O surfe contemporâneo

A palavra ‘contemporâneo’ caracteriza tudo aquilo que é do mesmo tempo, que vive na mesma época, e que, por este mesmo motivo, ainda não se solidificou por completo no contexto histórico. A partir de qual data nosso surf passou a ser contemporâneo?  Será que a visão da contemporaneidade é a mesma entre todos nós, surfistas?

 

Meu ponto de vista no decorrer deste texto refletirá com clareza todos os aspectos deste nosso rico presente? Minha concepção do surf e do ser surfista, por vezes lúdica e poética, deturpará a história que se inicia? Envolto em tais dúvidas, solicito a vocês, meus brothers leitores, que neste último capítulo me seja concedido um pequeno presente: a possibilidade de ousar, de hipotetizar o futuro com base no incerto presente, sem medo de incorrer em falhas, fruto da observação de fenômenos isolados e muitas vazes parciais. A onda é imensa, a parede tem um aspecto amedrontador, mas mesmo assim, eu vou arriscar. Galera! Botei pra dentro… Onde esta onda vai terminar? Isso pertence ao futuro! Curta o presente, estamos juntos nesta onda…

 

Talvez o tow-in

 

Talvez o advento do tow-in possa ser usado como fator delimitador da era contemporânea. No finalzinho da década de oitenta, e por grande parte do início dos anos noventa, um seleto grupo de havaianos trabalhou, e se mantém trabalhando com afinco, no desenvolvimento de uma nova concepção de surf. Com o objetivo explícito de entrar em ondas gigantescas, impossíveis de serem surfadas somente com a força empregada nas braçadas, Laird Hamilton, Darrick Doerner, Buzzy Kerbox, Dave Kalama, Pete Cabrinha, entre outros, passaram a utilizar botes infláveis (zodiacs) como reboque do surfista e fator gerador da velocidade necessária para a concretização de tal empreitada.

 

Foram desenvolvidas pranchas menores, mais estreitas e muito mais resistentes, e o uso de presilhas para os pés também se tornou obrigatório neste tipo de prancha. Em pouco tempo, uma das ondas mais sensacionais do planeta tinha sido conquistada; a temida Jaws (mandíbulas), situada na ilha de Maui, no Hawaii, até então intocada. O livro JAWS, Maui, de Lyon e Lyon, trás à tona o mundo de JAWS, retratado através de um competente texto e de fotos absolutamente maravilhosas, captadas por Blue Max3. O tow-in tornou-se popular quando foi mostrado no filme Endless Summer II, de Bruce Brown, e desde então não parou mais de se desenvolverJ. Os zodiacs foram trocados pelos potentes jet-skis. Técnicas de resgate foram desenvolvidas por seus praticantes e o desafio está tomando proporções nunca antes imaginadas. A caça hoje é por ondas de 100 pés de altura (cerca de 30 metros), havendo inclusive expedições destinadas a tal façanha!
 

O surf rebocado é verdadeiramente fantástico. Algumas ondas surfadas nos fazem lembrar daqueles desenhos que fazíamos na contracapa de nossos cadernos, durante as intermináveis e monótonas aulas de física. A onda ocupava a página inteira, já o surfista, este se assemelhava a um micróbio desnutrido, e era feito com esmero, na ponta da lapiseira. De fato, a novidade chegou com a força de uma epidemia, produzindo entre outros fenômenos, um enorme interesse da mídia não especializada.

 

Como em todos os filmes épicos a grandeza é expressada em cada cena, o tamanho das ondas começou a ser verdadeiramente aferido pelos diretores deste novo sucesso de bilheteria. Digo verdadeiramente, pois, durante muito tempo o surfista nutriu uma cultura de subestimação do tamanho das ondas. Tradicionalmente nas ilhas havaianas, as ondas sempre foram medidas tomando-se como referência a sua parte de trás. Logo, quando nos anos 50, na época dos desbravadores de Waimea, Pat Curren, Greg Noll, Jose Angel, Peter Cole e George Downing conferiam a uma onda o tamanho de 25 pés, sua face era, de fato, muito mais medonha e assustadoramente maior. Na concepção atual, muita das ondas surfadas por aquele grupo de pioneiros teriam facilmente 40 a 45 pés de altura! Para tanto, basta observarmos algumas pérolas cinematográficas produzidas naquela época: Surfing the 50`sC, Golden Breed B, Search for Surf A, entre outras.

