Hang Loose Pro Contest

Noronha é aqui

Bernardo Pigmeu é atleta da Hang Loose presente ao evento em Fernando de Noronha. Foto: ASP Luckey / Covered Images.

Começa nesta terça-feira e vai até domingo o primeiro grande evento do ano no Circuito Mundial de Surfe Profissional.

 

Cerca de 150 surfistas de 16 países disputam o Hang Loose Pro Contest 2008, que nasceu em 1986 em outra ilha, Florianópolis (SC), e desde o ano 2000 é realizado nas ondas mais potentes do país, que muitos comparam com as do Hawaii.

 

Os brasileiros ganharam cinco das oito edições em Fernando de Noronha e o placar histórico de vitórias está empatado em 12 a 12 com os estrangeiros.

 

O tira-teima é nesta semana na ondas tubulares da Cacimba do Padre, principal palco do esporte na ilha, que certamente vai apresentar grandes momentos num dos lugares mais paradisíacos do mundo.

 

Os brasileiros praticamente vão iniciar a corrida por vagas na elite do ASP World Championship Tour no Hang Loose Pro Contest, terceira etapa do World Qualifying Series ? WQS 2008 e primeira e única da temporada com nível 5 estrelas classificada como ?prime location? pela Association of Surfing Professionals.

 

A indicação que apenas oito praias do mundo receberam vale um bônus de 500 pontos e em Fernando de Noronha o campeão leva 2.500 pontos como uma etapa 6 estrelas, contra 2.000 do 5 estrelas normal que abriu a temporada na Califórnia. A diferença é a qualidade da onda de Trestles para os tubos da Cacimba do Padre, pois a premiação total oferecida é a mesma de US$ 110 mil, que começa a ser distribuida na fase que marca a estréia dos principais cabeças-de-chave na rodada composta por 96 competidores.

 

O catarinense Diego Rosa foi o único representante do Brasil nos Estados Unidos e chegou às oitavas-de-final na Flórida.

 

A segunda etapa no Hawaii era de nível 3 estrelas e só valia mesmo pelo prazer de surfar os tubos de Banzai Pipeline com apenas mais três surfistas dentro d?água.

 

O jovem paulista Wiggolly Dantas fez bonito e só parou nas quartas-de-final, quando caíram os últimos estrangeiros. Campeão em casa no 5 estrelas dos Estados Unidos, Patrick Gudauskas defende a liderança do ranking no Hang Loose Pro Contest e é um dos 48 cabeças-de-chave que já entram com a premiação mínima garantida.

 

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As ondas tubulares de Fernando de Noronha (PE) recebem os atletas do WQS. Foto: Aleko Stergiou.

O número 1 deste ano em Fernando de Noronha era Neco Padaratz, mas ele cancelou sua participação no evento e deixou o posto para o sul-africano Greg Emslie. Neco era o único integrante da elite do WCT 2008 que estava inscrito, mas acabou decidindo seguir a maioria e ficar concentrado na abertura da temporada que foi antecipada neste ano para o próximo dia 23.

 

Buscando encontrar melhores condições de ondas na Gold Coast australiana e o Carnaval no Brasil, terminou aproximando os dois campeonatos neste ano e isso impediu a participação dos brasileiros que vão defender o país na divisão de elite do esporte.

 

O irmão de Neco, Teco Padaratz, também bicampeão mundial do WQS como ele, falou da decisão: ?Ele disse que sente muito por não estar presente neste evento, afinal ele tem várias boas lembranças de lá, mas diz que está se preparando para encarar o WCT deste ano. Por uma questão de foco, acha melhor se recolher neste momento, guardando as energias para a etapa de Snapper Rocks (Austrália)?.

 

Com a saída do catarinense, o sul-africano Greg Emslie, que perdeu para o próprio Neco uma final em Fernando de Noronha em 2003, é o novo cabeça-de-chave número 1 do Hang Loose Pro Contest 2008.

