Carioca de SUP Surf: Thiago Mariano vence e assume a ponta

Thiago Mariano. Foto: Michel Graf Por Michel e Eduardo Graf Com um dia de muito sol e sem vento, aconteceu no último sábado, dia 14 de agosto, a segunda etapa do Circuito Estadual de SUP surf do Rio de Janeiro. Com ondas de até meio metro, a maioria quebrando para a esquerda, devido à direção do swell de leste, os atletas tiveram que usar muita técnica para lidar com a maré seca que predominou durante o evento. Foi uma disputa emocionante onde alguns procuravam por ondas maiores e mais ocas, e outros optavam pelas ondas que entravam para dentro da vala, que quebravam mais cheias e menores. Thiago Mariano foi um dos que optou pelas duas possibilidades e brincou dando 360 em ondas cheias, e, na mesma bateria, buscou ondas “mais buraco” que proporcionavam manobras de maior impacto. Esta estratégia, aliada à destreza com que usa sua prancha e o remo, o levaram ao lugar mais alto do pódio e, ao mesmo tempo, a dominar o ranking da categoria Open, a principal do evento. Em segundo lugar, e retornando aos pódios nesta categoria, ficou Claudio Mello (Cabelo), que aproveitou seu conhecimento do local para pegar boas esquerdas e deixar sua marca registrada estampada, que são as rasgadas e batidas de front side. Assim como Thiago, Cláudio usa pranchas desenhadas por ele mesmo (Rio Wind), e com o equipamento adequado às condições, deixou em terceiro um dos integrantes da já famosa familia Vaz. Ian Vaz, atleta da Art in Surf, usou e abusou de batidas e floaters de back e de front side, sempre voltando das manobras, mesmo nas situações mais difíceis, surfando com leveza e fluidez. Com a idade que tem, é uma das grandes promessas do SUP surf carioca. Em quarto lugar, Bezinho Otero, atleta Wollner e Surftech, que está sempre chegando junto nas finais, tem como característica do seu surf a radicalidade. Bezinho aposta tudo nas suas cavadas, para poder chegar ao lip das ondas com o máximo de força e quando encontra uma parede em pé, joga água para todos os lados. Desta vez, de fora da final, mas mesmo assim dando o costumeiro show, Caio Vaz esteve presente ao evento e, sempre ligado, ajudou no que foi necessário para que o evento rolasse sem problemas. Disputas acirradas na Master Renato Phebo. Foto: Michel Graf A categoria Master também foi muito disputada e a presença de atletas já consagrados no surfe de remada, mas estreantes nas competições de SUP surf, trouxe ainda mais competitividade à categoria. Com o estilo que já conhecemos, aliado a uma ótima utilização do remo, Renato Phebo (Hot Stick, Conforce) optou por ondas um pouco mais para a direita do palanque, um pouco menores e abrindo para a direita. Esta estratégia se adequou bem ao seu surf fluido e de muitas transições de direção. Podendo surfar de front side, ele conseguiu administrar bem a grande final, fazendo ondas completas sem cair após as manobras. Mesmo em baterias anteriores, quando as ondas estavam bem ocas, Renato usou de sua experiência para trabalhar também de back side em ondas difíceis e avançar até a final sagrando-se campeão. Em segundo lugar tivemos o Campeão do Circuito de 2010, Adolfo Jordão (Pranchas Pastor), que passou suas baterias pegando as esquerdas maiores e batendo forte de front. Com muita experiência na bagagem e também um surfe fluido, Adolfo deixou em terceiro o estreante no circuito, Cláudio Vale, que com muita determinação e profundo conhecimento das ondas do local, avançou em suas baterias com um surfe que chamou a atenção, e vem com isso agregar valor à nossa categoria. Cláudio, que usa suas próprias pranchas, não demonstrou a mesma vivacidade na final, quando confessou estar cansado, mas fez um belo espetáculo durante o dia e que ficou na memória de quem estava presente. O shaper Victor Vasconcelos foi outro que durante o dia demonstrou alto nível de surfe. Com cavadas longas, batidas na medida certa e acelerando muito nas ondas, ele avançou para a final sem problemas. Tivessem as ondas que ele pegou um segundo após o término de suas baterias valido para a contagem, certamente teria avançado mais ainda na competição. Não podemos também deixar de mencionar a participação de Beto Vaz que, na bateria de repescagem, demonstrou um surfe forte e consistente, mas acabou não conseguindo repetir o feito na semi-final e o estreante Denis Voldman, que acabou ficando na repescagem mas pegou boas ondas dando bonitas rasgadas. Assim como Marcolino, que não conseguiu repetir a boa atuação que o levou ao segundo lugar na etapa de Arraial do Cabo, mas que com o acréscimo de pontos conseguidos nesta etapa, deve estar entre os primeiros do ranking. Ginho e Luis Varejão foram outros que avançaram em suas baterias e chegaram perto de ir para a Grande Final. Disputas entre novatas e veteranas marcaram o Feminino Leticia Aiache. Foto: Michel Graf Na categoria feminina também tivemos estreantes, mas quem levou a melhor foi Letícia Aiache (Kaneca Surfboards), que fez tudo direitinho indo lá fora buscar as ondas que precisava e levando o troféu sem dificuldades, mostrando que tem feito o trabalho de casa (treinar). Mais experiente entre as finalistas, Ângela Bauer conseguiu a segunda colocação e ajudou, com sua presença, a categoria feminina a mostrar força e atrair mais adeptas. Entre as estreantes, nossa repórter, Marina Duarte, que treina mais em Búzios e não tem experiência em competições, ficou em terceiro, deixando em quarto lugar, Fabíola Ferreira, que, com muita atitude, foi ao outside, conseguindo ajudar a dar brilho à categoria. Vale ressaltar a disposição e entrega com a qual o pessoal da FESUP-RJ conseguiu realizar mais um evento com sucesso. Com orçamento curto e muita vontade e participação, vimos pessoas como Edson Nunes, Cláudio Pastor, Kaneca, Victor Vasconcelos, Gláucio Magalhães, Jaime Rocha, Cláudio Mello, Rafael Cury, Beto Vaz, entre outros, trabalhando desde cedo, sem parar, para que tudo desse certo. Agradecemos aos juízes e à Art in Surf que foi a
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