Margaret River Pro 2024

Seis brasileiros nas oitavas

Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, Caio Ibelil, Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb seguem vivos no Margaret River Pro 2024 após o terceiro dia de disputas.
Margaret River Pro 2024, Main Break, Austrália

O Brasil segue com seis dos nove atletas que começaram o Margaret River Pro 2024 após o terceiro dia de ação no evento. A WSL finalizou nesta terça-feira (16/4) a repescagem e o Round 3 dos homens em ondas com cerca de 1,5 metro, lisas pela manhã e muito mexidas durante a tarde no Oeste da Austrália. Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, Caio Ibelli e Italo Ferreira avançaram e seguem na briga pelo título da etapa. Tatiana Weston-Webb também está no jogo, porém não competiu no dia. Deivid Silva perdeu e foi cortado da elite. Yago Dora também foi eliminado, porém ainda tem chances de permanecer no CT. Luana Silva caiu na segunda-feira (15/4) e também deu adeus à primeira divisão do surfe mundial.

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A WSL começou o dia com as três últimas baterias da repescagem, cada uma com duração de 35 minutos. Depois a entidade deu início ao Round 3 em disputas simultâneas de 40 minutos, porém foi assim apenas até o sétimo duelo. Como as condições para o surfe pioraram no Main Break, a direção de prova optou por realizar confrontos separados com um total de 30 minutos. Após a realização do Margaret River Pro 2024 apenas os 22 melhores homens e as 10 melhores mulheres permanecerão na luta pelo título mundial. Todos os outros cairão para o circuito de acesso à elite, o Challenger Series.

Gabriel Medina foi o primeiro brasileiro a garantir vaga nas oitavas de final. O atual vencedor da etapa competiu na segunda bateria do Round 3 e superou o australiano Ryan Callinan.

O brazuca abriu a bateria no primeiro minuto com três manobras que valeram 4.17 pontos. Aos 3 ele rasgou duas vezes numa esquerda para colocar mais 5.00 no somatório. Ryan atuou pela primeira vez no confronto aos 10 minutos. O australiano rasgou duas vezes e fechou a apresentação com uma batida. A performance valeu 3.87 pontos.

A bateria seguiu morna até os 23 minutos, quando Ryan anotou 4.73 e Medina 5.93 pontos. Eles voltaram a surfar logo depois. O aussie subiu o nível com 7.67, mas o brasileiro disparou na frente com três potentes manobras que valeram 8.73 pontos. Em segundo lugar, Ryan precisava de 7.00 para vencer. O australiano ficou com a prioridade, mas nenhuma outra boa série apareceu no Main Break e o brazuca saiu da água vitorioso.

“Eu gosto de competir no overlapping heats, mas hoje estava um pouco devagar o mar, sem muitas ondas entrando nas baterias”, disse Gabriel Medina. “Estou feliz com a vitória certamente, mas espero que na próxima fase tenhamos mais ondas para surfar. Eu descobri como surfar essa onda ao longo dos anos e acho que já provei o meu potencial aqui. Vai ser bom surfar contra o John John (Florence), já estou ansioso para isso”.


Miguel passa duas fases – O segunda brasileiro que avançou as oitavas foi Miguel Pupo, porém ele precisou passar antes também pela repescagem.

O havaiano Barron Mamiya pegou as duas primeiras ondas da bateria, porém elas não renderam nada além de notas na casa dos 3 pontos (3.50 e 3.23). O convidado para a etapa, Reef Heazlewood atuou pela primeira vez aos 8 minutos. O australiano rasgou e executou três batidas em sequência para largar com 8.00 pontos. Miguel entrou em ação aos 10 minutos. O brasileiro rasgou, executou duas pancadas e fez mais uma curva perto da bancada seca do Main Break. A performance valeu 5.33 pontos.

Os três surfaram numa série aos 16 minutos de confronto. Barron executou quatro ataques, sendo os dois últimos os de maior destaque, e anotou 6.00 pontos. A direita de Reef também ficou lenta no início e a batida na junção foi a melhor manobra. A performance valeu 4.93 e ele se manteve na liderança. Miguel atuou por último, mas a onda não ofereceu boas seções e ele marcou 2.17 pontos. O brasileiro passou a buscar 4.18 para seguir vivo na etapa. Cinco minutos depois o australiano ampliou a vantagem na liderança com três batidas que valeram 6.17 pontos.

