Open J-Bay 2025

Quatro brasileiros nas oitavas

Yago Dora é destaque neste sábado (12) no Open J-Bay 2025 e avança com mais três brasileiros às oitavas da etapa sul-africana do CT.
Open J-Bay 2025, Jeffreys Bay, África do Sul

Yago Dora foi um dos grandes nomes deste sábado (12) no Open J-Bay 2025. Ele conquistou a segunda maior nota do evento (9.33) sul-africano do CT, e venceu pela primeira fase com o terceiro maior somatório do dia (15.83). Yago avançou às oitavas de final junto com Filipe Toledo, Italo Ferreira e João Chianca. Próxima chamada acontece na madrugada deste domingo (13), às 2h15 (horário de Brasília).

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A previsão indicava condições muito melhores que as vistas neste sábado. As disputas foram realizadas em ondas de 1 a 1,5 metro com séries maiores em Jeffreys Bay. Pela manhã o vento soprou de terral/lateral e na parte da tarde o maral estragou a formação das ondas. As baterias do primeiro round do masculino foram realizadas com 30 minutos de duração. A repescagem do feminino teve 35 minutos e a mesma fase do masculino aconteceu no formato de duelos simultâneos com 40 minutos cada.

Yago voa alto – O sul-africano chegou do céu, mas quem voou alto na terceira bateria deste sábado foi Yago. O brasileiro deu espetáculo na terceira bateria dos homens no Open J-Bay 2025 e garantiu vaga nas oitavas de final da prova sul-africana do circuito Championship Tour. Matthew McGillivray, que pousou de paraquedas na praia pouco minutos antes do início do confronto, terminou em segundo lugar e caiu para a repescagem junto com o japonês Connor O’Leary (3º). Disputa de 30 minutos aconteceu aconteceu neste sábado (12) em séries de direitas com de 1 a 1,5 metro penteadas pelo vento lateral/terral em Jeffreys Bay.

Yago pegou sua primeira onda logo após Connor cair da prancha na primeira atuação (0.40). Aos quatro minutos o brasileiro acelerou até achar uma seção aberta. Ele fez três manobras sem muito brilho, mas a quarta foi uma forte batida. Depois ele subiu na crista para um floater, mas caiu na volta da manobra. A atuação valeu 4.83 pontos.

O brasileiro deu espetáculo aos oito minutos. Como tinha a terceira prioridade, Yago optou por ficar embaixo do pico, um pouco distante dos adversários. Ali ele achou uma direita sozinha e após quatro rasgadas acelerou para voar alto. Yago executou uma rotação completa antes de aterrissar com segurança. A performance valeu 9.33 pontos.

Os adversários não ameaçaram a liderança do brasileiro em nenhum momento da disputa. Eles, que já precisavam de pontuações altas, levaram mais um golpe de Yago a dez minutos do fim. O brazuca fez uma série de ataques para trocar 4.83 por 6.50 e praticamente confirmar a vitória. Connor ainda fez sua melhor atuação no confronto, mas os 5.07 não foram suficientes para ele sair da última posição. O japonês e o sul-africano (2º) caíram para a repescagem. O próximo adversário de Yago é João Chianca.

“Eu fiquei meio assustado de acertar a rampa, porque a onda estava pesada e eu estava com muita velocidade”, contou Yago. “Tive a melhor sensação do surfe, simplesmente flutuando no ar e aterrissando na parte rasa. Dá para ser realmente criativo nessa onda, a onda é perfeita, mas as linhas estão sempre mudando um pouco, então ela ainda é imprevisível e você precisa se adaptar rápido”.

Filipe também evita a repescagem – O brasileiro com mais títulos na África do Sul também estreou com vitória no Open J-Bay 2025. Tricampeão (2017, 2018 e 2023) da prova, Filipe Toledo começou muito bem a última disputa da primeira fase do masculino. A vitória parecia encaminhada, porém os adversários reagiram e colocaram pressão no brazuca, mas Filipe saiu da água vitorioso.

O brasileiro largou com 4.17 pontos. Logo no início ele executou três manobras e errou a quarta. Aos cinco minutos ele surfou novamente e foi melhor. O brasileiro pegou um tubo na primeira seção, depois fez mais seis ataques. A atuação valeu 6.33 pontos. Barron e Alan chegaram na metade do confronto precisando de notas na casa dos sete pontos, mas logo depois a situação piorou pra eles. O brasileiro anoutou 7.17 pontos aos 16 minutos com cinco manobras.

