Surf Abu Dhabi Pro 2025

Italo é campeão

Italo Ferreira derrota Rio Waida na decisão do Surf Abu Dhabi Pro 2025 e assume liderança do ranking.
Surf Abu Dhabi Pro 2025, Abu Dhabi, Emirados Árabes

O troféu de campeão do Surf Abu Dhabi Pro 2025 vem para o Brasil. Italo Ferreira superou o indonésio Rio Waida na decisão do evento realizado na piscina dos Emirados Árabes e assumiu a liderança do ranking. Italo venceu três adversários neste domingo (16) com os três maiores somatórios do dia.

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Nas baterias finais do Surf Abu Dhabi Pro 2025 os atletas tiveram o direito a quatro ondas e surfaram duas seguidas. O placar foi formado com a maior nota da direita e a melhor da esquerda. O indonésio abriu decisão com 6.17 pontos na direita e anotou 7.83 na primeira performance de backside na final. Rio pegou os dois tubos da esquerda, mas ficou na porta do segundo, e executou nove ataques, dois deles feitos com muito risco.

Italo desferiu 12 golpes na sua primeira direita no final. Ele optou por não passar por dentro na primeira seção oca e emendou uma batida na outra de backside. Ficou entocado no segundo tubo e fechou a apresentação com pancada e reverse. A atuação valeu 8.67 pontos.

O brasileiro escangalhou a esquerda. Italo fez manobras expressivas, ficou fundo no primeiro tubo e evitou o segundo para voar num Alley Oop que foi completado com perfeição. Ainda teve espaço e pernas para rasgar invertendo a direção da prancha e decolar com reverse. A performance valeu 8.60 pontos.

O surfista de Bali foi pra sua segunda direita na busca de 9.44 pontos para assumir a liderança. Rio arriscou nas manobras e ia bem até ficar pra trás da onda depois de um aéreo reverse. Atuação valeu 6.67 e ele não teve mais como alcançar o brasileiro no placar tendo apenas mais uma oportunidade.

Italo voltou pra água com a bandeira do Brasil. Ele surfou a direita de base trocada e depois brincou na esquerda, comemorando a vitória. O atleta, que era o atual vice-campeão em etapas realizadas em piscinas de ondas (Surf Ranch 2023), dessa vez ficou no alto do pódio e conquistou pontos suficientes para assumir a liderança do ranking.


Caminhos até a final – Italo subiu o nível da competição neste domingo. Nas quartas ele venceu o japonês com o maior somatório da etapa, e superou a marca na vitória sobre o australiano Jack Robinson na semi.

Italo x Kanoa – Contra Kanoa, na terceira bateria das quartas, Italo foi agressivo na primeira direita. O brasileiro fez manobras com risco e em nenhum momento perdeu o tempo de onda. Passou a primeira seção tubular com ataques de borda e desapareceu no segundo canudo. Fechou a apresentação com reverse e anotou 7.67 pontos.

O brazuca seguiu num ritmo alto na esquerda. Italo não aliviou nas manobras, ficou fundo no primeiro tubo e evitou o segundo para voar num Alley Oop. Foram oito manobras contando o tubo e o aéreo. Botou pressão no adversário com a nota 8.50 pontos.

Kanoa Igarashi começou a atuar na bateria precisando tirar uma diferença de 16.17 pontos. O japonês iniciou sem extrapolar, mas passou a arriscar mais depois de ficar fundo no primeiro tubo. Na sequência ele bateu realizando um reverse, depois se desequilibrou numa pancada e acelerou pra voar num Kerrupt, mas não aterrissou. Kanoa largou com 5.77 pontos e passou a buscar 10.40 para ser semifinalista no evento.

O japonês teve uma performance segura em sua primeira esquerda. Atuando de backside, Kanoa acertou oito manobras de borda e ficou fundo nos dois tubos. A performance valeu 7.53 pontos.

A segunda direita de Italo não entrou no somatório (6.93). O brasileiro voltou a executar boas manobras, mas não ficou fundo nos tubos e errou o reverse na última seção. O brasileiro voltou a dar show atuando de frontside na bateria. Em sua segunda esquerda ele manobrou forte e, apesar de não ter ficado fundo na primeira seção oca, voou muito alto num Alley Oop, aterrissou com perfeição e ainda executou mais dois ataques. Ele trocou 8.50 por 9.13 pontos e dificultou ainda mais o caminho do japonês.

