Surf Brasil Master 2026

José Junior é destaque em Sergipe

Potiguar José Junior aumenta os recordes da primeira etapa do Surf Brasil Master 2026 em Aracaju.
Surf Brasil Master 2026, Praia dos Náufragos, Aracaju (SE)

O Surf Brasil Master 2026 fecha nesta segunda-feira (20), a primeira das três etapas que decidem os primeiros títulos brasileiros da temporada na capital de Sergipe. Os primeiros campeões na Praia dos Náufragos, em Aracaju, largam na frente dos rankings das categorias dos surfistas com 40 anos ou mais de idade, dos que fizeram 50 anos e a de quem completou 60 anos. No domingo (19), já foram formadas as quartas de final das categorias 40+ e 60+ e o destaque do dia foi o potiguar José Junior, que aumentou os recordes do campeonato para nota 8.50 e 13.83 pontos. As oitavas de final da 50+ vão abrir a segunda-feira, ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br.

O potiguar José Junior venceu a etapa do Circuito Brasileiro Master realizada em Sergipe no ano passado, na Praia de Abaís, na cidade Estância. O surfista de Baía Formosa, conhecido por Chupetinha, brigou pelo título brasileiro de 2025 até a última etapa e terminou em segundo no ranking que consagrou o cearense Marcio Farney como campeão. José Junior estreou com vitória no Surf Brasil Master 2026 no sábado e no domingo fez a melhor apresentação do campeonato nas ondas da Praia dos Náufragos. Em uma direita que abriu uma parede sólida, ele mandou uma série de cinco batidas e rasgadas potentes de frontside com velocidade, que valeram nota 8.50. Com ela, também aumentou o maior placar para 13.83 pontos.

“Só tenho que agradecer a Deus por mais uma bateria excelente”, foram as primeiras palavras do novo recordista absoluto do Surf Brasil Master 2026, José Junior. “Eu sou acostumado com as direitas de BF, então optei pra surfar mais as direitas e consegui obter uma nota boa ali, um 8.50, que foi a maior do dia. Estou muito feliz com minhas pranchas e com esse resultado de hoje. Espero que, ao longo do campeonato, eu obtenha mais notas boas e consiga chegar aonde a gente almeja. Quero agradecer a Federação de Surf aqui de Sergipe, ao presidente e amigo Sargento Belo, que me acolhe muito bem, então vamo que vamo”.

José Junior bateu todos os recordes do Surf Brasil Master 2026 no quarto confronto das oitavas de final, contra o baiano Flavio Costa, o cearense Duda Carneiro e o paulista Alexandre Felicio. Na bateria seguinte, o defensor do título brasileiro 40+, Marcio Farney, também manteve a invencibilidade nas ondas da Praia dos Náufragos. A segunda vitória veio na primeira das duas dobradinhas cearenses seguidas no domingo. Farney e Angelino Santos derrotaram o alagoano Klinger Peixoto e o catarinense André Zanini, depois Isaias Silva e Thiago de Sousa despacharam o pernambucano Manoel de Assis e o baiano Wilson Nora.

“Mais uma vez feliz em seguir avançando e o mar está bem difícil, porque vem ondas do fundo, no meio do caminho, então dá uma certa dúvida onde se posicionar”, destacou o número 1 da categoria, Marcio Farney. “Mas, estou feliz com meu equipamento da Havenga Surfboards. O Havenga é um cara incrível e estou focado, cada dia melhor e hoje acordei me sentindo muito bem, rezando, agradecendo. Estou feliz de chegar no último dia dessa primeira etapa e, se Deus quiser, vai dar tudo certo. E gostaria de agradecer aos meus patrocinadores, que estão sempre fortalecendo e me ajudaram a vir aqui para esse evento”.

Cearenses conquistam metade das vagas nas quartas de final da 40+ – Os cearenses ganharam a metade das 16 vagas para as quartas de final do Surf Brasil Master em Aracaju. Além de Marcio Farney, Angelino Santos, Isaias Silva e Thiago de Sousa, também seguem na disputa do primeiro título na Praia dos Náufragos, Edvan Silva, Itim Silva, Rogerio Dantas e Felipe Martins. Edvan Silva vai abrir as quartas de final com o baiano Flavio Costa, o catarinense Adriano Lemos e o paraibano Bruno Padilha. Itim Silva entra na segunda bateria com o novo recordista José Junior, o sergipano Gildeon Reis e o pernambucano Rogerio Galvão.

