou uma onda fraca e se despediu da etapa com a terceira posição. Ele subiu de 23 posições no ranking e agora ocupa a 23ª posição.

Jake para Mateus – Jake chegou na final após superar o australiano Jacob Willcox nas quartas com direito a nota 9.57 pontos, e depois de vencer Mateus Herdy na semi. O norte-americano abriu a bateria contra o brazuca logo no início com 7.33 pontos. Aos nove minutos ele voltou a fazer uma boa apresentação, colocou mais 8.10 no somatório e complicou o caminho de Mateus, que passou a buscar no mínimo 9.83 para vencer.

Mateus conseguiu diminuir a diferença com a nota 7.03, mas Jake colocou mais 7.73 no placar e venceu por 15.83 a 12.63 pontos. Mateus se despediu da prova com a terceira posição.

“As ondas estavam muito boas hoje (domingo) aqui e foi bem divertido. Nem sempre tem ondas com essa qualidade em campeonatos e pena que não consegui fazer a final com o DVD, mas tá bom também”, disse Mateus Herdy. “Agora vamos lá para Saquarema decidir tudo. É um lugar que eu amo e surfo lá desde criança. Eu já estive nessa posição (de confirmar vaga no CT) antes, é bem difícil, tem bastante pressão, mas eu adoro isso também. É a última chance do ano e vamos com tudo”.


Luana é vice – O Brasil também teve representante na decisão feminina. A final das mulheres teve a primeira ação aos quatro minutos. Alyssa Spencer remou, mas não conseguiu entrar e Luana surfou a direita. A brazuca rasgou duas vezes e bateu para fechar a apresentação. A performance valeu 5.17 pontos. Três minutos depois as duas aproveitaram uma série. A norte-americana usou a prioridade na primeira, executou duas rasgadas e uma forte batida antes de cair no ataque à junção. Luana rasgou e depois teve que acelerar para ganhar seções ruins até chegar na junção e fazer um ataque forte com chute na rabeta. Alyssa abriu com 6.17 e Luana colocou mais 6.53 no placar.

Alyssa partiu para o ataque aos dez minutos. A norte-americana manobrou quatro vezes com força e chegou no critério excelente com 8.00 pontos. Luana passou a buscar 7.64. A brasileira trocou de nota logo depois (5.50), mas não mudou sua situação na bateria.

A brasileira ficou com a prioridade e foi mais para o outside. Já a surfista dos Estados Unidos ficou mais embaixo. Uma direita boa apareceu e Alyssa estava bem posicionada. Ela executou quatro manobras, as melhores foram a primeira rasgada e a última batida, na junção, e garantiu 8.50 pontos. Precisando de 9.97 pontos para ser bicampeã da prova, Luana entrou em ação e diminuiu a diferença com 7.73. Ela passou a buscar 8.77 para vencer.

Alyssa usou a prioridade para bloquear a brasileira quando restavam seis minutos para o fim, porém a direita foi fraca e ela não alterou o placar. Luana pegou a onda seguinte da mesma série e executou cinco rasgadas antes de cair no ataque à junção. A nota 7.50 pontos entrou no somatório, porém a brasileira seguiu na necessidade de 8.77 para superar a adversária e terminou na segunda posição. Com a vitória, Alyssa subiu de sétimo para o quarto lugar no ranking.

“Estou muito feliz, porque é o resultado de muito trabalho que fiz para conseguir isso”, disse Alyssa Spencer. “Esse ano tem sido muito difícil, porque todas as meninas estão surfando demais, o nível nunca esteve tão alto. Eu parei de pensar em pontos no ranking aqui e tentei apenas me divertir, surfando meu melhor nas baterias. A final foi muito boa, com ondas boas surfadas por mim e pela Luana (Silva). Foi uma boa batalha e essa vitória é muito importante para mim, me dá mais confiança para Saquarema, onde eu ganhei no ano passado”.

Caminho até a decisão – O último dia do EDP Vissla Ericeira Pro teve início com a primeira bateria das quartas de final das mulheres, entre Luana Silva e a líder do ranking Sally Fitzgibbons. As duas começaram bem, mas a brasileira foi melhor. Aos seis minutos a australiana marcou 6.67 pontos e três minutos depois Luana achou partes mais críticas na direita e conquistou 7.83.

Luana voltou a atuar aos 16 minutos. Com cinco rasgadas ela colocou mais 5.00 pontos no somatório e deixou a adversária na necessidade de 6.16 para chegar nas semifinais. Sally foi em busca da virada aos 20 minutos e chegou perto com 5.73. A brasileira ainda surfou outras três ondas na disputa, mas não alterou o placar. A aussie entrou em duas, e na última, perto dos cinco minutos finais, bateu na trave com 5.97. Sally finalizou a prova em quinto lugar e garantiu a primeira vaga feminina do CS para a elite de 2024.

