Saquarema Surf Festival

Klaussner faz bonito em Itaúna

Gabriel Klaussner conquista maiores marcas da sexta-feira (21) no Saquarema Surf Festival.
Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna, Saquarema (RJ)

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves apresentado pela Prefeitura de Saquarema, definiu as semifinais do QS 5000 masculino e as da categoria Pro Junior Sub-20 na sexta-feira (21) na Praia de Itaúna. O mar mudou bastante durante o dia, mas todos puderam competir em boas condições. O destaque foi Gabriel Klaussner, que fez os recordes da sexta-feira nas quartas de final do Pro Junior. O sábado (22) começa às 8h (de Brasília) com as quartas de final do QS 5000 feminino. As decisões dos títulos das seis competições do maior campeonato de surfe do ano na América do Sul, serão disputadas na manhã do domingo (23) na Praia de Itaúna. Assista às disputas ao vivo no Waves.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

O líder do ranking regional da WSL Latin America, Miguel Tudela, ganhou a primeira disputa por vagas para as semifinais do QS 5000 do Saquarema Surf Festival 2022. O peruano venceu as três únicas etapas que participou esse ano, no Chile e Equador. Com a classificação, praticamente garantiu sua vaga no grupo dos top-8 do ranking da WSL Latin America, que serão indicados para o Challenger Series de 2023, a divisão de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour.

“Estou muito feliz e esse lugar aqui é especial. Estou vivendo um ano incrível, podendo escolher as ondas que eu quero surfar e os campeonatos que quero disputar”, disse o peruano Miguel Tudela. “Fui para o Equador, depois pro Chile competir nas direitas de Iquique e nos tubos de Arica, agora estou aqui numa onda muito divertida. Quero parabenizar ao Francisco (Bellorin), que está surfando muito e fico contente que os latinos também estão indo pra cima. Não é só do Brasil mais, mas da América Latina, com o Peru, Venezuela, Argentina, Chile, também mostrando bons surfistas”.

A vitória sobre o venezuelano Francisco Bellorin na abertura das quartas de final, foi a primeira de Miguel Tudela nas baterias que disputou no Saquarema Surf Festival. Nas outras três, o peruano se classificou em segundo lugar. Na semifinal, ele vai reeditar com o jovem brasileiro Ryan Kainalo, de apenas 16 anos, a decisão do seu primeiro título esse ano, nas Ilhas Galápagos do Equador. Ryan ganhou uma quarta de final ubatubense com Weslley Dantas e já subiu para o sexto lugar no ranking.

“Essa bateria com o Miguel (Tudela) vai ter um gostinho especial. Vai ser um pouco mais pegada, mas vou tentar manter meu surfe”, disse Ryan Kainalo. “Eu sabia que a bateria com o Weslley (Dantas) era muito importante. Eu consegui fazer um high-score (nota alta) numa esquerda muito boa, mas ainda não acertei o aéreo que quero. Se Deus quiser, amanhã vai dar certo, para eu conseguir a vaga para a final”.

Tira-teima – A outra semifinal do Saquarema Surf Festival será entre surfistas que já decidiram dois títulos em etapas da WSL Latin America. A primeira foi no ano passado no Equador e o paulista Edgard Groggia venceu. A segunda foi em junho na Prainha, na capital do Rio de Janeiro, com João Chianca dando o troco. Agora, eles vão se enfrentar na semifinal e a vitória no tira-teima, vale uma vaga no grupo dos top-8 do ranking regional, que se classificam para o Challenger Series 2023.

O surfista de Saquarema, João Chianca, conhecido por Chumbinho, apostou nas direitas da Praia de Itaúna, para vencer as duas baterias que disputou na sexta-feira. Na primeira, o campeão mundial Adriano de Souza avançou junto com ele para as quartas de final, com os dois eliminando outro saquaremense, Daniel Templar, além do capixaba Krystian Kymerson. Depois, Chumbinho também achou boas direitas para derrotar o novo vice-líder do ranking, o pernambucano Ian Gouveia.

“O pico deu uma mudada, mas eu sabia que ia rolar umas direitas e só tentei seguir a mesma estratégia, porque estou pegando direitas o campeonato inteiro”, disse João Chianca, vice-campeão na primeira edição do Saquarema Surf Festival em 2021, vencida por Yago Dora. “Estou muito confiante no meu equipamento, confiante em estar surfando essa onda em casa e me sentindo feliz também. O campeonato é em homenagem ao Leo (Neves), minha família, amigos, tá todo mundo aqui e quero conseguir outro bom resultado nessa onda. Tô dando meu melhor em cada bateria, estou feliz com meu surfe, as notas vieram e é isso. Vamos pra próxima”.