Na chave de baixo, que vai apontar os dois últimos finalistas, são três cearenses brigando por duas vagas nas semifinais contra um surfista de outro estado em cada bateria. Na terceira, o atual campeão brasileiro 40+, Marcio Farney, compete junto com Thiago de Sousa, Felipe Martins e o catarinense Jeff Toco, que venceu a última etapa de 2025 em Navegantes (SC). E na última quarta de final, os cearenses Rogerio Dantas, Angelino Santos e Isaias Silva, enfrentam o potiguar tricampeão brasileiro Master, Junior Rocha.

Sergipano Tady conquista primeira vaga nas quartas de final da 60+ – As quartas de final da categoria 60+ também foram formadas no domingo, com os resultados da primeira fase. O sergipano Tady, campeão do Abaís Surf Festival em Estância no ano passado, estreou com vitória na primeira bateria da 60+ e vai disputar as duas primeiras vagas nas semifinais do Surf Brasil Master 2026, com o paulista Edson Vieira e o catarinense Rubens Farias. A segunda bateria será entre Paulo Falcon (BA), Jaime Farinha (PE) e Zenato (RJ). Na terceira entram Claudio Marroquim (PE), Francisco Moura (RN) e Carlos Pereira (AL). E na última, estão Cardoso Junior (CE), William Diegues (SP) e Walter Filho (RJ).

“É uma satisfação imensa estar participando de mais um evento aqui em Sergipe e só agradecer muito à Surf Brasil, a Secretaria de Esportes, a nossa secretária Mariana Dantas, o Aquiles Secretário de Esportes da Prefeitura de Aracaju, agradeço a todos eles e o campeonato está em alto nível”, destaca Tady. “No ano passado, eu ganhei o evento e chorei como uma criança. Na verdade, já sou um idoso de 62 anos e agradeço muito a Deus por estar surfando ainda em alto nível. Ver os amigos das antigas, o Claudio Marroquim, Fabio Gouveia, tantos outros, não tem como não se emocionar. Minha filha nunca tinha me visto vencer um campeonato e aconteceu no ano passado, então chorei que nem criança”.

Vitória sobre o ídolo Fabio Gouveia na estreia do campeão brasileiro 50+ – O domingo foi o primeiro dia com baterias das três divisões da categoria Master. Começou com a sequência da primeira fase 50+, depois teve a rodada inicial da 60+ e as oitavas de final da 40+. Na 50+ já foram batidos os recordes do sábado, a nota 7.33 e os 13.33 pontos do cearense Isaias Silva na primeira fase 40+. O potiguar Ivan Medeiros foi o primeiro a se destacar, surfando uma onda que valeu nota 7.00 para carimbar a faixa do atual campeão brasileiro 50+, Fabio Gouveia, em sua estreia no Surf Brasil Master 2026. Mas, o paraibano avançou em segundo lugar para as oitavas de final.

“É uma honra estar competindo com o Fabio Gouveia, pra mim foi maravilhoso e estou feliz demais”, disse Ivan Medeiros, que mora na Paraíba. “É gigante o que senti hoje. Eu sou representante da Mormaii há 26 anos, sempre vejo ele convivendo lá e pra mim é um fenômeno. Para nós, é uma honra gigante estar ao lado de um cara desse, um ídolo nacional, um ídolo mundial e ganhar dele não tem preço. Pedi a Deus pra me mandar uma onda boa e Ele mandou aquela esquerda que foi animal, nota 7 e fiquei feliz demais”.

Recordes do sábado já batidos na categoria 50+ que abriu o domingo – Três baterias depois de Ivan Medeiros e Fabio Gouveia se classificarem para as oitavas de final, o baiano Marcelo Alves também destruiu mais uma boa onda no sábado na Praia dos Náufragos, para estabelecer novos recordes no Surf Brasil Master 2026. Marcelo apresentou um visual diferente, sempre teve cabelos grandes e pelou a cabeça, mas não perdeu a força e aumentou a maior nota do campeonato para 8,00. Ele também subiu o maior placar para 13,00 pontos, marcas só batidas pelo potiguar José Junior na 40+.

“Eu quero agradecer a Deus pelo que tem feito por mim e a minha família e minhas fisioterapeutas”, disse Marcelo Alves, que vive um momento de superação. “Em agosto sofri uma fratura no pé e nem pude ir pras duas últimas etapas do Brasileiro em Santa Catarina. Fiquei de molho esse tempo todo, estou surfando praticamente 1 mês só e, graças a Deus, deu tudo certo nessa primeira bateria. Eu cortei o cabelo, a galera ficou falando que eu tinha perdido a força, mas a força vem do nosso interior e da nossa mente, tudo na paz de Deus”.

