Márcio Freire

Um raro surfista de alma

Personalidades do mundo do surfe deixam seu depoimento para homenagear a passagem do surfista baiano Márcio Freire.
Marcio Freire

A morte prematura de Márcio Freire deixou perplexa a comunidade do surfe. Desbravador das ondas de Jaws na remada, em Maui, Havaí, ao lado dos amigos também baianos Danilo Couto e Yuri Soledade, Márcio Freire foi uma pessoa especial, amável, gentil e cordial, aliás, como todos deveriam ser.

Clique aqui para saber mais sobre a morte de Márcio Freire

Passei toda a minha carreira de jornalista contando a história da vida dos surfistas nas revistas e no site Waves. É fácil falar da vida deles todos. Porém, falar da morte de um amigo, ou mesmo de um conhecido, é bastante difícil e penoso. Mas alguém tem que assumir a missão.

A seguir, alguns depoimentos da galera que conviveu ou admirava a trajetória deste baiano sangue bom e atirado nas ondas, um verdadeiro Mad Dog em sua loucura saudável e ao mesmo tempo insana de amar as ondas grandes.

Bruno Lemos, fotógrafo e produtor do filme Mad Dogs – Eu poderia muito bem dizer que o mundo do surfe está em luto hoje, mas, na verdade, o planeta está em luto hoje com a passagem desse incrível e único ser humano chamado Márcio Freire.

Um dos caras mais tranquilos e alegres que já conheci. Viveu pra surfar e faleceu surfando. Dava pra ver o brilho nos olhos e a felicidade de estar prestes a dar mais uma caída épica em Jaws, lugar que amava. Vamos todos sentir sua falta, amigo!

Jaime Viudes, longboarder – Ser chamado de cachorro louco poderia soar ofensivo em algum outro esporte, mas no caso do surfe de ondas gigantes o “elogio” massageia o ego de qualquer um desses caras que colocam suas vidas em risco a cada swell.

Porém isso nunca parece ter inflado o ego do Márcio Freire. Bastava olhar no seu rosto para perceber que era um cara simples. Para conseguir respeito na meritocracia do surfe, a nível internacional, ou você é excepcionalmente técnico ou você tem muita atitude para dropar as maiores.

Hoje, com cada vez mais segurança para o big surf, cresce o número de surfistas se aventurando nas ondas grandes, mas são poucos os remanescentes dos legítimos big riders, que encaravam os maiores dias no braço, sem jet skis, coletes e tubos de oxigênio.

E ainda que sua imagem de big rider tenha sido construída após a chegada dos jets, ele encarou muitas sessões de surfe só com a prancha, a cordinha e seus dois parceiros de fé para garantir sua segurança. Quem tem um pouco de noção desse universo sabe que isso não garante a vida de ninguém na hora que o bicho pega.

E ainda dá para imaginar quantos mares bizarros ele deve ter pegado sozinho. Isso pode ser uma prova de que ele nunca teve intenção de construir uma reputação, apenas queria fazer o que amava. Para um cara ser chamado de Mad Dog pelos havaianos, pode ter certeza que mesmo que, nunca ninguém, nem a mídia, tivesse tocado no nome dele, ele estaria pegando ondas grandes de qualquer jeito. Essa era primeira coisa que eu pensava quando ouvia falar do Márcio Freire. Surfista de verdade!

Tulio Brandão, jornalista multimídia – Márcio era um cara querido na comunidade, do bem, humilde, um dos grandes representantes da essência mais raiz do surfe. Um cara que resolveu descer o cliff e entrar remando em Jaws.

Um cara que aceitou trabalhar duro para pagar pelo seu sonho, diante da falta de patrocínio. Pouca gente está disposta a isso. A morte trágica pode em algum momento nos colocar num lugar de crítica, por conta da ausência de colete inflável e de uma possível falta de forma, mas a esta altura isso não faz sentido.

Márcio era gigante, exímio no que fazia, e o perdemos porque no surfe de ondas gigantes há, sim, espaço para a morte. Ele morreu como viveu, amando profundamente o que fazia. Esta pra mim é a maior lição.