 

Mas, nossa época é outra. Atualmente estamos falando da caça a vagalhões absolutamente insanos! Ondas do tamanho de prédios de 10 andares! Isso se tornou realidade, na medida em que novos locais foram sendo descobertos e divulgados através da mídia especializada. Hoje já é praxe encontrarmos enormes reportagens versando sobre este assunto. As revistas e sites especializados em surf têm destinado uma significativa parcela de seus espaços na abordagem de tais temas, dando ênfase para ondas como a já citada Jaws, em Maui, ou a congelante Maverick’s, na Califórnia. Esta última foi descoberta por Jeff Clark, e virou uma verdadeira coqueluche na década de noventa. O local definitivamente não é muito convidativo, pois é cercado de pedras por todos os lados. Sua água é tão gelada que chega a fazer os ossos doerem, e se não bastasse isso… Surpresa! Alguns ferozes dentuços alimentam-se por aquelas bandas. Mas não se preocupe, os especialistas relatam que o tubarão branco não gosta muito do sabor de nossa carne, e comumente nos abandona depois da primeira mordida. Que consolo…

 

Nos últimos anos, a mídia tem divulgado bastante esses locais. Um filme que obrigatoriamente deve ser visto por todos os surfistas que almejam entender um pouco deste novo movimento no surf é o fantástico Whipped III, de Curt Myers e Eric NelsonD. Nele podemos apreciar cenas verdadeiramente incríveis, entre elas: Kelly Slater sendo rebocado por Jeff Clark em Maverick’s, caldos absolutamente fantásticos, como o do californiano Darryl “Flea” Virostko, onde o pobre infeliz recebe sobre sua humilde carcaça, um lip de dois metros de espessura, de uma onda que media facilmente 50 pés!
Neste mesmo filme ainda podemos ver as ondas do dia 22 de dezembro de 2000, quando um swell de mais de 60 pés invadiu Maverick’s. No mesmo dia, Mike Parsons, Brad Gerlach, Peter Mel, Kenny “Skindog” Collins, entre outros, desbravaram um local conhecido como Cortes Bank. Nada mais, nada menos do que um parcel submerso a 100 milhas de distância da costa de San Diego, também na Califórnia. Mike Parsons pegou a maior do dia, uma vaga estimada em 60 e poucos pés. Leia-se 40, 45 na velha medida. 

 

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Dois outros filmes que captaram parte de nossa fantástica história contemporânea e que deveriam ser vistos são: LairdE, da Blue Field Entertainment e To`day of daysF, do fantástico videomaker Jack McCoy. Laird é uma biografia muito bem produzida de Laird Hamilton, para muitos, o maior “waterman” vivo. Neste filme, Gerry Lopez simplesmente afirma que Laird é o rei, e as cenas de ação reforçam em quase 100% esta hipótese. To` day of days retrata a primeira expedição de Laird Hamilton ao Taiti. Já no seu primeiro contato, Laird pegou a onda que foi considerada a mais impressionante já surfada por um homem. Não tanto pelo seu tamanho, mas sim pela sua forma. A dita cuja foi dominada em Teahupoo, uma afiadíssima e extremamente rasa bancada de coral, onde o oceano se dobra produzindo cenas pra lá de surreais. Esta onda em particular foi surfada com o auxílio de um jet-ski, media uns 20 pés de altura, por talvez 25 pés de largura. Segundo o próprio Laird, a onda da sua vida…

 

Toda essa movimentação em torno do tow-in gerou discussões acaloradas sobre sua posição no mundo do surf. Afinal de contas, tow-in é surf? Alguns puristas posicionam-se em favor do velho e bom surf no braço. Na história de nosso surf, alguns eventos ficaram eternizados na memória dos surfistas: O Smirnoff de 1974, os Quiksilver em homenagem a Eddie Aikau, e o Billabong Pro de 1986, todos realizados em Waimea, no Hawaii e tendo como força propulsora dos surfistas somente os músculos e a coragem destes ao encarar um drop atrasado. Mais recentemente, em 1998, um outro evento épico, o Reef Big Wave Team World Championship, foi realizado na bancada de Killers, ilha de Todos Santos, México, e contou com a participação de uma seleta nata de big wave riders.