Miguel ultrapassou Barron aos 26 minutos. O brasileiro usou a prioridade, começou a apresentação com uma rasgada, depois bateu reto e com força, fez outro ataque ao lip e caiu numa pancada à junção. Ele anotou 6.63 e o havaiano passou a necessitar de 5.97 para não ser eliminado do evento.

A bateria chegou nos cinco minutos finais. Naquele momento os três pegaram ondas e trocaram notas. Miguel surfou primeiro e com fortes ataques melhorou sua situação na disputa com 6.00 pontos. Barron usou a prioridade para entrar na direita seguinte, que acabou sendo a pior da série. O havaiano anotou 5.43 e não saiu da última posição. Reef achou boas seções e garantiu a vitória com a nota 6.93.

Miguel barra Kanoa – O adversário de Miguel no Round 3 foi o japonês Kanoa Igarashi, que surfou as duas primeiras ondas na bateria, que foram esquerdas. Kanoa abriu com 0.63 e aos 13 minutos bateu duas vezes para anotar 5.67 pontos. O japonês seguiu ativo e na quinta atuação, aos 21 minutos, executou uma rasgada alongada além de uma batida para colocar mais 6.67 no somatório.

Os dois surfaram aos 24 minutos. Kanoa voltou a trocar de nota e inseriu mais 6.00 no somatório. Miguel rasgou, depois bateu e rasgou novamente para largar na bateria com 7.10 pontos. Dois minutos depois o brasileiro foi em busca dos 5.57 que precisava para assumir a liderança. O brazuca acertou duas pancadas e conquistou 6.20 pontos. Kanoa passou a buscar 6.64 para vencer.

O japonês retornou ao primeiro lugar aos 29 minutos. Kanoa rasgou, executou uum snap, um cutback e uma batida para anotar 7.10 e deixar o brasileiro na necessidade de 6.67 para seguir vivo no Margaret River Pro 2024. Miguel seguiu calmo e escolheu uma boa direita a 4 minutos do fim. O brazuca executou três batidas e uma rasgada. Ele comemorou muito a atuação. A nota 8.17 pontos valeu a vitória e uma vaga nas oitavas de final.


Miguel x Samuel: quem perder será cortado – O próximo adversário de Miguel é seu irmão Samuel. Quem perder o duelo será cortado do grupo de elite da WSL. Samuca garantiu vaga nas oitavas com virada perto do minuto final da bateria contra o italiano Leonardo Fioravanti.

Samuel começou melhor. Aos 9 minutos ele fez quatro ataques para estrear na bateria com 6.17 pontos. O duelo seguiu morno, com poucas ondas boas, e Leo só pegou sua segunda direita aos 31 minutos. O italiano rasgou três vezes para adicionar 7.00 ao somatório que já tinha 0.43 de sua primeira atuação.

Leo passou a ficar ativo no duelo. O italiano pegou duas ondas sem a prioridade. A primeira foi ruim, mas a segunda ofereceu boas seções que ele aproveitou para conquistar mais 4.50 pontos. Samuel ficou com 4 minutos para conseguir no mínimo 5.34 para avançar na etapa.

O brasileiro manteve a calma e fez o uso da prioridade quase no minuto final. Samuel rasgou duas vezes e bateu pra fechar a apresentação. Ele vibrou com a performance. A nota 6.60 pontos valeu a virada e uma vaga nas oitavas.


Caio segue vivo – Outro brasileiro que segue vivo na luta para se manter na elite é Caio Ibelli. O atleta superou o norte-americano Crosby Colapinto na 12ª bateria do Round 3

Caio abriu bem a disputa. Aos 4 minutos o brasileiro executou quatro manobras e anotou 7.50 pontos. Cinco minutos depois ele aproveitou uma onda deixada por Crosby e rasgou três vezes. O norte-americano fez sua primeira direita consistente na mesma série. O atleta conseguiu definir três manobras e caiu no quarto ataque. Os dois surfistas conquistaram 5.00 pontos.

O brasileiro seguiu ativo e voou em duas direitas. Na primeira ele caiu, mas na segunda acertou e ainda bateu pra fechar a apresentação. A performance valeu 6.00 e deixou o adversário na necessidade de 8.50 pontos para vencer.

Na metade da bateria de 30 minutos o brasileiro surfou novamente sem a prioridade. Caio executou uma rasgada, um cutback e bateu já bem perto da bancada de pedra. A nota 4.73 não alterou o somatório e o brasileiro perdeu uma das quilhas. Crosby pegou duas ondas enquanto ele foi até a praia para trocar de prancha. Na primeira o norte-americano errou um aéreo e na segunda acertou três manobras. A atuação valeu 5.97 e ele passou a buscar 7.53 para seguir vivo na etapa.

