Poluição marinha

Autópsia de botos revela realidade

A triste e preocupante realidade que a autópsia de um boto revela sobre poluição marinha.
A autópsia dos botos encalhados revela o quanto esses animais podem refletir seu ambiente marinho

Quando os nossos sentidos são forçados até o limite, podemos começar a valorizá-los muito mais. Mas certamente não somos os únicos seres que dependem de diversos sentidos. Os animais marinhos dependem deles para se comunicar, navegar, alimentar, ouvir e detectar perigos.

É difícil para nós imaginar como as criaturas marinhas interagem no seu mundo. O que sabemos é que o quadro é complexo e os impactos causados pelos seres humanos causam ainda mais dificuldades.

A poluição é onipresente, mas não é homogênea. Existe a exploração de petróleo e gás no leito marinho, além de exercícios militares, aumento do tráfego marítimo e a ameaça relativamente nova da mineração em águas profundas.

Acrescente-se o fluxo de esgoto e os resíduos industriais e agrícolas e teremos um ambiente marinho mais movimentado, barulhento e poluído. Que riscos ocultos tudo isso traz para a vida marinha?

Como voluntária para cuidar de encalhes de animais marinhos para o Devon Wildlife Trust, no sudoeste da Inglaterra, recebo frequentes pedidos para tirar fotos e medidas de mamíferos marinhos encalhados no litoral da minha região.

Às vezes, existem ferimentos visíveis, marcas de dentes, talvez de ataques de golfinhos-nariz-de-garrafa, longos cortes retos na pele causados por linhas de pesca ou, às vezes, um corte limpo na cauda por captura acidental. Mas, na maioria dos casos, é difícil identificar a real causa da morte.

Uma equipe especializada de cientistas encarregou-se da missão de descobrir mais sobre os impactos causados pelos seres humanos sobre as populações de botos, baleias e golfinhos no Reino Unido.

E, para aprender mais sobre a sua pesquisa, visitei Rob Deaville, cientista que estuda encalhes de animais no Programa de Pesquisa sobre Encalhes de Cetáceos do Reino Unido. Todos os anos, Deaville disseca cerca de 150 botos, baleias e golfinhos encalhados para descobrir a possível causa das suas mortes.

“Em alguns casos, pode ser muito evidente, como captura acidental, choques com navios, focas-cinzentas predadoras, ataques de golfinhos-nariz-de-garrafa. Estas causas de morte são bastante óbvias”, explica ele.

“Mas, mesmo em alto nível, a poluição não é necessariamente a causa da morte de um animal, é mais questão de associação”, segundo Deaville. “Você olha por um buraco de fechadura para um aspecto, no que eu chamo de desfecho terminal, e então tenta olhar para trás para ver quais foram as experiências daquele animal ao longo da vida.”

“Alta poluição sonora ou caça limitada, mudanças climáticas, poluição química – tudo isso causa impactos e é difícil separá-las de qualquer pressão individual isolada”, ele conta.

Observar Deaville abrir um boto foi uma aula de biologia fascinante. Mas, mais do que isso, foi possível destacar como aquelas criaturas podem refletir seu ambiente marinho e como elas vivem naquele ambiente.

Dos vermes parasitas abrigados nos pulmões, intestinos e fígado até os delicados ossos de peixe encontrados em um dos seus três estômagos, todas as indicações são valiosas.

Mas Deaville conta que o mais importante é a amostra daquela camada de gordura que fica logo abaixo da pele. Ele a corta desde a base da barbatana dorsal. A gordura tem cerca de 2,5 cm de espessura e serve de registro de substâncias.

Deaville irá enviar a amostra para especialistas em toxicologia, que analisarão os poluentes. Essa análise ajuda a formar um quadro de alguns dos impactos menos visíveis que podem afetar a vida marinha e possivelmente contribuir para a morte dos animais.

Comecei a pesquisar como as formas menos visíveis de poluição de origem humana, tanto química quanto acústica, podem afetar os sentidos e a sobrevivência dos botos, golfinhos e baleias. E descobri que há muitas coisas acontecendo sob as ondas.

“Para as baleias e os golfinhos, ouvir é tão importante quanto ver para os seres humanos, pois eles vivem em um mundo de água e som”, afirma Danny Groves, gerente de comunicações da organização sem fins lucrativos Whale and Dolphin Conservation. Ele acrescenta que os impactos dos distúrbios de origem humana sobre os cetáceos são “imensos”.