 

O pernambucano Bernardo Pigmeu passa a ser o número 2, o carioca Raoni Monteiro o 3 e o cabofriense Victor Ribas o número 5. Entre eles, o australiano Shaun Cansdell, com o 5 e o 6, Gabe Kling dos EUA, iniciando nesta semana a caminhada para recuperarem as vagas na elite mundial perdidas no ano passado.

 

O mesmo motivo, a proximidade da primeira etapa do WCT 2008, tirou o atual campeão do evento mais antigo da América do Sul, que estreou em 1986 na Ilha de Santa Catarina e no ano 2000 chegou para ficar no Arquipélago de Fernando de Noronha.

 

O espanhol Aritz Aranburu, do País Basco, também lamentou não poder defender o título do Hang Loose Pro Contest no Brasil, que tem maioria absoluta entre os cerca de 150 surfistas de 16 países que vão participar do primeiro grande evento do ano no calendário da ASP.

 

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Danylo Grillo é convidado da Hang Loose. Foto: Daniel Smorigo / Freesurfer.com.br.

Alguns ganharam o privilégio de convidados dos organizadores para entrar nas fases mais avançadas, junto dos atletas mais bem ranqueados.

 

A Hang Loose escolheu surfistas da sua equipe, Danylo Grillo para a última fase das triagens e para a rodada dos cabeças-de-chave o também paulista Junior Faria e o surfista de Fernando de Noronha, Patrick Tamberg.

 

Já a ASP South America indicou o paulista Miguel Pupo para a fase dos 144 competidores e, para estrear direto no round 96 junto com as principais estrelas do Hang Loose Pro Contest 2008, o catarinense Marco Polo e o cearense Dunga Neto. 

 

?O critério utilizado para definir os wild cards da ASP South America é técnico, pelo desempenho dos surfistas da nossa região no circuito mundial?, destaca Roberto Perdigão, diretor-regional da ASP na América do Sul.

 

?É uma chance para aqueles que tiveram uma boa colocação no ranking do ano passado, mas que acabam ficando de fora das fases mais avançadas. Sempre por ordem de ranking e por critério técnico. As exceções poderão haver, mas serão apenas em casos extremos?, complementou Perdigão.

 

A 23ª. edição do Hang Loose Pro Contest tem patrocínio exclusivo da Hang Loose, co-patrocínio da REEF, Supatech Tecidos, Brisbane e Santa Inês e conta com a importante parceria do Governo do Estado de Pernambuco e Administração de Fernando de Noronha, além do apoio da Gráfica Formag’s, Revista Fluir, site Waves.Terra e das lojas de surfe Star Point, Uluwatu, Central Surf, Overboard, Bleat, Hot Water, Sthill, KYW, WQSurf, 900 Graus, Bali Surf Shop, Surf X-Press, Star Surf, Pro Esporte, Tchuk Thones e Surfstore.

 

O evento homologado pela ASP South America tem apoio da Federação Pernambucana de Surf e Associação Nordestina de Surf (ANS).

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    A primeira chamada para etapa do Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece neste sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado. Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Em inglês: Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) x Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) x Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) x Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) x Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) x Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) x Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) x João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) x Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) x Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) x Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) x Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) x Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC)