Motaury Porto, fotógrafo – A melhor e maior onda da vida! Nós, como surfistas, sempre buscamos as melhores ondas e alguns buscam as maiores. Deslizar sobre o mar em cima de uma prancha, independente de qual modalidade, é algo que nunca poderá ser descrito em palavras.

Mas, é facilmente observável na vida de vários surfistas mundo afora. O surfista de alma vive para se manter perto do mar e das ondas. Márcio Freire era exatamente um destes surfistas e que nos deixa para surfar a mais perfeita, a maior onda de todas e também a mais misteriosa, a eternidade!

Que nosso Pai, criador das nossas ondas e da onda eterna, console o coração dos familiares do Márcio, assim como amigos e fãs. Enquanto isso, que possamos pegar nossas ondas aqui neste mundo, ondas de compreensão, perdão, paz e, principalmente, de amor, que tem o poder que transcende tudo. Com carinho, meus sentimentos.

Yordan Bosco, jornalista especializado – Encontrei Márcio pela última vez há cerca de um ou dois anos na Praia do Forte, quando tivemos a oportunidade de um bom papo. Ele tinha vindo do Havaí, estava feliz e cheio de planos de viajar e surfar.

O mesmo cara tranquilo, manso e sereno que conheci no início dos anos 90, nas competições, quando ele corria a categoria mirim ou junior e eu era juiz.

Uma perda inestimável para toda a comunidade do surfe. Deixa um legado de coragem, de atitude, de luz e de amor. Um cara que passava a lição, no semblante e no seu jeito, de que não precisamos de muito para ser feliz.

Thiago Rausch, freesurfer – Tive o privilégio de conhecer o Marcinho há dois anos, no Passo de Torres. Surfamos umas marolas no meio do Rio Mampituba e foi muita vibe, o cara era muito humilde e surfava muito, a bateria foi casca-grossa.

Entre uma onda e outra, já que estávamos sozinhos no pico, eu aproveitei e fiz o máximo de perguntas sobre Jaws que pude, já que não é todo dia que recebemos no quintal de casa um verdadeiro mito do surfe mundial. De maneira muito gentil e tranquila, ele respondeu, ou melhor, me contou um pouco de sua linda história.

O mar estava bem mais ou menos, o vento nordeste e o sorriso no rosto nos acompanhava, os botos também. Marcinho estava viajando pelo Brasil, um sonho que estava realizando, conhecendo lugares, pessoas aleatórias como eu e visitando amigos.

No caso, o destino era Tramandaí, onde vive seu amigo dos tempos de Havaí, Peterson Marchese. Ele também veio visitar o Pedra Dornelles. Acho que estes simples fatos, a diversão nas marolas, ele super humilde comigo, que recém havia conhecido, e vir de longe visitar um amigo querido como o Peterson, mostram um pouco do grande ser humano que ele foi.

João Cabral, free surfer, Jaguaboy – Márcio era uma pessoa extremamente simples, uma pessoa que tinha coração aberto. Não é porque o cara morreu, não é nada disso. Duvido que exista uma pessoa na face da Terra capaz de falar alguma coisa contra ele. O cara era bem quisto em todo o lugar que chegava. Todo mundo gostava dele, era humilde ao extremo.

É até difícil falar dele, era uma pessoa boa demais. Casca grossa, da pesada, depois que voltou ao Brasil ele parou de treinar em onda grande, estava mais relaxado. Começou a pegar mais onda pequena e isso atrapalhou bastante.

Era um cara iluminado, e tenho certeza de que ele morreu feliz, fazendo o que mais gostava. Ele morreu onde mais queria estar, amarradão. O último áudio que ele mandou para o Jacaré foi para dizer que no dia anterior tinha surfado altas ondas na remada. E estava feliz da vida que iria fazer um tow-in com o Chumbo. Era um cara nota 10, nota 1.000.