Seu próximo adversário, Edgard Groggia, fez os recordes do QS 5000 na sexta-feira – nota 8.33 e 15.50 pontos. Foi na batalha pelas últimas vagas para as quartas de final, contra Ian Gouveia e Rafael Teixeira, que disputavam a vice-liderança no ranking, e o jovem Rodrigo Saldanha. Depois, Edgard surfou bem de novo, mostrando suas manobras progressivas e inovadoras contra o campeão mundial Adriano de Souza. Mineirinho era uma das atrações do evento e foi em Saquarema, onde ele festejou sua última vitória no CT, em 2017.

“Foi superespecial pra mim essa bateria. O Mineiro (Adriano de Souza) é uma lenda que tá aí quebrando na competição e foi incrível ter feito esse duelo com ele. Estou muito feliz em fazer uma quarta de final com um campeão do mundo e sempre fui muito fã dele, desde criança”, disse Edgard Groggia, que também falou sobre voltar a enfrentar João Chianca. “Não vai ser na final como nas outras vezes, mas o João, não tem nem o que falar dele. O moleque é insano em ondas grandes, tubulares, pequenas também, foi pra elite e deu show lá. Nós somos amigos fora d´água, mas vou com tudo pra cima e espero que a gente possa fazer mais um grande duelo”.

Melhor do dia – Assim como no QS 5000, os surfistas da categoria Pro Junior masculina, disputaram duas fases na sexta-feira e o paulista Gabriel Klaussner bateu todos os recordes do dia, na bateria que abriu as quartas de final. Ele apostou nas esquerdas da Praia de Itaúna e surfou quatro ondas boas, atacando forte e variando as manobras, para arrancar notas 7.00, 8.50, 8.00 e 7.90 pontos dos juízes. Gabriel superou até as marcas dos competidores do QS 5000 na sexta-feira. Os recordes do dia eram nota 8.33 e 15.50 pontos do Edgard Groggia, que Gabriel Klausser aumentou para 8.50 e 16.50 pontos.

“Poxa, eu achei umas esquerdinhas perfeitas sozinhas pra mim, consegui soltar o meu surfe e vieram boas notas”, resumiu Gabriel Klaussner. “Na bateria anterior, eu vi que não tinha ninguém pegando aquelas esquerdas. Mas, já vi entrar umas ondas em pé muito boas, então decidi apostar ali. Eu acabei ficando sozinho lá e achei as ondas que eu tava vendo antes, para surfar”.

Nessa bateria, o ubatubense Gabriel Klaussner derrotou o líder do ranking Pro Junior da WSL Latin America, que decide o campeão sul-americano da temporada e duas vagas para o Mundial Junior da World Surf League, marcado para janeiro na Califórnia, Estados Unidos. Mas, o catarinense Heitor Mueller se classificou em segundo lugar para as semifinais e segue defendendo a primeira posição no Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves.

“Era superimportante eu passar essa bateria, porque estou liderando esse ranking e quero manter essa posição aqui”, disse Heitor Mueller. “O mar não está com as condições muito boas, mas é como eu sempre digo, se não está bom para um, não tá bom pra todo mundo né. Só o Gabriel (Klaussner) se deu bem ali, mas é seguir com foco total no Pro Junior e ir pra cima amanhã. O objetivo é conseguir a classificação para o Mundial Pro Junior”.

Defensor do título – O próximo desafio do líder do ranking será de alto nível. Na primeira semifinal, que será disputada neste sábado, Heitor Mueller volta a enfrentar o recordista absoluto do Pro Junior nas ondas de Itaúna esse ano, Gabriel Klaussner. Além dele, o defensor do título do Saquarema Surf Festival desta categoria, Cauã Costa, e o surfista local de Saquarema, Daniel Templar. Cauã Costa festejou o título sul-americano Pro Junior de 2021, com a vitória na Praia de Itaúna no ano passado. Ele venceu a segunda quarta de final por 14.63 pontos, somando notas 7.80 e 6.83.

“Estou muito feliz por ter conseguido fazer duas boas ondas agora nas quartas de final. Meus treinos estão dando certo e estou amarradão por ter avançado para as semifinais”, disse o cearense Cauã Costa, que mora na capital carioca. “O ano passado foi maravilhoso para mim aqui. Venci esse evento, fui campeão sul-americano, então espero que esse ano isso possa se repetir. Eu vou dar meu máximo e manter o foco e a concentração, para tentar chegar na final de novo”.