    Próxima chamada neste domingo (9) às 14h (Brasília). Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates em tempo real no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe volta ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, conhecida pelas ondas fortes e rápidas, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. Em cinco anos, o circuito já realizou 21 etapas, recebeu mais de duas mil inscrições e contou com mais de 700 atletas únicos de 15 nacionalidades, consolidando-se como a principal plataforma de desenvolvimento e revelação de talentos do surfe profissional na América do Sul.  Após abrir a temporada em Imbituba (SC), o Circuito passou por Ubatuba (SP) e agora chega ao Nordeste dando sequência à corrida por vagas no Challenger Series, divisão de acesso ao CT. A expectativa é reunir alguns dos principais surfistas e promessas da América do Sul em disputas de alto nível técnico nas ondas da Praia de Miami. O Rio Grande do Norte ocupa um lugar importante na história da modalidade. O estado revelou nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do CT, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones, Israel Junior e Mateus Sena. Além das disputas dentro d’água, a etapa contará também com uma programação gratuita ao público, com ativações, experiências e ações voltadas à conexão com os fãs, atletas e universo do surfe. Natal também marcou a história do evento ao ser a primeira cidade a receber a bateria especial do Festival Tamo Junto BB, em 2024, que reuniu atletas, ex-atletas e integrantes do Squad BB, como Italo Ferreira, Bob Burnquist, Tainá Hinckel, Isaquias Queiroz, Augusto Akio, Daniela Vitória, Rony Gomes e Fernando Araujo. A etapa também impulsiona o turismo e a economia local ao transformar a Praia de Miami em um ponto de encontro para atletas, equipes, profissionais da indústria, fãs e visitantes de diferentes regiões do país. Durante os dias de competição, o evento movimenta a rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio e demais serviços da capital potiguar, reforçando Natal como um dos principais destinos do surfe brasileiro. “O Banco do Brasil acredita no poder de transformação social e econômica do esporte. O Circuito BB de Surfe cumpre o papel de abrir portas do cenário internacional para os talentos da nova geração, bem como democratiza o acesso ao esporte por meio de ativações gratuitas e promove a conscientização ambiental com as ações de preservação. Investir no surfe é reforçar o compromisso do Banco em valorizar e impulsionar o futuro do esporte brasileiro”, destaca Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do BB. A etapa de Natal distribuirá uma premiação total de US$60 mil, além de 4.000 pontos no ranking da WSL South America.  A disputa também será decisiva para a classificação da temporada 2026/27 da WSL South America. No feminino, Sophia Medina chega à etapa na liderança do ranking após conquistar as duas primeiras etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Imbituba (QS 6.000), em março, e Ubatuba (QS 4.000), em maio. No masculino, a corrida pela liderança também promete equilíbrio, com Luan Wood liderando o ranking, com 6.532 pontos, seguido por Heitor Mueller, com 5.728, e Jadson André, com 5.560.  “O Rio Grande do Norte faz parte da identidade do surfe brasileiro. É um estado que revelou alguns dos maiores atletas da história da modalidade e continua formando novos talentos todos os anos. Voltar a Natal com o Circuito Banco do Brasil de Surfe significa fortalecer esse legado, criar novas oportunidades para a próxima geração e aproximar ainda mais o esporte da população. É exatamente esse o propósito da WSL ao construir um calendário que percorre diferentes regiões do Brasil”, comenta Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina. O evento também mantém iniciativas de sustentabilidade por meio do programa WSL One Ocean, além do WSL Novas Ondas, projeto que aproxima a comunidade local dos atletas profissionais por meio de atividades educativas e experiências dentro do mar. Nesta temporada, o Circuito Banco do Brasil de Surfe passou a dar visibilidade a organizações e projetos dedicados à preservação da fauna local, tendo como símbolo um animal característico de cada destino do calendário. Em Natal, o animal-símbolo será o golfinho-rotador, mas a ação iniciou-se em Imbituba (SC), que destacou a baleia-franca-austral em parceria com o Instituto Australis. Já em Ubatuba (SP), o animal-símbolo foi a tartaruga-marinha, com ações desenvolvidas ao lado da Fundação Projeto Tamar voltadas à educação ambiental e à conservação da espécie.  O Circuito Banco do Brasil de Surfe é reconhecido como porta de entrada internacional do QS e principal funil rumo ao Challenger Series. No ciclo total entre 2022 e 2028, estão previstas 33 etapas, sendo 18 realizadas entre 2022 e 2025 e outras 15 programadas até 2028, um crescimento de 54% no número de eventos. Ao longo desse percurso, o circuito já passou por nove estados brasileiros, fortalecendo polos formadores de talentos.

    Etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe acontece entre 7 e 9 de agosto na Praia de Miami (RN), em disputas válidas pelo Qualifying Series (QS) 4.000 e pela corrida por vagas no Challenger Series.