Qualifying Series

Joshua Moniz vence no Caribe

Peruano Miguel Tudela nas direitas de Basse Point (Foto: Poullenot / WSL)

Peruano Miguel Tudela nas direitas de Basse Point (Foto: Poullenot / WSL)

O peruano Miguel Tudela, 20 anos, representou a América do Sul no último dia do QS 3000 Martinique Surf Pro, encerrado no sábado de ótimas ondas em Basque Point, na ilha francesa Martinica. Ele perdeu por menos de meio ponto a disputa pela primeira vaga na final para o sul-africano Michael February, 21 anos, que também por pouco a decisão do título para o havaiano Joshua Moniz, 18 anos. Com os 3.000 pontos da vitória, o campeão saltou da 160.a para a 14.a posição no ranking do World Surf League Qualifying Series, enquanto o peruano Miguel Tudela subiu da 56.a para a 19.a com os 1.680 pontos do terceiro lugar no Caribe.

As três baterias do sábado foram decididas nas últimas ondas surfadas pelos competidores. Na final, o havaiano Joshua Moniz começou muito bem com nota 9,07 e ainda surfou mais duas ondas de forma incrível para receber notas 8,87 e 8,03. O sul-africano Michael February não teve um bom início, mas no final foi pegando uma onda boa atrás da outra e chegou perto da vitória com as notas 8,57 e 7,53 das suas últimas apresentações na Ilha Martinica. O placar ficou em 17,94 a 16,10 pontos e Joshua Moniz levou o prêmio máximo de 16.000 dólares e os 3.000 pontos no ranking, com Michael February  ganhando 10.000 dólares e 2.250 pontos pelo vice-campeonato, subindo do 77.o para o 16.o lugar no WSL Qualifying Series.

Nas semifinais, os resultados foram ainda mais apertados. O peruano Miguel Tudela perdeu por 18 décimos de diferença, somando notas 7,50 e 7,13 contra 6,93 e 7,87 da última onda do sul-africano Michael February que acabou garantindo a vitória por 14,80 a 14,63 pontos. A segunda batalha por vaga na final foi mais eletrizante. O havaiano Joshua Moniz começou numa ótima onda que valeu nota 9,33 e liderou toda a bateria com o 7,77 da sua quinta onda. Mas o australiano Cooper Chapman reagiu no final em duas grandes apresentações para somar notas 8,43 e 9,03 e venceria se o havaiano não fechasse sua participação com outra onda excelente nota 8,47 para garantir a pequena vantagem de 17,80 a 17,46 pontos.

O resultado do QS 3000 Martinique Surf Pro não alterou nenhum nome na lista dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para a elite dos top-34 da World Surf League. Mas, dois melhoraram suas posições, o brasileiro Ian Gouveia que subiu da sexta para a quarta colocação e o norte-americano Evan Geiselman, que saiu da rabeira do G-10 para o sétimo lugar. Além do pernambucano Ian Gouveia, mais três brasileiros estão na zona de classificação para a divisão de elite, o catarinense Alejo Muniz em segundo no ranking liderado pelo norte-americano Kolohe Andino, o carioca Pedro Henrique em oitavo e o paulista Deivid Silva em nono lugar.

MAIORIA BRASILEIRA – Alejo, Pedro e Deivid não foram competir no Martinique Surf Pro, mas o Brasil era maioria na lista dos 102 surfistas de 23 países que participaram da primeira etapa do Circuito Mundial de Surf Profissional no Caribe. Eram vinte brasileiros, contra dezenove norte-americanos, sem contar os doze representantes do Havaí. A França compareceu com 11 atletas e a lista dos países segue com a África do Sul (5 surfistas), Espanha (5), ilhas Martinica (4) e Guadalupe (5), Japão (3), Peru (3), Austrália (2), Porto Rico (2), Barbardos (2), São Bartolomeu (2), Argentina (1), Chile (1), Venezuela (1), Inglaterra (1), Costa Rica (1), Taiti (1) e Ilha Reunião (1).