Giovanni Mancuso, empresário e free surfer – Infelizmente não tive a sorte de conhecer o Márcio pessoalmente. Mas conhecia ele muito bem da mídia do surfe. Desde que li sobre os malucos brasileiros que desbravaram Jaws na remada ele entrou no meu radar e nunca mais saiu.

Daqueles personagens que a gente grava o nome e nunca mais esquece. Mas se eu não tive a sorte de encontrá-lo pessoalmente, muitos amigos meus conviveram com ele. E todos, sem exceção, falam a mesma coisa: um ser humano especial, amigão, generoso, atencioso, divertido, bem humorado e muito, mas muito casca grossa!

Portanto é mais um daqueles casos dos bons nos deixando cedo. A gente tem dificuldade de compreender isto. Mas, examinando com atenção, somos obrigados a acreditar que em algum lugar, esta galera deve estar pegando altas ondas. E se isto for verdade, quando eu for pra lá vou fazer questão de encontrar o Márcio!

Alexandre Toledo Piza, jornalista especializado – Desde que vim morar na Bahia a lenda viva dos Mad Dogs era ponto central nas rodas de conversas sobre surfe e o ápice das façanhas obtidas pelo big surf baiano na esfera mundial.

Quando Márcio voltou definitivamente do Havaí, estivemos juntos algumas vezes, seja surfando, seja com ele fazendo imagens. Sempre amarradão, cativante, sorridente, pilhando a cada série e sempre muito educado. Um verdadeiro legend soul surfer coroado em vida e agora na memória para toda eternidade.

Márcia Portes, longboarder – Márcio era um surfista de alma. Junto com os Mad Dogs, tinham amor à adrenalina. Ele partiu fazendo o que mais gostava, sem medos, sem receios.

Acompanhava a trajetória dele durante algum tempo. Envio energias positivas e minhas condolências aos amigos e familiares. É o amor ao surfe, às ondas grandes, a adrenalina e loucura única de desbravar um oceano mágico e cheio de energia. Admiro o Márcio, surfista de alma. Descanse em paz.

Wilson Piolho, jornalista especializado – O mundo do surfe e principalmente do big surf está atônito com a prematura passagem do Mad Dog Márcio Freire. Protagonista da revolução do surfe na assustadora Jaws ao encarar as montanhas de água na remada, algo inimaginável antes de Márcio e seus parceiros Danilo e Yuri.

O canhão de Nazaré abateu o Mad Dog Márcio Freire. Deixa um legado enorme e chama a atenção para a risco que esse surfistas correm ao desafiar as maiores ondas do mundo.
Grandes homens com grandes feitos tem a honra de escolher seu derradeiro momento fazendo aquilo que amam. Vá em paz, Márcio Freire .

Tony Kaluama, shaper – Sempre tive uma grande admiração por Márcio Freire e pelos Mad Dogs baianos. Pois nos tempos de hoje, ondas como Jaws, por exemplo, e Nazaré, todos surfam de tow-in, enquanto ele, pelo menos em Jaws, se jogava na remada, justificando o apelido de Mad Dog. Então, acredito realmente que foi uma fatalidade o que houve com ele. O surfe mundial, não só o brasileiro, perdeu muito. R.I.P, Márcio.

Sebastian Rojas, fotógrafo – Conversei com o Márcio algumas vezes durante umas idas pra Jaws, em Maui. Como todos os surfistas baianos que gostam de ondas grandes, ele foi pra Maui surfar Jaws na companhia dos amigos e teve como referências Danilo Couto e Yuri Soledade, entre outros tantos outros e acabou fixando residência por lá. Ele era divertido e brincalhão e muito fissurado no surfe de remada em ondas gigantes. Era um surfista raiz apaixonado pela força do oceano e pelo esporte.

Lima Junior, fotógrafo – Márcio Freire sempre foi uma referência para todos os surfistas nordestinos, principalmente os que sonham em se tornar surfista de ondas grandes. Ele foi um exemplo que é possível sim, sair do Nordeste e ganhar o mundo em busca do sonho de surfar ondas grandes. Sua passagem vai deixar saudades e muita inspiração para todos de nossa região. Que Deus o tenha.

