Jacob Collier

Talento sem fim

Clipe Running Outta Love traz groove elaborado de Jacob Collier, músico inglês de apenas 26 anos, dono de um talento imenso em vários ritmos e estilos.
Jacob Collier, talento da nova geração

O clipe Running Outta Love, do multi instrumentista inglês Jacob Collier, com participação da vocalista americana Tori Kelly, é uma faixa do álbum – Djesse Vol. 3, lançado no ano passado, e revela todo o talento da dupla.

Em Running Outta Love, exibe toda sua polivalência: Jacob toca baixo, guitarra, bateria, teclado, faz os vocais e usa até pote de vidro como percussão!

Jacob Collier é, possivelmente, um dos maiores gênios musicais vivos. Parece um elogio tão absurdo que chega a soar genérico, mas neste caso é talvez a única forma de mensurar o tamanho da capacidade do britânico de 26 anos.

Não à toa, Jacob foi apadrinhado pelo lendário Quincy Jones e já acumula quatro Grammys entre os seus três discos lançados antes de 2020. O mais recente promete expandir tudo isso ainda mais ao trazer uma sonoridade mais palatável do que nunca — Djesse Vol. 3 vem recheado de participações, reunindo nomes como Jessie Reyez, T-Pain, Tori Kelly, Daniel Caesar e mais.

Conhecido por seu extenso uso de rearmonizações e, naturalmente, trazendo uma forte influência do Jazz e de gêneros mais tradicionais, Jacob incorpora tudo isso em uma roupagem que vai do Pop ao Folk na terceira edição da “expedição” Djesse, um verdadeiro passeio pela mente genial do cantor e multi-instrumentista.

O jornalista Felipe Ernani, do portal Tenho Mais Discos Que Amigos, teve o prazer enorme de conversar com Jacob sobre esse trabalho, seu contato com a música brasileira e muito mais.

Confira na íntegra a seguir, uma cortesia do TMDQA.

Oi, Jacob! É um prazer enorme estar falando com você, espero que esteja tudo bem por aí. Queria começar te parabenizando pelo Djesse Vol. 3, que está incrível tal qual os dois volumes anteriores. Uma das coisas mais legais desse projeto é o fato de que ele mostra não apenas todo o seu talento, mas o das pessoas que colaboram com você. Quão divertido foi fazer esses discos, em especial o mais recente, envolvendo tanta gente boa?

Olá! Tudo certo aqui sim! Foi enorme fazer isso, é algo que eu sempre quis. Fazer uma obra de arte gigantesca e colaborativa, especialmente tendo feito meu primeiro álbum, In My Room, completamente sozinho e no meu quarto — este que estou agora, inclusive. Foi um desafio realmente interessante para mim, me jogar nesse mundo da música em maior escala e começar a ter esses diálogos e conversas que vão desde orquestras até guitarristas de Rock e rappers e trappers e cantores de Soul, sabe?

Acho que, pra mim, eu aprendi uma coisa completamente nova com cada pessoa que já colaborei. Mas esse álbum foi uma espécie de devoção intensa e concentrada desse tipo de aprendizado, o que eu amo! É tão divertido visitar essas pessoas em seus mundos musicais e extrair algo que me deixa empolgado. É maravilhoso.

Incrível! Bom, apesar dos discos todos terem o mesmo nome e serem parte de uma mesma série, todos eles soam muito diferentes entre si. Primeiramente, queria saber o que te fez se aproximar tanto do R&B, do Rap, do Trap nesse álbum?

Era algo que eu queria fazer há eras! Eu não tinha necessariamente a “roupagem” certa para realmente fazer isso e explorar isso até então. Mas crescendo eu só queria saber do Prince, do Earth, Wind & Fire, e do Stevie Wonder, então pra mim foi uma parte tão grande do meu paladar musical enquanto criança, sabe? E eu era uma “esponja”.

E tipo, eu ouviria Prince no mesmo dia que eu ouvia, sei lá, Björk. E eu acho que, pra mim, a diversão está em encontrar uma forma de construir uma ponte entre Stevie Wonder e Björk e fazer isso ter algum sentido!


E como tudo isso se conecta, a ponto de se encaixar no mesmo projeto?