 

Ondas absolutamente enormes foram a tônica do evento, vencido de forma sensacional por Carlos Burle, com Rodrigo Resende em quinto e o Rosaldo Cavalcanti atuando como técnico. Ao que tudo indica, a polêmica que envolve o tow-in e o surf de remada ainda deverá perdurar por mais algum tempo. Entretanto, em sua concepção original, o tow-in foi criado para possibilitar o surf em ondas impossíveis de serem surfadas somente com a força dos músculos. Creio que se esta regra for sempre seguida, não teremos muitas polêmicas sendo alimentadas no futuro. Devemos ficar atentos para não trair nossas origens. Surf é diversão, comunhão e respeito à natureza, paz de espírito e confraternização entre os povos, silêncio e cumplicidade, e tudo isso pode ser perdido na medida em que alguns desavisados adentram uma simples zona de arrebentação munidos de jet-skis barulhentos e poluidores, desrespeitando a lei da prioridade e colocando em risco a integridade física dos surfistas tradicionais. Pior ainda… Quando em troca de fama fácil e exposição certeira na mídia, adentram zonas de preservação ecológica… Que pobreza de espírito!

 

Nosso surf contemporâneo necessitará cada vez mais de algo que está se tornando escasso em nosso mundo, o bom senso. O tow-in é uma realidade que veio para ficar, e no Brasil, Eraldo Gueiros, Resende, Burle, Romeu Bruno, entre outros, são alguns de nossos excelentes representantes. Trabalhemos, pois, para que o tow-in fique em seu devido lugar, ou seja, dentro do olho da tempestade, nas situações mais extremas possíveis. Aí sim, ele reinará absoluto e soberano, esperando pelos poucos que o entendam em sua plenitude e estejam dispostos a pagar o preço. Como todo bom big rider sabe… If you want to play, you have to pay.

 

Talvez a geração Slater

 

Estamos no início da década de 90. Perambulam pelas praias da Califórnia dois amigos surfistas. Um deles, o talentoso magricelo Rob Machado, e o outro, não menos genial, o esquálido Taylor Steele. Rob viria a ser um dos melhores surfistas da década, e Taylor, talvez, o videomaker mais influente, cáustico e inovador desta geração. Por conhecer Rob Machado, Taylor Steele acabou se aproximando de uma enorme quantidade de meninos extremamente talentosos, dentre eles, Kelly Slater (que viria a se tornar hexacampeão mundial de surf!), Shane Dorian, Ross Willians, Kalani Rob, Taylor Knox, entre outros. Esta geração entrou para a história do surf, ficando conhecida como a geração Slater, e pode muito bem também ser citada como o fator delimitador do que estamos chamando de surf contemporâneo.

 

Algo digno de nota em nosso esporte é o dilacerante poder exercido por alguns vídeos de surf no inconsciente coletivo de nossa tribo. Não creio que existam esportes tão dependentes deste meio de mídia como são o surf e os seus filhos, o skateboard, o wakeboard e o snowboard. Exercendo este ofício de forma muito rudimentar e despretensiosa, Taylor Steele lançou um vídeo de qualidade técnica lamentável, mas que se tornaria um dos maiores marcos revolucionários de nosso esporte. O filme recebeu o nome de MomentumG, e apresentava ao mundo os surfistas mais inovadores, realizando as manobras mais criativas até então jamais vistas, ao som do hardcore mais pesado e ensurdecedor, diabolicamente encaixado nas cenas de ação que se desenrolavam. Momentum foi uma paulada no establishment. A honra de abrir o filme foi do mestre Tom Curren, que aparece pegando um belo tubo em Backdoor, Hawaii.

