Super Surf – Emoção no Cupe

Round 1 #Fábio Gouveia reinou absoluto no quintal de casa fazendo a melhor média do primeiro round (21,33). Destaque também para Tânio Barreto (20,30), Joca Junior (20,0) e Ricardo Azevedo, que fez a melhor nota (8,5), com todos passando direto para o round 3. Round 2 O segundo round começou com uma escovada do vice-líder do circuito Dunga Neto sobre o local Eduardo Fernandes, e outra do local Sávio Carneiro, terceiro do ranking, sobre o paraibano Tony Vaz, editor do Surfcore, que já vem sendo considerado o principal site editorial do Nordeste. Mas os principais destaques da segunda rodada foram Odirlei Coutinho (20,97) e Marcos Quito (20,96), que marcou um 9,33 em sua bateria contra o presidente da ABRASP Pedro Muller, nota que não foi superada até o final da competição. Round 3 Na terceira fase as disputas começam a ficar mais acirradas: após liderar a bateria por boa parte do tempo, Claudemir Lima deixou Wagner Pupo desmarcado, possibilitando a este surfar uma direita high score e virar a bateria nos instantes finais. Marcelo Nunes atropelou o catarinense Andreas Eduardo e Odirlei foi para a vala da esquerda e detonou o local Pedro Lima marcando 21,13, terceira melhor média do round 3. A melhor média foi do jovem Pedro Norberto (21,59) contra o carioca Dadazinho, e a segunda ficou por conta do Bronco (Peterson), que engaiolou Marcos Quito com um 20,50, juntamente com Romeu Cruz, que contou com um tubo profundo para fazer a mesma média (20,50) e eliminar ninguém menos que Fábio Gouveia. Outra bateria disputada foi a de Otávio Lima, que após manter a liderança boa parte da bateria, apostou na tática errada: foi esperar a direta high score, que estava demorando muito, e deixou a vala da esquerda para Fabrício Jr. pontuar até virar a bateria. No final conseguiu virar novamente, vencendo por 0,10 pontos, numa bateria onde o julgamento foi questionado. Entre os líderes do circuito, levou a melhor Sávio Carneiro, que venceu sua bateria contra o carioca Anselmo Corrêa, deixando Tânio e Dunga para trás. Oitavas de final Foi só falar e chegou a vez de Sávio ir para casa, despachado pelo jovem Odirlei novamente com a terceira melhor média do round, perdendo apenas para Guga Arruda e Lucinho Lima, que fizeram a mais disputada bateria do Super Surf nesta temporada (23,60 x 23,54). Houve controvérsias no julgamento, em função de um high score (9,0) de Guga logo no início da bateria. Sua cavada estava realmente impecável, mas Guga extrapolava no lip, perdendo o timming por frações de segundo, obrigando-o a encaixar os reentries em dois tempos justamente nas suas manobras mais fortes. Lucinho reagiu com um surf de muito estilo e pressão, mas não conseguiu superar Guga, que teve ainda outra onda questionada. Guga garantiu sua vaga nas quartas, mas para muitos a vitória foi de Lucinho. Como no surf os critérios de julgamento são muito subjetivos, em uma bateria tão disputada como esta qualquer resultado deve ser considerado normal… Depois de abrir mão do US Open na Califórnia para se concentrar no circuito brasileiro, provavelmente pensando no tetra, Peterson Rosa vinha bem, mas esbarrou na determinação do paraibano Otávio Lima, que desta vez ficou nas esquerdas (ao lado esquerdo do palanque) para sair na frente. Peterson escolheu a vala errada no início da bateria. Otávio estava folgado, com 8,14 pontos de vantagem, quando o Bronco pega aquela direita high score que o Otávio ficou esperando na bateria anterior, e dá uma, duas e outra mais na junção, do jeito que os juízes querem ver, para virar a bateria de forma fulminante. Peterson cresceu, mas Tavinho, mesmo abalado, consegue pegar outra esquerda e faz um 6,50, que entra para o seu somatório e o coloca na frente de novo. Peterson não desiste até o minuto final, precisando de apenas um 5,34, mas a onda não veio. Sorte de Tavinho, que torceu para a bateria acabar logo. O baixinho saiu irritado, mas esta foi a vez de Otávio consolidar sua boa fase. Quartas de final Odirlei decididamente escolheu a vala das esquerdas para consolidar seu caminho rumo ao título e venceu novamente, desta vez Wagner Pupo. Guga Arruda, surfando na mesma vala, fez a melhor média das quartas (21,33) para virar a bateria e despachar o “nordestino” do Guarujá, Christiano Guimarães. Guima, inclusive, estava voando baixo com uma prancha de isopor muito interessante. Na bateria seguinte, Romeu Cruz tirou o jovem gaúcho Daison Pereira em bateria disputada e depois foi a vez de Otávio Lima ir para casa: apostou novamente na lendária direita high score deixando a vala das esquerdas para o jovem catarinense Pedro Norberto finalizar a bateria com um 7,13 e garantir sua primeira semi no Supersurf. Otávio acabou ficando novamente em quianto, demonstrando consistência nesta temporada. Semi-final 1o) Odirlei Coutinho 2o) Guga Arruda As 5:30 hs da manhã de domingo estavam os dois na vala das esquerdas: Odirlei dentro d’água e Guga na areia, sozinho e concentrado, só estudando o mar. Às 6:30 hs entrou o maral (vento sul) e acabou com mar. Odirlei foi irredutível, apostando novamente todas suas fichas nas mesmas esquerdas que quebravam no banco de areia. Surfando com mais descontração e alegria, o ubatubense continuou encontrando as melhores ondas para consolidar uma vitória de ponta a ponta sobre Guga, que desta vez não ofereceu muita resistência. Excesso de autoconfiança? Excesso de concentração? Bem, o fato é que desta vez as ondas não vieram para ele… mas continuaram vindo para o jovem Odirlei, que tem surpreendido nesta temporada, não só no Brasil, mas também no WQS. 1o) Romeu Cruz o) Pedro Norberto O sergipano está há um bom tempo sem patrocínio, correndo o circuito por conta do próprio bolso. Durante a competição mostrou adaptabilidade e versatilidade na praia do Cupe, se destacando não só na vala das esquerdas, mas também encontrando ondas de potencial que a maioria dos competidores simplesmente não viam. A bateria não foi fácil, mas Romeu fez valer a sua experiência para cruzar o caminho
Almir Salazar dá um shape em sua carreira

Almir, Salazar