
O Estado do Hawaii pode tornar o surf matéria obrigatória nas escolas. O projeto está em andamento e é pauta em toda a mídia essa semana nos EUA.
O maior problema dos defensores desse projeto são as próprias leis americanas. Eles têm medo de que pais de crianças envolvidas em possíveis acidentes durante as aulas de surf venham a processar as escolas e o governo.
O Departamento de Educação de Escolas Particulares e administradores estão muito preocupados com o caixa das escolas em função de alguns processos que podem ocorrer se o Estado aprovar o projeto.
A opinião do diretor executivo da Associação Interescolar de Oahu, Dwight Toyama, é a seguinte: “A dinâmica natural do oceano torna particularmente o surf um esporte perigoso”. Um dos agravantes nessa questão e que está sendo muito discutido na mídia foi o ataque de tubarão que a garota de 13 anos, Bethany Hamilton, sofreu na ilha do Kauai.
Iris Gonsalez, um dos técnicos de surf mais reconhecidos em Oahu e que também é professor de Biologia, é um dos defensores da causa e comenta: “Tornar o surf um esporte oficial deve ajudar a manter os alunos atraídos e motivados com a escola”, explica. Um dos pontos positivos é que grande parte das escolas de surf no Hawaii é afiliada com as escolas normais, o que prova a eficiência do projeto.
Dave Cosier Jr., técnico do Kalaheo Surf Club, um dos maiores da ilha, com 56 alunos comenta: “Já existe um tremendo interesse das crianças havaianas no surf, e os benefícios são claros. Além disso, quem tem notas baixas não participa da minha escola”, completa.

Outro fato curioso é que muitos dos professores são surfistas. É o caso de B.Harney, professor de Ciência Política, Literatura e Espanhol. Harney pega onda logo cedo, às 6:30 horas, e depois das aulas nos finais de tarde. “Se eu não surfo pelo menos uma hora por dia minha cabeça não é a mesma, eu não produzo a mesma coisa”.
Muitos alunos almejam no surf uma profissão para suas vidas. Segundo o aluno do 2º grau Erik Knutson, “‘Você pode se tornar um surfista profissional, um técnico, chefe de equipe ou até abrir sua própria marca de surf”, visualiza.
No Brasil, algumas escolas já tornaram o surf matéria oficial nas aulas de Educação Física. Um dos graves problemas é que a maioria das escolas no país não se econtra no litoral. Por um outro lado, se as escolas que tivessem acesso ao mar tivessem surf em seu quadro escolar tornaria com certeza nosso mercado muito mais forte e a crianças mais saudáveis.
Enquanto o Estado do Hawaii não decide se irá tornar o surf um esporte oficial, as ondas por aqui não param de bombar. Hoje Sunset quebrou com 3,5 metros no final de tarde, fazendo a alegria dos brazucas, como Evaristo, Eraldo, Pedro, Bisguila, Trekinho, Buzzy e eu, que desfrutamos das lindas pistas durante o pôr-do-sol.
Aloha!
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