 

Ao que tudo indica, Taylor intuiu que, concedendo a Curren este privilégio, estava explicitando ao mundo a gratidão que esta nova geração tinha não só por ele, mas também por Martin Potter, Tom Carroll, Occy, entre outros grandes nomes que fizeram parte da geração que os antecedeu. Depois da onda de Curren, o que se viu foi uma pancadaria absolutamente incompreensível para os padrões da época; aerials, reverses, tubos insanos, batidas pra lá de verticais produziram a tônica daquele momento. O surf dava um salto quantitativo, na medida em que mais manobras eram feitas por metro quadrado, e qualitativo, visto que passava a seguir os passos de um esporte nascido em seu próprio ventre: o skateboard. Diversas manobras criadas por esta geração tiveram como fonte de inspiração o surf urbano, gerado no áspero e frio concreto das grandes metrópoles. Era chegada a hora do mestre surf reverenciar-se perante seu filho mais pródigo, o skate.

O nome Momentum não foi fruto do acaso, ele se encaixa no novo formato criado por Taylor Steele, que era a valorização dos momentos, e não da onda em si. O filme inteiro é uma sucessão de pequenas e intensas cenas de ação, o que lhe confere um dinamismo tosco, mas ao mesmo tempo surpreendente. Posteriormente, outros títulos o sucederam: Momentum IIK, FocusL, Good TimesM, entre outros, seguiram o mesmo modelo. Todos eles criaram uma legião de admiradores mundo afora, ditando moda e comportamentos. Recentemente, em 2002, Taylor Steele lançou Momentum, under the influenceN, onde apresenta a geração 2000, fortemente influenciada pela geração Slater. Mas, se a geração Slater faz parte de nossa história contemporânea, onde poderemos encaixar a atual geração liderada por Andy e Bruce Irons? Estou começando a achar que esta estória de contar história e de delimitar história pode ser ainda mais complicada do que eu previa.

 

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Talvez a saga de Occhilupo

 

Tateando por fatos marcantes de nossa era, minha memória captou a incrível saga de um herói moderno, ou quem sabe, contemporâneo. A história da vida de Mark Occhilupo é pertinente neste momento, pois além de incrível, me auxiliará alavancar idéias posteriores. Occy, como costuma ser chamado, foi um herói que viveu na era Curren. Um fenômeno incontestável, carismático e de estilo avassalador. Na década de 80, formava junto com Potter, Carroll e com o já mencionado Curren, o esquadrão mais poderoso do mundo do surf competitivo. Sua carreira foi meteórica, mas, da mesma maneira que apareceu para o mundo, desapareceu sem deixar muitos vestígios. Abandonou o circuito antes de sagrar-se campeão mundial, esqueceu-se no sofá, junto com dezenas de latas de cerveja, saquinhos de amendoins, doces, balas e bombons.

 

Engordou, deprimiu-se e viu o tempo escorre-lhe por entre os dedos. Na verdade, passaram-se anos até que Occy optasse por ressurgir das cinzas como a velha Phoenix. Com uma incrível força de vontade, já na casa dos trinta, levantou do sofá, lutou contra os estereótipos e os rótulos de velho acabado, manufaturou um punhado de pranchas novas, concentrou-se fixamente em seu objetivo, entrou em um rigoroso regime alimentar, associado a um rígido programa de preparação física, enxergou suas deficiências e foi humilde tentando superá-las na medida em que aprendia com aquela molecada de 17 anos, que outrora o tinha tido como ídolo e professor. Os resultados começaram a aparecer em 1996. Em 1997 ele já estava novamente em casa, assombrando a molecada com um surf altamente veloz, potente, estiloso e competitivo.

 

Em 1998 é lançado no mercado um dos mais belos filmes de surf da história: OCCY, The OccumentaryH, do fenomenal diretor Jack McCoy, onde podemos apreciar sua bela história de ascensão, queda e ressurreição. Em 1999 o que parecia ser impossível acontece, Occy torna-se campeão mundial de surf na praia da Barra no Rio de Janeiro. Atualmente, em 2002, a lenda ainda ocupa um lugar entre os melhores do mundo, isso com quase 38 anos de idade! Um conto de fadas? Talvez… Um conto de fadas contemporâneo, que ajuda a abalar a inércia que muitas vezes nos assola. A importância de Mark Occhilupo extrapola de longe o simples contexto do universo do surf. Sua história insere-se no rol das grandes conquistas humanas, aquelas onde o homem vence a si próprio, abstendo-se do domínio imposto pelos chavões, pelas frases feitas, pela mediocridade e pelo derrotismo.