O mexicano e o havaiano reagiram a 12 minutos do fim. Alan soltou as manobras para anotar 7.63 pontos. Barron manobrou duas vezes antes de surfar um tubo longo e profundo. Ele saiu, comemorou e acertou mais uma batida. A performance valeu 8.33 pontos. Os dois chegaram nos minutos finais na busca de notas na casa dos cinco pontos.

Filipe atuou, mas não mexeu no placar com 5.97 pontos. Barron atuou sem a prioridade a três minutos do fim. Ele buscava 5.17 para vencer, mas errou o quarto ataques e os 2.93 pontos não alteraram sua situação no confronto. Alan optou por ficar no pico com o direito de escolha, porém nenhuma outra onda apareceu em Jeffreys Bay até o fim da bateria e ele caiu para a repescagem com a terceira colocação. Filipe venceu e volta a enfrentar Barron no Open J-Bay 2025, agora nas oitavas de final.


Italo e João caem, mas se recuperam – A categoria masculina do Open J-Bay 2025 não começou bem para o Brasil. Poucas ondas apareceram na bateria de 30 minutos e o norte-americano Jake Marshall pegou a melhor para sair da água vitorioso. Italo Ferreira ficou em segundo lugar e caiu para a repescagem junto com o havaiano Seth Moniz.

Italo pegou as duas primeiras ondas do dia. Ele largou com 0.43 e aos oito minutos encaixou oito manobras para colocar 5.33 no somatório. Jake respondeu no minuto seguinte com uma direita da série. O norte-americano trabalhou para chegar numa seção limpa e depois executou seis ataques para largar com 7.83 pontos.

Nenhuma série com boas ondas apareceu até o final da bateria. Seth ficou mais ativo, tentou decolar, mas não teve sucesso e sua melhor atuação na disputa valeu 2.27 pontos. Italo só surfou mais uma direita. A atuação aconteceu no minuto final. Ele buscava 3.24 para avançar, porém a direita foi ruim (0.77). Jake também não fez nada de importante até o término, mas a primeira atuação valeu a vaga nas oitavas de final. Italo (2º) e Seth (3º) caíram para a primeira fase eliminatória do Open J-Bay 2025.

Italo supera Round 2 – Italo Ferreira superou a repescagem com vitória em cima do sul-africano Matthew McGillivray. O brasileiro venceu com as cinco maiores notas da disputa.

O brasileiro conquistou duas notas na casa dos cinco pontos nos dez minutos iniciais (5.17 e 5.33). Já o sul-africano só tinha 0.33 no somatório. Enquanto Matthew seguia sem conexão com Jeffreys Bay, Italo trocou de nota aos 15 minutos. Ele rasgou, bateu, fez outra curva e fechou a performance com forte ataque vertical. A atuação valeu 6.60 e deixou Matthew na busca de no mínimo 9.16 para avançar no Open J-Bay 2025.

A situação de Mattew piorou aos 25 minutos. Italo executou potentes manobras para colocar mais 6.93 no somatório e disparar na frente. O sul-africano ficou ativo na busca dos 9.93 que precisava. A dez minutos do fim ele conquistou sua melhor nota na disputa com três batidas. Com 5.10 no placar ele diminuiu a diferença para 8.43 pontos. Ele ainda mexeu no placar mais uma vez com 4.10, mas acabou eliminado. Italo encara o japonês Connor O’Leary nas oitavas de final.


Jack vence João e Miguel – A sétima bateria da primeira fase do Open J-Bay 2025 teve dois brasileiros, mas quem levou a melhor foi um australiano. Jack Robinson surfou dois tubos na mesma onda, saiu da última para a primeira posição nos últimos minutos e colocou João Chianca (2º) e Miguel Pupo (3º) na repescagem.

Jack abriu a disputa com duas notas baixas. João respondeu aos sete minutos. Ele rasgou, executou um layback, surfou um tubo e fechou a performance com floater. A nota foi 6.00 pontos. Miguel surfou dois minutos depois e com duas batidas conquistou 4.83 pontos. O aussie atuou na sequência e acertou um Alley Oop para anotar 6.83 e embolar o confronto.

Miguel assumiu a liderança aos 12 minutos. Jack entrou na onda, mas o brasileiro usou o direito de escolha e fez o bloqueio. Ele acertou fortes e verticais ataques para inserir 7.23 pontos no somatório. João deu o troco cinco minutos depois. O atleta usou a prioridade e executou sete manobras. O brazuca buscava 5.24 para liderar e anotou 6.90 pontos.