O campeão Joshua Moniz e Michael February (Foto: Poullenot / WSL)

O campeão Joshua Moniz e Michael February (Foto: Poullenot / WSL)

Apesar da maior quantidade de participantes, nenhum brasileiro conseguiu passar para o último dia do QS 3000 Martinique Surf Pro na sexta-feira em Basse Point. Quem chegou mais perto da classificação foi o paulista Thiago Camarão, que foi derrotado numa das melhores baterias do campeonato, encerrada em 17,73 a 17,14 pontos a favor do australiano Cooper Chapman. Era a terceira quarta de final seguida com um surfista da América do Sul disputando vaga para o sábado decisivo. Na primeira, o peruano Miguel Tudela superou o havaiano Kiron Jabour por 16,33 a 13,37, mas na seguinte o venezuelano Francisco Bellorin, que vinha se destacando com boas apresentações, foi barrado pelo sul-africano Michael February por 17,17 a 15,06 pontos. Os dois terminaram em quinto lugar no Caribe e marcaram 1.260 pontos no ranking.

PRÓXIMAS ETAPAS – Agora vêm as duas primeiras etapas com status máximo QS 10.000 da temporada nas próximas semanas, que podem modificar bastante o ranking do WSL Qualifying Series. A primeira é nos Estados Unidos, com o Oakley Lowers Pro começando na terça-feira em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia. Depois, as atenções voltam se para o Brasil, com o Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade também valendo 10.000 pontos na Praia de Itaúna, nos dias 4 a 10 de maio em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, antecedendo a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, o Oi Rio Pro, cujo prazo começa no dia 11 e vai até 22 de maio no Postinho da Barra da Tijuca.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 – 8 etapas:

1.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.260 pontos

2.o: Alejo Muniz (BRA) – 7.550

3.o: Jack Freestone (AUS) – 6.050

4.o: Ian Gouveia (BRA) – 5.030

5.o: Mateia Hiquily (TAH) – 4.920

6.o: Stu Kennedy (AUS) – 4.595

7.o: Evan Geiselman (EUA) – 4.265

8.o: Pedro Henrique (BRA) – 4.160

9.o: Deivid Silva (BRA) – 3.960

10.o: Ryan Callinan (AUS) – 3.950

próximos sul-americanos até 100:

12: Jessé Mendes (BRA) – 3.650 pontos

17: Michael Rodrigues (BRA) – 3.380

19: Miguel Tudela (PER) – 3.110

20: Luel Felipe (BRA) – 3.030

31: Thiago Camarão (BRA) – 2.530

33: Hizunomê Bettero (BRA) – 2.490

38: Lucas Silveira (BRA) – 2.245

42: Jean da Silva (BRA) – 2.060

43: Alan Donato (BRA) – 2.040

46: Victor Bernardo (BRA) – 1.955

47: Willian Cardoso (BRA) – 1.950

49: Rafael Teixeira (BRA) – 1.930

53: Caio Ibelli (BRA) – 1.750

60: Leandro Usuna (ARG) – 1.620

67: Robson Santos (BRA) – 1.500

68: Matheus Navarro (BRA) – 1.460

71: Marco Giorgi (URU) – 1.430

72: Alex Ribeiro (BRA) – 1.420

76: David do Carmo (BRA) – 1.400

83: Santiago Muniz (ARG) – 1.265

84: Francisco Bellorin (VEN) – 1.260

89: Thiago Guimarães (BRA) – 1.200

93: Halley Batista (BRA) – 1.150

97: Tomas Hermes (BRA) – 1.100

FINAL DO QS 30000 MARTINIQUE SURF PRO NO CARIBE:

Campeão: Joshua Moniz (HAV) por 17,94 pontos (9,07+8,87) – US$ 16.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Michael February (AFR) com 16,10 (8,57+7,53) – US$ 10.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 4.500 e 1.680 pontos:

1.a: Michael February (AFR)14.80 x 14.63 Miguel Tudela (PER)

2.a: Joshua Moniz (HAV)17.80 x 17.46 Cooper Chapman (AUS)

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com US$ 2.500 de prêmio e 1.260 pontos:

1.a: Miguel Tudela (PER) 16.33 x 13.37 Kiron Jabour (HAV)

2.a: Michael February (AFR) 17.17 x 15.06 Francisco Bellorin (VEN)

3.a: Cooper Chapman (AUS) 17.73 x 17.14 Thiago Camarão (BRA)

4.a: Joshua Moniz (HAV) 17.27 x 10.50 Beyrick De Vries (AFR)

QUINTA FASE – Round of 16 – 1.o e 2.o=Quartas de Final / 3.o=9.o lugar (US$ 1.750 e 900 pts) / 4.o=13.o (US$ 1.500 e 840 pts):

1.a: 1-Miguel Tudela (PER)=14.36, 2-Michael February (AFR)=12.06, 3-Thiago Guimarães (BRA)=10.70, 4-Reo Inaba (JPN)=10.56

2.a: 1-Francisco Bellorin (VEN)=16.86, 2-Kiron Jabour (HAV)=15.83, 3-Luel Felipe (BRA)=12.54, 4-Dylan Lightfoot (AFR)=7.66

3.a: 1-Cooper Chapman (AUS)=16.90, 2-Joshua Moniz (HAV)=14.90, 3-Hodei Collazo (ESP)=14.50, 4-Ian Gouveia (BRA)=14.50

4.a: 1-Beyrick De Vries (AFR)=18.67, 2-Thiago Camarão (BRA)=17.16, 3-Dale Staples (AFR)=16.10, 4-Hiroto Arai (JPN)=14.16

RESULTADOS DOS SUL-AMERICANOS NAS PRIMEIRAS FASES DO QS 3000 DO CARIBE:

QUARTA FASE – Round of 32 – 3.o=17.o lugar (US$ 1.250 e 600 pts) / 4.o=25.o lugar (US$ 1.000 e 555 pts):

1.a: 1-Michael February (AFR), 2-Francisco Bellorin (VEN), 3-Alan Donato (BRA), 4-Evan Geiselman (EUA)

2.a: 1-Miguel Tudela (PER), 2-Dylan Lightfoot (AFR), 3-Dimitri Ouvre (BLM), 4-Renato Galvão  (BRA)

3.a: 1-Luel Felipe (BRA), 2-Reo Inaba (JPN), 3-Michael Dunphy (EUA), 4-Griffin Colapinto (EUA)

4.a: 1-Kiron Jabour (HAV), 2-Thiago Guimarães (BRA), 3-Leandro Usuna (ARG), 4-Paulo Moura (BRA)

5.a: 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Hiroto Arai (JPN), 3-Cory Arrambide (EUA), 4-Timothee Bisso (GLP)

6.a: 1-Hodei Collazo (ESP), 2-Thiago Camarão (BRA), 3-Ian Gentil (HAV), 4-Andy Criere (FRA)

8.a: 1-Beyrick De Vries (AFR), 2-Cooper Chapman (AUS), 3-Steven Pierson (TAH), 4-Victor Bernardo (BRA)

TERCEIRA FASE – Round of 64– 3.o=33.o lugar (US$ 800 e 360 pts) / 4.o=49.o lugar (US$ 700 e 330 pts):

1.a: 1-Francisco Bellorin (VEN), 2-Dimitri Ouvre (BLM), 3-Lucas Silveira (BRA), 4-Noah Schweizer (EUA)

2.a: 1-Michael February (AFR), 2-Renato Galvão (BRA), 3-Adrien Toyon (FRA), 4-Manuel Selman (CHL)

3.a: 1-Miguel Tudela (PER), 2-Alan Donato (BRA), 3-Matheus Navarro (BRA), 4-Tomas King (CRI)

4.a: 1-Dylan Lightfoot (AFR), 2-Evan Geiselman (EUA), 3-Tristan Guilbaud (FRA), 4-Cainã Barletta (BRA)

5.a: 1-Luel Felipe (BRA), 2-Paulo Moura (BRA), 3-Kona Oliveira (HAV), 4-Halley Batista (BRA)