João Valente, jornalista especializado em Portugal – Era uma questão de tempo até acontecer um acidente fatal. Tivemos algumas situações que ficaram perto disso. Koxa, Scooby, Maya, Alex Botelho, Andrew Cotton, várias situações mas por felicidade nada aconteceu.

Agora aconteceu com o Márcio, uma tristeza imensa. Mas, são os riscos de quem assume o surfe de ondas grandes como um meio de vida, fonte de prazer. Há muito tempo que eu falo que a Nazaré é que nem o Everest. Pode não ser tecnicamente a onda mais exigente, outras exigem mais, assim como tem montanhas que exigem muito mais tecnicamente do que o Everest. Negócio do Everest é altura e ausência de ar. Negócio da Nazaré é tamanho, volume de água e toda aquela dinâmica. Não é o lado técnico da onda que faz ela se destacar. É o tamanho mesmo e a dimensão toda.

Enfim, era esperado que uma hora acontecesse uma vítima. Claro que agora a gente fique encontrando as razões. Ah, não usou colete de flutuação, não estava em forma etc. Mas, nos acidentes que chegaram perto, as pessoas eram muito bem preparadas e teve uma grande dose de sorte de não ter acontecido nada. Por isso, sem dúvida, preparem-se, não facilitem com questões de segurança. Não é qualquer um que vai subir o Everest sem garrafa de oxigênio. Tem uns que fazem, estão nessa missão, mas estão preparados para isso.

Por isso, quem quiser enfrentar o mar em Nazaré tem que saber exatamente para o que estar preparado. Mas, acho que nada disso seja garantia. O risco é muito alto. E às vezes os mais preparados podem se ver numa situação que não tem saída. Que descanse em paz, Márcio. Todo mundo só fala bem dele. Deixou boas memórias e morreu fazendo o que gosta.

Felipe Fernandes, jornalista especializado – Muito triste o que aconteceu. Mas, já era para ter acontecido antes, pelo nível de risco do local. Eu já estive lá três vezes para olhar as ondas, eu nunca surfei em Nazaré. Sei que não é todo dia que está daquele jeito. As ondas não ficam sempre daquele tamanho. Mas, eu nunca tive a oportunidade de surfar lá ondas de 2, 3 metros. Estive lá três vezes com ondas imensas. A primeira vez foi em 1993, com meus amigos Zé Loiro e Zé Negrella.

Paramos o carro na praia e não tinha ninguém pra gente perguntar alguma coisa e eu acredito que as ondas deviam estar de 18 a 20 pés. A gente acabou nem surfando porque o mar estava enorme.

Voltei em 2013, no dia em que a Maya Gabeira se acidentou. Depois, voltei com a minha mulher em 2017. Em duas vezes que estive lá, quase dois acidentes fatais, com a Maya e com o inglês Andrew Cotton. Não cheguei a ver nenhum destes dois acidentes, aconteceram antes da minha chegada.

Eu sinto muito a morte do Márcio Freire, conheço ele das reportagens. Sinto muito a perda deste surfista porque ele era uma referência, um dos desbravadores de Jaws na remada. Maior respeito por ele, mas não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente. Que Deus o tenha.

Regi Galvão, fotógrafo – Infelizmente, 2023 começou de forma brutal com a partida do Mad Dog Márcio Freire.

Quando recebi a notícia, pensei que era outra pessoa, mas a ficha caiu rapidamente com a notícia sendo publicada em alto volume nas rede sociais. Estou particularmente muito triste, uma vez que acompanhamos toda trajetória desse bom baiano nas maiores ondas do planeta e ficamos buscando respostas pela forma como aconteceu. Desejo muita força e expresso meus sentimentos à família, amigos e fãs. Márcio Freire sempre.

Paulo Kid, legend – Eu não conheci pessoalmente o Márcio Freire, acompanhei, claro, as performances dele em Jaws, à distância, pela mídia.