Marcelo Alves agora vai ter o privilégio de disputar uma bateria com um dos maiores ídolos de toda a história do surf brasileiro, Fabio Gouveia, um dos pioneiros do Brasil a disputar o Circuito Mundial por completo, junto com Piu Pereira e Teco Padaratz, hoje presidente da Confederação Brasileira de Surf. Os dois estão escalados na sexta bateria, com o catarinense Armando Maciel e Daniel Leça, do Rio de Janeiro. O primeiro confronto fechou o domingo e os primeiros classificados para as quartas de final 50+ do Surf Brasil Master 2026, foram o alagoano Gilberto Araujo e o cabo-friense Victor Ribas, que já tem duas vitórias em etapas desta categoria em Sergipe, em 2023 em Itaporanga D´Ajuda e em 2025 em Estância.

Surf Brasil Master inaugura formato com três etapas em nove dias – O Surf Brasil Master está inaugurando um novo formato para decidir os primeiros campeões brasileiros da temporada em Aracaju. Desde o sábado agora até o domingo da próxima semana, 26 de abril, serão realizadas três etapas com três dias de duração cada. Todos os resultados são computados nos rankings que irão definir a classificação final de 2026 nas três categorias: 40+, 50+ e 60+. Em cada etapa, será dividida uma premiação de 50 mil reais para os semifinalistas e finalistas das três divisões, com a vitória valendo 5.500 Reais. A primeira termina nesta segunda-feira, com os pódios dos finalistas que largarão na frente na corrida dos títulos brasileiros de 2026.

O Surf Brasil Master 2026 é mais uma realização de Surf Brasil e conta com patrocínio da Prefeitura de Aracaju pela Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (SEJESP) e do Governo do Estado de Sergipe através da Secretaria do Esporte e Lazer. O evento tem a Federação Sergipana de Surf (FSS) como parceira na organização e co-patrocínios e apoios de JISK, Arcus Hotel by Atlantica, Rei Beach Lounge Bar, Surfland Garopaba, Só Coco, Suntech e Brazilian Tiger Balm. A competição está sendo transmitida ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br.

Surf Brasil Master em Sergipe
(entre parênteses o estado que representa nas competições)

Baterias que abrem a segunda-feira
50+ segunda fase = oitavas de final
3º=17º lugar (400 pts) e 4º=25º lugar (360 pts)

1 1-Victor Ribas (RJ), 2-Gilberto Araujo (AL), 3-Alvaro Bacana (SC), 4-Michell Silva (PE)

2 Esdras Santos (BA), Fred Vilela (AL), Crhistiano Spirro (BA), Bruno Grilo (RN)

3 Edson Papagaio (SE), Ayrton Almeida (PB), Romeu Cruz (SE), Alessandro Macedo (RN)

4 Flavio Sukita (CE), Rodrigo Jorge (RN), Cardoso Junior (CE), Mauricio Weyll (BA)

5 Sergio Noronha (RJ), Roni Ronaldo (SC), Ivan Medeiros (PB), Luciano Alemão (SC)

6 Fabio Gouveia (PB), Armando Maciel (SC), Marcelo Alves (BA), Daniel Leça (RJ)

7 Igor Mathey (SP), João Maria (RN), Paulo Germano (PB), Gildeon Reis (SE)

8 Rogerio Dantas (CE), Leonel Brizola (RJ), Fernando Conceição (PE), Augusto Melo (SE)

60+ quartas de final = segunda fase
3º=9º lugar com 500 pontos

1 Tady (SE), Edson Vieira (SP), Rubens Farias (SC)

2 Paulo Falcon (BA), Jaime Farinha (PE), Zenato (RJ)

3 Claudio Marroquim (PE), Francisco Moura (RN), Carlos Pereira (AL)

4 Cardoso Junior (CE), William Diegues (SP), Walter Filho (RJ)

40+ quartas de final
3º=9º lugar (500 pts) e 4º=13º lugar (450 pts)

1 Adriano Lemos (SC), Flavio Costa (BA), Edvan Silva (CE), Bruno Padilha (PB)

2 José Junior (RN), Itim Silva (CE), Gildeon Reis (SE), Rogerio Galvão (PE)

3 Marcio Farney (SC), Jeff Toco (SC), Thiago de Sousa (CE), Felipe Martins (CE)

4 Junior Rocha (RN), Angelino Santos (CE), Rogerio Dantas (CE), Isaias Silva (CE)

Resultados do domingo
50+ primeira fase
3º=33º lugar (320 pts) e 4º=49º lugar (240 pts)
as 2 primeiras baterias fecharam o sábado