A brasileira teve que superar India Robinson para chegar na final. A vitória aconteceu com virada quando restavam dois minutos para o fim. Ela precisava de 7.66 para vencer e conquistou a nota 7.77 pontos. A australiana ainda teve tempo de surfar outra direita. Ela buscava 7..64 e conquistou 6.13. Com a derrota por 15.37 a 15.26 India finalizou a prova em terceiro lugar. A aussie estava na quarta posição na lista das melhores e agora ocupa a vice-liderança.

EDP Vissla Ericeira Pro 2023
Final Masculina
Deivid Silva (BRA) 17.33 x 13.84 Jake Marshall (EUA)

Semifinais

1 Deivid Silva (BRA) 19.03 x 14.87 Dimitri Poulos (EUA)

3 Jake Marshall (EUA) 15.83 x 12.63 Mateus Herdy (BRA)
Quartas de final

1 Deivid Silva (BRA) 14.50 x 12.33 Cole Houshmand (EUA)

2 Dimitri Poulos (EUA) 13.36 x 11.90 Justin Becret (FRA)

3 Mateus Herdy (BRA) 15.83 x 14.96 Jackson Bunch (HAV)

4 Jake Marshall (EUA) 18.44 x 15.80 Jacob Willcox (AUS)

Final Feminina

Alyssa Spencer (EUA) 16.50 x 15.23 Luana Silva (BRA)
Semifinais

1 Luana Silva (BRA) 15.37 x 15.26 India Robinson (AUS)

2 Alyssa Spencer (EUA) 17.37 x 11.33 Zoe Benedetto (EUA)

Quartas de final

1 Luana Silva (BRA) 12.83 x 12.64 Sally Fitzgibbons (AUS)

2 India Robinson (AUS) 12.67 x 10.33 Bronte Macaulay (AUS)

3 Alyssa Spencer (EUA) 16.33 x 10.43 Ellie Harrison (AUS)

4 Zoe Benedetto (EUA) 13.60 x 7.70 Francisca Veselko (POR)

Ranking masculino após a quinta etapa do CS 2023

1 Cole Houshmand (EUA) 28.065 pontos

2 Jacob Willcox (AUS) 2.035

3 Frederico Morais (POR) 17.565

3 Jake Marshall (EUA) 17.565

5 Deivid Silva (BRA) 16.920

6 Crosby Colapinto (EUA) 16.285

7 Imaikalani deVault (HAV) 16.140

8 Eli Hanneman (HAV) 15.620

9 Kade Matson (EUA) 14.850

10 Mateus Herdy (BRA) 14.630

11 Jackson Baker (AUS) 14.425

12 Samuel Pupo (BRA) 14.100
13 Michael Rodrigues (BRA) 13.285

14 Morgan Cibilic (AUS) 13.085

15 Jett Schilling (EUA) 12.005

16 Joan Duru (FRA) 11.805

17 Reef Heazlewood (AUS) 11.665

17 George Pittar (AUS) 11.665

19 Nolan Rapoza (EUA) 11.430

20 Marco Mignot (FRA) 10.585

21 Jadson André (BRA) 10.465

22 Jackson Bunch (HAV) 10.365

23 Dimitri Poulos (EUA) 10.305

24 Justin Becret (FRA) 9.365

25 Mikey McDonagh (AUS) 9.240

26 Kauli Vaast (FRA) 9.045

27 Dylan Moffat (AUS) 8.620

28 Alejo Muniz (BRA) 8.045

29 Jorgann Couzinet (FRA) 7.845

30 Joel Vaughan (AUS) 7.820

37 Ian Gouveia (BRA) 6.200
39 Leo Casal (BRA) 5.700
40 Edgard Groggia (BRA) 5.420
46 Lucas Silveira (BRA) 5.000
50 Rafael Teixeira (BRA) 4.600
Ranking feminino após a quinta etapa do CS 2023

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 26.430

2 India Robinson (AUS) 25.490

3 Sawyer Lindblad (EUA) 23.020

4 Alyssa Spencer (EUA) 22.810

5 Isabella Nichols (AUS) 2.725

6 Luana Silva (BRA) 20.610

7 Bronte Macaulay (AUS) 19.965

8 Ellie Harrison (AUS) 17.470

9 Vahine Fierro (FRA) 16.345

10 Sarah Baum (AFR) 14.710

11 Teresa Bonvalot (POR) 14.705

12 Bella Kenworthy (EUA) 14.425

13 Sophie McCulloch (AUS) 13.280

14 Zahli Kelly (AUS) 13.005

15 Nadia Erostarbe (ESP) 12.810

36 Sophia Medina (BRA) 6.000
39 Laura Raupp (BRA) 5.220
42 Silvana Lima (BRA) 4.100

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.