“A poluição sonora ameaça as populações de baleias e golfinhos, interrompendo seu comportamento normal, afastando-os das regiões importantes para sua sobrevivência [para reproduzir-se, socializar e alimentar-se], chegando a feri-los ou até causar a sua morte”, afirma ele.

Impactos naturais, como raios e terremotos, também causam grandes ruídos súbitos, mas tendem a ser mais intermitentes.

Os cetáceos com dentes – um grupo que inclui desde os narvais e as jubartes até os botos e golfinhos – caçam usando a ecolocalização ou biossonar. Eles ouvem faixas de altas frequências. Já as baleias de barbas ouvem em frequências mais baixas e, por isso, podem ser mais afetadas pelos ruídos da navegação.

E existem mais questões sobre o som além dos ruídos. A professora Joy Reidenberg, que estuda a anatomia das baleias na Faculdade Monte Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos, explica que o som age como onda de pressão.

“Em qualquer lugar do corpo onde há espaços que contêm ar, eles podem comprimir-se e expandir-se enquanto a baleia mergulha e vem à superfície. Mas, se os tecidos não conseguirem se deformar adequadamente, eles irão se romper”, explica ela.

Sondagens sísmicas, usadas para identificar depósitos de petróleo e gás no leito marinho, são explosões sonoras altas e incrivelmente incômodas.

“Tenho certeza de que a baleia sentiria aquilo como uma onda de pressão que se move através do seu corpo e também como um som que ela pode ouvir”, afirma Reidenberg.

“Por isso, existe um aspecto táctil na audição que muitas vezes menosprezamos.”

Não se sabe o quanto dessa pressão é sentida pela pele.

A quimiorrecepção, que engloba o olfato e o paladar, também pode desempenhar papel importante. Reidenberg explica que as baleias de barbas possivelmente podem cheirar, enquanto algumas baleias têm receptores de sabor na língua, mas ainda não está claro exatamente o que elas detectam.

“Elas tendem a engolir presas inteiras, de forma que talvez sintam o sabor da água para detectar quando se aproximam da caça ou verificar a salinidade, o que pode ajudá-las a navegar”, afirma ela.

“É até possível que os narvais possam sentir a salinidade pelos poros sensíveis na sua presa – o que pode ser um sentido muito importante.”

A visão dos cetáceos é “muito melhor do que esperávamos”, segundo Reidenberg, embora algumas espécies dependam mais dela do que outras.

Os golfinhos dos rios Ganges e Indo são funcionalmente cegos, pois seu habitat turvo não exige que eles enxerguem. Já as orcas pulam para fora d’água para espionar enquanto caçam focas e sua visão é relativamente boa.

Pesquisas indicam que todos esses sentidos estão sendo prejudicados pela atividade humana. Para as baleias, botos e golfinhos, a poluição química e acústica afeta o funcionamento dos seus corpos de diversas formas.

Alguns efeitos são agudos e imediatos, enquanto outros são mais crônicos e de longo prazo. Além de prejudicar os sentidos e sua capacidade de comunicar-se, a poluição marinha pode reduzir sua fertilidade e enfraquecer seus sistemas imunológicos.

Thomas Goetz, especialista em bioacústica da Universidade St. Andrews, na Escócia, estuda como os animais marinhos são afetados pelos ruídos humanos e como o som pode ser usado para evitar que os animais sejam prejudicados. Ele explica que o contexto é a chave.

“Para realmente entender os efeitos de um poluente, você precisa entender de fato a fisiologia do animal, dos sistemas sensoriais de cada espécie”, segundo Goetz. Cada poluente no habitat de um cetáceo pode ter efeitos diferentes.

“Infelizmente, não podemos deixar de observar detalhadamente e aceitar sua complexidade… porque talvez eles tenham evoluído órgãos sensoriais muito diferentes e suas percepções de mundo sejam distintas”, afirma Goetz.

A poluição sonora pode prejudicar os sons de comunicação e ecolocalização, mudar o comportamento dos animais e elevar os níveis de estresse.

Para as baleias-francas-do-atlântico-norte, o ruído de baixa frequência dos grandes navios pode resultar em aumento das substâncias relacionadas ao estresse, que causam supressão do crescimento, redução da fertilidade e mau funcionamento do sistema imunológico. Esse estresse crônico está causando impactos fisiológicos.

Ruídos impulsivos súbitos e agudos no ambiente marinho podem gerar hemorragia e trauma dos ouvidos, enquanto a exposição mais crônica a um zumbido constante em baixo nível de uma rota de navegação próxima talvez possa alterar seus padrões de comportamento e dificultar a comunicação ou a alimentação.