 

Occy percebeu, graças a sua força interior, que o grande problema do homem não é tanto o seu corpo, que muito lentamente perde força e reflexo, mas sim a sua mente, que pode embotar-se na medida em que se entrega ao acaso, ao ócio, à preguiça, perdendo desta forma a vontade de lutar, progredir, superar-se e sorrir. O problema não é tanto aquilo que falam de você, mas sim aquilo que você acredita ser. Occy, assim como uma grande parcela dos surfistas, optou por viver na terra do nunca, como fala Danilo Grillo. Uma terra onde nunca se envelhece, onde nunca se perde a vontade de ser criança. Occy mora no planeta surf, e para mim, estará sempre lado a lado de meus maiores heróis: Mahatma Ghandi, Jacques Cousteau, Dalai Lama, Buda, Albert Einstein, etc. Guardadas as devidas proporções, Occy também pode ensinar muito, basta percebemos sua mensagem, que é muito mais profunda do que o mais profundo dos tubos surfado por este simpático e bonachão australiano.

E por falar em idade…
 
“Ser velho, além de um fato, é um conjunto de convenções sociais da pior espécie. Não sei o que pesa mais sobre os velhos, se a idade ou a idéia que eles fazem de si mesmos, movidos pelo modo como são tratados, levados pelas idéias tantas vezes vingativas que orientam o comportamento da maioria frente a eles2.”
José Ângelo Gaiarsa

 

Essa bem pode ser uma característica de nosso tempo… Estamos ficando velhos! Mas no surf, a imagem do velho parece não refletir esta triste e dolorosa afirmação do grande Gaiarsa. O surf, ele mesmo, já é um ancião. Lembra-se de nosso primeiro capítulo? Ele tem alguns mil anos de idade, mas comporta-se como um garoto e revitaliza-se a cada dia, renascendo junto com as tempestades geradoras de cada novo swell. Os países que não tinham tradição no surf estão revertendo este quadro, inserindo-o em suas culturas (e o Brasil está entre esses países), e tornando-o cada vez mais necessário. É comum hoje, ao irmos à praia, nos depararmos com pais e filhos surfando juntos. Na Califórnia, é comum vermos três gerações juntas, pai, filho e avô, e muitas vezes avós, no mesmo line-up. No livro, Girl in the curl1, de Andréa Gabbard, podemos nos deliciar com a história da doce Eve Fletcher, uma senhora de 65 anos, que surfa diariamente em San Onofre, Califórnia.

 

Aqui na terra adorada, Picuruta surfa com o Leco, John Walthers surfa com seus rebentos, Jorge Mula surfa com o fenômeno do longboard Danilo “Mulinha” Rodrigo, Rico (cinquentão) disputa onda com o riquinho, Almir Salazar surfa com os salazarzinhos endiabrados, mas, o mais surpreendente de tudo isso, é que os pais dessas criaturas estão a todo vapor! Parecem não envelhecer nunca! Assemelham-se a moleques que nunca perdem o gás. É verdade que alguns cabelos já se foram, mas é verdade também que, definitivamente, esses caras habitam a terra do nunca, renovam seus espíritos a cada queda no mar, distribuindo energia vital para cada célula de seus corpos. Sugiro que as carcaças desses sujeitos sejam mantidas em formol quando eles passarem desta para melhor. É possível que em posteriores estudos científicos, comprovemos que é no seio do surf que habita a fonte da eterna juventude.

 

Outro dia, assistindo um filme cujo nome é Cool and StylishI, encontrei algumas cativantes e inspiradoras imagens. David Nuhiwa e Herbie Fletcher, pra lá dos cinqüenta, humilhando a garotada em seus longboards turbinados. Rabbit Kekai, pra lá dos 75, firme e forte como um javali havaiano. Por volta do décimo primeiro minuto do filme, pude observar um coroa que mora dentro de um furgão (não se esqueça que estamos na Califórnia). O cara aparenta ter uns sessenta e poucos anos. Pega um toco e vai pra água. Em sua primeira onda: hang ten! Pura sorte, pensei. Lá vem o coroa na segunda onda: dois hang tens! Sorte dupla, teimei novamente. Lá vem o velhinho na terceira onda: passo sobre passo, estileira enjoada e… hang ten, hang ten, hang ten. Meu Deus!? Exclamei em alto e bom tom! O que é isso que eu estou vendo?! Não tenho muita certeza, mas creio que o coroa é um remanescente do período jurássico do surf, uma fera chamada Mickey Munhoz. Uma lenda dos anos 50, dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, e ao que tudo indica, de nossa era contemporânea também, se é que me entendem!