3 1-Gilberto Araujo (AL), 2-Fred Vilela (AL), 3-Inaldo Segundo (BA), 4-Alexandre Henrique (PB)

4 1-Crhistiano Spirro (BA), 2-Álvaro Bacana (SC),

5 1-Edson Papagaio (SE), 2-Rodrigo Jorge (RN), 3-Ademar Neto (BA), 4-Jofrey Seibel (SC)

6 1-Mauricio Weyll (BA), 2-Romeu Cruz (SE), 3-Alan Toledo (RJ), 4-Saulo Carvalho (PB)

7 1-Alessandro Macedo (RN), 2-Cardoso Junior (CE), 3-Silvério Jorge (SC), 4-Tadeu Cunha (AL)

8 1-Flavio Sukita (CE), 2-Ayrton Almeida (PE), wº-Pedro Silva (BA)

9 1-Ivan Medeiros (PB), 2-Fabio Gouveia (PB), 3-Jeronimo Bomfim (BA)

10 1-Armando Maciel (SC), 2-Luciano Alemão (SC), 3-Jonatas Rangel (RJ), 4-Carlos Malheiros (PE)

11 1-Sergio Noronha (RJ), 2-Daniel Leça (RJ), 3-Marcelo Resende (SE), 4-Rafael Guimarães (SC)

12 1-Marcelo Alves (BA), 2-Roni Ronaldo (SC), 3-Dalmo Meireles (BA), 4-Helvecio Santos (SE)

13 1-Igor Mathey (SP), 2-Fernando Conceição (PE), 3-Chico Lavigne (BA)

14 1-Leonel Brizola (RJ), 2-João Maria (RN), 3-Edson Vieira (SP), wº-Gutemberg Goulart (RJ)

15 1-Paulo Germano (PB), 2-Augusto Melo (SE), 3-Alexandre Felicio (SP), 4-Sandro Rohden (SC)

16 1-Rogerio Dantas (CE), 2-Gildeon Reis (SE), 3-Wagner Augusto (RN)

60+ primeira fase
3º=13º lugar (450 pts) e 4º=19º lugar (390 pts)

1 1-Tady (SE), 2-Zenato (RJ), 3-Roberto Campos (BA), 4-Jaguaracy Gloria (BA)

2 1-Jaime Farinha (PE), 2-Edson Vieira (SP), 3-Wlamir Reis (SP), 4-Saulo Lyra (SC)

3 1-Rubens Farias (SC), 2-Paulo Falcon (BA), 3-Jorge Bittencourt (BA)

4 1-Claudio Marroquim (PE), 2-William Diegues (SP), 3-Marco Leleu (RN)

5 1-Walter Filho (RJ), 2-Francisco Moura (RN), 3-Angelo Gulea (RS), 4-Davi Filho (SC)

6 1-Carlos Pereira (AL), 2-Cardoso Junior (CE), 3-Gama (SC), 4-Pedro Sobrinho (RN)

40+ segunda fase = oitavas de final
3º=17º lugar (400 pts) e 4º=25º lugar (360 pts)

1 1-Edvan Silva (CE), 2-Gildeon Reis (SE), 3-Claudio Freitas (RJ), 4-Deyvison Ferreira (RJ)

2 1-Itim Silva (CE), 2-Adriano Lemos (SC), 3-Akio Saito (SP), 4-Edson Costa (PE)

3 1-Bruno Padilha (PB), 2-Rogerio Galvão (PE), 3-Saulo Carvalho (PB), 4-Rodrigo Jorge (RN)

4 1-José Junior (RN), 2-Flavio Costa (RJ), 3-Duda Carneiro (CE), 4-Alexandre Felicio (SP)

5 1-Marcio Farney (SC), 2-Angelino Santos (RJ), 3-Klinger Peixoto (AL), 4-André Zanini (SC)

6 1-Isaias Silva (CE), 2-Thiago de Sousa (CE), 3-Manoel de Assis (PE), 4-Wilson Nora (BA)

7 1-Jeff Toco (SC), 2-Rogerio Dantas (CE), 3-Alan Donato (PE), 4-Claudemir Bibi Lima (RJ)

8 1-Junior Rocha (RN), 2-Felipe Martins (CE), 3-Paulo Germano (PB), 4-Sidnei Oliveira (SP)

50+ segunda fase = oitavas de final
3º=17º lugar (400 pts) e 4º=25º lugar (360 pts)

1 1-Victor Ribas (RJ), 2-Gilberto Araujo (AL), 3-Alvaro Bacana (SC), 4-Michell Silva (PE)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.