Rio Pro 2025

Quatro brazucas nas finais

Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo e Luana Silva avançam no Rio Pro 2025 e garantem vagas para último dia da etapa.
Rio Pro 2025, Point de Itaúna, Saquarema, Rio de Janeiro

O Brasil segue forte no Rio Pro 2025. Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo e Luana Silva deram passos importantes nesta quinta-feira (26) e seguem para o último dia do evento pensando nos troféus de campeões da etapa brasileira do CT. Dia teve 19 baterias e começou em ondas acima de 2 metros e terminou com séries de até 1,5 metro no Point de Itaúna.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Yago Dora competiu duas vezes nesta quinta-feira e foi o único brasileiro que superou a repescagem do masculino. Ele competiu na terceira bateria da fase contra Peterson Crisanto. A disputa aconteceu no formato de duelos simultâneas, teve duração de 40 minutos e foi resolvida nas esquerdas. Yago largou com a nota 5.50 conquistada aos cinco minutos com quatro manobras. Peterson respondeu com dois ataques que valeram 4.50 pontos. Yago abriu vantagem aos 11 minutos com duas batidas em outra atuação de frontside. A nota foi 6.50 pontos. O atleta se distanciou ainda mais aos 15 minutos com um tubo profundo que valeu 8.67 pontos.

Os atletas seguiram atuando, porém não mexeram no placar e Yago avançou na competição. Peterson se despediu do Rio Pro 2025 em 17º lugar.


Yago x Alan – O outro passo de Yago rumo a terceira final seguida no Rio Pro foi dado contra o mexicano Alan Cleland, na primeira bateria das oitavas de final. O confronto de 35 minutos teve pouca ação, principalmente de Alan, que só surfou duas ondas. O mexicano abriu a disputa aos quatro minutos numa atuação que teve batida, rasgada numa seção cheia da esquerda, outra curva e mais uma pancada, essa na junção. A nota foi 5.50 pontos. Yago respondeu um minuto depois de forma dura. O brasileiro executou dois laybacks de frontside e largou com 8.50 pontos.

Alan ficou no pico esperando por uma onda excelente e Yago foi em busca de uma boa segunda nota. Aos 12 minutos ele errou uma batida, mas logo depois entrou em outra esquerda e acertou uma pancada para adicionar 3.83 pontos ao somatório. O brasileiro tentou voar aos 19 minutos, mas errou a manobra.

Alan só surfou sua segunda onda a três minutos do fim. Ele buscava 6.84 pontos e anotou 6.00 com uma forte batida. O mexicano acabou eliminado e Yago avançou às quartas para encarar Miguel Pupo.


Miguel barra Filipe – Miguel chegou nas quartas após superar Filipe Toledo no duelo brazuca das oitavas. Filipe abriu a disputa aos três minutos com 3.00 pontos. Ele surfou uma direita que não ofereceu muitas oportunidades de boas manobras. Miguel respondeu aos cinco minutos com três manobras na esquerda. Ele rasgou, executou um floater e fechou a apresentação com batida. A nota foi 6.00 pontos. Filipe assumiu a liderança aos 12 minutos. Dessa vez ele atuou de backside e com forte pancada colocou 4.67 no somatório. Logo depois ele trocou 3.00 por 3.50 com rasgada na esquerda.

Aos 18 minutos os dois remaram numa esquerda. Miguel tinha a prioridade, mas não conseguiu entrar e Filipe aproveitou. O surfista executou duas batidas e saiu para trocar o equipamento. A atuação valeu 5.60 pontos. Ele seguiu ativo e quatro minutos depois voltou a acertar dois ataques de backside e mexeu no placar com 5.07 pontos.

Miguel tentou responder a seis minutos do fim. Ele botou pra dentro da esquerda, mas não conseguiu sair. O brazuca ficou ativo na parte final e a dois minutos do término rasgou, bateu forte, mas perdeu um pouco do equilíbrio, e terminou a atuação com escalada na espuma da junção. Ele buscava 4.67 para avançar no Rio Pro 2025 e anotou 3.53 pontos. Mas Miguel não desistiu e no último minuto entrou numa direita, rasgou, bateu e rasgou novamente. Ele vibrou muito e virou o resultado com 4.83 pontos. Com o resultado Filipe se despediu do evento em nono lugar.

