O shape progressivo

#O estilo progressivo é baseado no movimento da prancha na onda, com todo o repertório de manobras do surf moderno, mesclado à base do longboard que é o noseriding. Na composição do longboard progressivo são aproveitados muitos conceitos dos usados nas pranchinhas. Pelo fato de as competições avaliarem 50% de surf clássico e 50% do surf moderno, o longboard progressivo é o mais utilizado no meio competitivo. Veja abaixo, as principais características deste shape. Comprimento: O comprimento mínimo para a prancha ser considerada um longboard é de 9’0″. Para tornar viável o surf rail to rail, quanto menor a prancha melhor. Portanto, algo entre 9’0″ e 9’2″ são considerados o mais adequado. Outline: Na busca por uma prancha mais sensível e manobrável, as medidas de largura beiram ao limite do mínimo. A largura do bico é de grande importância para tornar a prancha mais – ou menos – nervosa nas manobras de rabeta. Veja alguns exemplos: Comprimento Largura de bico Largura máxima Largura de rabeta 9’0″ 15 1/2″ 21″ 13 1/4″ 9’0″ 16 3/4″ 21 1/2″ 13 1/2″ 9’1″ 17″ 21 1/2″ 13 1/2″ 9’2″ 17 1/4″ 21 3/4″ 13 1/2″ Espessura: Também explorada pelo mínimo suficiente para o peso do surfista, porém longboards com menos de 2 1/2″ de espessura máxima descaracteriza demais a prancha e quebram com muita facilidade. Bordas: Para trabalhar uma linha de surf moderna, nada melhor que uma borda semelhante à das pranchinhas, pelo menos do meio da prancha para a rabeta. Fundo: Shapers do mundo inteiro tem experimentado todas variações de fundo utilizadas nas pranchinhas. Vale tudo, desde que seja equilibrada com as demais características da prancha. Quilhas: As preferências são divididas entre o tri-fin (as três quilhas iguais), e o tri com estabilizador (dois estabilizadores com quilha central maior) Rabeta: Todas Laminação: Os competidores costumam usar pranchas com uma camada de tecido 4 onças no fundo e duas de 4 onças no deck e sem o banho final a fim de obterem um equipamento mais leve, mas frágil. No mundo inteiro a comunidade do longboard fica dividida: uns apreciam o estilo clássico de surfar, baseado no surf dos anos 50 e 60. Outros preferem o estilo progressivo, inspirado no surf moderno que começou aproximadamente em 85. Atualmente, muitos longboarders possuem em seu quiver pranchas progressivas e pranchas clássicas.

Quiver de longboard

#A maioria dos longborders usam uma prancha básica entre 9?0″ e 9?2″que possibilite manobras de bico e de rabeta. Agora, quando você tem uma prancha que seja mais específica para determinado estilo de surf ou condição de mar, já começa a pintar a necessidade de outra ou mais pranchas complementares, assim um quiver vai sendo formado. As inúmeras opções envolvendo comprimento, dimensões de outline e configurações de quilhas podem te levar a uma numerosa coleção de pranchas se tiver “bolso” para tal. Para as condições brasileiras, uma boa opção seria uma básica tal qual a citada no início e uma 9?6″ (ou maior) noserider, que além de muito funcional nas ondas pequenas desenvolve o seu surf clássico e faz um trabalho de perna que ajudará o lip-base quando usar a prancha menor. Uma outra opção para os dias maiores seria um longboard gun. O que basicamente muda nessa prancha é a configuração de outline. O bico e principalmente a rabeta devem ser mais estreitos. A prancha fica muito mais segura no bottom turn, te deixando mais confiante em botar para baixo. Enfim, como as preferências dos longboarders são variadas cada um definirá o seu quiver de acordo com a sua “cara”.