Pipe Pro 2025

Sete brasileiros avançam no Havaí

Brasil garante sete surfistas na terceira fase do Pipe Pro 2025 após primeiro dia de disputas no Havaí. Luana Silva e Ian Gouveia são destaques.
Pipe Pro 2025, North Shore de Oahu, Havaí

O circuito da elite mundial começou nesta quarta-feira (29) no Havaí. Dia teve 16 disputas e 12 brasileiros competiram nas ondas havaianas de 1 a 1,5 metro da ilha de Oahu. Luana Silva e Ian Gouveia foram os destaques do Brasil. Além deles outros cinco brazucas avançaram para o Round 3, enquanto cinco caíram para a repescagem. Próxima chamada acontece somente no sábado (01/02), às 14h45 (de Brasília).

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Os homens foram para a água primeiro e, logo após a finalização do Round 1, as mulheres entraram em ação para as quatro baterias iniciais da primeira fase delas. Luana Silva e Tatiana Weston-Webb abriram a categoria Feminino ao lado da australiana Sally Fitzgibbons. As brasileiras tomaram as rédeas da bateria logo no começo. Tati executou três ataques para largar com 3.83 e Luana, numa onda maior, executou uma manobra para anotar 4.40 pontos.

Tati voltou a surfar para o Backdoor aos 5 minutos. Ela bateu duas vezes e rasgou outras duas para assumir a liderança com 5.33 pontos. Enquanto Sally não conseguia reagir, Luana bateu de frontside, conquistou 3.00 pontos e deixou a australiana precisando de 5.23 para avançar.

Sally usou a prioridade na metade da bateria de 30 minutos, mas a onda foi ruim. Tati atuou e caiu no primeiro ataque e Luana, na mesma série, acertou duas batidas fortes e errou a terceira pancada após chutar a rabeta. A performance valeu 6.33 pontos e a liderança. A aussie passou a buscar 6.99 para evitar a repescagem.

Sally tentou reagir aos 18 minutos. A surfista usou o direito de escolha de onda, entrou numa direita e passou por dentro, porém ficou mais na porta do tubo. Na saída ela executou uma rasgada. A nota 4.00 diminuiu a diferença para 5.17 pontos.

As brasileiras atuaram para a direita na sequência. Tati errou a segunda manobra e não mexeu no placar. Luana usou a prioridade a 4 minutos do fim. A atleta executou duas batidas e uma rasgada para disparar na frente com 6.27 pontos.

Sally ficou com a prioridade nos minutos finais. A australiana precisava de sua melhor atuação no duelo e teve oportunidade quase no fim, porém só teve espaço para um ataque, tentou extrapolar e errou. Luana venceu e foi para o Round 3 junto com Tati. Sally caiu para a repescagem.

“O mindset desse ano é ir com tudo, surfar com toda vontade que eu tenho. Fogo no olho pra não perder as oportunidades. Eu sei que no ano passado eu perdi tanta oportunidade boa, então esse ano estou indo com tudo”, conta Luana.


Gouveia segura John John – A bateria dos homens mais disputada no dia foi a de número 6. Todos os três competidores chegaram na casa dos 11 pontos no somatório e o melhor deles foi Ian Gouveia. A virada aconteceu perto do fim e ele superou dois havaianos. O tricampeão mundial John John Florence avançou em segundo lugar e Eli Hanneman caiu para a repescagem.

Ian foi quem mais surfou na primeira metade da bateria de 30 minutos, porém os tubos que completou não foram tão bons e na melhor oportunidade ele não conseguiu encontrar a saída. Os três foram para Backdoor e a maior nota conquistada foi 2.60 pontos. A primeira atuação dele teve uma rasgada de frontside na esquerda de Pipeline.

John John surfou apenas uma onda nos 15 minutos iniciais. A performance aconteceu aos 6 minutos e ele conquistou 5.83 pontos mesmo errando um forte ataque à junção na saída do canudo. O também havaiano Eli Hanneman não pegou nenhuma onda na metade da disputa. O brasileiro assumiu a liderança no 16º minuto. Ian colocou 4.17 pontos no somatório com duas batidas de backside e passou John John, que seguia com apenas uma nota.

