CBSurf Xangri-lá Pro

Briga acirrada pela liderança

Marcos Correa, Samuel Igo, Messias Felix, Silvana Lima e Julia Duarte seguem na busca pela liderança dos rankings brasileiros da CBSurf no Rio Grande do Sul.
CBSurf Xangri-lá Pro Surf, Praia de Atlântida (RS)

Mais uma maratona de 24 baterias foi disputada na quinta-feira (17), para já definir as quartas de final femininas e as oitavas masculinas do CBSurf Xangri-lá Pro Surf no Rio Grande do Sul. Os destaques do dia foram o paulista Marcos Correa e a cearense Silvana Lima, que acertou até um aéreo nas ondas da Praia de Atlântida. Os dois e o paraibano Samuel Igo, o cearense Messias Felix e a carioca Julia Duarte, seguem na busca pela liderança dos rankings brasileiros na penúltima etapa do Circuito Profissional da Confederação Brasileira de Surf. A batalha prossegue na sexta-feira (18), com as oitavas de final masculinas abrindo o quinto dia de competição, às 8h (de Brasília) em Xangri-lá.

O CBSurf Xangri-lá Pro Surf foi iniciado na segunda-feira (14), mas a competição feminina só começou na quinta-feira. As 24 participantes foram divididas em seis baterias e a vice-líder do ranking, Julia Duarte, ganhou a primeira. A carioca e a tetracampeã brasileira e duas vezes vice-campeã mundial, Silvana Lima, são as únicas que podem tirar a liderança do ranking da catarinense Tainá Hinckel. Mas, ambas só conseguirão isso, se vencerem o campeonato.

Silvana também ganhou a segunda bateria que disputou na quinta-feira, acertando até um aéreo rodando para derrotar a paulista Sol Carrion e a pernambucana Monik Santos. Os juízes deram nota 6.93 para o aéreo da cearense, que somou com o 6.17 de outra onda bem surfada na Praia de Atlântida, para fazer o maior placar feminino do CBSurf Xangri-lá Pro Surf, 13.10 pontos.

“Estou voltando de contusão e, Graças a Deus, o joelho não está doendo. Estou usando uma proteção e pegando confiança, voltando a mandar os aéreos, que eu tenho maior saudade de sair voando”, disse Silvana Lima, que fez um coraçãozinho com as mãos, quando completou a aterrissagem. “Minha mulher tinha pedido um aéreo e eu fui lá e mandei um coraçãozinho pra ela. Estou superfeliz, porque não estava surfando bem no freesurf (treinos) aqui, mas na hora da bateria, eu me transformo”.

Silvana Lima também falou sobre a disputa do título brasileiro, que vai ficar para a última etapa do Circuito CBSurf Pro 2022, marcada para os dias 12 a 17 de dezembro num lugar que ela conhece muito bem, a Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no litoral norte do seu estado, Ceará: “A Tainá (Hinckel) está com uns resultados muito bons, tem a Julinha (Julia Duarte) também muito bem, mas bora pra cima. Estamos aí pra dar uma dura nelas e seja o que Deus quiser. Vai vencer quem realmente merecer”.

A briga está realmente bem acirrada entre as três primeiras colocadas no ranking das quatro etapas já realizadas. Tainá ganhou as de Maceió (AL) e Matinhos (PR) e Silvana venceu as de Saquarema (RJ) e Florianópolis (SC). E a Julia Duarte foi vice-campeã nas duas últimas, em Matinhos e em Florianópolis. A carioca estreou com vitória no CBSurf Xangri-lá Pro Surf, mas depois passou em segundo lugar para as quartas de final.

Vitórias cearenses – Aliás, as quatro baterias da segunda fase feminina, foram vencidas por surfistas do Ceará. A da Julia Duarte, quem passou em primeiro lugar foi Juliana dos Santos, que conseguiu entrar na lista das 16 primeiras colocadas no ranking. Este grupo vai formar a nova elite nacional da CBSurf, junto com os top-50 do ranking masculino, para disputar os títulos brasileiros no milionário Dream Tour a partir de 2023.