“O Miguel e o Filipe são dois gigantes. O meu trabalho é fazer com que ele (Miguel) se sinta melhor com o confronto, tentar tirar a pressão o máximo possível das costas dele, deixar ele solto pra que ele possa performar bem. É sempre pensando na performance. A gente sabia que contra o Filipe seria um jogo duro, o cara já foi quatro vezes campeão dessa etapa, então sabia que não ia ser tão fácil. Pra mim é o ano dele. Eu acho que o resultado que a pessoa conquista é sempre premiando o que ela faz ao longo da temporada e ele tá fazendo um ano maravilhoso. Eu fico muito contente por isso”, comentou Adriano de Souza, técnico de Miguel, bicampeão do Rio Pro e campeão mundial de 2015.


Italo voa mais alto – O outro brasileiro classificado para as quartas de final do Rio Pro 2025 é Italo Ferreira. Ele travou um duelo de aéreos contra o norte-americano Crosby Colapinto e se deu bem.

O atual campeão do Rio Pro começou acelerado e surfou três direitas em cinco minutos. Nas duas primeiras ele errou as decolagens. Na terceira ele executou cinco manobras para anotar 5.00 pontos. Crosby largou 3.33 com um layback de frontside. O norte-americano cresceu no duelo aos dez minutos. Os dois remaram, mas ele usou a prioridade, acelerou na direita, executou um aéreo jogando a rabeta acima da crista e fez uma rotação para depois aterrissar com segurança. A atuação valeu 7.83 pontos.

O brasileiro respondeu ao ataque em alto nível. Aos 12 minutos ele usou a prioridade e atuou mais uma vez de backside. Italo esperou a rampa se formar e decolou muito alto antes de aterrissar depois de uma rotação completa. Ele pediu a nota 10 com as mãos e depois saiu na areia correndo e comemorando no meio da galera. Os juízes não foram na dele, nenhum dos cinco deu a nota máxima e ele conquistou 9.33 pontos. Crosby passou a buscar 6.51 e aos 19 minutos bateu duas vezes na esquerda, porém os 4.57 não entraram no somatório.

Aos 23 minutos o brasileiro atuou sem a prioridade, mas as duas manobras na esquerda não mudaram o placar (4.33). Crosby surfou na sequência e voou alto pra direita, mas caiu na aterrissagem. Os dois pegaram direitas a quatro minutos do fim. Italo não mexeu no placar. Crosby usou a prioridade e claramente buscava um rampa pra decolar, porém não achou e as manobras de borda não renderam a nota que ele buscava.

“É incrível poder ter a família aqui do lado, é algo que é muito especial e que sem dúvidas me impulsiona e me dá forças. Sempre foi assim, sempre tive a minha família ali do meu lado. Hoje, especialmente, com a Sofia e com o Martinzinho que tá vindo, eu sonho com os momentos já com ele no braço e nas competições comemorando alguma manobra muito legal que o papai pôde mandar. É muito legal poder viver tudo isso, é incrível”, celebrou Italo. O adversário de Italo nas quartas é o australiano Ethan Ewing.


Luana na semi – O dia terminou com três baterias das quartas de final do feminino. Luana Silva competiu no segundo duelo da fase e passou pela australiana Tyler Wrigh.

A bateria foi toda disputada nas direitas do pico de Saquarema. As atletas iniciaram com notas fracas. Logo depois Tyler achou uma crista para bater em sua segunda atuação e colocou 3.67 pontos no somatório. Luana surfou logo depois e bateu com potência, porém caiu da prancha. A aussie conquistou 2.50 aos dez minutos e deixou a brasileira na busca de 5.37 para avançar.

Luana e Tyler surfaram na mesma série aos 13 minutos. Tyler estavam mais próxima do inside e surfou primeiro. Ela não tinha a prioridade. A performance teve três cutbacks e ele trocou 2.50 por 4.67 pontos. Luana pegou uma onda do outside e executou duas rasgadas além de uma batida numa junção espumada para conquistar 6.33 e passar a buscar 2.01 para vencer.