Os havaianos surfaram tubos não muito fundos para a direita no minuto seguinte. Eli usou a prioridade e foi primeiro. John John surfou na sequência. O tricampeão mundial também voou com reverse após o canudo. Eli anotou 6.23 e John John 5.67 pontos.

Eli precisava de menos de 1 ponto para assumir o segundo lugar. Aos 18 ele passou por dentro de Backdoor, anotou 3.00 e deixou Ian na necessidade de 5.07 para evitar a repescagem. O brasileiro ficou com a prioridade, mas quem voltar a surfar foi Eli. O surfista de Maui voou de frontside e aumentou a diferença para o brasileiro (5.20), que passou a buscar no mínimo 7.26 para avançar.

Ian usou a prioridade a 4 minutos do fim. O brasileiro fez um tubo profundo para Backdoor. O surfista conquistou 7.67 pontos e pulou da última para a primeira posição para vencer a disputa, que terminou com 11.84 para Ian, 11.50 para John John e 11.43 para Eli.

“Tudo diferente pra mim esse ano. Realmente seis anos se passaram, então é tudo diferente. Tenho duas filhas, minha esposa… está todo mundo aqui… eu sou um atleta agora, não sou um viajante (risos), então realmente estou super empolgado pra temporada, pra ver o que posso fazer. Sei que estou preparado e que sou capaz de grandes coisas esse ano. Vamos com tudo! Tenho que agradecer a todo meu time, todo mundo que está em casa. O time é grande! Cada um de vocês que me ajudou a estar aqui, vocês sabem quem são. Obrigado a todo mundo que me ajuda, meus patrocinadores, minha família que está aqui, minha família que está no Brasil e é isso, vambora”, diz Ian Gouveia.

Os havaianos competem no Pipe Pro 2025 como convidados. O tricampeão mundial anunciou que terá um ano sabático, porém não recusou o convite para competir na porta de casa. Eli entrou na vaga do lesionado Crosby Colapinto, que fraturou o cotovelo na bancada de Backdoor durante os treinos há algumas semanas.

Filipe também vence – Filipe Toledo venceu sua primeira bateria após o retorno à elite do esporte. O bicampeão mundial que teve um 2024 sabático estreou voando no Pipe Pro 2025 e garantiu vaga na terceira fase. Atual vencedor da etapa, havaiano Barron Mamiya ficou em segundo lugar e também avançou. Alejo Muniz terminou disputa na terceira posição e caiu para repescagem.

Os brasileiros surfaram apenas uma onda cada na metade da bateria de 30 minutos. Filipe executou um aéreo reverse, além de uma batida de frontside e anotou 6.00 pontos. Alejo entrou em ação pela primeira vez no duelo aos 7 minutos, mas errou aéreo (0.80). Barron pegou três ondas, mas em nenhuma chegou na casa dos 3 pontos. O havaiano ocupava a segunda posição com o somatório de 5.60 pontos.

Barron seguiu ativo, mas não melhorava sua situação. Filipe mantinha a prioridade e Alejo caiu da prancha no primeiro ataque de sua segunda atuação na bateria. Alejo e Barron voltaram a atuar a 7 minutos do fim e trocaram notas. O brasileiro rasgou forte e depois fez outra curva curta para anotar 3.00, e o havaiano rasgou e bateu na junção para conquistar 3.83 pontos. Filipe voou na sequência, mas não completou a manobra.

Alejo usou a prioridade a 4 minutos do fim. Ele foi pra Pipeline na busca de 3.40 pontos. O brasileiro executou três ataques, mas a nota 3.27 não mudou sua situação no confronto. Filipe anotou 2.57 e aumentou um pouco a vantagem na frente do placar.

Barron entrou no minuto final com a prioridade, porém Alejo conseguiu uma direita pequena, executou duas rasgadas e uma batida, mas os 2.97 não evitaram sua ida para a repescagem. Filipe venceu e avançou para ao Round 3 com Barron.


Groggia estreia no CT – A nova temporada do CT teve início com vitória de um havaiano. Seth Moniz superou dois brasileiros na bateria de abertura do Pipe Pro 2025 e avançou para o Round 3. Edgarg Groggia ficou em segundo lugar na sua estreia entre os melhores do mundo e também evitou a repescagem. Yago Dora terminou o duelo na última posição e enfrentará a primera fase eliminatória da etapa.