“Eu cheguei aqui em vigésimo no ranking e, Graças a Deus, eu consegui passar minhas duas baterias hoje aqui em primeiro lugar”, disse Juliana dos Santos. “Meu foco é fazer um bom resultado aqui em Xangri-lá e vamos pra cima. Eu tava fazendo um freesurf ali, botando a prancha no pé e sinto que meu surfe está encaixando bem nessas ondas. Isso só me dá mais confiança para garantir minha vaga nos top-16, ou aqui já, ou lá na Taíba, na última etapa”.

As outras vitórias cearenses na segunda fase do CBSurf Xangri-lá Pro Surf, foram conquistadas por Yanca Costa e Larissa dos Santos. Elas ficaram divididas nas quartas de final. Juliana dos Santos está na primeira, com a paulista Kemily Sampaio. Yanca Costa entra na segunda com a carioca vice-líder do ranking, Julia Duarte. Silvana Lima enfrenta a paulista Julia Santos na terceira bateria e Larissa dos Santos disputa a última vaga para as semifinais com outra paulista, Sol Carrion.

Oitavas de final – As oitavas de final masculinas, que vão abrir a sexta-feira na Praia de Atlântida, serão iniciadas com um duelo de ex-tops da elite mundial do CT, entre o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Tomas Hermes. Na segunda bateria, entra um dos três concorrentes pela liderança do ranking, o cearense bicampeão brasileiro, Messias Felix, com o jovem potiguar Israel Junior. Mais um cearense ex-top do CT, Heitor Alves, está na terceira com o paulista Pedro Dib.

A quarta bateria será um confronto paulista, entre Flavio Nakagima e Matheus Gomes. Na quinta, tem mais um ex-top da elite mundial, o pernambucano Paulo Moura, enfrentando o paulista Luciano Brulher. Depois, tem o cearense Glauciano Rodrigues com o catarinense Lucas Vicente e os outros dois concorrentes pela liderança do ranking, fechando as oitavas de final. Na penúltima, tem o paraibano Samuel Igo contra o paulista Gustavo Costa e Marcos Correa fazendo outro duelo paulista com Wesley Leite.

Liderança do ranking – A quinta-feira começou com sete surfistas tendo chances matemáticas de tirar a liderança do ranking do capixaba Krystian Kymerson, mas só restaram três, Marcos Correa, Samuel Igo e Messias Felix. Um caiu na primeira bateria do dia, o paulista Alex Ribeiro. O pernambucano Ian Gouveia também saiu da briga nestes confrontos restantes da terceira fase. Marcos Correa e Samuel Igo passaram nas duas últimas, completando cinco concorrentes na rodada classificatória para as oitavas de final do CBSurf Xangri-lá Pro Surf.

Ela já começou com dois enfrentando o recordista absoluto nas ondas da Praia da Atlântida. Michael Rodrigues fez outra grande apresentação e manteve a invencibilidade na etapa gaúcha, derrotando os dois que estavam na disputa pela liderança do ranking. Na briga pela segunda vaga para as oitavas de final, o número 10, Messias Felix, completou uma dobradinha cearense sobre o terceiro colocado, o potiguar de Baía Formosa, Alan Jhones.

“Foi bem difícil competir com esses caras. São atletas muito experientes, o Messias e o Alan sempre foram ídolos pra mim e foi uma honra conseguir vencê-los”, disse Michael Rodrigues, que já subiu da 22ª para a 13ª colocação no ranking brasileiro. “Estou bem feliz de como estou conseguindo ser bem consistente esse ano. Só tive dois resultados ruins em Saquarema, mas tô voltado ao ritmo de novo e espero seguir assim até o final desse evento”.