Caio usou a prioridade a 6 minutos do fim, fez dois ataques, porém não trocou de nota. Crosby ficou o restante do tempo no pico com o direito de escolha de onda, porém não teve mais oportunidades e se despediu da etapa em 17º lugar.

O brasileiro chegou no Oeste da Austrália em 29º lugar no ranking e com a classificação para as oitavas de final já melhorou sua pontuação. Ele precisa passar mais fases para se manter no CT 2024.

Italo sofre susto no fim, mas avança – Italo Ferreira avançou às oitavas de final e confirmou sua permanência no CT. O campeão mundial de 2019 não conseguiu se distanciar no placar e sofreu um susto no fim, porém venceu o norte-americano Kade Matson.

O surfista dos Estados Unidos foi quem começou ativo. Kade largou com 1.20 e aos 3 minutos executou quatro manobras para conquistar 4.50 pontos. A primeira atuação de Italo no confronto aconteceu aos 8 minutos. O brasileiro fez três ataques e anotou 5.83 pontos.

Os atletas voltaram a surfar antes da metade dos 30 minutos e Kade assumiu a liderança com a nota 4.00 pontos. Italo voltou para a primeira posição logo na sequência com 2.83, e aos 19 minutos trocou essa nota por 4.23 pontos. O norte-americano passou a buscar 5.57 para vencer.

Italo seguiu ativo enquanto Kade esperava por uma onda mágica sentado no pico. O brasileiro trocou de nota outras duas vezes (4.37 e 5.10) e o norte-americano chegou no fim precisando de 6.43 pontos. Kade entrou em ação a 14 segundos do término e executou três batidas. O duelo chegou ao fim e Kade ouviu a nota já perto do palanque. Os 5.83 não alteraram as posições. Ele foi eliminado do evento e cortado do grupo de elite. Já o brazuca garantiu vaga nas oitavas de final.

Deivid é cortado – Deivid Silva competiu duas vezes nesta terça-feira, mas acabou eliminado do Margaret River Pro 2024 e cortado da elite. O atleta começou ativo na bateria da repescagem e surfou três ondas nos 5 minutos iniciais. Ele abriu com 0.50, mas depois cresceu com 4.50 e 6.17 pontos. O indonésio Rio Waida tinha uma nota fraca (0.37) e o sul-africano Matthew McGillivray ainda não havia surfado no duelo.

A disputa chegou na metade dos 35 minutos com Deivid na frente, O brasileiro trocou nota mais uma vez e com 5.87 aumentou a diferença para os adversários. Matthew estava em segundo lugar, tendo como melhor nota 5.00 pontos, e Rio em terceiro, com 3.00 sendo seu melhor score. O sul-africano precisava 7.04 para vencer e Rio de 4.34 para evitar a eliminação.

Matthew e Rio surfaram aos 21 minutos. O sul-africano fez boa apresentação e assumiu a liderança com 7.50 pontos. A direita do indonésio não ficou muito em pé e ele marcou 4.13 com rasgadas. Deivid atuou 3 minutos depois. O brasileiro executou três fortes ataques e voltou para o primeiro lugar com a nota 6.37 pontos.

O sul-africano retornou para a primeira posição no minuto final com a nota 6.50 e venceu a bateria. Deivid terminou em segundo lugar e também avançou na etapa. Rio segue no CT 2024 mesmo com a eliminação precoce no Margaret River Pro 2024.

Deivid perde com o segundo maior somatório do dia – Deivid precisava ir longe na etapa para se manter na elite. O brasileiro surfou muito bem no Round 3 e com a pontuação conquistada venceria qualquer uma das outras 18 disputas do dia. Ele competiu na primeira bateria da fase contra o havaiano John John Florence.

O confronto pegou fogo no início, com os atletas conquistando notas no critério excelente. John John abriu o duelo com uma onda intermediária. O havaiano executou duas rasgadas com grande amplitude, além de duas batidas. Deivid executou duas pancadas potentes e verticais numa direita da série. John John marcou 8.33 e Deivid 8.17 pontos.

Deivid fez outra boa apresentação aos 10 minutos. O brasileiro executou duas manobras poderosas numa direita que não era da série e abriu vantagem com 6.33 pontos. John John só surfou sua segunda onda aos 30 minutos. O bicampeão mundial rasgou, depois executou um layback, uma pancada forte e uma batida na junção. Ele necessitava de 6.67 para assumir a liderança e anotou 8.80 pontos. O brasileiro passou a buscar 8.96 para se manter na etapa.