Os golfinhos e baleias de águas profundas também podem sofrer doença de descompressão, ou mal dos mergulhadores, quando sobem à superfície muito rapidamente. E, com o passar do tempo, surgem rasgos ou lesões no tecido interno devido à formação de bolhas de nitrogênio, mas é difícil concluir se elas se devem a causas naturais ou a ruídos de origem humana.

“Diferentes espécies são mais sensíveis ao som do que outras”, afirma Deaville, movendo-se em direção ao bico da baleia-bicuda-de-cuvier na mesa à sua frente.

“Esta é a espécie de cetáceo que mergulha mais fundo. Ela retém a respiração por cerca de três horas, mergulha até 3 mil metros em alguns casos e realmente se mantém no limite do fisiologicamente possível”, explica ele.

“Talvez por isso ela seja mais sensível aos distúrbios decorrentes dos ruídos. A maioria dos encalhes em massa causados por sonares de navegação em frequências intermediárias envolve baleias-bicudas, especialmente as baleias-bicudas-de-cuvier”, afirma Deaville. “Por isso, suspeito que, se elas mergulharem o mais profundamente possível, podem sofrer maior risco de vir à superfície rápido demais e enfrentar condições que podem ser problemáticas.”

A cientista Maria Morrel, da Universidade de Medicina Veterinária de Hanover, na Alemanha, estuda os ouvidos e ossos dos ouvidos de baleias com dentes que encalharam, como baleias-piloto. Ela está desenvolvendo um protocolo para avaliar a perda de audição das baleias.

Depois de estabilizado em formalina para preservar a amostra, Morrel analisa o ouvido com um microscópio eletrônico de varredura e observou que a perda das minúsculas células peludas e cicatrizes na membrana dentro do ouvido interno podem indicar perda da função auditiva. Mas ainda não se sabe exatamente como ocorreu a perda de audição, nem o que a causou.

Segundo Reidenberg, os pulsos de sonares militares agem como bombas sonoras e certas frequências podem causar a doença da descompressão. Mas ela acrescenta que a marinha norte-americana faz o melhor possível para proteger a vida marinha.

“O sonar passa por boa regulamentação, mas, em tempos de guerra, essas regulamentações são suspensas”, afirma ela. “A marinha concentra esforços extraordinários para marcar, rastrear e monitorar as baleias, a fim de protegê-las dos exercícios com sonares.”

Já as operações militares na Europa vêm sendo relacionadas à morte em massa de cetáceos.

Quando 85 toninhas-comuns encalharam ao longo de 100 km do litoral dinamarquês no intervalo de um mês em abril de 2005, determinou-se inicialmente que a captura acidental seria a causa da maior parte dos encalhes, devido às marcas de redes na pele e à perda de barbatanas da cauda dos animais. Os pescadores locais confirmaram que a captura acidental das toninhas foi muito maior que a habitual nas redes instaladas por eles para pescar peixes-lapa.

Mas investigações posteriores revelaram que havia navios militares na região naquela semana, a caminho de um enorme exercício naval.

O pesquisador de mamíferos marinhos Andrew Wright, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, concluiu que, embora não seja possível confirmar o uso de sonar, ele certamente não pode ser descartado como fator que contribuiu para o aumento das taxas de captura acidental.

Para ele, o sonar talvez resultasse em aumento da quantidade de cetáceos afastados pelo ruído em direção às redes, ou o distúrbio pode ter reduzido sua capacidade de detectar o equipamento de pesca fixo.

Como diz Deaville, “tudo isso se acumula em combinação”. O que evidencia ainda mais o problema – é impossível desassociar todos os efeitos.

Os pesquisadores estimam que o ruído de apenas uma mina no leito marinho pode viajar por cerca de 500 km através da d’água, em condições de tempo favoráveis. E, em lugares onde diversas minas podem estar em operação, o efeito cumulativo da poluição sonora pode ser muito maior.

Como as companhias de mineração submarina ainda não divulgaram seus dados sobre a poluição sonora, o estudo empregou níveis de ruído de setores já avaliados, como os navios da indústria de petróleo e gás e dragas costeiras, para formar estimativas “conservadoras”. Mas especialistas afirmam que o equipamento real de mineração no leito submarino é muito maior e mais poderoso do que esses modelos.

Segundo afirma uma das autoras do estudo, a professora de acústica subaquática Christine Erbe, da Universidade Curtin, na Austrália, “estimar o ruído de equipamentos e instalações futuras é um desafio, mas não precisamos esperar que as primeiras minas estejam em operação para descobrir o ruído que elas fazem. Identificando o nível de ruído na fase de projeto de engenharia, podemos nos preparar melhor para saber qual pode ser o seu impacto sobre a vida marinha.”