A brasileira assumiu a liderança a oito minutos do fim. Em outra atuação de frontside ela fez três manobras para conquistar 6.47 pontos. Tyler tentou responder na sequência, mas a direita encheu e ela só achou espaço para duas rasgadas. Ela precisava de 8.13 e os 4.13 não mudaram sua situação na bateria. Nada mudou até o final e Luana venceu pelo placar de 12.80 a 8.84 pontos. A próxima adversária dela é a norte-americana Caroline Marks.


Eliminações brasileiras – Além de Peterson e Filipe, o Brasil perdeu outros três surfistas nesta quinta-feira. O segundo dia de competições do Rio Pro 2025 começou com bateria entre o líder do ranking, o sul-africano Jordy Smith, e o convidado da etapa Gabriel Klaussner.

Jordy iniciou os trabalhos com 6.33 pontos depois de pegar uma série para esquerda com tamanho, acertar três batidas e largar na frente. Gabriel tentou reagir também nos primeiros dez minutos, mas não escolheu bem a série e acabou caindo, rendendo pouca pontuação.

O embate ficou sem movimentação por um período, até que Jordy conseguiu mais uma onda para esquerda, dessa vez uma menor, e executou duas batidas para juntar ao somatório 5.00 pontos, disparando na liderança.

Faltando 20 minutos para o fim, Gabriel achou sua segunda onda, também para esquerda, bateu forte e não conseguiu chegar na junção. O desempenho rendeu a ele 4.57 pontos, entrando na disputa. Na sequência, ele pegou outra esquerda, executou uma batida forte na junção e conquitou 4.10 dos juízes. Com as notas, o brasileiro ficou precisando de 6.76 para virar a bateria.

Nos 10 minutos finais, Jordy pegou mais uma esquerda, executou boas batidas, mas a nota não entrou no somatório. Já Gabriel, conseguiu mais duas ondas, caindo nas duas e não computando as notas necessárias. O sul-africano avançou às oitavas de final e Gabriel ficou na 17ª colocação. Horas depois Jordy superou o havaiano Seth Moniz e garantiu vaga nas quartas.

Alejo x Kanoa – Não deu para Alejo Muniz na quinta bateria da repescagem. Disputa foi fraca de ondas e decidida na segunda metade. O japonês Kanoa Igarashi venceu mesmo sem ter a maior nota do confronto.

Alejo ficou na frente durante a primeira metade da disputa com duas notas na casa dos dois pontos (2.67 e 2.33). Kanoa, que tinha 3.17 como melhor nota, assumiu a liderança aos 22 minutos com uma rasgada e uma batida que valeram 5.50 pontos.

Alejo foi em busca dos 6.00 pontos que precisa a nove minutos do fim. Ele bateu, rasgou e finalizou a performance com pancada na junção. Com a nota 7.00 ele assumiu a liderança. Kanoa respondeu dois minutos depois com dois ataques. Ele buscava 4.18 e anotou 4.93 pontos. Alejo passou a buscar 3.43 para avançar no Rio Pro 2025, mas a situação dele piorou a três minutos do término. Kanoa executou quatro ataques, colocou mais 6.23 no placar e aumentou a diferença para 4.73 pontos. Alejo não conseguiu reagir e se despediu da prova.

Griffin elimina João – Não vai ser em 2025 o Rio Pro terá um local como campeão. O saquaremense João Chianca competiu na manhã desta quinta-feira contra o norte-americano Griffin Colapinto e foi eliminado.

O duelo teve 15 ondas surfadas, porém notas baixas. A maior foi conquistada por Griffin aos 28 minutos numa esquerda. Ele bateu duas vezes e colocou 4.83 pontos no placar. Ele, que já tinha 4.13, assumiu a liderança. João tinha 4.00 e 3.23 como melhores notas. O norte-americano trocou 4.13 por 4.37 a nove minutos do fim numa apresentação de frontside na direita e João passou a buscar 5.20 para avançar.

João remou numa onda a quatro minutos do fim, não conseguiu entrar e perdeu a prioridade. Griffin colou nele e fez um bloqueio logo depois, porém bateu e não completou a manobra. O brasileiro atuou na sequência e acertou forte pancada de backside. Com a nota 4.73 ele passou a buscar 4.48 para vencer. João ainda atuou mais uma vez, mas a nota 3.60 não mudou sua situação no confronto e ele se despediu da prova.

