Coluna do Bob: Vhull ? 1,34 x ?LWL x 1,852

Por Bob de Araujo (*) Julinho Tedesco na Prainha durante do swell do dia das mães Foto: Carol Freitas ISONOMIA. Do grego iso (igual) + nômos (leis). Juridicamente, significa que todos são iguais perante a Lei. Esse princípio visa garantir que todos serão tratados de forma igual. E em que consiste esse tal de “tratamento igual”? Significa, em última instância, tratar igualmente os iguais; e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades. Esse introito foi apenas para defender o meu ponto de vista sobre a democratização do SUP. O SUP começa a se popularizar por aqui, mas ainda não é suficientemente grande de forma a permitir que tenhamos em um evento várias categorias, separadas por tamanho de prancha e idade entre os atletas, como é o Battle of the Paddle. Esse foi o desafio do Waterchallenge II: – Como reunir o maior número de pessoas dentro de uma mesma categoria e dar tratamento igual a cada uma dela? Durante quase um ano, fiquei de fora – ou fui desclassificado – das competições que participei porque a minha prancha era 14’ e o tamanho limite, nas provas aqui no Brasil, era 12’6. Em homenagem ao mestre Julinho Tedesco, o Waterchallenge II tinha esse desafio pela frente: não excluir ninguém. Centro Técnico do Waterchallenge II. Foto: RajaBRA Largada da divisão ELITE. Foto: Raja BRA Pois bem, eu não tenho a fórmula mágica para conseguir esse feito… Mas, após a conclusão do evento, talvez a gente possa dizer que conseguimos dar um tratamento desigual ao desiguais, na medida de suas desigualdades. Falando em fórmula mágica: Vhull ? 1,34 x ?LWL x 1,852 Essa fórmula está longe de ser mágica, mas foi o conceito que adotei para o buscar o tratamento de igualdade entre os participantes. Aqueles do meio náutico já ouviram falar de velocidade de casco. Quando um casco deslocante se move, a água é empurrada para os lados e para frente, formando uma onda na proa da embarcação, que limita a sua velocidade final. Cientificamente, essa limitação é expressa por: Vhull ? 1,34 x ?LWL x 1,852. Não vou entrar no mérito se esse conceito está ou não superado pela mais modernas leis da engenharia naval. Mas é certo que ele é aplicado ainda hoje. O que eu observei nos melhores remadores de Stand Up Paddle é que eles conseguem passar dessa velocidade limite de casco (hull speed) mas é muito difícil manter-se o tempo todo acima dela porque o esforço é quase super-humano. Quem quiser pode testar isso de forma prática: segundo aquela expressão, a velocidade de casco de uma 12’6 é 8,77 km/h; na 14’ são 9,29km/h. Teoricamente, segundo aquela expressão, uma 14’ seria 5,83% mais rápida que uma 12’6. Na prática os resultados que observei nos testes que fiz estão bem próximos dessa consideração, ou seja, uma 14’ do Joe Bark está dentro dessa faixa de ser 6% mais rápida que a 12’6 dele. Esse, então, foi o conceito que adotei para as largadas de RACE durante o Waterchallenge II. Vou usar como exemplo a categoria FEMININO: tínhamos atletas com pranchas desde 9’ até 12’6. Em qualquer outra competição, a primeira coisa que iria acontecer seria impedir a participante com a prancha 12’6 de competir contra as demais porque seria injusto, já que a 12’6 entraria no segmento de pranchas RACE e as demais estariam na FUN RACE. Mesmo dentro do segmento FUN RACE, não vejo nenhuma igualdade entre uma atleta com uma prancha de 9’ contra uma de 11’. Largada da Categoria FEMININO com handicap para as pranchas até 10′. Foto RajaBRA Pois bem, traduzindo em termos práticos, o percurso do Waterchallenge II FEMININO era de exatos 4km. Isso significou, através da expressão de velocidade de casco, que a largada seria da seguinte forma: Pranchas até 9’ – largariam com o início do cronometro Pranchas até 10’ – largariam com 01:57 após o início Pranchas até 11’ – largariam com 03:37 após o início Pranchas até 12’ – largariam com 05:02 após o início Pranchas até 12’6 – largariam com 06:50 após o início Os bons observadores já notaram que existe uma grande diferença no tempo acima entre o tamanho 12’6 e o 12’. Aqui é que entra a minha interpretação da fórmula, já que para o seu cálculo é necessário saber a linha d’água do SUP. Então, o que eu considerei foi o seguinte: as pranchas RACE tem um bico corta água, ou seja, a linha d’água dessa prancha é exatamente o comprimento da prancha já que tanto o bico quanto a rabeta estão dentro d’água. As pranchas de FUN RACE, por sua vez, apresentam uma linha d’água menor que o comprimento da prancha na medida em que o bico está fora d’água. Para compensar isso, eu arbitrei que a linha d’água das FUN RACEs era 1’ menor que o tamanho real da prancha. Me pareceu justo, mas estou aberto a debater esse tema. Enfim, vamos aos resultados práticos. A categoria FEMININO fechou com os seguintes tempos: 1º – Karol Knopf –        0:49:02 (prancha FUN até 10’) 2º – Carol Freitas –       0:53:09 (prancha FUN até 10’) 3º – Angela Bauer –      0:53:42 (prancha FUN até 9’) 4º – Kolontai –              0:56:02 (prancha FUN até 10’) 5º – Daniela Gatti –       1:02:59 (prancha RACE até 12’6) 6º – Solange Andrade          – 1:08:20 (prancha FUN até 11’) Sem o handicap (acréscimo de tempo) dado às atletas para a largada, o resultado assim seria: 1º – Karol Knopf –       0:47:05 (remando) + 00:01:57 (handicap) = 0:49:02 (tempo final) 2º – Carol Freitas –      0:51:12 (remando) + 00:01:57 (handicap) = 0:53:09 (tempo final) 3º – Angela Bauer –     0:53:42 (remando) + 00:00:00 (handicap) = 0:53:42 (tempo final) 4º – Kolontai –             0:54:05 (remando) + 00:01:57 (handicap) = 0:56:02 (tempo final) 5º – Daniela Gatti –      0:56:09 (remando) + 00:06:50 (handicap) = 1:02:59 (tempo final) 6º – Solange Andrade           1:04:43 (remando) + 00:03:37 (handicap) = 1:08:20 (tempo final) Coincidentemente,