 

Talvez um mosaico de pluralidades

 

Talvez, o verdadeiro retrato do nosso surf contemporâneo seja uma somatória de pequenos contextos, que quando verdadeiramente observados e analisados, podem nos fornecer uma visão mais ampla de nossa atual realidade. Paralelamente a toda esta movimentação fortemente alardeada pela mídia, como o tow-in, as competições, os mitos, a fama, o profissionalismo, o dinheiro, o status, existe uma movimentação muito mais sutilizada, fruto do interesse pelo sentimento do surf em si, pela poética do surf em si, pelas fragrâncias e pelos cheiros exalados da brisa do mar, pelo prazer de caminhar descalço pela areia, procurando a melhor vala para se divertir com os amigos. Milhões de pessoas surfam atualmente, e nunca poderemos saber, de fato, o que o surf representa, ou representou para cada uma delas em particular, pois isso faz parte da verdade interior de cada um de nós, guardada a sete chaves no interior de nossas mentes.

 

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O surf é para todos

 

Estando à frente de escolas de surf durante grande parte de minha vida, pude conhecer várias pessoas e observar a importância do surf para cada uma delas. Como exemplo, posso citar o Sr. Euclides, um velhinho de 78 anos que começou a surfar comigo e com o Cisco, na Escola Radical em Santos. O Sr. Euclides não concordava com tanta gente na água surfando ao mesmo tempo. Para ele, as pranchas atrapalhavam a sua prática do surf de peito no rasinho, o famoso jacaré. Depois de muito jeito, o Cisco o cativou e falou que ele era forte o suficiente para surfar em um longboard. Meia hora depois o velhinho estava em pé! Esse simples fato alterou o restante de sua vida para melhor, pois ele andava deprimido devido à morte de sua esposa, e o fato de ter se tornado surfista fez com que as pessoas passassem a admirá-lo, a respeitá-lo e a tê-lo como exemplo de perseverança e coragem. Posso dizer que os últimos anos desse coroa foram repletos de intensas emoções, e que ele morreu feliz, na medida em que se sentiu amado e querido por um enorme contingente de crianças e adolescentes que o tinham como o “vovô garoto”.

 

O Sr.Waldyr Paterli é um outro belo exemplo. Começou a surfar aos 54 anos de idade, parou de fumar.  Esta no seio do surf a mais de dez anos. Metamorfoseou-se verdadeiramente em um homem do mar. Tem um lindo longboard. Seu velho Puma é equipado com rack para pranchas, e é presença assídua e querida nas maiores ressacas de Santos. Que bela mudança! Que sopro de vida! Que exemplo!

 

“O surf foi e é importante em minha vida, pois me trouxe mais saúde física e mental. Fui criado no campo, e lá a paisagem é sempre constante. No mar é diferente. Temos sempre que nos adequar ao seu infinito dinamismo, e isso nos enche de vida a cada momento.”
Waldyr Paterli

 

Ultimamente tenho pensado muito no poder terapêutico exercido pelo surf, uma área ainda muito pouco explorada, mas que condensa um mar de possibilidades. Alguns exemplos podem ser de grande valia no presente momento, como o de meu amigo Val. Val é um deficiente visual que me procurou anos atrás com um sonho em mente: Ele queria surfar! Imediatamente aceitei-o como aluno e iniciamos um aprendizado mútuo que culminou com meu amigo em pé! Surfando! É claro que aos olhos dos experts mais desatentos, Val não passava de um prego, mas, quando os mesmos experts percebiam sua deficiência, ficavam literalmente boquiabertos. O surf foi um dos maiores presentes na vida deste rapaz. O ajudou a elevar sua auto-estima, concedeu a ele ricas experiências sensoriais e ainda o inseriu em um universo distinto, onde adquiriu a admiração verdadeira de muitas pessoas.