O que eu sempre percebi que ele estava ali pelo prazer, por gostar de se atirar nas bombas. E o que leio sobre ele é o testemunho dos mais próximos falando que ele era uma pessoa do bem!

Uma perda sempre é triste para os amigos, os familiares, mas se existe algum conforto nesse momento é que ele partiu fazendo aquilo que ele amava, em condições que ele se sentia à vontade.

Com certeza, é uma grande perda para o big surf brasileiro. Márcio Freire deixa seu legado de amor, paixão e go for it no surf.

James Thisted, fotógrafo – Não convivi muito com o Marcio Freire, mas como fotógrafo claro q a gente se conhecia lá do Havaí. Lembro bem do começo do surfe em Jaws, quando eu ia pra Maui registrar as sessions de tow-in dos brazucas, numa época em que se chegava no cliff de Jaws e não tinha quase ninguém por ali, muito diferente do circo que é hoje.

E um dos surfistas certo de encontrar ali era o Márcio Freire, sempre na fissura de pegar umas na remada, numa época que os caras tiravam pra louco quem pensasse em fazer isso. E ele sempre humilde, na dele, o cara era gente boa demais. Era nessas ocasiões que eu tive mais contato com ele. E algumas outras em Oahu mesmo.

Depoimentos publicados no Facebook
Rosaldo Cavalcanti, legend – Márcio Freire, Mad Dog era um cara legal. Sempre sorrindo. Humilde e gentil. Definitivamente, espalhava boas vibrações. O tipo de cara que todo mundo gostava.

Ele morou em Maui por um longo tempo e enquanto estava lá costumava praticar paddle surf em Jaws. Ele gostava de ir para a esquerda, embora a maioria dos outros surfistas costumava ir para a direita.

Ele sofreu muitas quedas verticais lá fora. Mas, há alguns anos ele teve que deixar as ilhas. Foi quando sua vida mudou. Ele voltou ao Brasil e continuou surfando, o amor de sua vida.

Infelizmente, desmaiou ontem em Nazaré, Portugal, depois de pegar sua última carona. Uma canhota que fechou e o empurrou para debaixo d’água. Aparentemente, levou algumas pancadas na cabeça e de alguma forma se afogou. É uma grande perda para sua família e amigos, bem como para a comunidade de surfe de ondas grandes. Descanse em paz, Márcio Freire.

Christian Barnard Beserra, representante do surfistas do CT – Poxa Pancinha. Tá difícil aceitar essa sua partida tão prematura. Seu sorriso, seus dropes insanos, seu sotaque de rei baiano, suas serenatas desafinadas de ukulele e o seu coração maior que as morras surfadas por você, jamais serão esquecidos.

Obrigado pelo privilégio de ter te conhecido e obrigado por todas as ondas que surfamos juntos no passado. Muita luz e amor pra você e sua família. RIP, meu rei!

Thiago Jacaré, free surfer, Jaguaboy – Descanse em paz, meu grande amigo Márcio Freire. Os homens do mar morrem no mar. Você foi especial em nossas vidas. Hoje você iria embora, mas a sua partida foi diferente, juntamente a Deus. Sei que você surfou sua última onda, mas em nossos corações você será eterno. Ahh, não esquece do tutu, meu amigo pra sempre.

Eduardo Sampaio, produtor de Mad Dogs – Nem sei o que escrever. Fui pego completamente de surpresa.

Cresci tendo Márcio como referência desde a época de escola. Ele era o cara que matava aula pra ir surfar no Barravento e que ganhava todos os campeonatos de surfe. Eu sempre quis matar aula pra ir surfar.

Depois ele foi morar no Havaí e tornou-se um dos maiores exemplos de pioneirismo no surfe de ondas grandes da história. Um cara extremamente humilde e com um coração enorme. Um amigo que vai deixar saudades em muita gente e um legado importante no esporte.

Tive o privilégio e a sorte de registrar parte da vida e dos feitos dele e dos Mad Dogs com o documentário que produzimos. Poxa, cara, por que você teve que partir tão cedo? Você vai fazer muita falta! Só tenho boas lembranças de você. Fique em paz!