Melhor do dia – O segundo concorrente pela ponta do ranking a cair na quarta fase, foi JP Ferreira, eliminado na quarta bateria pelo também paulista Matheus Gomes e o cearense Heitor Alves. Depois, o número 4 do ranking, Marcos Correa, e Samuel Igo, que assumiu a quinta posição, venceram as últimas vagas para as oitavas de final do CBSurf Xangri-lá Pro Surf. Eles derrotaram o jovem paulista Gabriel Klaussner, com Marcos Correa fazendo os recordes do dia nessa bateria, 15.34 pontos somando notas 8.17 e 7.17.

“Estou muito feliz por ter passado para as oitavas e por ter feito uma performance boa, como eu queria. As ondas estão pequenas, difíceis, mas consegui desenvolver legal ali e vamos seguindo, bateria por bateria”, disse Marcos Correa, que respondeu sobre a possibilidade de liderar o ranking, pois os três que estavam à sua frente, já perderam. “Isso foi bom pra mim, mas nem estou pensando nisso agora. Só quero mesmo fazer meu surfe, bateria por bateria e seja o que Deus quiser”.

Vagas no Top-50 – Na outra batalha que está sendo travada no CBSurf Xangri-lá Pro Surf, pelas vagas no grupo dos top-50 do ranking, que vai disputar o Dream Tour 2023, dois surfistas se distanciaram da rabeira da lista com a classificação para as oitavas de final. Um foi o catarinense Tomas Hermes. O outro o paulista Luciano Brulher, que derrotou dois concorrentes diretos na sua bateria e já subiu do 59º para o 38º lugar no ranking.

“Foi uma bateria muito difícil, porque tanto o Luel (Felipe), como o Lucas (Vicente), estão na briga para entrar nos top-50. Eu sabia que tinha que passar essa fase, pra chegar na Praia da Taíba, com chances reais de qualificação pro Dream Tour”, disse Luciano Brulher. “Graças a Deus, deu tudo certo na minha estratégia. Eu fui pros aéreos mesmo, que estou usando desde o começo do campeonato. O vento tá favorecendo isso nas direitas, então estou feliz de ter avançado pras oitavas e espero já sacramentar essa vaga aqui em Xangri-lá”.

Além de Tomas Hermes, que subiu de 60 para 39 no ranking, mais dois surfistas entraram nos top-50 na quinta-feira, mesmo sendo eliminados na terceira fase do CBSurf Xangri-lá Pro Surf. Os paulistas Rodrigo Saldanha e Daniel Adisaka terminaram o dia em 48º e 49º lugar, respectivamente, mas ainda podem sair da lista. Eles tiraram dos top-50, o cearense Thiago Eduardo, o catarinense Caetano Vargas, o paulista Diego Aguiar e o baiano Daniel Matos.

CBSurf Xangri-lá Pro 2022
Oitavas de final
9º lugar com R$ 5.000 e 3.600 pontos

1ª Michael Rodrigues (CE) x Tomas Hermes (SC)

2ª Messias Felix (CE) x Israel Junior (RN)

3ª Heitor Alves (CE) x Pedro Dib (SP)

4ª Flavio Nakagima (SP) x Matheus Gomes (SP)

5ª Paulo Moura (PE) x Luciano Brulher (SP)

6ª Glauciano Rodrigues (CE) x Lucas Vicente (SC)

7ª Samuel Igo (PB) x Gustavo Costa (SP)

8ª Marcos Correa (SP) x Wesley Leite (SP)

Quartas de final
5º lugar com R$ 7.000 e 5.100 pontos

1ª Kemily Sampaio (SP) x Juliana dos Santos (CE)

2ª Julia Duarte (RJ) x Yanca Costa (CE)

3ª Silvana Lima (CE) x Julia Santos (SP)

4ª Larissa dos Santos (CE) x Sol Carrion (SP)

Resultados da quinta-feira
Terceira fase
3º=25º lugar (1.800 pts) e 4º=37º lugar (1.100 pts)

6 primeiras fecharam a quarta-feira

7ª 1-Lucas Vicente (SC), 2-Paulo Moura (PE), 3-Rodrigo Saldanha (SP), 4-Alex Ribeiro (SP)