O brasileiro foi para o tudo ou nada a 5 minutos do fim. Deivid usou a prioridade e executou quatro ataques, três deles poderosos. Logo depois do último, uma batida na junção, ele caiu da prancha. A nota só foi divulgada após o término da bateria e os 8.53 pontos não foram suficientes para ele vencer o confronto. Deivid chegou no Oeste da Austrália em 33º lugar no ranking e precisava sair da etapa entre os 22 melhores para se manter na elite. Com o resultado ele se despediu da prova e do CT 2024.

Yago cai na repescagem – A primeira baixa brasileira masculina no Margaret River Pro 2024 foi Yago Dora. O surfista competiu na terceira bateria da repescagem e ficou atrás de dois norte-americanos. Cole Houshmand venceu e avançou com Kelly Slater para o Round 3.

Kelly abriu a bateria com 7.17 pontos. Logo depois o norte-americano aumentou a vantagem com mais 5.13. Yago começou com 2.17 e Cole largou com 6.50 pontos. O brasileiro tentou voltar para o jogo aos 12 minutos. Ele começou a atuação com duas rasgadas em seções lentas da direita e depois acertou uma forte batida. A performance valeu 4.67 e ele assumiu a segunda posição, entretanto Cole necessitava de apenas 0.34 para superar o brasileiro no placar.

Yago melhorou um pouco sua situação aos 21 minutos. O brazuca executou três manobras, anotou 5.53 e colocou a diferença em 3.70 para Cole. Quatro minutos depois Yago voou alto, mas caiu na aterrissagem.

O norte-americano assumiu a liderança aos 26 minutos. Cole acertou três batidas e conquistou 6.60 pontos. Yago ficou no pico com a prioridade e na necessidade de 6.98 para evitar a eliminação no Margaret River Pro 2024. Quatro minutos depois ele entrou em ação, mas após duas rasgadas caiu na tentativa de uma batida e não mexeu no placar. Yago ainda surfou uma esquerda, mas ela foi ruim e ele acabou eliminado.

Yago entrou na água em 17º lugar no ranking e terminou o dia na 21ª posição. Ele ainda corre o risco de ser cortado da elite.

Mais cortados / Kelly dá adeus ao circuito – Além de Deivid e Kade, outros seis surfistas foram cortados da elite nesta terça-feira. Um deles foi Kelly Slater, O norte-americano 11 vezes campeão mundial, maior nome do esporte de todos os tempos, passou pela repescagem, mas perdeu para o líder do ranking Griffin Colapinto no Round 3. Kelly ainda pretende participar de algumas etapas como convidado, porém não voltará a participar do circuito de forma integral.

“Eu não consegui realizar um milagre esta semana. Consegui alguns ao longo dos anos e ainda tinha essa esperança, mas perdi para o número 1 do mundo”, disse Kelly Slater, que nunca conseguiu vencer a etapa do CT em Margaret River. “Lutei com essa onda durante toda a minha carreira, então não era o lugar que eu gostaria de encerrar minha carreira. Eu pedi um wildcard (convite) para Fiji, então espero conseguir para quem sabe, dar o troco no Griffin (Colapinto) lá. Quero participar de alguns eventos ainda, mas apenas para me divertir”.

Os outros cortados no dia foram os havaianos de Maui, Ian Gentil e Eli Hanneman, os australianos Callum Robson e Jacob Willcox e o português Frederico Morais.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Margaret River Pro 2024 acontece na manhã de quarta-feira (17/4) na Austrália, noite desta terça no Brasil devido ao fuso horário, às 20h15 (de Brasília). A WSL pretende começar o dia com as oitavas de final femininas. De acordo com a previsão o Main Break deve funcionar com séries de até 5 pés com vento terral pela manhã e maral a tarde.