Tati para nas quartas – As quartas de final do Rio Pro 2025 não começaram bem para o Brasil. Tatiana Weston-Webb não entrou em sintonia com o Point de Itaúna e foi presa fácil para a norte-americana Caroline Marks. Com o resultado a brazuca se despede da prova em quinto lugar.

A brasileira largou com nota fraca (0.43) enquanto a norte-americana botou pressão com 6.33 pontos numa performance que teve rasgada e batida na junção de uma esquerda. Tati tentou responder aos nove minutos, mas caiu na tentativa de uma escalada após acertar uma batida. A manobra valeu 3.33 e ela passou a buscar 3.01 para vencer.

A norte-americana aumentou a diferença para a brasileira aos 18 minutos. Caroline usou a prioridade e entrou numa direita para executar cinco ataques. A nota foi 5.83 pontos. Tati passou a precisar de 8.83, não achou nenhuma onda com potencial para a nota e foi eliminada.

Tati participou do Rio Pro 2025 como convidada. Ela competiu na três etapas iniciais do CT na temporada e depois optou por se afastar dos eventos para cuidar da saúde mental.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada acontece somente no sábado (28), já que a previsão indica ondas mexidas pelo vento Sudoeste (maral) para a sexta-feira (27). O horário é 6h45 (de Brasília). Tudo aponta para que sábado deva ter direitas e esquerdas com cerca de 1 metro com o swell de Sul/Sudoeste ganhando pequena influência de Sudeste. No domingo (29), último dia da janela, são esperadas séries de 1,5 metro com ondulação de Sul/Sudoeste.

Confira mais detalhes em nossas próximas atuações.

Rio Pro 2025
Repescagem Masculino

1 Jordy Smith (AFR) 11.33 x 8.67 Gabriel Klaussner (BRA)

2 Ethan Ewing (AUS) 15.27 x 11.10 Marco Mignot (FRA)

3 Yago Dora (BRA) 15.50 x 8.93 Peterson Crisanto (BRA)

4 Jack Robinson (AUS) 13.04 x 12.57 Rio Waida (IDN)

5 Kanoa Igarashi (JAP) 11.73 x 9.67 Alejo Muniz (BRA)

6 Griffin Colapinto (EUA) 9.20 x 8.73 João Chianca (BRA)

7 Seth Moniz (HAV) 10.50 x 6.56 Barron Mamiya (HAV)

8 Jake Marshall (EUA) 9.94 x 9.60 Connor O’Leary (JAP)

Oitavas de final

1 Yago Dora (BRA) 12.33 x 11.50 Alan Cleland (MEX)

2 Miguel Pupo (BRA) 10.83 x 10.67 Filipe Toledo (BRA)

3 Cole Houshmand (EUA) 9.84 x 8.50 Kanoa Igarashi (JAP)

4 Jake Marshall (EUA) 13.00 x 10.50 Jack Robinson (AUS)

5 Jordy Smith (AFR) 10.83 x 9.83 Seth Moniz (HAV)

6 Griffin Colapinto (EUA) 13.87 x 12.80 Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x 13.30 Crosby Colapinto (EUA)

8 Ethan Ewing (AUS) 12.63 x 11.14 Joel Vaughan (AUS)

Quartas de final

1 Yago Dora (BRA)Miguel Pupo (BRA)

2 Cole Houshmand (EUA) x Jake Marshall (EUA)

3 Jordy Smith (AFR) x Griffin Colapinto (EUA)

Italo Ferreira (BRA) x Ethan Ewing (AUS)

Quartas de final Feminino

1 Caroline Marks (EUA) 12.16 x 4.10 Tatiana Weston-Webb (BRA)

2 Luana Silva (BRA) 12.80 x 8.84 Tyler Wright (AUS)

3 Molly Picklum (AUS) 10.50 x 7.17 Arena Rodriguez (PER)

Próxima bateria

4 Lakey Peterson (EUA) x Erin Brooks (CAN)

Semifinais
Em formação

1 Caroline Marks (EUA) x Luana Silva (BRA)

2 Molly Picklum (AUS) x

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.