Legends invadem Maldivas

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Boas-vindas balinesas

Marco Giorgi, Alex Chacon, 2012, Bali, Indonésia, Jay Buttons, Loïc Wirth, Canggu

SUP crossing: Alex Araujo rema 52Km “non-stop” e estabelece novo recorde

Alex Araujo rema 52Km “non-stop” e estabelece novo recorde. Foto: Arquivo pessoal Vice-campeão brasileiro em 2011, Alexander Araujo acrescentou, no último domingo, mais uma façanha ao seu respeitável currículo no stand up paddle. Remando cerca de 52Km, partindo da cidade cearense de Iguape à capital do estado, Fortaleza, Alex completou, remando em um SUP, a maior distância contínua de que se tem notícia no Brasil. Claro que não perdemos essa oportunidade e fomos conversar com ele para saber mais sobre esse feito e se ele tem planos de investir nas travessias. Confira a entrevista abaixo. SUPCLUB – Como surgiu a ideia de fazer essa travessia e como foi a sua preparação? Alex – Esta travessia já era uma meta traçada e venho estudando há muito tempo as condições e rotas para realizá-la. Neste domingo consegui finalmente concluir meu objetivo. Venho treinando forte nestes últimos meses, tenho remado mais de 500 km por mês para me preparar para as provas do Hawaii e para as etapas do circuito Brasileiro. SUPCLUB – Porque você escolheu esse trajeto/direção? Alex – Na realidade, o que mais me atraiu em fazer esta travessia foi o visual, pois atravessei várias praias lindas e praticamente um bom pedaço do litoral leste do Ceará. SUPCLUB – Você contou com equipe de apoio (em terra e/ou no mar)? Alex – Este foi o problema. Estava tudo fechado com o grupo de apoio e quando chegou o sábado, às 21h00, o pessoal me ligou desmarcando devido às condições do mar e do vento estarem bem difíceis. Até mesmo o nosso fotografo não quis encarar o tranco. Estava decidido a fazer o trajeto sozinho, mas felizmente o Eloy (de Souza) que é o campeão de travessias de jangada aqui da região topou ir comigo e me acompanhar. Fora isso, não tive nenhum tipo de apoio. Nem no mar, nem na terra. Levei três Gatorades na minha mochila de hidratação, dois litros de água e duas bananas. Estes foram meus apoios! (risos) Trajeto percorrido por Alex. Imagem: Google Earth SUPCLUB – Qual foi a maior dificuldade encontrada durante a travessia? Alex – Realmente a maior dificuldade foi remar com vento lateral e ondulação lateral praticamente o trajeto todo. Eu calculei 44 Km até Fortaleza, mas por ter que remar sempre mar a dentro,  orçando a todo momento, fiz 8 km a mais do que o previsto. Outro fator que pesou muito foi a condição difícil do mar nesta região, esta travessia é muito perigosa e realmente não é tarefa fácil, vou me preparar mais se tiver que voltar fazer este percurso. SUPCLUB – Você é atleta profissional de SUP race e está acostumado a distâncias menores. Poderia traçar um paralelo entre esses trajetos? Quais são as diferenças marcantes entre uma race, que em média tem um trajeto de 12 Km, para uma travessia de longa distância como essa? Alex – Hoje nosso circuito já esta se preparando para provas de maior distancia, exemplo foram as provas do Rio de Janeiro e Ilhabela que foram de 14 km, e isso obriga todos os atletas a estarem preparados para provas cada vez mais longas. As diferenças entre fazer uma prova de 12 Km é que você pode dar 100% de explosão e remar focado na linha de chegada, mas em uma travessia desta magnitude, o fator psicológico pesa muito mais que o fator físico, pois você se coloca à prova em diversas situações. Saber dosar a força com a vontade de chegar é um dos grandes desafios. SUPCLUB – Na sua opinião, o que é preciso para realizar uma travessia dessa magnitude (em termos de preparação física e equipamentos)? Alex – Para se realizar uma travessia desta magnitude, primeiro você deve se sentir psicologicamente preparado para o desafio, pois este fator com certeza é que mais pesa em uma situação de se colocar à prova. A preparação física também é muito importante, pois você tem que saber seus limites, pois sem se conhecer não é possível realizar uma travessia deste porte. Nesta travessia usei minha Candice Bark 12’6” e, com certeza, se tivesse com uma prancha 14 ou 16 pés a travessia teria sido mais tranquila, pois certamente teria feito este trajeto em menos tempo. Mas minha meta era fazer com esta prancha, para poder colher informações sobre como o equipamento iria se comportar em uma condição como a que enfrentei. Alex competindo no Mundial de SUP da ISA, quando representou o Brasil na categoria race. Foto: ISA/ Marotta SUPCLUB – Há poucos casos de longas travessias contínuas de SUP realizadas em mar aberto no Brasil. Em 2009, o Alessandro Matero e o Vitor Marçal remaram 47 Km, da Laje de Santos  à cidade de Santos e, em abril desse ano, a Roberta Borsari remou cerca de 40 Km, de Barra do Sahi à Ilha de Alcatrazes (clique aqui). Agora, você remou 52 Km e esse é possivelmente o recorde de distância percorrida no Brasil. Qual a sensação? Alex – Sei que existem remadores que já percorreram grandes distâncias remando de SUP no Brasil, mas não conheço ninguém que fez uma remada tão longa, sem parar, em solo brasileiro. Este meu projeto era para ser somente um desafio pessoal e teve uma repercussão bem grande. Postei algumas fotos no meu perfil do Facebook, divulgando o feito e muita gente comentou me parabenizando. A sensação é ótima! Fiquei muito contente com isso e espero que possamos criar novas possibilidades para todos os remadores no Brasil, pois correr o circuito Brasileiro e provas é legal, mas a sensação de liberdade que é poder fazer uma travessia sem se preocupar com o resultado e pódio realmente é muito prazerosa. SUPCLUB – Tem planos para realizar novas travessias? Alex – Com certeza. Já tenho traçado no mapa outros trajetos e até o final do ano vem mais novidade. Agora quero me focar para as provas do Hawaii, o Batte of The Paddle e o Catalina SUP Challenge, além das provas do Circuito Brasileiro. SUPCLUB – Você conta com algum patrocínio

Bino é 10 no Chile

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