No Ártico, os narvais – animais de águas profundas com um dente longo e protuberante, parecendo o chifre de um unicórnio – vivem relativamente longe da atividade humana. Mas, à medida que o gelo derrete, mais rotas de navegação estão se abrindo através da região e a exploração de petróleo e gás também está crescendo.

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram recentemente que, quando os narvais da Groenlândia foram expostos a pistolas de ar sísmico (instrumentos de pesquisa de petróleo e gás que produzem explosões sonoras de alta intensidade), eles imediatamente começam a mergulhar para baixo com rapidez, a partir da superfície.

Normalmente, eles deslizam para baixo, para conservar energia. Mas esta tática de fuga rápida afeta a quantidade de sangue e oxigênio em circulação no seu corpo. Ela também os afasta de outras ações, como alimentar-se, segundo dados coletados utilizando etiquetas de monitoramento.

Todos esses poluentes invisíveis precisam ser levados em consideração. Hanna Nuutila, pesquisadora de ecologia marinha da Universidade de Swansea, no País de Gales, afirma que é fundamental apreciar o efeito cumulativo de diferentes fatores de estresse e processos de interferência.

“A interferência é física, como as estruturas na água (incluindo todas as construções costeiras e em alto-mar, desde plataformas de petróleo e gás até pilares de parques eólicos, portos, marinas e estruturas de energia renovável), mas também móvel, como no caso de navios, balsas, petroleiros e cruzeiros de luxo”, afirma ela. Nuutila acrescenta que todas as fontes renováveis marinhas estão passando por escrutínio muito mais detalhado, em termos de impactos à vida selvagem, do que as indústrias do petróleo, gás e energia nuclear.

Nuutila destaca a necessidade de criar zonas de segurança demarcadas, livres da influência humana. A organização Marine Mammal Protected Areas Task Force conduz uma iniciativa global para criar exatamente isso, designando Áreas Importantes para os Mamíferos Marinhos.

Os principais responsáveis são os poluentes orgânicos persistentes (POPs), que não se decompõem facilmente e são lipofílicos, ou seja, eles adoram gordura. Eles acabam na gordura de botos, golfinhos e baleias.

Um contaminante particularmente tóxico que nos foi herdado – ele continua causando problemas décadas depois da sua proibição – é uma classe de 209 substâncias industriais conhecidas como bifenilas policloradas (PCBs, na sigla em inglês).

Inventadas nos anos 1920, as PCBs foram usadas na refrigeração de máquinas, produtos elétricos, retardantes de chama, tintas e vedantes de construções. Elas foram proibidas em todo o mundo há mais de 40 anos, mas ainda permanecem em aterros, de onde acabam saindo para invadir o ambiente marinho.

Rob Deaville explica por que as PCBs são tão preocupantes: “elas funcionam de duas formas. Elas prejudicam o sistema imunológico, de forma que [os animais] podem ter diversas doenças secundárias porque o [seu] sistema imunológico é basicamente abatido. E, mais traiçoeiramente, elas também prejudicam a reprodução, de forma que as populações com alta exposição às PCBs sofrerão queda da quantidade de nascimentos de animais jovens.”

“Uma população de baleias pode não ter filhotes por muito tempo, mesmo sendo reprodutivamente ativa”, afirma Deaville. “Isso será um sinal vermelho para nós e indicará possível exposição às PCBs.”

Em 2016, uma orca chamada Lulu foi encontrada morta no litoral da ilha de Tiree, a mais ocidental das Hébridas Interiores, na Escócia, depois de se emaranhar em uma rede de pesca.

O exame post-mortem do corpo do animal encontrou níveis extremamente altos de PCBs (100 vezes acima do limite de toxicidade para PCBs na gordura de mamíferos marinhos). Os cientistas concluíram que ela era um dos animais mais contaminados do planeta, em termos de concentração de PCBs.

E, ao examinar os seus ovários, os cientistas do programa escocês de estudos de encalhes marinhos não encontraram evidências de que, algum dia, ela tivesse sido reprodutivamente ativa.

Ao longo da vida de qualquer animal, a exposição a poluentes muda de um lugar para outro e com o passar do tempo. A exposição também atinge diferentes espécies em graus variáveis.

As orcas costumam viver mais tempo do que os botos, por exemplo. Por isso, elas têm mais tempo para acumular poluentes químicos no seu corpo. As orcas também se alimentam em um degrau mais alto da cadeia alimentar, de forma que elas comem peixes maiores e outros mamíferos marinhos que também contêm contaminantes.