8ª 1-Glauciano Rodrigues (CE), 2-Luel Felipe (PE), 3-Daniel Adisaka (SP), 4-Wallace Vasco (SC)

9ª 1-Luciano Brulher (SP), 2-Odarci Nonato (SP), 3-Mathias Ramos (CE), 4-Thiago Eduardo (CE)

10: 1-Gustavo Costa (SP), 2-Gabriel Klaussner (SP), 3-Ian Gouveia (PE), 4-Igor Moraes (SP)

11: 1-Marcos Correa (SP), 2-Janninfer de Souza (CE), 3-Douglas Silva (PE), 4-Kainan Meira (PR)

12: 1-Wesley Leite (SP), 2-Samuel Igo (PB), 3-Cauã Gonçaves (SP), 4-Gustavo Borges (RS)

Quarta fase
1º e 2º=Oitavas de Final /3º=17º lugar (R$ 3.125 e 2.200 pts)

1ª 1-Michael Rodrigues (CE)=13.40, 2-Messias Felix (CE)=10.13, 3-Alan Jhones (RN)=7.37

2ª 1-Israel Junior (RN)=11.77, 2-Tomas Hermes (SC)=11.07, 3-Bino Lopes (BA)=10.76

3ª 1-Heitor Alves (CE)=11.07, 2-Matheus Gomes (SP)=10.70, 3-JP Ferreira (SP)=10.47

4ª 1-Flavio Nakagima (SP)=14.50, 2-Pedro Dib (SP)=8.17, 3-Yuri Gonçalves (SC)=6.23

5ª 1-Luciano Brulher (SP)=10.47, 2-Lucas Vicente (SC)=10.20, 3-Luel Felipe (PE)=7.63

6ª 1-Glauciano Rodrigues (CE)=9.40, 2-Paulo Moura (PE)=8.40, 3-Odarci Nonato (SP)=5.50

7ª 1-Gustavo Costa (SP)=9.90, 2-Wesley Leite (SP)=9.50, 3-Jannifer de Souza (CE)=9.46

8ª 1-Marcos Correa (SP)=15.34, 2-Samuel Igo (PB)=10.74, 3-Gabriel Klaussner (SP)=8.20

Primeira fase
3ª=13º lugar (3.400 pts) e 4ª=19º lugar (2.000 pts)

1ª 1-Julia Duarte (RJ), 2-Yanca Costa (CE), 3-Kiany Hyakutake (SC), 4-Karol Ribeiro (RJ)

2ª 1-Kemily Sampaio (SP), 2-Taís Almeida (RJ), 3-Potira Castaman (BA), 4-Natalie Plachi (SC)

3ª 1-Juliana dos Santos (CE), 2-Yasmin Dias (SC), 3-Mariana Areno (RJ), 4-Alexia Monteiro (SC)

4ª 1-Sol Carrion (SP), 2-Julia Santos (SP), 3-Kayane Reis (RJ), 4-Nathalie Martins (PR)

5ª 1-Larissa dos Santos (CE), 2-Monik Santos (PE), 3-Diana Cristina (PB), 4-Nalanda Carvalho (PB)

6ª 1-Silvana Lima (CE), 2-Jessica Bianca (PR), 3-Maya Carpinelli (SC), 4-Nicole Santos (PE)

Segunda fase
1ª e 2ª=Quartas de Final / 3ª=9º lugar (R$ 5.000 e 3.600 pts)

1ª 1-Juliana dos Santos (CE)=8.90, 2-Julia Duarte (RJ)=7.76, 3-Taís Almeida (RJ)=5.54

2ª 1-Yanca Costa (CE)=9.20, 2-Kemily Sampaio (SP)=8.54, 3-Yasmin Dias (SC)=5.34

3ª 1-Silvana Lima (CE)=13.10, 2-Sol Carrion (SP)=6.87, 3-Monik Santos (PE)=6.20

4ª 1-Larissa dos Santos (CE)=12.90, 2-Julia Santos (SP)=9.20, 3-Jessica Bianca (PR)=5.06

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.