As primeiras ondas do CT 2025 foram surfadas por brasileiros. Yago abriu o Pipe Pro no segundo minuto com forte snap para Pipeline, mas não completou a manobra. Edgard estreou na elite aos 5 minutos com um tubo limpo para Backdoor e anotou 5.00 pontos. Yago surfou duas ondas na sequência e o melhor que conseguiu foi 3.33 com manobras de backside na direita.

Seth surfou sua primeira onda para Backdoor. Aos 11 minutos o havaiano passou rápido pelo tubo e executou uma batida para largar com 3.83 pontos. Edgard respondeu com um canudo para Pipe que valeu 3.73 pontos. Seth pulou da terceira para a primeira posição aos 14 minutos. Vice-campeão da etapa em 2022, o surfista ficou fundo num canudo para a direita e acertou um cutback para colocar 7.33 no somatório.

Dois tubos foram surfados perto dos dez minutos finais. Yago, que precisava de 5.40 para avançar em segundo lugar, foi pra Pipeline e marcou 4.00 para diminuir a diferença para Edgard (4.74). Seth foi novamente para Backdoor, conquistou 4.73 e aumentou a diferença para os brasileiros.

A bateria seguiu sem alterações e Yago quase virou perto do final. O brasileiro rasgou, bateu e voou com reverse na esquerda. Ele precisava de 4.74 para avançar e não saiu do terceiro lugar com 4.53 pontos. Seth venceu e avançou com Edgard para a terceira fase e Yago caiu para a repescagem.

Slater supera brasileiros – Kelly Slater superou Italo Ferreira e Samuel Pupo na quinta bateria do Pipe Pro 2025. O norte-americano, que busca a nona vitória na etapa, usou os tubos para Backdoor para vencer na estreia da etapa havaiana do CT.

Italo começou acelerado e surfou as três primeiras ondas da disputa. A melhor atuação teve dois ataques de backside e valeu 3.00 pontos. Kelly respondeu aos seis minutos com um tubo 4.33 para Backdoor. O norte-americano atuou logo depois, mas não completou o canudo.

O próximo a atuar foi Italo, aos 15 minutos. Ele acertou dois ataques e assumiu a liderança com 2.70 pontos. Quatro minutos depois o campeão mundial de 2019 surfou sua primeira onda para Pipeline. Italo voou e completou o reverse na aterrissagem, rasgou duas vezes e bateu na parte pequena e final da onda. A nota 5.00 o distanciou dos adversários.

Samuel atuou pela primeira vez na temporada aos 20 minutos de bateria. Ele entrou na esquerda e bateu duas vezes de backside para largar com 3.60 pontos. Samuca passou a buscar 1.57 para pegar a segunda posição de Kelly. Ele tentou a nota logo depois, porém não conseguiu (0.30).

Os brasileiros surfaram enquanto o norte-americano segurava a prioridade, mas não melhoraram suas situações no confronto. Kelly voltou a atuar a 4 minutos do fim. Ele fez um tubo rápido. O surfista ainda executou um cutback com velocidade e uma batida. A performance valeu 5.57 e a liderança. Italo caiu pro segundo posto e Samuel passou a precisar de 4.41 para evitar a repescagem. Ele ficou com a prioridade nos minutos finais, porém não teve mais oportunidades.


João e o melhor do dia entre os homens – O outro brazuca que avançou no dia foi João Chianca. O início na bateria não foi bom, mas o final valeu. João Chianca suou na 12ª e última disputa da primeira fase masculina do Pipe Pro 2025, porém pulou de último para segundo no final do confronto e garantiu vaga no Round 3 da etapa havaiana. Francês Marco Mignot deu show de aéreos e venceu duelo com maior somatório do dia entre os homens. Australiano Ryan Callinan ficou em terceiro e caiu para repescagem.

Marco abriu vantagem no placar com duas direitas surfadas antes dos cinco minutos iniciais. Primeiro ele rasgou e voou com rotação (3.83). Logo depois decolou novamente com reverse e atingiu a junção (6.00). Ryan, que começou com nota fraca (0.87), manobrou também para Backdoor e entrou no jogo (4.07).

