
Com os resultados da última etapa do WCT, em Sunset, como a vitória do Joel Parkinson e a desclassificação do Luke Egan nas quartas, o havaiano Andy Irons se tornou campeão mundial de surfe, merecidamente.
Os brasileiros Peterson Rosa e Neco Padaratz foram até as semifinais, e “Peter” confirmou sua adaptação às ondas fortes de Sunset. Já Neco obteve seu melhor resultado no Hawaii e, com mais uma semi, deve chegar perto dos cinco primeiros do ranking.
Os outros brasileiros estão fazendo contas, e terão no Pipe Masters a derradeira chance de se classificar para o WCT do ano que vem.
Na verdade, pelo WCT só o Teco, o Herdy e o Renan ainda têm chances, e vão precisar de um bom resultado para abrir distância dos concorrentes próximos, os aussies Luke Hitchins e Nathan Webster e o havaiano Shane Dorian.

Os três foram semi e finalistas, respectivamente, na última etapa, pulando logo na frente do Teco no ranking. Luke e Nathan estão apenas 32 pontos à frente do brasileiro, com Dorian logo atrás, 70 pontos, e Taylor Knox a 80.
Em Pipe tudo pode acontecer, só que nossos brazucas, além de um bom resultado, precisam marcar mais pontos que seus adversários diretos. Como o título já está decidido, as emoções vão ficar para as últimas posições entre os 28 primeiros do WCT.
Normalmente, surfar Pipeline já é um desafio. Essa foi a última onda do Hawaii a ser surfada de longboard nos anos 60. Lembro-me de um ‘Super 8’ em que Jock Sutherland domava os cilindros de Pipe com um backside revolucionário para a época.
Ser um Pipe Master é o título máximo do surf e requer total controle e sintonia com os picos “cavernosos” que quebram em cima das cabeças de coral afiadíssimas e mortais.

Ter a obrigação de se dar bem nesta etapa vai ser um grande teste para os três brasileiros, que são experientes o bastante para suportar a pressão.
Herdy e Renan têm bom retrospecto em Pipeline e Teco conhece bem a onda, provavelmente ele já deve estar na 15a participação no evento.
Uma boa remada é fundamental para o sucesso no drop, diga-se de passagem, a parte mais difícil da onda.
Ter uma prancha adequada para entrar rapidamente, evitando que o lip da onda dobre e projete o surfista no vazio, é meio caminho andado.
Quando a onda está vindo do outside, mais conhecido como “Banzai”, o drop é mais fácil e quando chega no “inside” o surfista já vem embalado e com mais chances de entubar fundo. Bons drops, bons tubos e boa sorte.
Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.
0 comentários
Seja o primeiro a comentar.
Carregando comentários…