A dupla Laércio Clayton e Rodrigues Menezes iniciou a SUP Trip saindo de Fortaleza às 23h30min, onde atravessaram a ponte do rio Ceará, rio que divide as cidades de Fortaleza e Caucaia, e seguiram para a Via Estruturante. Lodo após, chegaram na CE-085, passando por várias entradas de famosos picos do litoral cearense, como Taíba, Paracuru e Jericoacoara; depois entraram na BR 402 e chegaram às 6h30min na cidade de Parnaíba no Piauí, principal entrada do Delta do Parnaíba. Lá eles ficaram no Hotel Cívico, ótima estrutura e bom preço.
Praticamente, só existem três deltas de rios no mundo: o do rio Mekong, no Vietnã, do rio Nilo, no Egito e o do rio Parnaíba, no Brasil.
Então, antes de prosseguirmos, cabe uma explicação sobre o que é um Delta de Rio:
“É a foz de um rio formada por vários canais ou braços do leito do rio. Esse tipo de foz é comum em rios de planícies, devido à pequena declividade e, consequentemente, pequena capacidade de descarga de água, o que favorece o acúmulo de areia e aluviões na foz do rio.
Um delta típico é o do Nilo, no Egito, que tem a perfeita forma de um leque, ou triângulo, que é o mesmo formato da letra grega maiúscula com esse nome (Δ), de onde provém, portanto, a designação.” (Fonte: Site Wikipédia)
Após tomarem um café da manhã reforçado, os supistas foram desbravar o rio Igaraçu, antes de comprarem os tickets para o passeio de barco na Igaratur (uma das empresa de turismo do local), onde tiveram uma breve conversa com o gerente da empresa, pois a ideia era levar seus equipamentos dentro da embarcação, para conhecer todo o roteiro e depois voltar remando até o porto da cidade de Parnaíba, local da partida do passeio. Quando tudo foi acertado e devidamente autorizado, embarcaram finalmente com suas pranchas, remos e cordinhas.
O rio Igaraçu corta a cidade de Parnaíba, e ao longo do percurso em direção ao mar, passa-se por grandes dunas de areia e também por vários igarapés, que significa na linguagem indígena – rio estreito. Nesses igarapés, se encontram os mangues, onde trabalhadores conhecidos como “homens-lama” podem ser vistos pescando o caranguejo com a mão, o que explica sua denominação. Logo no início do passeio é oferecido um lanche com vários tipos de frutas. Ao meio dia e meio, é servido o almoço, com uma bela peixada, e por volta das 15h30min, acontece uma caranguejada, um dos momentos mais esperados pelos turistas que não são da região nordeste.
No outro dia, após o café da manhã, os supistas partiram para a cidade de Tutóia, localizada no estado vizinho do Maranhão, distante a 122 km de Paraníba-PI. Depois, seguiram mais 33 km até o município de Paulino Neves-MA, e de lá, nossos amigos aventureiros rodaram mais 38 km até a cidade de Barrerinhas-MA, conhecida por ser a “porta de entrada” para os Lençóis Maranhenses. Contudo, esses 38km foram feitos por uma trilha off road dentro de uma Pajero Dakar, em um trecho conhecido como Rota das Emoções, onde se deparam com vários animais da região, é uma estrada muito difícil, onde é necessário secar os pneus do seu carro 4×4 e, se possível, usar um guia, para não correr o risco de se deparar com surpresas pela trilha, principalmente em época de chuvas na região. Aqui eles recomendam o experiente Guia de Turismo Zequinha.
Chegando a Barrerinhas, os supistas se hospedaram na pousada Murici, muito aconchegante, charmosa e com uma ótima localização. O local fica na margem do rio Preguiças, que possui 186 quilômetros de extensão, banha 56 povoados e municípios maranhenses e tem sua nascente no município de Santana do Maranhão. Como se diz no ditado popular a pousada fica “na cara do gol”, ela fica na margem do rio Preguiças, cerca de 200 m do local da travessia feita pelas balsas tipo ferry-boat, que levam os turistas em carros 4×4 para conhecerem os Lençóis Maranhenses, sendo que só se é permitido ir através das empresas que fazem o trajeto em 4×4, e dentre elas, nossos amigos recomendam a São Paulo Ecoturismo. De acordo com os supistas, ao remar cerca 30min no sentido da foz deste rio, depara-se com grandes árvores dos dois lados das margens, entrando em contato com a Amazônia Nordestina. Nunca tinha remado ao lado de uma mata fechada e com árvores tão altas, realmente é uma experiência única, comentou o professor Laércio Clayton.
Uma curiosidade interessante é que os únicos veículos 4×4 que aguentam o tranco desse passeio, dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses são os modelos Bandeirantes e Hilux, ambos da marca japonesa Toyota. Os guias falam que são os únicos que não atolam e conseguem ultrapassar os grandes lagos que existem nas trilhas para se chegar nas dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses, pois o nível da água chega a cobrir o capô do carro, sendo um pré- requisito instalar nos veículos o acessório chamado de snorkel, que serve como uma tomada de ar elevada para que o veículo possa transpor alagamentos e rios mais profundos. Segundo os pilotos e guias da região, além da força que esses modelos possuem, seu grande diferencial está na distância que os mesmos possuem do solo “altura”, que é maior do que as dos seus concorrentes.
Nossos aventureiros ficaram maravilhados com a exuberância da beleza da região. A construção dela se inicia com o Rio Parnaíba e o Preguiças, que carregam grande quantidade de areia proveniente de seus leitos, e a descarregam no Oceano Atlântico. As correntes marítimas conduzem os grãos até as praias desertas em determinado trecho da costa do Maranhão. O vento incessante, que sopra mais forte entre os meses de agosto e novembro, formam dunas de até 50 m de altura e entre elas, surgem muitas lagoas de águas cristalinas, dando o toque final nessa obra-prima da natureza chamada de Lençóis Maranhenses.
O Prof. Laércio Clayton, Diretor Geral do Clube Águas Abertas, agradece o convite do seu amigo e atleta Rodrigues Menezes, pela oportunidade de conhecer essas duas maravilhas do nordeste brasileiro. Após o reconhecimento desses locais, o professor planejará para 2016 uma nova SUP Trip, dessa vez, com alunos e seus familiares.






















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