Na outra semifinal, o vice-líder do ranking, Diego Aguiar, enfrenta Caio Costa, Kainan Meira e o argentino Franco Radziunas. Estes dois últimos barraram outro surfista que estava na vice-liderança, Ryan Kainalo, vice-campeão na decisão do título sul-americano de 2021 contra Cauã Costa na Praia de Itaúna. Mas, Ryan Kainalo vai competir no sábado, na primeira semifinal do QS 5000 do Saquarema Surf Festival, contra o líder do ranking principal da WSL Latin America, Miguel Tudela.

Pro Junior Feminino – As quartas de final da categoria Pro Junior feminina, fecharam a sexta-feira na Praia de Itaúna. Assim como Cauã Costa, a peruana Sol Aguirre segue na busca do bicampeonato no Saquarema Surf Festival. No ano passado, ela garantiu na Praia de Itaúna, o seu terceiro título sul-americano Pro Junior na WSL Latin America. Sol Aguirre lidera o ranking deste ano e pode conseguir o tetra já nesta penúltima etapa da temporada, pois já venceu as duas primeiras que estão sendo computadas. A última será no seu país, nas ondas de Punta Rocas, em novembro no Peru.

Sol Aguirre vai disputar a primeira semifinal no sábado com a carioca Mariana Areno, a melhor surfista este ano nas ondas de Itaúna, Luana Silva, além de outra brasileira, Naire Marquez. Já a briga pelas duas últimas vagas para a grande final, será entre a vice-líder do ranking e bicampeã sul-americana Pro Junior da WSL Latin America, Tainá Hinckel, a campeã do QS em Saquarema no ano passado, Sophia Medina, Laura Raupp e a chilena Estela Lopez.

O Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves é um evento licenciado pela WSL Latin America para a 213 Sports realizar etapas do Qualifying Series e seletivas sul-americanas para os mundiais das modalidades Junior e Longboard, todas com as categorias masculina e feminina.

A Prefeitura Municipal de Saquarema apresenta o evento, que é patrocinado pela 51 ICE, Stanley, Surf Trip, Quiksilver, ROXY, Oakley, Layback Beer; além do apoio da Monster Energy, New Era, Australian Gold, Bold Snacks, Castelhana Praia Hotel; com parceria RJ) e Associação de Surf de Saquarema. O Waves é parceiro de mídia do evento.

Saquarema Surf Festival 2022
Quinta fase do QS 5000 Masculino
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=9º lugar (US$ 1.000 e 1.575 pts) e 4º=13º lugar (US$ 700 e 1.440 pts)

1ª 1-Francisco Bellorin (VEN), 2-Ryan Kainalo (BRA), 3-Wesley Leite (BRA), 4-José Gundesen (ARG)

2ª 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Miguel Tudela (PER), 3-Alan Jhones (BRA), 4-Santiago Muniz (ARG)

3ª 1-João Chianca (BRA), 2-Adriano de Souza (BRA), 3-Daniel Templar (BRA), 4-Krystian Kymerson (BRA)

4ª 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Ian Gouveia (BRA), 3-Rafael Teixeira (BRA), 4-Rodrigo Saldanha (BRA)

Quartas de final
5º lugar (US$ 2.000 e 2.282 pontos)

1ª Miguel Tudela (BRA) 15,00 x 9,83 Francisco Bellorin (VEN)

2ª Ryan Kainalo (BRA) 13,00 x 12,27 Weslley Dantas (BRA)

3ª João Chianca (BRA) 14,04 x 11,10 Ian Gouveia (BRA)

4ª Edgard Groggia (BRA) 12,73 x 6,60 Adriano de Souza (BRA)

Segunda fase do Pro Junior Masculino
1º e 2º=Quartas de Final / 3º=17º lugar (200 pontos) e 4º=25º lugar (150 pts)

1ª 1-Heitor Mueller (BRA), 2-Fabricio Rocha (BRA), 3-Joaquin Reyes (CHL), 4-João Cypriano (BRA)

2ª 1-Gabriel Klaussner (BRA), 2-Mateus Sena (BRA), 3-Noel De La Torre (CHL), 4-Yan Sondahl (BRA)

3ª 1-Daniel Templar (BRA), 2-Philippe Neves (BRA), 3-Valentin Neves (BRA), 4-Rafael Guimarães (BRA)

4ª 1-Cauã Costa (BRA), 2-Cauet Frazão (BRA), 3-Eduardo Motta (BRA), 4-Leon de la Torre (CHL)

5ª 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Rickson Falcão (BRA), 3-Guilherme Ferreira (BRA), 4-Leo Casal (BRA)

6ª 1-Franco Radziunas (ARG), 2-Caio Costa (BRA), 3-Cauã Gonçalves (BRA), 4-Luan Ferreyra (BRA)