Kanoa foi para sua penúltima atuação na disputa buscando no mínimo 9.27 pontos para vencer. O japonês executou três ataques, entrou o tubo e não saiu. Como não trocou a nota 5.77, ficou precisando de 11.03 na esquerda e foi eliminado. Italo venceu a disputa com o maior somatório da prova até aquele momento, 16.80 pontos.

Italo x Jack – Italo assustou a galera no início da direita da segunda semifinal. Ele ficou pra dentro da onda após uma rasgada forte, porém se recuperou rapidamente no trajeto. O brasileiro também ficou fundo nos dois tubos e abriu a bateria com 6.83 pontos. Na esquerda ele fez ataques mais fortes e passou por dentro da primeira seção oca sem muita profundidade. No final acelerou e voou num Alley Oop. O brazuca ainda rasgou invertendo a direção da prancha e executou um 360. A performance entrou no critério excelente e valeu 8.50 pontos.

Jack estreou na semifinal buscando 15.34 pontos para ser finalista. O australiano executou manobras fortes, ficou muito fundo no primeiro tubo, voou com reverse no meio da onda e acertou Alley Oop no final. Atuação também entrou no critério excelente. Com a nota 8.43 ele passou a buscar 6.91 na esquerda. O aussie foi seguro na esquerda e só errou a manobra executada na última seção da onda. Ele não arriscou tanto quanto na direita e ficou fundo num dos tubos. Permaneceu em segundo lugar com a nota 6.60 pontos.

O brazuca mudou a linha em sua segunda atuação de backside. Italo evitou passar por dentro da primeira seção oca, mas pegou o segundo tubo. Desferiu 12 manobras de borda, algumas poderosas e uma com reverse. Com a atuação ele trocou 6.83 por 8.17 e aumentou a diferença para o adversário. Mas o melhor ainda estava por vir. Italo voou duas vezes em sua segunda esquerda, pegou um tubo longo e profundo e ainda agrediu a onda com fortes pancadas. A nota 9.20 fez Italo aumentar o recorde de pontos no somatório para 17.37 pontos.

O australiano foi para sua segunda rodada precisando de 10.77 e caiu da prancha. A falha aconteceu após executar três manobras de borda e passar fundo rapidamente pelo tubo. Na sequência ele voou, mas não completou o aéreo. Jack seguiu pra esquerda precisando de 8.95 pontos, mas tentou um reverse no terceiro ataque e caiu da prancha.

Rio x Ethan – Rio passou pelo havaiano Jackson Bunch nas quartas e na semi bateu o australiano Ethan Ewing. O aussie abriu a primeira semifinal do masculino com manobras poderosas. Das sete manobras de borda certas, seis foram expressivas. Ficou fundo no primeiro tudo e não muito no segundo. Caiu na última seção após manobrar derrapando a rabeta. A atuação valeu 8.00 pontos. Ethan foi menos agressivo na esquerda, mas finalizou toda a apresentação de backside. Surfou um longo tubo na primeira seção oca, tendo ficado fundo num determinado momento, e na segunda ficou mais na porta. A performance segura valeu 7.70 pontos.

O indonésio também fez boa apresentação na direita e errou a manobra final. Rio arriscou em alguns ataques em que derrapou a rabeta com controle, e ficou fundo nos dois tubos, mais no primeiro. Ele largou com 7.27 pontos. O atleta que vive em Bali foi para a esquerda com a mesma vontade. Ele não aliviou nas manobras, mas caiu num ataque depois de ficar entocado na primeira seção tubular (4.07).

Ethan não trocou suas notas nas apresentações seguintes. Na direita ele não completou o segundo tubo (5.60) e na esquerda foi até o final, quando caiu num reverse (6.67). Rio destruiu sua segunda direita no confronto. Ele precisava de 11.63 pontos, anotou 8.43 e passou a buscar 7.27 para vencer. O surfista completou toda a onda, voou no meio dela, ficou fundo no primeiro tubo e arriscou em outros ataques invertendo a direção da prancha. O indonésio também completou toda a esquerda. Ele arriscou menos, mas teve profundidade no primeiro tubo e acertou nove ataques de borda. Rio vibrou muito após a apresentação e venceu com a nota 7.50 pontos.


Yago cai para Jack – O sonho de uma semifinal brasileira no Surf Abu Dhabi Pro 2025 terminou no último confronto das quartas. Depois de Italo superar Kanoa, Yago Dora encarou Jack Robinson, porém o brasileiro ficou abaixo nas direitas e se despediu do evento com a quinta posição.