João não começou bem e viu Marco voar com reverse e aterrissar na base da onda aos 6 minutos. A performance valeu 7.33 e naquele momento ele garantiu o maior somatório do dia entre os homens, 13.33 pontos. O brasileiro chegou na metade do duelo de 30 minutos com quatro ondas surfadas e nenhuma nota na casa de 1 ponto. Ele precisava de 4.02 para evitar a repescagem.

Ryan e João surfaram aos 21 minutos. O australiano atuou primeiro e com três ataques anotou 2.87 pontos. O brasileiro rasgou e errou uma batida na sua sétima atuação na disputa. Ele anotou sua primeira onda na bateria acima de 1 ponto (1.80). João necessitava de 5.14 para avançar.

O australiano decolou de backside aos 24 minutos e dificultou o caminho do brasileiro com a nota 4.50 pontos. João respondeu com um ataque de frontside. A performance valeu 3.63 e ele passou a necessitar de 4.94 para ficar com uma vaga no Round 3.

Ryan, que tinha prioridade em cima do brasileiro, deixou uma onda passar e João aproveitou. O atleta achou uma rampa e voou com reverse. A atuação valeu 5.10 e uma vaga na terceira fase do Pipe Pro 2025. Marco venceu e Ryan foi pra repescagem.

Mais brasileiros na repescagem – Além de Yago, Samuel e Alejo, outros dois brasileiros caíram para a repescagem. Miguel Pupo competiu numa bateria de poucas ondas e ficou em terceiro lugar. O australiano Connor O’Leary venceu e o norte-americano Jake Marshall avançou em segundo lugar.

Connor foi o único da nona bateria da primeira fase masculina a surfar nos 10 minutos iniciais. O australiano pegou três direitas. Na primeira surfou um tubo e nas seguintes bateu. As maiores notas foram 3.60 e 3.50 pontos. Jake entrou em ação no 11º minuto, mas não completou o tubo para Backdoor. O norte-americano pegou outra direita logo depois e executou três manobras. A atuação valeu 3.93 pontos. Jake aumentou a diferença para o brasileiro aos 15 minutos com uma rasgada e uma batida de frontside que valeram 2.87 pontos.

A bateria seguiu morna. Miguel segurou a prioridade e só surfou sua primeira onda a 5 minutos do fim. O brasileiro executou quatro manobras, marcou 3.30 e passou a buscar 3.51 pontos para evitar a repescagem. Miguel ficou mais ativo em busca de outra oportunidade, mas foi bloqueado por Jake na que parecia a melhor. Connor venceu e avançou com Jake. Miguel caiu para a primeira fase eliminatória da competição.

Deivid Silva competiu na 10ª disputa, teve poucas oportunidades, levou virada perto do fim e terminou em último lugar. O marroquino Ramzi Boukhiam venceu e garantiu vaga no Round 3 junto com o norte-americano Cole Houshmand.

O brasileiro não surfou no primeiro terço da bateria de 30 minutos. Cole tinha a maior nota (3.67) e Ramzi, que havia entrado em quatro ondas, conquistou 2.57 na melhor atuação. Deivid surfou sua primeira onda aos 12 minutos. O atleta atuou de backside, pegou um tubo apertado e bateu de forma vertical para assumir a liderança com 4.07 pontos. Deivid pegou outra direita logo depois, mas caiu no segundo ataque (1.83).

O norte-americano não demorou a tomar a primeira posição do brasileiro. Cole anotou 2.47 e deixou Deivid sob ataque de Ramzi, que precisava de 3.34 para colocar o brazuca na última posição. O marroquino tinha a prioridade.

A bateria ficou sem ação até os 2 minutos finais, quando Ramzi entrou numa direita, executou duas pancadas de backside, anotou 4.83 e assumiu a liderança. Cole, que caiu pra segundo, tentou trocar nota, mas caiu da prancha. Deivid ficou com a prioridade. Ele precisava de 2.07 para garantir vaga na terceira fase. O brazuca ainda entrou numa onda, porém foi no mesmo momento do soar da buzina que informava o fim do confronto.

