O presidente das Maldivas, Abdulla Gayoom, suspendeu a construção de um resort de luxo na ilha de Thanburudhoo (atol de Kaafu), que abriga os picos de Sultan’s e Honkey’s, dois dos mais conhecidos do arquipélago.
O Thanburudhoo Resort proibiria a presença de surfistas que não estivessem hospedados na ilha, como já acontece em picos como Lohifushi (que já sediou importantes etapas do QS) e Pasta Point.
Durante o Four Seasons Surfing Champions Trophy 2015, em Sultan’s, o cinegrafista Blake MkQuinnon chegou a ser hostilizado enquanto filmava. “Algumas pessoas tentaram me expulsar de lá, dizendo que estavam construindo um resort, mas continuei filmando”, diz Blake.
A ilha de Thanburudhoo é uma propriedade do Ministério da Defesa das Maldivas. Ela foi originalmente escolhida para a prática de combate, mas estava abandonada e foi alugada para a Telos Investimentos em 2012.
Agora, o Ministério do Turismo cancelou o contrato de arrendamento com a empresa. As autoridades informaram que os investidores privados não desenvolveram o resort dentro do período acordado.
“Isso permitirá que os surfistas locais, surfistas de todo o mundo e os organizadores da competição de surf possam usar a ilha da melhor maneira possível”, observa o Ministério do Turismo.
Abdulla Gayoom quer que a ilha de Thanburudho se torne um “patrimônio do surf”.
A Maldives Surfing Association (MSA) lutou contra a decisão de construir um resort de surf em Thanburudhoo. Surfistas locais se uniram contra a exclusividade do surf, mas eles ainda acreditam que o governo tenha feito um movimento tático.
“É ótimo que nós temos Thamburudhoo de volta, mas eu acho que é uma compensação para desviar-nos de falar sobre o governo tendo seis pontos de surf para um projeto, chamando-o de ‘desenvolvimento'”, diz Ahmed Fauzan, presidente da MSA.
O governo das Maldivas está planejando a construção de uma ponte em Malé Raalhugandu, e a MSA não tem dúvida de que vai destruir os melhores surf breaks do atol onde 90% dos surfistas das Maldivas costumam pegar onda.
“Nos últimos 20 anos, eu saía da minha casa todos os dias, ia para Raalhugandu e surfava. Isto é o que eu amo fazer, assim como 150 outros surfistas no atol de Malé. O que devemos fazer agora?”, perguntou o local Karo.
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