Roberto Vieira Nascimento, free surfer – Difícil escrever neste momento de tristeza sobre Márcio Freire, um ser humano incrível que só trazia alegria com sua simplicidade e humildade, um ídolo, um amigo, um irmão, não só pra mim, mas pra todos que passavam no seu caminho, ele só levava luz e alegria pra todos .

Conheço Pancinha e Buno Freire e Silva desde dos meus 13 anos de idade. A gente começou a surfar juntos em Barra do Pote, Ilha de Itaparica (BA). No verão de 85 eu vi Marcinho completar seu primeiro 360 com 10 anos de idade com uma prancha sem quilhas.

Sua alegria foi tão contagiante que me marcou até hoje. Depois, muito free surf juntos, baterias de campeonatos, surf trips. A trip derradeira foi ano passado. Passamos dois meses na Indonésia, dias de sonho que jamais irei esquecer !

Obrigado, painhooo, por todos os momentos vividos, pelos ensinamentos, principalmente de que a vida se vive o hoje. O que me conforta é quando fecho o olho e vejo você sorrindo e dizendo, relaxe Roberdose, tá tudo bem!

Vá em paz, irmão, sua energia jamais se apagará! Meus sentimentos a Bruno Freire e Silva e a toda família e amigos!

The Inertia, site norte-americano – A morte de Freire abala fortemente a comunidade das ondas grandes. Nossas mais sinceras condolências vão para os amigos, familiares e todos os afetados pela morte de Freire.

Abaixo, talvez a última entrevista de Márcio Freire, concedida ao canal Lets Surf.