Visão e atitude

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SUP’n Sampa – Remando sem sair da capital paulista

Luciano Meneghello e Marcelo Lins remam na Guarapiranga, santuário do SUP na capital paulista. Foto: Julinha/SupClub Equipe do SUPCLUB visita a represa de Guarapiranga a convite de Paulo Gatti e se surpreende com a paisagem, em plena capital paulista. Por Luciano Meneghello / Redação SUPCLUB Na última semana o SUPCLUB foi convidado pelo experiente remador Paulo Guatti, para conhecer um pouco mais da represa e testar alguns modelos de pranchas de SUP que ele está trazendo para o Brasil. No comando da “Borahlah”, loja direcionada ao lifestlyle outdoor, localizada no coração da represa de Guarapiranga, nas dependências do Yath Club Paulista, Gatti, está determinado a fomentar o esporte na capital paulista. Educador físico e dono de uma respeitável bagagem em esportes outdoor, acumulando títulos no skate, voo livre, triathlon e canoagem havaiana, modalidade na qual foi campeão brasileiro de OC1 e é um entusiasta, tendo realizado uma série de ações em prol do esporte que vão desde a formação de equipes, participação em eventos internacionais (campeão Master da 14ª Napali Challenge, no Havaí) e intercâmbios com artesãos havaianos.  E, mais recentemente, como acontece a vários remadores de canoa havaiana, foi “fisgado” pelo SUP. A ponto de dedicar parte de seu tempo a treinar uma equipe de atletas para provas de race formada por Marcelo Lins, Marinho Cavaco e Andressa Saboya. Tendo como pano de fundo a represa, seu objetivo é fortalecer sua equipe e fomentar o esporte na região, cujo potencial para o SUP é enorme. Escolhendo os foguetes na sede do YCP. Foto: Julinha/SupClub Chegamos à sede da Boralah por volta das 10h. Fomos acompanhados do remador profissional Marcelo Lins e de sua namorada, Aline. Gatti, já nos aguardava com um quiver de pranchas e remos de fazer inveja, e nos chamou a atenção as pranchas de race da marca Riviera, principalmente os modelos “Ron House” e “404” (usada atualmente por Danny Ching), pranchas feitas através de uma tecnologia revolucionária, inspirada na fabricação de canoas outrigger, que permite à prancha ser ao mesmo tempo ultra-leve e resistente. Juntaram-se a nós o simpático casal de remadores formado por João e Samantah Wallig, gaúchos, assim como Gatti, que mandam bem em vários watersports e residem há anos em Sampa. Escolhidas as pranchas e remos, partimos da sede do YCP com as pranchas a bordo de uma lancha, que nos levaria até o ponto escolhido por Gatti, pois a intenção era voltar à sede fazendo um downwind. Visual da Guarapiranga. Sim, você está na cidade de São Paulo! Foto: Julinha/SupClub E a represa surpreende. É difícil acreditar que você está na Paulicéia. No lugar de prédios e concreto, uma série de belas paisagens, silêncio e recantos acessíveis na maioria dos casos a quem chega por água, como ilhas e praias fluviais. Julinha, gestora do SUPCLUB, foi a primeira a escolher a prancha e saltar na água. Aproveitando a presença de Gatti, não perdeu a oportunidade e extraiu do mestre altos toques sobre remadas e