Violência afasta o mundial de bodyboarding?

São Conrado está temporariamente fora do Super Tour. Foto: Site Bodyboardco. — Site Bodyboardco Alegando que o Rio de Janeiro vive dias de violência urbana, a IBA (International Bodyboarding Association) cancelou a etapa brasileira do Super Tour, primeira divisão do bodyboarding no planeta. O campeonato estava com janela de espera marcada de 29 de julho a 7 de agosto, na praia de São Conrado. Segundo a IBA, a decisão foi tomada por medo da violência no Rio de Janeiro. A federação carioca contesta a alegação e diz que o problema é a falta de patrocínio. A Febberj (Federação de Bodyboarding do Estado do Rio de Janeiro) e a Cbrasb (Confederação Brasileira de Bodyboarding) são as responsáveis pela realização do evento e não reconhecem a nota dada pela IBA. Guilherme Tâmega durante premiação do evento internacional no ano passado em São Conrado. O hexacampeão é claramente prejudicado pela decisão da IBA. Foto: Xandão Barros. — Xandão Barros “O fato é que estávamos com dificuldade para conseguir patrocínio. Mandamos uma carta para a IBA, pedindo prorrogação no prazo para o pagamento da taxa de realização – US$ 2 mil. Já estávamos tentando liberar a verba do evento junto à prefeitura e o governo estadual. O cancelamento da etapa não tem nada a ver com violência”, garante Alexandre Siqueira, presidente da federação carioca. A decisão provocou reação indignada do Prefeito César Maia. Para ele, a alegação não passa de desculpa “esfarrapada” da entidade internacional. O texto da entidade fala de uma onda de violência por conta da prisão do condenado por tráfico Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. “O principal motivo é a série de problemas que vêm atingindo o Rio desde o ano passado (na verdade, foi há dois anos), quando o narcotraficante Fernando Beira-Mar foi preso. Desde então, a cidade vem enfrentando ações violentas de pessoas ligadas ao traficante, como ataques a ônibus e tiros em áreas públicas”, afirma a IBA. “Os organizadores esperam que todos entendam a situação. A segurança dos atletas e das equipes técnicas vem sempre em primeiro lugar.”, segue a nota. O autor do texto é o carioca Francisco Garritano, que representa a IBA no Brasil. O texto enviado foi escrito em inglês. Garritano foi duas vezes eleito o melhor juiz de bodyboarding do mundo, pela extinta GOB (Global Organization of Bodyboarding), atual IBA.
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