Jack abriu a disputa com 7.70 pontos. O australiano foi agressivo de frontside na direita. Ele fez manobras fortes e ficou fundo no primeiro tubo. Evitou o segundo canudo e decolou num Alley Oop que teve aterrisagem perfeita. Jack não finalizou a esquerda. Depois de duas manobras ele ficou fundo no canudo, depois, bateu, fez um floater e um reverse antes de cair dentro do tubo (4.50).

Yago não foi bem na primeira direita. Ele abriu a apresentação de backside com rasgada e duas batidas. Na sequência ele subiu na crista e quase perde o equilíbrio na volta da manobra. Depois partiu para outra pancada e caiu na base da onda (2.10). O brasileiro vibrou após sua segunda apresentação. Yago executou fortes ataques, teve momentos de profundidade na primeira seção tubular e evitou a segunda para voar num Alley Oop. Ele aterrissou de forma prefeita, rasgou e decolou novamente sem rotação. A performance valeu 8.67 pontos.

O australiano foi expressivo na direita. Abriu com quatro ataques, sendo duas batidas fortes, e passou rapidamente pelo primeiro tubo, porém com profundidade. Na sequência rasgou de forma alongada, bateu chutando a rabeta, executou mais duas pancadas e acelerou para um Alley Oop. Jack teve um desequilíbrio na aterrissagem, colocou as costas na água e voltou a ficar em pé na prancha. Ele comemorou a atuação e trocou 7.70 por 7.90 pontos.

Jack queria trocar a nota 4.50 e foi conservador em sua segunda esquerda. Ele fez toda a onda, ficou um longo tempo no primeiro tubo, porém com rápidos momentos de muita profundidade, e no segundo ficou com o bico da prancha pra fora. O australiano conquistou 5.93 e deixou Yago na busca de 5.16 na direita.

Yago executou oito manobras. O brasileiro evitou o primeiro tubo e seguiu com ataques de borda. Ficou na porta do segundo tubo e errou última manobra. Ele anotou 4.53 e foi pra esquerda precisando de 9.30 para ser semifinalista nos Emirados Árabes. Yago arriscou tudo após o primeiro tubo da esquerda. Ele voou alto, mas caiu na base da onda e se despediu da competição.

Miguel fica em quinto lugar – Miguel Pupo abriu as disputas masculinas no dia. Ele enfrentou o australiano Ethan Ewing na primeira bateria das quartas. Duelo teve início com tempestade de areia que estragou a formação da direita. Ethan encarou a ventania de frontside e começou a atuação com quatro manobras fortes. Na sequência passou rapidamente por um tubo espremido, executou um floater e caiu da prancha. Logo após a performance o diretor técnico e comissário da WSL, o brasileiro Renato Hinckel, colocou o evento em espera por 15 minutos e anulou a onda do australiano.

O evento foi reiniciado após 18 minutos ainda com vento maral na direita, porém mais fraco. Ethan teve um surfe mais conservador, mas chegou a passar a rabeta por cima da crista em algumas batidas, entretanto outras pancadas foram pra frente, sem apontar o bico da prancha em direção à base da onda. O australiano passou manobrando pela primeira seção tubular e na segunda ficou muito fundo e não achou a saída do canudo. Largou com 5.50 pontos. Ethan foi seguro na esquerda, mas não extrapolou. O aussie executou nove manobras de borda e ficou muito fundo nos dois tubos. A performance valeu 7.00 pontos.

A primeira atuação de Miguel Pupo teve manobras fortes. O brasileiro não aliviou de backside. No total ele fez oito ataques. Ele não surfou o primeiro tubo e ficou na porta do segundo. A atuação valeu 6.50 pontos. O brasileiro foi vertical na manobra de frontside, mas caiu da prancha.

O australiano trocou nota na direita. Ethan fez ataques melhores que sua primeira participação de frontside na bateria e colocou mais força nas manobras. Ele executou dez manobras e surfou o tubo da segunda seção mais oca, porém não ficou muito fundo. Ele tirou o 5.50 e colocou 7.50 pontos no somatório. Ethan caiu da prancha em sua última participação no duelo. O atleta fez alguns ataques de menos expressão e chutou a rabeta em outros. Ficou fundo no primeiro tubo e caiu na base da onda após a terceira manobra seguinte (4.40).

Miguel foi para sua segunda direita precisando de 14.10 pontos para vencer. Ele teve uma pegada forte, parecida com a performance anterior de backside, porém dessa vez ficou mais tempo e mais fundo na segunda seção de tubo. O brasileiro trocou 6.50 por 6.83 pontos e foi pra direita na busca de no mínimo 7.67 para vencer. Miguel começou a sua segunda esquerda no confronto com duas rasgadas e uma batida. Na sequência ficou dentro do tubo por um longo tempo, porém não ficou tão fundo. Saiu, executou duas rasgadas e bateu chutando a rabeta. Ele evitou o segundo tubo da onda, acelerou e voou, porém não completou a manobra (5.37) e se despediu da competição em quinto lugar.


