O norte-americano Brett Barley lançou um dos filmes mais honestos e multifacetados dos últimos tempos. Em Ambivalent, ele surfa em seu lar, Cape Hatteras, na Carolina do Norte, além de fazer expedições a destinos icônicos como Namíbia, México, Porto Rico e locais não revelados.
Mas o verdadeiro ponto de ruptura do filme não está nas ondas, e sim dentro de Brett. Entre sessões de surfe explosivas e paisagens de tirar o fôlego, ele compartilha uma luta íntima com a ansiedade, o autoquestionamento e a sensação constante de fracasso — mesmo vivendo o que para muitos seria o sonho perfeito.
Como marido, pai e atleta, Brett se vê consumido por dúvidas que o afastam de sua essência. A virada vem quando, segundo ele, o Senhor lhe revela as mentiras que vinha acreditando sobre si mesmo.
O filme, editado por Ross Byrd, é mais do que uma coleção de tubos perfeitos e trilha sonora empolgante. É um mergulho na alma de um surfista em crise, tentando se reconectar com seu verdadeiro eu.
Com trilha que vai do punk rock dos anos 90 ao hip hop e música eletrônica, Ambivalent tem energia para quem busca adrenalina, mas também conforto para quem enfrenta batalhas internas silenciosas.
A mensagem central é poderosa: ninguém está sozinho, mesmo quando tudo parece perfeito por fora. O filme é um lembrete de que todos precisamos cuidar uns dos outros e olhar além das aparências.
Visualmente marcante, espiritualmente tocante e tecnicamente impecável, Ambivalent fala com surfistas, pais, amigos e todos que já se sentiram à deriva — na água ou na vida.
Profundo!
Fonte Brett Barley
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