Melhor do dia – A melhor surfista do dia foi Tyler Wright. A australiana bicampeã mundial venceu a última bateria do dia com o maior somatório da quarta-feira, 13.83 pontos. “Honestamente, é muito bom pegar algumas ondas”, comenta Tyler que anotou 7.33 e 6.50 na vitória. “Provavelmente penso muito menos [agora] e gosto muito mais. Faço isso há cerca de 14 anos e você está sempre crítico consigo mesmo. Sinto que este ano estou tentando encontrar o equilíbrio de realmente aproveitar o que estou fazendo. O ano passado foi difícil, me machuquei muito e, na verdade, me sinto bem, estou saudável e estou gostando de surfar”.

Próxima chamada – A previsão das ondas indica condições ruins para os próximos dois dias com vento maral. Por esse motivo a próxima chamada para o Pipe Pro 2025 acontece somente no sábado (01/02), às 14h45. Maral ainda está previsto para o dia, que pode ter ondas com até 8 pés de face com swell de Norte/Noroeste. No domingo (2) o vento passa a soprar de forma lateral. O swell perde força (4 a 6 pés com séries maiores) e passa para Norte.

Como assistir ao vivo – O Pipe Pro 2025 será transmitido ao vivo pelo site WorldSurfLeague.com , além do Aplicativo e do Canal da entidade no YouTube. No Brasil, as disputas poderão ser acompanhadas nos canais SporTV (por assinatura) e no Globoplay (plataforma de streaming).

Pipe Pro 2025
Masculino

1 Seth Moniz (HAV) 12.06 x Edgard Groggia (BRA) 8.73 x Yago Dora (BRA) 8.53

2 Matthew McGillivray (AFR) 10.50 Ethan Ewing (AUS) 9.27 x Jackson Bunch (HAV) 7.34

3 Jack Robinson (AUS) 13.10 x Alan Cleland (MEX) 8.43 x Liam O’Brien (AUS) 8.17

4 Ian Gentil (HAV) 12.90 x Leonardo Fioravanti (ITA) 12.30 x Griffin Colapinto (EUA) 10.93

5 Kelly Slater (EUA) 9.90 x Italo Ferreira (BRA) 8.00 x Samuel Pupo (BRA) 3.90

6 Ian Gouveia (BRA) 11.84 x John John Florence (HAV) 11.50 x Eli Hanneman (HAV) 11.43

7 Jordy Smith (AFR) 11.00 x George Pittar (AUS) 7.17 x Imaikalani deVault (HAV) 3.63

8 Kanoa Igarashi (JAP) 10.06 x Rio Waida (IDN) 7.83 x Joel Vaughan (AUS) 3.06

9 Connor O’Leary (AUS) 7.10 x Jake Marshall (EUA) 6.80 x Miguel Pupo (BRA) 3.53

10 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.40 x Cole Houshmand (EUA) 6.14 x Deivid Silva (BRA) 5.90

11 Filipe Toledo (BRA) 8.57 x Barron Mamiya (HAV) 6.66 x Alejo Muniz (BRA) 6.27

12 Marco Mignot (FRA) 13.33 x João Chianca (BRA) 8.73 x Ryan Callinan (AUS) 8.57

Repescagem

1 Griffin Colapinto (EUA) x Deivid Silva (BRA) x Eli Hanneman (HAV)

2 Yago Dora (BRA) x Alejo Muniz (BRA) x Jackson Bunch (HAV)

3 Ryan Callinan (AUS) x Samuel Pupo (BRA) x Joel Vaughan (AUS)

4 Imaikalani deVault (HAV) x Liam O’Brien (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
Feminino

1 Luana Silva (BRA) 12.60 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.16 x Sally Fitzgibbons (AUS) 6.17

2 Caroline Marks (EUA) 11.83 x Nadia Erostarbe (ESP) 7.17 x Bella Kenworthy (EUA) 6.67

3 Caitlin Simmers (EUA) 12.67 x Isabella Nichols (AUS) 7.93 x Moana Jones Wong (HAV) 7.10

4 Tyler Wright (AUS) 13.83 x Lakey Peterson (EUA) 10.16 x Brisa Hennessy (CRI) 9.87

5 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Vahine Fierro (FRA)

6 Gabriela Bryan (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA) x Erin Brooks (CAN)

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    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Confira mais informações em nossas próximas atualizações. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Ian Cosenza (@iancosenza) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Rodrigo Koxa (@rodrigokoxa)

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.