Margaret River Pro 2024
Repescagem Masculina

1 Callum Robson (AUS) 12.84 x John John Florence (HAV) 11.37 x Otis North (AUS) 10.73

2 Reef Heazlewood (AUS) 14.93 x Miguel Pupo (BRA) 12.63 x Barron Mamiya (HAV 11.43

3 Cole Houshmand (EUA) 13.10 x Kelly Slater (EUA) 12.50 x Yago Dora (BRA) 10.20

4 Matthew McGillivray (AFR) 14.00 x Deivid Silva (BRA) 12.54 x Rio Waida (IDN) 7.13

Round 3

1 John John Florence (HAV) 17.13 x 16.70 Deivid Silva (BRA)

2 Gabriel Medina (BRA) 14.66 x 12.40 Ryan Callinan (AUS)

3 Miguel Pupo (BRA) 15.27 x 13.77 Kanoa Igarashi (JAP)

4 Samuel Pupo (BRA) 12.77 x 11.50 Leonardo Fioravanti (ITA)

5 Griffin Colapinto (EUA) 11.87 x 6.17 Kelly Slater (EUA)

6 Ramzi Boukhiam (MAR) 13.06 x 12.43 Matthew McGillivray (AFR)

7 George Pittar (AUS) 13.26 x 12.87 Cole Houshmand (EUA)

8 Liam O’Brien (AUS) 15.00 x 14.17 Jacob Willcox (AUS)

9 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 11.37 Reef Heazlewood (AUS)

10 Seth Moniz (HAV) 10.60 x 10.10 Connor O’Leary (AUS)

11 Jordy Smith (AFR) 13.77 x 12.83 Frederico Morais (POR)

12 Caio Ibelli (BRA) 13.50 x 10.97Crosby Colapinto (EUA)

13 Jake Marshall (EUA) 11.84 x 11.33 Eli Hanneman (HAV)

14 Imaikalani deVault (HAV) 13.73 x 13.70 Ian Gentil (HAV)

15 Italo Ferreira (BRA) 10.93 x 10.33 Kade Matson (EUA)

16 Jack Robinson (AUS) 13.83 x 10.77 Callum Robinson (AUS)

Oitavas de final

1 John John Florence (HAV) x Gabriel Medina (BRA)

2 Miguel Pupo (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

3 Griffin Colapinto (EUA) x Ramzi Boukhiam (MAR)

4 George Pittar (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

5 Ethan Ewing (AUS) x Seth Moniz (HAV)

6 Jordy Smith (AFR) x Caio Ibelli (BRA)

7 Jake Marshall (EUA) x Imaikalani deVault (HAV)

8 Italo Ferreira (BRA) x Jack Robinson (AUS)

Oitavas de final Femininas

1 Johanne Defay (FRA) x India Robinson (AUS)

2 Gabriela Bryan (HAV) x Isabella Nichols (AUS)

3 Molly Picklum (AUS) x Alyssa Spencer (EUA)

4 Brisa Hennessy (CRI) x Lakey Peterson (EUA)

5 Caitlin Simmers (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)

6 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Tyler Wright (AUS)

7 Caroline Marks (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

8 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA)