7ª 1-Wallace Vasco (BRA), 2-Daniel Adisaka (BRA), 3-Noah de Oliveira (BRA), 4-Kaue Germano (BRA)

8ª 1-Diego Aguiar (BRA), 2-Kainan Meira (BRA), 3-Rodrigo Saldanha (BRA), 4-Guilherme Carvalho (BRA)

Quartas de final
3º=9º lugar (350 pts) e 4º=13º lugar (295 pts)

1ª 1-Gabriel Klaussner (BRA), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Cauet Frazão (BRA), 4-Philippe Neves (BRA)

2ª 1-Cauã Costa (BRA), 2-Daniel Templar (BRA), 3-Mateus Sena (BRA), 4-Fabricio Rocha (BRA)

3ª 1-Kainan Meira (BRA), 2-Franco Radziunas (ARG), 3-Ryan Kainalo (BRA), 4-Daniel Adisaka (BRA)

4ª 1-Caio Costa (BRA), 2-Diego Aguiar (BRA), 3-Rickson Falcão (BRA), 4-Wallace Vasco (BRA)

Quartas de final do Pro Junior Feminino
3ª=9º lugar (350 pontos) e 4ª=13º lugar (295 pts)

1ª 1-Sol Aguirre (PER), 2-Mariana Areno (BRA), 3-Alexia Monteiro (BRA), 4-Genesis Garcia (ECU)

2ª 1-Luana Silva (BRA), 2-Naire Marquez (BRA), 3-Julia Duarte (BRA), 4-Isabela Saldanha (BRA)

3ª 1-Taina Hinckel (BRA), 2-Sophia Medina (BRA), 3-Sophia Gonçalves (BRA), 4-Pamella Mel (BRA)

4ª 1-Laura Raupp (BRA), 2-Estela Lopez (CHL), 3-Arena Rodriguez Vargas (PER), 4-Vera Jarisz (ARG)

Baterias do sábado no Saquarema Surf Festival
Quartas de final do QS 5000 Feminino
5º lugar (US$ 2.000 e 2.282 pontos)

1ª Luana Silva (BRA) x Summer Macedo (BRA)

2ª Dominic Barona (EQU) x Isabelle Nalu (BRA)

3ª Daniella Rosas (PER) x Anne dos Santos (BRA)

4ª Sophia Medina (BRA) x Melanie Giunta (PER)

Semifinais do QS 5000 Masculino
3º lugar (US$ 2.500 e 3.042 pontos)

1ª Miguel Tudela (PER) x Ryan Kainalo (BRA)

2ª João Chianca (BRA) x Edgard Groggia (BRA)

Semifinais do Pro Junior Feminino
3ª=5º lugar (US$ 350 e 500 pts) e 4ª=7º lugar (US$ 125 e 445 pts)

1ª Sol Aguirre (PER), Mariana Areno (BRA), Luana Silva (BRA), Naire Marquez (BRA)

2ª Tainá Hinckel (BRA), Sophia Medina (BRA), Laura Raupp (BRA), Estela Lopez (CHL)

Semifinais do Pro Junior Masculino
3º=5º lugar (US$ 350 e 500 pts) e 4º=7º lugar (US$ 125 e 445 pts)

1ª Heitor Mueller (BRA), Cauã Costa (BRA), Daniel Templar (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

2ª Diego Aguiar (BRA), Caio Costa (BRA), Franco Radziunas (ARG), Kainan Meira (BRA)

Semifinais do Longboard Feminino
3ª=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4ª=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª Chloé Calmon (BRA), Ayllar Cinti (BRA), Rayane Amaral (BRA), Luana Soares (BRA)

2ª Maria Fernanda Reyes (PER), Atalanta Batista (BRA), Jasmim Avelino (BRA), Evelin Neves (BRA)

Semifinais do Longboard Masculino
3º=5º lugar (US$ 150 e 500 pts) e 4º=7º lugar (US$ 100 e 445 pts)

1ª Rodrigo Sphaier (BRA), Tony Silvagni (EUA), Carlos Bahia (BRA), Yam Wisman (BRA)

2ª Jefson Silva (BRA), Piccolo Clemente (PER), Jeferson Silva (BRA), Sebastian Cardenas Aguirre (PER)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) 1 – Gabriel Medina (BRA) 11.67 x 10.10 Italo Ferreira (BRA)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.33 x 8.83 Yago Dora (BRA) Final 1 – Griffin Colapinto (EUA) 17.60 x 16.77 Gabriel Medina (BRA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto por 17.60 a 16.77 na final em Supertubos e sobe à quarta posição do ranking mundial.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.