7.a: 1-Leandro Usuna (ARG), 2-Griffin Colapinto (EUA), 3-Brian Toth (PRI), 4-Yago Dora (BRA)

8.a: 1-Thiago Guimarães (BRA), 2-Michael Dunphy (EUA), 3-Louca Jourdan (MTQ), 4-Weslley Dantas (BRA)

9.a: 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Andy Criere (FRA), 3-Tom Cloarec (FRA), 4-Jerry Schaefer (MTQ)

12: 1-Thiago Guimarães (BRA), 2-Timothee Bisso (GLP), 3-Paul Cesar Distinguin (FRA), 4-Slade Prestwich (AFR)

14: 1-Jake Halstead (EUA), 2-Steven Pierson (TAH), 3-Rafael Teixeira (BRA), 4-Tomas Tudela (PER)

15: 1-Victor Bernardo (BRA), 2-Dale Staples (AFR), 3-Derek Peters (EUA), 4-Nomme Mignot (FRA)

SEGUNDA FASE – Round of 96 – 3.o=65.o lugar (210 pontos) / 4.o=81.o lugar (180 pontos):

1.a: 1-Dimitri Ouvre (BLM), 2-Manuel Selman (CHL), 3-Luan Wood (BRA), 4-Lucca Saldivar (PER)

2.a: 1-Renato Galvão (BRA), 2-Noah Schweizer (EUA), 3-Reubyn Ash (ING), 4-Johnny Noris (EUA)

3.a: 1-Alan Donato (BRA), 2-Cainã Barletta (BRA), 3-Jorgann Couzinet (REU), 4-Eala Stewart (HAV)

5.a: 1-Paulo Moura (BRA), 2-Taylor Clark (EUA), 3-Gatien Delahaye (GLP), 4-Wesley Leite (BRA)

7.a: 1-Griffin Colapinto (EUA), 2-Weslley Dantas (BRA), 3-Chris Foster (HAV), w.o-Oney Anwar (IDN)

8.a: 1-Thiago Guimarães (BRA), 2-Yago Dora (BRA), 3-Bruce Mackie (EUA), 4-Phillippe Chagas (BRA)

9.a: 1-Tom Cloarec (FRA), 2-Nelson Cloarec (FRA), 3-Tales Araujo (BRA), 4-Joao Marco Maffini (HAV)

13: 1-Killian Garland (EUA), 2-Tomas Tudela (PER), 3-Kekoa Cazimero (HAV), 4-Adam Auffay (MTQ)

14: 1-Rafael Teixeira (BRA), 2-Ulualoha Napeahi (HAV), 3-Jacob Szekely (EUA), 4-Charly Quivront (FRA)

PRIMEIRA FASE – Round of 112 – 3.o=97.o lugar (60 pontos) / 4.o=105.o lugar (53 pontos):

3.a: 1-Wesley Leite (BRA), 2-Brandon Todd (EUA), 3-Nicolas Chalonec (MTQ)

4.a: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Phillippe Chagas (BRA), 3-Oliver Kurtz (EUA)

5.a: 1-Tales Araujo (BRA), 2-Balaram Stack (EUA), 3-Dane MacKie (BRB)

6.a: 1-Enzo Cavallini (GLP), 2-Colt Ward (EUA), 3-Jeronimo Vargas (BRA), 4-Thomas Doumenjou (FRA)

7.a: 1-Tomas Tudela (PER), 2-Ulualoha Napeahi (HAV), 3-Nanook Vallerin (BLM)

PRÓXIMAS ETAPAS DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES NO PRIMEIRO SEMESTRE:

9.a: Abr 28-02 – QS 10000 Lowers Pro em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA)

10: Mai 04-10 – QS 10000 Quiksilver Saquarema Prime na Praia de Itaúna, Saquarema-RJ (BRA)

11: Jun 15-21 – QS 6000 Los Cabos Open of Surf em Zippers Beach, San Jose del Cabo (MEX)

12: Jun 29-05 – QS 10000 Ballito Pro em Willard´s Beach, Ballito, KwaZulu-Natal (AFR)

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    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.