Legista divulga autópsia

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Causa da morte de Andy Irons levará de 60 a 90 dias para ser conhecida. Foto: Aleko Stergiou.

A autópsia feita nesta quarta-feira no tricampeão mundial Andy Irons descartou a hipótese de crime ou sinais de violência, mas a análise dos resultados de laboratório será necessária para concluir o que o matou em um quarto do hotel no aeroporto de Dallas, Texas (EUA).

Os testes levam de 60 a 90 dias para serem concluídos. O surfista de 32 anos foi encontrado morto na manhã da última terça, no Grand Hyatt Hotel, em Dallas.

Ele voltava de Porto Rico para o Hawaii, depois de ter desistido da competição em Middles por falta de condições físicas.

Na última terça, o médico legista disse que a morte estava sendo investigada como possível overdose porque as autoridades encontraram o que acreditam ter sido metadona, dentro de um frasco para outro medicamento, no criado-mudo no quarto de Andy.

Também foram encontrados outros medicamentos na mesa da cabeceira. Mike Floyd, médico legista que investiga a morte do havaiano, disse nesta quarta que nenhuma causa da morte pode ser determinada até a conclusão dos testes.

“Só porque nós achamos as coisas na cena não significa que eles estão relacionados com a morte”, diz Floyd. “Quando os testes de laboratório voltarem, teremos as repostas”, explica.

O pai do atleta, Phil Irons, disse que a liberação de informações sobre drogas encontradas no quarto do seu filho no hotel está machando a reputação do surfista.

Ele afirma que seu filho estava sofrendo de dengue. “Eu não posso explicar a sua condição”, disse o pai de Irons. “Eu só sei que foi tão ruim que ele faleceu. As razões por trás dela serão descobertas”, continua Phil.

O pai do havaiano disse que está indignado porque seu filho estava doente e foi autorizado a sair de Porto Rico no domingo, e ainda mais furioso porque ele não estava autorizado a embarcar em um voo de Dallas para o Hawaii na segunda-feira.

Phil disse que alguém no aeroporto deveria ter dado atenção médica ao filho ou comunicado os parentes da situação do atleta.

“Quando ele foi entrar no avião, estava muito doente e não o deixaram ficar a bordo”, revela Phil. “Em vez de chamar a mim ou a esposa dele ou colocá-lo em um hospital, mandaram-lhe embora e ele estava sozinho. Ele acabou indo para um hotel e morreu”, concluiu.

 

Fonte Star Advertiser