Uma figurinha ainda mais conhecida é a do Alcino Pirata. Pirata teve sua perna amputada depois de um acidente de trânsito. Entretanto, absteve-se de amputar também parte de sua alma e de sua alegria de viver. Ao invés disso, percebeu que a vida lhe tinha concedido um presente: a possibilidade de superar-se e de servir de exemplo para outras pessoas que se encontram na mesma situação. Pirata foi à luta. Adequou sua deficiência em uma nova forma de surfar, e com somente uma perna, passou a desafiar as ondas mais poderosas do planeta: Padang Padang, Pipeline, Puerto Escondido. Pirata tem uma escola de surf, onde ensina crianças e adultos, e nas horas vagas ainda trabalha como piloto de testes para empresas que produzem próteses destinadas aos mais diversos tipos de amputações. Alcino Pirata é o retrato de nossa era, onde a vontade faz a diferença. Pirata é um herói pós-moderno, uma lenda em carne e osso habitante de nosso presente calendário. Pirata é o retrato multifacetado do surf atual e encarna em sua imagem um mito eminentemente contemporâneo.

 

Também me recordo com carinho da professora Luciana Pereira Pires Muniz, que em 1996 realizou uma simples, mas, maravilhosa monografia de conclusão de um curso de pós-graduação em psicomotricidade. Seu tema, vejam vocês: “A prática do surf e o desenvolvimento do deficiente auditivo”. Luciana nunca tinha surfado, mas intuiu que nosso esporte poderia ser benéfico na socialização, no desenvolvimento da criatividade e na melhora da comunicação por parte de inúmeras crianças que portavam deficiência auditiva. Para tanto, comparou desenhos feitos antes e depois das experiências passadas nas aulas de surf. Os resultados demonstraram de forma subjetiva, que as crianças passaram a ver a vida de uma forma mais comunitária, alegre e colorida! É bem a cara do nosso surf!

 

O que retratará mais fidedignamente o nosso surf contemporâneo, os seis títulos de Kelly Slater ou a espantoso retorno de Mark Occhilupo? O que será mais importante no contexto das conquistas humanas, Carlos Burle vencendo o Reef Big Wave Team World Championship ou o Sr Euclides superando a depressão no final de sua vida? Perante os olhos do universo, o desafio do tow-in é mais significativo do que a batalha do Pirata contra os preconceitos sociais? Comparações… Comparações… Elas sempre insistirão na simplificação das complexidades da vida… Retratar o surf contemporâneo não é tarefa simples, pois ele é muito mais rico do que as descrições feitas acima…

 

O surf contemporâneo ainda pode ser:

A beleza ingênua das centenas de meninas presentes no outside e o conseqüente crescimento do surf feminino.
O surf potente, radical e escandalosamente agressivo do longboarder Phil Raizman, que enche de orgulho seus amigos e seu pai, o mito Bernard, um dos ícones no vôlei brasileiro.

Em contrapartida, o surf atual é a leveza, a graciosidade e o purismo do longboarder Joel Tudor, o artista que recria o passado a cada onda que surfa no presente. O surf contemporâneo é a grande família dos esportes praticados com prancha… É o skate, o wakeboard, o snowboard, o windsurf, o sandboard e todos os demais boards de nossa rica arvore genealógica. O surf contemporâneo é o surf acadêmico. É o surf nas cadeiras das faculdades, nos centros universitários, nas universidades. É o surf gerando cultura, ciência, tecnologia, alimentando o turismo, criando novos empregos, concedendo entretenimento e diversão para a comunidade. O surf atual é o médico que veste a bermuda entre uma consulta e outra. É o professor competente que chega para a aula de camisa floral. É o engenheiro que calcula minuciosamente o tempo que terá para surfar na hora do almoço. É o reitor de cabeça aberta e visão no futuro, isento de preconceitos e entraves mentais. É a mídia. É o mercado. É o feeling!