posturas mais adequadas enquanto deslizava a bordo de uma 404 12’. Marcelo Lins, a bordo de um foguete 12’da Riviera dividia-se entre sprints irresistíveis e aulas particulares a sua namorada, Aline. João e Samantah, remavam tranquilamente pelas águas calmas da Guarapiranga, costeando os morros, condomínios e praias que se encontram com as águas. Paulo Gatti e Julinha na água. Foto: Lulu/ SupClub Estávamos na maior metrópole da América do Sul, mas a sensação era a de remar em uma cidade do interior. Juntei-me à Julinha e Gatti para absorver algumas técnicas ao mesmo tempo em que desfrutava da paisagem. E a cada remada uma conclusão se tornava mais clara em minha mente: a Guarapiranga é uma agradável surpresa para aquele remador que se aventurar pela zona sul de Sampa. CONFIRA GALERIAS DE FOTOS 01 E 02: NATUREZA A MENOS DE 20KM DA BERRINI Estar em contato com a natureza, remando diariamente sobre um corpo de água, é o sonho de dez entre dez praticantes de Stand Up Paddle da cidade de São Paulo. Com um pouco de logística (e sorte), durante o horário de verão e férias escolares, quando o trânsito é mais calmo, esse sonho pode se transformar em realidade principalmente se você vive ou trabalha na zona sul de São Paulo. A represa Guarapiranga, responsável por parte do abastecimento de água da capital paulista, possui cerca de 26km² de espelho d’água e abriga uma série de clubes náuticos que possuem guardarias criadas originalmente para dar suporte a praticantes de windsurfe, kitesurfe e barcos à vela. Com a popularização do SUP, muitas já aceitam abrigar as pranchas e remos. Mediante o pagamento de uma mensalidade é possível manter a sua prancha em alguns clubes (mesmo se você não for sócio), que possuem todo o suporte necessário para uma remada tranquila: vestiário, estacionamento e, em algumas, até lanchonete. Ou seja, se você mora ou trabalha na região, remar de SUP durante a semana, em Sampa, pode ser algo perfeitamente possível. SERVIÇO – DE SUP NA GUARAPIRANGA O Yatch Club Paulista não permite a não sócios o armazenamento de pranchas em sua sede, no entanto, em uma rápida busca via Google, usando palavras como “guardaria + Guarapiranga”, é possível encontrar clubes que aceitam guardar seu SUP mediante o pagamento de uma mensalidade. Há também a opção “vai e volta”, que se consiste em deixar seu carro em algum estacionamento às margens da represa, se sua intenção for remar em um dia da semana, levando e trazendo seu equipamento consigo. Selecionamos dois clubes que trabalham com o sistema de guardaria de pranchas de SUP mediante o pagamento de mensalidade: TEAM BRAZIL Rua Peixe Vivo, 155 – Interlagos Tel: 11-5666.6167 Site: http://www.teambrazil.com.br TEMPO WINCLUBE Rua Antonio Segala, 102 – Guarapiranga Tel: 11-5517.6039 Site: http://www.tempowindclube.com.br/ Para entrar em contato com Paulo Gatti e conhecer um pouco mais sobre seu trabalho: (11) 7829-0866 / ID: 55*30*225697, e-mail: [email protected] ou visite o site da Bohralah

Os iluminados

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Magia de Supersucks

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