Deaville explica que os POPs são armazenados na gordura. Quando o estado nutricional de um animal se deteriora, seja sazonalmente ou por consequência de doenças, esses contaminantes tóxicos são liberados para o sangue à medida que a camada de gordura diminui.

Substâncias tóxicas também são transmitidas para os filhotes através do leite. Por isso, a mãe pode inadvertidamente descarregar sua poluição tóxica para o primeiro filhote, às vezes causando sua morte.

A toxicóloga Rosie Williams, que trabalha com Deaville, descobriu em um estudo de 2021 que altos níveis de PCBs em amostras de gordura de 267 toninhas-comuns encalhadas foram associados à redução do tamanho dos testículos em animais machos. Esses poluentes têm impacto direto sobre a fertilidade e podem afetar o sucesso futuro na reprodução da espécie.

As PCBs também são conhecidas por suprimirem o sistema imunológico, de forma que animais com níveis mais altos de contaminantes também apresentam maior propensão a morrer de doenças infecciosas.

É claro que os mamíferos marinhos não são expostos a uma única substância de cada vez. Desde o seu início, em 1990, o Programa de Pesquisa de Encalhes de Cetáceos do Reino Unido realizou mais de 4 mil necropsias de botos, golfinhos e baleias e examinou uma ampla variedade de poluentes, desde o pesticida proibido DDT, amplamente conhecido, até resíduos de tintas anti-incrustantes e retardantes de chama acrescentados a tecidos.

“Um animal pode viver em uma área de pesca intensiva, com alto nível de captura acidental, com menos oferta de caça, altamente contaminada, com muito ruído e tudo isso acontecendo em conjunto ao mesmo tempo – é assim que o animal passa sua vida”, afirma Deaville. “O impacto é cumulativo. É algo complexo a ser enfrentado.”

No caso dos botos encalhados e dissecados em laboratório, a poluição química pode ter influenciado. Em alguns meses, os relatórios toxicológicos mostrarão mais sobre seu ônus químico específico. A questão, para Deaville e Williams, é observar mudanças de tendências que possam informar os políticos e alterar a forma de gestão dos poluentes.

Os plásticos também estão no alto da lista – um estudo de 2019 da Universidade de Exeter, na Inglaterra, estudou 50 mamíferos marinhos encalhados no litoral do Reino Unido e encontrou microplásticos em todos eles. Até o momento, os estudos sobre o impacto real dessas partículas de plástico sobre a sobrevivência dos cetáceos permanecem inconclusivos.

Especialistas afirmam que, em vez de lidar com uma ameaça de cada vez, os animais sofrem a pressão combinada de diversas formas de poluição no ambiente marinho.

Os mamíferos marinhos estão vivendo em uma “sopa de poluição”, segundo Deaville. Ele acrescenta que os efeitos são diferentes, dependendo da localização, profundidade, da estação ou do estágio de vida dos animais.

Grande parte dos danos e incômodos causados pela atividade humana é acidental e pode ser evitada, segundo o cineasta e escritor Tom Mustill, autor de um novo livro chamado How to Speak Whale (“Como falar ‘baleiês'”, em tradução livre).

Ele afirma que, com projetos diferentes e examinando como algo poderá prejudicar outros animais – especialmente baleias e golfinhos, que fazem uso de métodos sofisticados de comunicação -, podemos reduzir drasticamente essas consequências negativas.

Estabelecer limites de velocidade dos navios, por exemplo, pode reduzir drasticamente as colisões. Na costa leste dos Estados Unidos, propostas de introdução de “zonas de velocidade dinâmica” poderiam ajudar a proteger as ameaçadas baleias-francas-do-atlântico-norte em regiões onde esses mamíferos marinhos forem detectados.

Reduzir a velocidade dos navios faz com que os animais tenham mais tempo para adaptar sua navegação e reduzir o risco de serem atingidos pelos navios.

“Essa ciência que descobre como são as vidas sensoriais desses animais, como eles percebem o mundo e como eles se comunicam nos permite compreender como podemos afetá-los e alterar o nosso impacto. Isso pode ser transformador”, afirma Mustill.

Por mais angustiante que seja o exame post-mortem de um boto, cada encalhe evidentemente fornece aos cientistas informações valiosas sobre o modo de vida e a morte desses cetáceos e como nossas ações os prejudicam. A etapa seguinte é adaptar nossas estratégias e políticas, de forma a reduzir a poluição e proteger melhor a vida marinha e a saúde dos oceanos.

Fonte Anna Turs / BBC Future

 

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. 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No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.