Championship Tour 2025

WSL divulga calendário

World Surf League divulga datas dos eventos do Championship Tour 2025. Etapa de Saquarema está confirmada e Finals acontece em Cloudbreak, Fiji.
Fiji Pro 2024, Cloudbreak, Tavarua

A World Surf League (WSL) anunciou nesta quinta-feira (10) o calendário do Championship Tour 2025. Serão 11 eventos combinados com as categorias masculina e feminina e o Rio Pro apresentado por Corona em Saquarema está confirmado na nona etapa do ano, entre os dias 21 e 29 de junho na Praia de Itaúna.

As principais novidades são a entrada de Abu Dhabi e os retornos de Snapper Rocks, Austrália; Lower Trestles, Estados Unidos; e Jeffreys Bay, África do Sul, ao calendário da temporada regular. Além disso, o WSL Finals vai decidir os títulos mundiais de 2025 nos tubos de Cloudbreak, Fiji.

Depois de dar a largada no North Shore da ilha de Oahu, no Havaí, no palco sagrado do surfe, Pipeline, o CT de 2025 visita antigas e novas locações, passando por nove países nos 11 eventos da temporada regular e o WSL Finals. A programação mantém o corte na elite em Margaret River, na Austrália. Mas agora serão disputadas sete etapas, antes da redução no número de concorrentes pelas vagas no grupo dos Top 5 nos quatro últimos eventos.

“Nós construímos esta programação para incluir mais eventos e apresentar maior variedade de ondas”, diz Ryan Crosby, CEO da WSL. “Trouxemos de volta alguns dos locais mais desejáveis do Tour, ao mesmo tempo em que alinhamos as datas para os períodos mais favoráveis de ondas boas de cada lugar, oferecendo assim mais oportunidades para a qualidade do surfe. Teremos uma ótima mistura de locais, com tubos pesados, ondas de alto desempenho e picos clássicos de surfe. Será uma vitrine emocionante para o melhor surfe do mundo, com o incrível talento do CT. Mal podemos esperar para começar a temporada em janeiro de 2025. Nos vemos em Pipe”.

WSL Finals de 2025 será disputado em Cloudbreak, Fiji – Pela primeira vez, o lendário pico de Cloudbreak, em Fiji, vai sediar o WSL Finals para determinar os campeões mundiais de 2025. O formato de um dia, com o vencedor levando tudo, terá os 5 melhores surfistas masculinos e femininos, se enfrentando no paraíso do Oceano Pacífico. Cloudbreak apresenta uma esquerda longa, conhecida tanto por seus tubos profundos e pesados, como por suas seções críticas para atacar. É a primeira vez que o WSL Finals muda de local desde a sua estreia em 2021.

Locais icônicos retornam ao CT- O famoso banco de areia de Snapper Rocks retorna ao CT após um hiato de 5 anos, oferecendo seu point break de longas e infinitas direitas para os melhores surfistas do mundo outra vez. A Gold Coast sediou a etapa de abertura do Challenger Series nas três últimas temporadas e a onda continuou a proporcionar um surfe dinâmico e tubos alucinantes no cenário internacional. Agora, Snapper Rocks volta a receber uma das três etapas da Austrália, que inclui o histórico evento de Bells Beach e o de Margaret River.

Considerada como uma das melhores ondas de alto desempenho do mundo, Lower Trestles, no sul da Califórnia, decidiu os títulos mundiais desde 2021 até 2024. A última vez que Trestles recebeu uma etapa da temporada regular foi em 2017 e agora retorna para sediar o oitavo desafio do ano. As performances históricas dos brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo conquistando três títulos mundiais em 2021, 2022 e 2023, se repetiram esse ano com Caitlin Simmers e John John Florence sendo campeões de 2024.

Jeffreys Bay é outro palco histórico que retornará ao calendário do CT em 2025. A joia da coroa da África do Sul oferece um point break com longas direitas perfeitas no pico conhecido como Supertubes. Depois de ficar de fora do calendário para abrir espaço para as Olímpiadas esse ano, o retorno das paredes icônicas de J-Bay será muito bem-vindo. Já o palco dos Jogos de Paris 2024 em Teahupo´o, Taiti, voltará a ser o último evento da temporada regular.

Também permanecem no calendário, Supertubos em Portugal, Punta Roca em El Salvador e Saquarema no Brasil, com o Vivo Rio Pro apresentado por Corona sempre levando uma das maiores torcidas do mundo para a Praia de Itaúna. Só teve um ajuste de data na etapa de El Salvador, que passará a ser no início do ano, visando uma janela de ondulação mais consistente, aumentando as chances de ver a onda de classe mundial da América Central, poder mostrar todo o seu potencial.

Abu Dhabi vai estreia no CT  – Os Emirados Árabes Unidos irão aparecer no calendário do CT pela primeira vez em 2025, com a segunda etapa em Abu Dhabi. Construído com a tecnologia inovadora da Kelly Slater Wave Company, o Surf Abu Dhabi apresenta a maior e mais longa onda produzida pelo ser humano, bem como o tubo mais oco e profundo. Localizado na Ilha Hudayriat, onde o deserto, o oceano e a cidade se encontram, é também a única piscina de ondas artificiais com água salgada do mundo.

Calendário CT 2025

1 de 27 de Janeiro a 8 Fevereiro – Pipeline, Havaí
2 de 14 a 16 de febereiro – Surf Abu Dhabi, Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos
3 de 15 a 25 de março – Supertubos, Portugal
4 de 2 a 12 de abril – Punta Roca, El Salvador
5 de 18 a 28 de abril – Bells Beach, Austrália
6 de 3 a 13 de maio – Snapper Rocks, Austrália
7 de 17 a 27 de maio – Margaret River, Austrália
——–corte da elite do meio da temporada
8 de 9 a 17 de junho – Lower Trestles, Estados Unidos
9 de 21 a 29 de junho – Rio Pro apresentado por Corona em Saquarema, Brasil
10 de 11 a 20 de julho – Jeffreys Bay, África do Sul
11 de 7 a 16 de agosto – Teahupoo, Taiti
——–definição do Top 5 o WSL Finals
12 de 27 de agosto a 4 de setembro – WSL Finals em Cloudbreak, Fiji

Sobre a World Surf League – A World Surf League (WSL) promove as principais competições de surfe no planeta, coroando os campeões mundiais desde 1976, com os melhores surfistas do mundo se apresentando nas melhores ondas do mundo. A WSL é composta por uma divisão de Circuitos e Competições, que supervisiona e opera mais de 180 eventos globais a cada ano; pela WSL WaveCo, que produz as melhores ondas artificiais de alta performance; e pela WSL Studios, com produções independentes de conteúdos e projetos com e sem roteiros.

 

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    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).