Olha, quando eu saí nessa aventura eu queria… acho que fazer esse álbum que refletisse, que refletisse precisamente, a íntegra do meu universo musical e dos meus gostos em uma linha única. E foi um desafio enorme — começou como um projeto de um único álbum, e se expandiu para dois, depois três, e finalmente estamos em quatro [Jacob já confirmou que fará Djesse Vol. 4].

E eu acho que o que eu descobri quando eu comecei o processo foi que se eu tentar fazer tudo de uma vez eu não consigo realmente me aprofundar em nada, fica tudo a nível superficial. Por exemplo, com a orquestra: eu queria fazer um disco inteiro — Djesse Vol. 1 — com a orquestra, para explorar como seria fazer isso. E eu mesmo fiz a orquestração, os arranjos, e esse processo foi um verdadeiro desafio mas foi muito divertido.

E para o Djesse Vol. 2 a abordagem de composição foi explorar a música Folk, a World Music, eu queria me aprofundar nisso. Então eu senti que para cada um desses universos, cada um desses espaços diferentes, eu trouxe vários colaboradores para ter espaço para me aprofundar. Mas eu não planejo muito além do “vai ser aproximadamente este tipo de espaço”, sabe? E aí, quando eu planto algumas sementes, é interessante ver no que elas se tornam e para o Djesse Vol. 3, por exemplo, eu devo ter escrito umas 30 ou 40 músicas e só 12 entraram no disco.

Obviamente o meu trabalho é meio que fazer uma curadoria, sabe, da jornada. Encontrar um caminho através dessas diferentes passagens que nos faça perceber algum sentido e aí convidar esses colaboradores para me ajudarem a contar a história.

Uma coisa que eu sempre gosto de perguntar — principalmente quando é alguém que sempre tem tanta coisa legal a dizer como você — é se há alguma curiosidade interessante sobre o disco que você possa nos contar.

Tem tantas! Há tantas camadas diferentes de histórias. Vou te contar duas!

A primeira é sobre como surgiu a música com a Tori Kelly, que foi uma loucura. Eu e a Tori Kelly nos conhecemos aleatoriamente no corredor dos Grammys em 2017, e foi muito selvagem — eu nem esperava estar lá, mas eu estava e a Tori Kelly estava lá! E foi super empolgante e legal e nós nos encontramos muito rápido, tipo 10 segundos, e falamos tipo “A gente devia fazer uma música”, “Ok, vamos fazer uma música!”. E aí adiante uma semana e eu acabei perdendo o meu passaporte em uma tempestade de neve, então eu estava ilhado nos EUA. E aconteceu que a Tori tinha esse dia livre nessa semana em que eu fiquei ilhado — faz muito tempo, acho que foi em Fevereiro de 2017 — e a gente começou a fazer essa música. E eu gravei aquilo, e foi na verdade a primeira música que eu gravei para qualquer um dos volumes do Djesse. Ela veio antes dos 2 primeiros volumes. E eu deixei aquela música no meu computador por um ano e meio, eu não toquei nela — estava com medo, era muito especial! Mas eu voltei a trabalhar nela depois e ela foi a última pessoa a vir aqui em casa gravar antes da quarentena, ela foi a última pessoa a me visitar. Mas ela veio e cantou algumas coisas e foi bem, bem divertido, e terminamos por ali!

A outra — ah, são tantas! — mas a outra bem legal é sobre o método que eu venho gravando. Tem uma música chamada “In Too Deep”, com a Kiana Ledé, e é uma das minhas preferidas no álbum e o que rolou foi que eu instalei uma espécie de programa que me deixa controlar o computador da Kiana remotamente, instalei o Logic [software de gravação de músicas] no computador dela, coloquei todos os meus atalhos do teclado e eu realmente fui capaz de gravar e até editar tudo no computador dela! Eu mandei uns microfones para ela no correio e dei umas instruções, tipo, “plugue isso aqui, plugue isso ali” e fizemos toda a sessão remotamente! Ela estava em Los Angeles e eu em Londres — ou seja, 8000km distantes — mas fomos capazes de interagir em tempo real, e ela testou umas coisas, a gente teve uma comunicação legal. Isso foi muito bom.

E, na verdade, boa parte desse álbum foi gravado e mixado e produzido no isolamento. Foi um desafio, mesmo, mas foi extremamente divertido e foi algo que me ensinou muito. Você consegue fazer tanto dessa forma hoje em dia!

