Caso Ricardinho

PM pode voltar a trabalhar

622x415

Ricardo dos Santos Foto: Sebastian Rojas

A justiça autorizou na última segunda-feira (13), o policial militar Luis Paulo Mota Brentano, assassino do surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, a trabalhar dentro do 8º Batalhão da PM em Joinville, onde cumpre prisão preventiva e trabalhava desde 2008.

Segundo reportagem do G1, a juíza Carolina Ranzolin Nerbass Fretta, liberou Brentano para trabalho enquanto estiver no batalhão, “desde que as atividades  não possibilitem o seu contato externo, com rigor fiscal pelos responsáveis e encaminhamento de relatórios mensais”.

O comandante do 8º batalhão, tenente-coronel Nelson Coelho, informou que o PM ainda não havia sido avisado da decisão judicial, mas que há dentro da unidade uma série de trabalhos que ele pode realizar. “Poderá ser um atividade ligada à manutenção, ou uma outra função administrativa que não possibilite contato externo nem com internet, como trabalhar com arquivo morto”, afirmou o comandante. “Mas primeiro precisamos conhecer o teor da decisão judicial”.

A vantagem que o policial terá trabalhando enquanto estiver preso e que, caso seja condenado, cada dia de serviço prestado abaterá um de sua pena. Brentano continua recebendo salário, mas como está preso preventivamente, deixa de receber a indenização por serviço ativo, valor correspondente por quase metade do ordenado.

AUDIÊNCIA
A primeira audiência de instrução e julgamento de Luis Paulo Mota Brentano está marcada para o próximo dia 27 de abril. A audiência deverá ser presidida pela mesma juíza que proferiu esse beneficio ao PM, Carolina Ranzolin Nerbass Fretta, da 1ª Vara Criminal de Palhoça.

620x412

Brentano poderá trabalhar internamente, sem acesso externo ou internet, no batalhão que prestou serviço desde 2008. Foto: Reprodução

O CASO
Ricardinho foi baleado na manhã da segunda-feira, dia 19 de janeiro, e morreu no dia seguinte, quando era submetido à quarta cirurgia para estancar uma hemorragia. Uma das balas disparadas pelo soldado perfurou o baço, intestino, fígado, pulmão e a veia cava do atleta.

Além do homicídio qualificado, o Ministério Público de Santa Catarina denunciou o soldado por abuso de poder e por dirigir um veículo sob a influência de álcool.

Na denúncia, o promotor Alexandre Carrinho Muniz considerou o homicídio qualificado, já apontado pelo inquérito policial. Segundo o MPSC, o crime ocorreu por motivo fútil, por ter impossibilitado a defesa da vítima.

Conforme o MPSC, os disparos ofereceram riscos a outras pessoas, já que o crime ocorreu na entrada da trilha da Guarda do Embaú e o local tem grande frequência de moradores e turistas.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.