Surf Abu Dhabi Pro 2025
Final Masculino

Italo Ferreira (BRA) 17.27 x 14.50 Rio Waida (IND)

Semifinais

1 Rio Waida (IND) 15.70 x 12.50 Ethan Ewing (AUS)

2 Italo Ferreira (BRA) 17.37 x 15.03 Jack Robinson (AUS)

Quartas de final

1 Ethan Ewing (AUS) 14.50 x 7.23 Miguel Pupo (BRA)

2 Rio Waida (IND) 14.90 x 11.67 Jackson Bunch (HAV)

3 Italo Ferreira (BRA) 16.80 x 13.30 Kanoa Igarashi (JAP)

4 Jack Robinson (AUS) 13.83 x 13.20 Yago Dora (BRA)
Final Feminino

Caitlin Simmers (EUA) 16.10 x 15.70 Molly Picklum (AUS)

Semifinais 

1 Molly Picklum (AUS) 13.77 x 10.53 Vahine Fierro (FRA)

2 Caitlin Simmers (EUA) 15.14 x 14.53 Gabriela Bryan (HAV)

Quartas de Final

1 Molly Picklum (AUS) 14.50 x 13.03 Erin Brooks (CAN)

2 Vahine Fierro (FRA) 14.27 x 10.73 Caroline Marks (EUA)

3 Caitlin Simmers (EUA) 14.73 x 11.73 Bella Kenworthy (EUA)

4 Gabriela Bryan (HAV) 12.34 x 11.54 Sawyer Lindblad (EUA)

Ranking atualizado após a 2ª etapa
Masculino
1 Italo Ferreira (BRA) 16.085 pontos

2 Barron Mamiya (HAV) 11.330

3 Miguel Pupo (BRA) 9.490

4 Ethan Ewing (AUS) 9.405

5 Leonardo Fioravanti (ITA) 9.130

6 Rio Waida (IND) 9.130

7 Kanoa Igarashi (JAP) 8.065

8 Jack Robinson (AUS) 7.415

9 Ian Gouveia (BRA) 7.415
10 Filipe Toledo (BRA) 6.640

11 Joel Vaughan (AUS) 6.640

12 Jackson Bunch (HAV) 6.075

13 Jake Marshall (EUA) 6.075

14 George Pittar (AUS) 6.075

15 Yago Dora (BRA) 5.010

16 Connor O’Leary (AUS) 4.650

17 Jordy Smith (AFR) 4.650

18 Liam O’Brien (AUS) 4.650

19 Griffin Colapinto (EUA) 4.650

20 João Chianca (BRA) 4.650
21 Deivid Silva (BRA) 4.650

22 Seth Moniz (HAV)3.585

23 Alan Cleland (MEX) 3.585

24 Ian Gentil (HAV) 2.660

25 Matthew McGillivray (AFR) 2.660

26 Ramzi Boukhiam (MAR) 2.660

27 Ryan Callinan (AUS) 2.660

28 Cole Houshmand (EUA) 2.660

29 Alejo Muniz (BRA) 2.660
30 Edgard Groggia (BRA) 2.660

31 Marco Mignot (FRA) 1.595

32 Samuel Pupo (BRA) 1.595

33 Imaikalani deVault (HAV) 530

34 Gabriel Medina (BRA) 530

35 Crosby Colapinto (EUA) 530

Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) 17.800

2 Molly Picklum (AUS) 13.885

3 Tyler Wright (AUS) 12.610

4 Caroline Marks (EUA) 9.490

5 Sawyer Lindblad (EUA) 9.490

6 Gabriela Bryan (HAV) 8.695

7 Lakey Peterson (EUA) 8.695

8 Vahine Fierro (FRA) 8.695

9 Erin Brooks (CAN) 7.355

10 Brisa Hennessy (CRI) 7.355

11 Bella Kenworthy (EUA) 5.790

12 Isabella Nichols (AUS) 5.790

13 Luana Silva (BRA) 5.220
14 Tatiana Weston-Webb (BRA) 5.220

15 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 5.220

16 Johanne Defay (FRA) 3.655

17 Sally Fitzgibbons (AUS) 3.655

18 Nadia Erostarbe (ESP) 2.610

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    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.