Poxa, legal demais! Obrigado por compartilhar as histórias! Jacob, além das suas músicas, outra coisa que eu adoro é quando você participa de vídeos — seja fazendo improvisos ou só falando de música, porque você parece sempre estar tão empolgado com tudo. Como é a sua relação com a música hoje em dia? Quanto tempo você acha que passa envolvido com música por dia? [risos]

[risos] Uau, é quase como se fosse um rio que flui o tempo todo e eu tenho como abrir ou fechar a torneira quando quero. É só abrir e vem toda a música! [risos] Ou eu posso dizer tipo, “Já deu”. Mas está sempre ali. É quase como uma segunda língua para mim. É algo que eu geralmente estou pensando sobre, concebendo coisas. Eu não diria que eu necessariamente toco música o dia todo, mas eu acho que se eu não estou criando ativamente, eu provavelmente estou pensando nisso ou planejando algo, ou algo assim. É bem raro que eu tenha um dia qualquer sem música.

Eu imaginei! E você é uma pessoa de várias influências, inclusive sei que você já trabalhou com o querido e ótimo músico brasileiro Pedro Martins antes…

Ah! Claro! O Pedro é um belo músico.


Através desse contato com ele ou da sua vivência na música em geral, o que você já conheceu da música brasileira? Tem alguma influência dela no seu trabalho?

Absolutamente sim! É onde tantas das músicas que eu amo nasceu. Eu me lembro de descobrir o Hermeto Pascoal quando eu tinha uns 14 anos e eu fiquei tipo… [cara de assustado] “Ah, ok… Então isso é possível agora?”. [risos] Uma loucura. Isso foi incrível. Também tem uma banda que eu me apaixonei, chamada Boca Livre, é um grupo de músicos que canta em conjunto na banda, e tudo isso me deu uma ótima ideia de como eu queria que fosse a sensação da música, porque todos eles trazem um ingrediente diferente e cantam uma parte diferente. Para mim, a voz é tão, tão importante.

Há tanta música no Brasil que gira em torno da voz! Pode ser uma das razões pela qual eu amo tanto. Mas toda a tradição do Samba é de cair o queixo quando você vê em ação — tipo, você ouve histórias e tal, mas quando você está ali, é fenomenal! É incrível.

Eu toquei algumas vezes no Rio, em São Paulo, e aliás uma das minhas primeiras apresentações da vida foi em Paraty e eu nunca vou esquecer. É um lugar tão especial, e as pessoas vivem e respiram música aí de uma forma tão diferente.

Enquanto eu preparava essa entrevista, fui ver algumas outras conversas suas e em uma delas vi você se descrevendo como um “maximalista” da música. [risos] Isso me deixou curioso para saber o que você pensa de música minimalista — e não digo no sentido de artistas como Philip Glass e tal, mas sei lá, bandas do Punk, com sonoridades cruas…

Eu amo! Eu amo essas coisas! Tem tantas formas com as quais você pode se conectar com a música, eu acho, e o que eu amo por exemplo sobre o Rock e o Punk é que te envelopa completamente e você não precisa pensar muito sobre ela, porque é como se você fosse parte daquilo fisicamente.

Eu diria, aliás, que o mesmo é verdade para o Samba também. É tão físico, tão visceral! E há outros tipos de música que se você olhar bem com uma lupa você consegue descobrir esse DNA e todas essas coisinhas que você ama, e há outras que funcionam bem na superfície. Mas eu acho que, pra mim, não há uma regra absoluta. A música não tem que ser sempre maximalista [risos]. Ou sempre minimalista.

Eu acho que é uma escala espacial, do tamanho do espaço que você quer retratar, o tamanho da distância que você quer colocar entre o ouvinte e a música, e acho que eu estou aprendendo muito sobre isso agora — especialmente com o Vol. 3, na verdade, com a produção. É tipo, como você coloca cada som em cada espaço?

E muitas vezes as afirmações vêm quando não há nada envolvendo a coisa. É só a coisa ali sozinha. Mas o espaço é abstrato — você pode dizer que há espaço musical, mas também há o espaço de frequências, o espaço do tempo, o espaço da perspectiva, o espaço lírico, o espaço da dicotomia, enfim, há tantos tipos diferentes de espaço e para mim é fascinante continuar mudando a forma com que ouço e crio música.