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    Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio nesta terça-feira (3), ao conquistar o Philippines Pro 2026, em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas. O tricampeão mundial derrotou o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50 e encerrou um jejum de mais de três anos sem vitórias no Championship Tour (CT). Sua última conquista havia sido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Depois de três vice-campeonatos na temporada, Medina aproveitou sua quarta final do ano para levantar a taça. O resultado também levou o brasileiro da quarta para a segunda colocação do ranking mundial, atrás do compatriota Yago Dora, a uma etapa do encerramento do circuito. A decisão foi disputada em boas ondas, com tubos profundos na bancada de Cloud 9. Jack Robinson abriu a bateria com 6,17 pontos, mas Medina respondeu com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo espetacular, recebeu 9,43 e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para assumir a liderança. Robinson reagiu e conseguiu sair da combinação, chegando a 14,50 pontos. Com a prioridade nos minutos finais, Medina administrou a vantagem e confirmou a vitória com 16,93 pontos, somando 9,43 e 7,50. O título também teve sabor de recuperação. Na etapa anterior, em Peniche, Portugal, Medina liderava a final até o último minuto, quando Griffin Colapinto conseguiu a virada e ficou com a vitória. Duelo brasileiro na semifinal Antes de enfrentar Robinson, Medina precisou superar Yago Dora em uma semifinal inteiramente brasileira. O tricampeão mundial começou forte, com uma nota 8,83, mas Yago respondeu com 7,00 e 6,50, chegando a assumir a liderança. Medina recuperou a primeira colocação ao somar 6,93 e fechou a bateria com 15,76 contra 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson derrotou Ethan Ewing por uma diferença de apenas 0,63 ponto. Apesar da eliminação, Yago segue na liderança do ranking mundial. Medina assume a segunda posição, enquanto Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados. Caitlin Simmers conquista título feminino Na categoria feminina, a norte-americana Caitlin Simmers venceu o Philippines Pro ao superar a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na final. Simmers chegou à decisão depois de uma semifinal movimentada contra Carissa Moore. A havaiana sofreu uma penalidade por interferência, decisiva para o resultado de 9,43 a 5,67 favorável à norte-americana. Na outra semifinal, Isabella Nichols derrotou Tyler Wright por 10,17 a 7,00. Com o título, Simmers sobe para a terceira colocação do ranking feminino. Molly Picklum permanece na liderança, seguida por Carissa Moore. A brasileira Luana Silva chega à última etapa na sétima posição do ranking, com 43.325 pontos, e ainda tem chances matemáticas de conquistar seu primeiro título mundial. Ao todo, sete surfistas seguem na disputa: Molly Picklum, Carissa Moore, Caitlin Simmers, Gabriela Bryan, Erin Brooks, Sawyer Lindblad e Luana Silva. Assim como na categoria masculina, a definição dependerá dos resultados em Pipeline e dos descartes da classificação final. Medina assumirá liderança em Pipeline A vitória em Cloud 9 levou Gabriel Medina da quarta para a segunda posição do ranking mundial, com 53.210 pontos, apenas 1.740 atrás do líder Yago Dora, que soma 54.950. Essa diferença, porém, será revertida na abertura da última etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí. A mudança acontece por causa do terceiro descarte, previsto para a classificação final do Circuito Mundial. Yago perderá 3.320 pontos, enquanto Medina descartará apenas 1.000. Com isso, o tricampeão passará a somar 52.210 pontos, contra 51.630 do compatriota, assumindo a liderança com 580 pontos de vantagem. Apesar da inversão, Yago continuará vestindo a lycra amarela e será o cabeça de chave número 1, pois o chaveamento será definido antes da aplicação do novo descarte. Seis surfistas na disputa pelo título Além de Medina e Yago, outros quatro surfistas chegam a Pipeline com chances matemáticas de conquistar o Mundial: Italo Ferreira, Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti. Os dois primeiros colocados estão em situação privilegiada. Tanto Medina quanto Yago garantem o título mundial se vencerem a etapa, independentemente dos resultados dos adversários. A vantagem do terceiro descarte também favorece Medina em um confronto direto com Yago. Se ambos forem eliminados na mesma fase, o tricampeão terminará à frente do compatriota. Já os outros quatro candidatos precisam avançar na competição e contar com resultados desfavoráveis dos líderes. A decisão acontece entre 8 e 20 de dezembro, em Pipeline, no Havaí. A última etapa terá pontuação especial, com 15 mil pontos para o campeão, 50% a mais do que nas etapas convencionais. O formato aumenta o peso dos resultados e mantém aberta a disputa pelo título mundial de 2026, com quatro brasileiros entre os seis candidatos. O que cada um precisa para ser campeão Gabriel Medina e Yago Dora dependem apenas dos próprios resultados. Quem vencer Pipeline será campeão mundial. Medina, porém, tem uma vantagem importante: se os dois forem eliminados na mesma fase, terminará à frente do compatriota graças ao terceiro descarte. Italo Ferreira também pode conquistar o título sem vencer a etapa. Para isso, precisaria terminar como vice-campeão, com Medina e Yago eliminados na nona posição, além de contar com os tropeços dos demais concorrentes. Para Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti, a situação é mais complicada. Os três precisam obrigatoriamente vencer Pipeline e torcer por eliminações precoces dos principais adversários. O avanço de Medina e Yago pode reduzir rapidamente o número de candidatos. Se ambos chegarem às semifinais, o título mundial estará matematicamente garantido para o Brasil. Baterias do Philippines Pro Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 13,13 x 9,90 Callum Robson (AUS)2 – Seth Moniz (HAV) 12,66 x 10,33 Marco Mignot (FRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 10,67 x 9,53 Cole Houshmand (EUA)4 – Liam O’Brien (AUS) 14,33 x 13,33 João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) 14,83 x 10,00 Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) 10,33 x 6,67 Noah Arkfeld (FIL)7 – John Mark Tokong (FIL) 16,60 x 11,00 Samuel Pupo (BRA)8 – Jayuard Alciso (FIL) 12,93 x 12,17 Kauli Vaast (FRA) Round 2 1 –

    Gabriel Medina encerra jejum de mais de três anos sem vitórias no Circuito Mundial, conquista o Philippines Pro e chega à última etapa da temporada na segunda posição do ranking.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.