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    Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio nesta terça-feira (3), ao conquistar o Philippines Pro 2026, em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas. O tricampeão mundial derrotou o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50 e encerrou um jejum de mais de três anos sem vitórias no Championship Tour (CT). Sua última conquista havia sido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Depois de três vice-campeonatos na temporada, Medina aproveitou sua quarta final do ano para levantar a taça. O resultado também levou o brasileiro da quarta para a segunda colocação do ranking mundial, atrás do compatriota Yago Dora, a uma etapa do encerramento do circuito. A decisão foi disputada em boas ondas, com tubos profundos na bancada de Cloud 9. Jack Robinson abriu a bateria com 6,17 pontos, mas Medina respondeu com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo espetacular, recebeu 9,43 e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para assumir a liderança. Robinson reagiu e conseguiu sair da combinação, chegando a 14,50 pontos. Com a prioridade nos minutos finais, Medina administrou a vantagem e confirmou a vitória com 16,93 pontos, somando 9,43 e 7,50. O título também teve sabor de recuperação. Na etapa anterior, em Peniche, Portugal, Medina liderava a final até o último minuto, quando Griffin Colapinto conseguiu a virada e ficou com a vitória. Duelo brasileiro na semifinal Antes de enfrentar Robinson, Medina precisou superar Yago Dora em uma semifinal inteiramente brasileira. O tricampeão mundial começou forte, com uma nota 8,83, mas Yago respondeu com 7,00 e 6,50, chegando a assumir a liderança. Medina recuperou a primeira colocação ao somar 6,93 e fechou a bateria com 15,76 contra 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson derrotou Ethan Ewing por uma diferença de apenas 0,63 ponto. Apesar da eliminação, Yago segue na liderança do ranking mundial. Medina assume a segunda posição, enquanto Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados. Caitlin Simmers conquista título feminino Na categoria feminina, a norte-americana Caitlin Simmers venceu o Philippines Pro ao superar a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na final. Simmers chegou à decisão depois de uma semifinal movimentada contra Carissa Moore. A havaiana sofreu uma penalidade por interferência, decisiva para o resultado de 9,43 a 5,67 favorável à norte-americana. Na outra semifinal, Isabella Nichols derrotou Tyler Wright por 10,17 a 7,00. Com o título, Simmers sobe para a terceira colocação do ranking feminino. Molly Picklum permanece na liderança, seguida por Carissa Moore. A brasileira Luana Silva chega à última etapa na sétima posição do ranking, com 43.325 pontos, e ainda tem chances matemáticas de conquistar seu primeiro título mundial. Ao todo, sete surfistas seguem na disputa: Molly Picklum, Carissa Moore, Caitlin Simmers, Gabriela Bryan, Erin Brooks, Sawyer Lindblad e Luana Silva. Assim como na categoria masculina, a definição dependerá dos resultados em Pipeline e dos descartes da classificação final. Medina assumirá liderança em Pipeline A vitória em Cloud 9 levou Gabriel Medina da quarta para a segunda posição do ranking mundial, com 53.210 pontos, apenas 1.740 atrás do líder Yago Dora, que soma 54.950. Essa diferença, porém, será revertida na abertura da última etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí. A mudança acontece por causa do terceiro descarte, previsto para a classificação final do Circuito Mundial. Yago perderá 3.320 pontos, enquanto Medina descartará apenas 1.000. Com isso, o tricampeão passará a somar 52.210 pontos, contra 51.630 do compatriota, assumindo a liderança com 580 pontos de vantagem. Apesar da inversão, Yago continuará vestindo a lycra amarela e será o cabeça de chave número 1, pois o chaveamento será definido antes da aplicação do novo descarte. Seis surfistas na disputa pelo título Além de Medina e Yago, outros quatro surfistas chegam a Pipeline com chances matemáticas de conquistar o Mundial: Italo Ferreira, Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti. Os dois primeiros colocados estão em situação privilegiada. Tanto Medina quanto Yago garantem o título mundial se vencerem a etapa, independentemente dos resultados dos adversários. A vantagem do terceiro descarte também favorece Medina em um confronto direto com Yago. Se ambos forem eliminados na mesma fase, o tricampeão terminará à frente do compatriota. Já os outros quatro candidatos precisam avançar na competição e contar com resultados desfavoráveis dos líderes. A decisão acontece entre 8 e 20 de dezembro, em Pipeline, no Havaí. A última etapa terá pontuação especial, com 15 mil pontos para o campeão, 50% a mais do que nas etapas convencionais. O formato aumenta o peso dos resultados e mantém aberta a disputa pelo título mundial de 2026, com quatro brasileiros entre os seis candidatos. O que cada um precisa para ser campeão Gabriel Medina e Yago Dora dependem apenas dos próprios resultados. Quem vencer Pipeline será campeão mundial. Medina, porém, tem uma vantagem importante: se os dois forem eliminados na mesma fase, terminará à frente do compatriota graças ao terceiro descarte. Italo Ferreira também pode conquistar o título sem vencer a etapa. Para isso, precisaria terminar como vice-campeão, com Medina e Yago eliminados na nona posição, além de contar com os tropeços dos demais concorrentes. Para Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti, a situação é mais complicada. Os três precisam obrigatoriamente vencer Pipeline e torcer por eliminações precoces dos principais adversários. O avanço de Medina e Yago pode reduzir rapidamente o número de candidatos. Se ambos chegarem às semifinais, o título mundial estará matematicamente garantido para o Brasil. Baterias do Philippines Pro Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 13,13 x 9,90 Callum Robson (AUS)2 – Seth Moniz (HAV) 12,66 x 10,33 Marco Mignot (FRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 10,67 x 9,53 Cole Houshmand (EUA)4 – Liam O’Brien (AUS) 14,33 x 13,33 João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) 14,83 x 10,00 Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) 10,33 x 6,67 Noah Arkfeld (FIL)7 – John Mark Tokong (FIL) 16,60 x 11,00 Samuel Pupo (BRA)8 – Jayuard Alciso (FIL) 12,93 x 12,17 Kauli Vaast (FRA) Round 2 1 –

    Gabriel Medina encerra jejum de mais de três anos sem vitórias no Circuito Mundial, conquista o Philippines Pro e chega à última etapa da temporada na segunda posição do ranking.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.