
Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20).
O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título.
Final de alto nível em Supertubos
A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança.
A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta.
Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria.
Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália.
Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024.

“É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível.
Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito.
O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto.
Medina supera Italo na semifinal
Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva.
Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada.
Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação.
Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa.

Brasileiros seguem na briga pelo título
Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo.
Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770.
A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata.

Molly Picklum vence no feminino
Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos.
Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore.

Próxima parada: Filipinas
O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro.
Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026.
Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa:
Masculino
Round 1
1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)
2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)
3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)
4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)
5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)
6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)
7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)
8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA)
Round 2
1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)
2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)
3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)
4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)
5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)
6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)
7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)
8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA)
Quartas de final
1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)
2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)
3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)
4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA)
1 – Gabriel Medina (BRA) 11.67 x 10.10 Italo Ferreira (BRA)
2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.33 x 8.83 Yago Dora (BRA)
Final
1 – Griffin Colapinto (EUA) 17.60 x 16.77 Gabriel Medina (BRA)
Round 1
1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)
2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)
3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)
4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)
5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)
6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)
7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)
8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS)
Quartas de final
1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)
2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)
3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)
4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN)
1 – Caitlin Simmers (EUA) 11.33 x 10.26 Bettylou Sakura Johnson (HAV)
2 – Molly Picklum (AUS) 8.63 x 7.40 Lakey Peterson (EUA)
Final
1 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 12.84 Caitlin Simmers (EUA)
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