Grande incentivador do surf na Paraíba, Francisco Padilha, o Chico Padilha, foi um dos primeiros colaboradores do site Waves.
Em 2002, Padilha apontou uma menina de 12 anos moradora da Baía da Traição (PB) como uma futura promessa do surf brasileiro.
Diana Cristina, a Tininha, cresceu e agora com 19 anos acaba de vencer pela terceira vez consecutiva a Seletiva Petrobras de Surfe Feminino.
No texto abaixo, Padilha faz um desabafo sobre a situação da atleta, que atualmente está sem patrocínio.
Tininha, sem patrocínio, equilibra o jogo com as demais. Mas
isso é bom para as adversárias brasileiras?
Ano de 2009, Carissa Moore dropa a onda com estilo, cava na
base e rola o tubo. A pequena havaiana garante a única nota 10 da seletiva para o Mundial Pro Junior realizada em Sunset Beach, Hawaii.
Em novembro de 2004, Carissa foi precocemente ao Tahiti para disputar a segunda edição do ISA World Júnior.
De lá para cá, a havaiana foi a surfista que mais evoluiu, até mesmo em relação à outra talentosa atleta que conheceu na mesma competição, Diana Cristina, a Tininha.
Na época Tininha era designada pelo então técnico do Brasil, Marcos Conde, como a arma secreta do time brasileiro.
Hoje em dia, nota-se que pequenas surfistas, garotas com idade Infantil, como Sandra Maria, e outras tantas, não hesitam em colocar Tininha como referência para o estágio que almejam atingir.
Já outras, tidas “mais experientes” e dentro do humano espírito individualista das competições, resistem e acabam não ajudando Tininha a sair do estágio de estagnação. Essa resistência a impede hoje de ser considerada uma nova Silvana Lima, também nascida fora da rica região Sudeste, para onde migraram em demonstração de profissionalismo.
No início deste ano, um colunista da ESPN Brasil falou que Tininha era uma adversária que tinha tudo para entrar na disputa do título Brasileiro do SuperSurf. Talvez o que ele não imaginasse, era que ela chegou neste ano, sem patrocínio, e dependendo de si mesmo para ser campeã.
Ah, aqui vai uma dica para o marketing no Brasil das bebidas energéticas: procurem saber quanto a Red Bull, coadjuvada por uma marca de surfwear, paga a Carissa Moore mensalmente.
Um técnico nota vinte me contou quanto é, foi neste ano, nas areias da Cacimba do Padre (PE). Fiquei imaginando se Carissa não deveria estar ali, para pegar um daqueles tubos cristalinos de merecidas notas dez a muitos brasileiros no WQS.
Vale o registro que Tininha tornou-se bicampeã quarta-feira do Sul-Americano Sub-20 Feminino, e ganhou pelo terceiro ano consecutivo à divisão de acesso feminino que já foi vencida anos antes por surfistas que representam o talento brasileiro, como a atual tetra-campeã da Abrasp (Associação Brasileira de Surfistas Profissionais) Tita Tavares e a também cearense Silvana Lima.
Quem sabe no futuro, já campeã mundial do ASP Tour, que Tininha, com talento para integrar em alguns (poucos) anos, esteja patrocinada.
Leia mais
Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.
0 comentários
Seja o primeiro a comentar.
Carregando comentários…