 

Mas… O surf é, acima de tudo, aquela sensação de aconchego, de eterna juventude e de revitalização da alma. Não importa quem você seja, um Phd ou um gari, um bodyboarder ou um longboarder, um brasileiro ou um americano, um campeão ou um amador de técnica limitada. Não importa o atalho que você esteja trilhando. Não importa o veículo que você esteja usando… Todos nós temos a certeza do que almejamos com o surf… E no fundo, percebemos que o mais importante não é a fama, nem glória, nem as conquistas materiais. O que almejamos é a possibilidade de viver nesta terra de magia, de diversão, de amizade e de paixão… A terra da eterna juventude… A terra do nunca, situada no planeta surf…

 

Paz   

 

Chegamos ao fim de nosso texto. Talvez minha visão de contemporaneidade seja demasiada ampla, mas para uma arte como a nossa, a prolixidade deve ser melhor do que palavras sucintas… Afinal, cada um entende o surfe da sua própria maneira. E isso que o faz maravilhoso.

 

Gostaria de agradecer aos meus amigos Valdir e Vítor Lanza, Romeu Andreatta e Mark Lund, pelas valiosas observações e contribuições que me foram concedidas ao longo deste ano de trabalho. Valeu amigos.

Que os deuses do surf nos acompanhem por toda a nossa vida, e que as amizades geradas no ventre do oceano sejam sempre o nosso bem mais valioso.

 

Aloha !

 

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Referências Bibliográficas

 

1- Gabbard, A.- Girl in the curl – a century of women in surfing. Midas Printing, Hong Kong, 2000.

2- Gaiarsa, J.A.- Como enfrentar a velhice. Ícone, São Paulo, 1986.

3- Lyon, C & Lyon, Leslie. – JAWS, Maui – Everbest printing, Hong Kong, 1997

 

Outras sugestões de leituras

 

Angeli, M.; Codeluppi, P.; Martignoni, S.; Rota, L. Extreme Snowboarding – The Ultimate Guide to Shredding – Universe Publishing. New York, New York, USA. 1998.

Brito, E. – A Onda Dura – 3 Décadas de Skate no Brasil – Parada Inglesa NPL. São Paulo, São Paulo, Brasil. 2000.

Brooke, M. – The Concrete Wave – The History of Skateboarding – Warwick Publishing. Toronto, Ontario, Canada. 1999.

Cabral.C.- Instructional Guide to Surfing – Quick Tips – Island Heritage publishing, 2000.

Davis, J. – Skateboard Roadmap – Carlton Books Limited. 1999.

Doug, W. – Skateboarder’s Start-Up: A Beginner’s Guide to Skateboarding..
Start-Up Sports / Tracks Publishing. 3a  Edição, Chula Vista, California, USA. 2001.

Hart, L. – The Snowboard Book – A Guide For All Boarders. W. W. Norton & Company. New York, New York, USA. 1997.

Lowell.H.- The snowboard – a guide for all boarders – W.W. Norton, New York, 1997.

Orbelian.G.- Essential Surfing – Orbelian Arts, San Francisco, 1987.

Rose, A. – Dysfunctional –  Booth-Clibborn Editions. London, England. 1999.

Uvinha, R. R. – Juventude, Lazer e Esportes Radicais – Editora Manole. São Paulo, São Paulo, Brasil. 2000.

Weiss, C. – Snowboarding Experts Barnon’s Educational Series Inc. Hauppauge, New York, USA. 1998.

Werner.D. – Longboarder’s – Start up – Tracks Publishing, San Diego, 1997.

Werner.D. – Surfer’s – Start up – Tracks Publishing, San Diego, 1999.

Wright.B.- Surfing Hawaii – Oahu, Maui, Kauai, Hawaii – Mountain & Sea Publishing, Redondo Beach, 1985.

2001 Instruction Issue – Wake Boarding Mag Vol. 9. Nº 5 (95). pp. 79-113. World Publications Inc. Winter Park, Florida, USA. 2001.

Referências de vídeos

 

A- Search for Surf – da Bull – Dana Brown

B- Surfing the 50`s – Bud Brown

C- Golden Breed – Dale Davis
D- Whipped III – Curt Myers e Eric Nelson

E- Laird – Blue Film Entertainment e Laird Hamilton

F- To`day of days – Jack McCoy

G- Momentum – Taylor Steele

H- OCCY, The Occumentary – Jack McCoy

I- Cool and Stylish – Herbie Fletcher

J- Endless Summer II – Bruce Brown

K- Momentum II – Taylor Steele

L- Focus – Taylor Steele

M- Good Times – Taylor Steele

N- Momentum II, under the influence – Taylor Steele

 

 

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    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).