Isso tudo me leva a uma outra pergunta. Quando você está lidando com tudo isso e escrevendo para projetos como o Djesse, como você consegue manter tudo tão melódico — tipo, isso está relacionado com essa questão dos espaços que você falou? Porque há tantos elementos em cada música e ao mesmo tempo não parece que você esteja “forçando” isso só para ser maximalista. Tudo faz sentido, eles conversam.

Sim… sabe que eu não tenho certeza? Mas eu sinto que a primeira coisa que você tem que fazer quando começa a criar é abrir a torneira e deixar tudo sair. Para mim, eu sempre tenho uma certa ideia do que vai ser a base do que eu estou tentando criar e tenho instintos fortes sobre equilíbrio, conexão e comunicação, harmonias e tal.

Acho que todos os ingredientes estão ali. É sobre encontrar uma forma para que tudo, como você falou, converse. E leva tempo, cara! Eu realmente sou grato por esses últimos meses de quarentena, porque lá em Março eu estava prestes a sair em turnê por 10 semanas e tudo foi cancelado e eu basicamente tinha terminado o disco — ou achava que tinha — e quando a turnê foi cancelada eu pude gastar 4, 5 meses nisso.

E está tão melhor agora! Porque eu pude dizer, tipo, “Acho que eu não preciso disso!” para algumas partes. E foi aí que a coisa se escalonou pra baixo, e aliás é a primeira vez que eu decido fazer algo que é levemente menor do que o que eu concebi inicialmente. Eu concebi o Vol. 3 como essa coisa enorme, com 30 músicas e tal, e acabou sendo bem pequeno — mas eu fico feliz porque deu ao álbum uma chance de realmente ter uma identidade, e eu acho que daqui uns 4 anos eu vou realmente entender o que significa. Agora eu não sei. [risos]


Entendo! Espero que essas ideias sejam reaproveitadas algum dia! Bom, estamos quase sem tempo, então vou para minha última pergunta. Você teve educação formal na música, mas também teve muita vivência, foi “adotado” musicalmente pelo Quincy Jones… quão diferentes e importantes são essas experiências?

A coisa mais importante é aprender. Aprender é algo que você faz por você mesmo. Educação é algo que você recebe, mas aprender é uma coisa que você faz. E você pode ter anos de educação e não aprender nada, assim como pode aprender sem passar pela educação.

Eu acho que é muito importante que as pessoas comandem seus próprios aprendizados. Acho que hoje em dia é algo realmente possível, e no fim do dia é a responsabilidade de cada um atingir o pleno potencial de suas próprias habilidades para que possam explicar para quem está de fora o que está acontecendo em suas mentes, entende? Acho que isso é algo realmente legal.

Eu não acho que eu tenha aprendido a maioria do que sei sobre música no meu tempo na educação formal — que nem foi particularmente longo, eu fiquei estudando música formalmente por uns 3 ou 4 anos, ali entre os 17 e 20, ou tipo, 16 aos 19, sei lá. E até então eu era autodidata e isso fez com que passar pela educação fosse desafiador, porque eu tinha todos os meus próprios sistemas já definidos, sabe? E eu tive que adotar esses outros sistemas, que foram realmente interessantes quando eu passei a entendê-los. Mas eu acho que dentro da educação o ponto é, às vezes, aprender e coletar todos esses pedaços de informação — mas esse não é o ponto na vida real, entende?

O ponto na vida real é dar tudo aos outros, criar coisas. E eu realmente aprendi isso. Especialmente nos últimos 5 anos, não estando na educação formal, e eu acho que aprendi muito mais tendo saído desse sistema sobre as coisas que eu estava aprendendo dentro dele. Só aqui, do lado de fora, no mundo real, fazendo essas coisas. Porque eu acho que quando você sente o cheiro das coisas, toca nas coisas, fala com os músicos que te inspiram, você aprende em um ritmo muito mais rápido.

Eu encorajaria fortemente as pessoas a serem estudantes do mundo, sabe, mais do que se você for estudante de qualquer instituição — aliás, até se você for um estudante de alguma instituição, é muito importante ser responsável pelo seu próprio aprendizado.

Legal demais! Muito obrigado, Jacob! Foi um prazer enorme conversar com você. Até a próxima!

Obrigado a você! O prazer foi meu! Até mais.


Fonte Tenho Mais Discos Que Amigos.

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.