João ficou ativo nos minutos finais, mas não mexeu no placar. Jack usou a prioridade numa onda, mas errou quase tudo que tentou. Ele insistiu e a três minutos do término surfou dois tubos e executou forte rasgada. Ele precisava de 6.08 para assumir a liderança e conquistou 8.00 pontos. João (2º) e Miguel (3º) não conseguiram reagir e caíram para a repescagem.


João supera Joel – João superou a repescagem com vitória em cima do australiano Joel Vaughan. Eles abriram a disputa com notas baixas, mas aos três minutos eles chegaram na casa dos cinco pontos. O australiano bateu duas vezes, antes de rasgar e executar um layback. A nota foi 5.50 pontos. João abriu a apresentação com um floater, depois rasgou e acertou forte pancada para anotar 5.00 pontos. Na sequência Joel trocou de nota duas vezes. Primeiro colocou 3.33 no somatório e depois 3.70, nota que deixou o brasileiro na busca de 4.21 para vencer.

O brazuca assumiu a liderança na metade do confronto. Os dois surfaram na mesma série e João foi primeiro. Ele escalou, depois passou uma seção com floater, rasgou e bateu duas vezes. A atuação valeu 6.00 pontos. Joel mexeu no placar com 4.23, mas não mudou sua situação na bateria.

João ficou ativo no final, mas não alterou o somatório. Joel usou a prioridade perto do último minuto e acertou três batidas. Ele buscava 5.51 para vencer. A nota demorou cerca de dez minutos para ser divulgada e os 5.27 pontos não foram suficientes para a virada.

Miguel perde para Marco – Não deu para Miguel Pupo na repescagem do Open J-Bay 2025. O brasileiro encarou o francês Marco Mignot e perdeu pelo placar de 12.23 a 8.80 pontos. Com o resultado Miguel se despediu da etapa sul-africana do CT em 17º lugar.

Miguel começou com 2.50 e Marco com 3.33 pontos. O brasileiro subiu um pouco o nível aos quatro minutos. Ele executou três batidas antes de cair na volta de um floater. A atuação valeu 4.67 pontos. O francês assumiu a liderança aos nove minutos. Marco rasgou, bateu e fez outra curva antes de cair num ataque em que jogou a rabeta acima do lip. Com 4.33 ele deixou Miguel na caça de 2.99 para vencer.

Marco trocou as notas na sequência. Aos 23 minutos conquistou 6.00 pontos e aos 30 botou mais 6.23 no placar. Miguel tentou responder, mas as três manobras valeram 4.13 pontos, nota que não mudou sua situação no confronto. O francês ainda atuou mais uma vez, porém não mexeu no placar. Miguel ficou no pico na espera de uma boa oportunidade para conquistar os 7.56 que precisava, porém ela não apareceu e ele foi eliminado.

Kanoa coloca Alejo na repescagem – A segunda bateria do Round 1 masculino foi vencida por Kanoa Igarashi. O japonês dominou o confronto com melhor escolha de onda e melhores manobras. Vitória foi em cima de Alejo Muniz (2º) e do australiano Joel Vaughan (3º).

O duelo começou quente. Kanoa largou com nota fraca, mas atuou novamente logo depois. O japonês conquistou 5.83 pontos. Alejo acertou três manobras para colocar 4.00 no somatório e Joel fez uma série de rasgadas e tentou voar no final, mas errou o Alley Oop e começou com 4.40 pontos. O brasileiro colocou outra nota na casa dos quatro pontos (4.10) no placar aos 12 minutos numa atuação que teve pequenos erros e a última manobra incompleta (caiu da prancha numa batida). O australiano também surfou na série, mas achou espaço para apenas uma manobra (2.67).

Kanoa pegou duas ondas aos 15 minutos. O atleta usou a prioridade e caiu na primeira manobra, mas conseguiu pegar outra direita da mesma série. O japonês executou quatro ataques para assumir a liderança com 6.50 pontos. O brasileiro ensaiou uma reação a 12 minutos do fim com 4.73, mas permaneceu em segundo lugar. Na atuação ele voltou a errar a última manobra. Alejo passou a buscar 7.60 para avançar. Joel seguiu na terceira posição. O aussie não encontrava ondas que oferecessem várias seções boas para manobras.

Na liderança, o japonês praticamente confirmou a vitória a três minutos do fim. Ele usou a prioridade e conquistou a maior nota do confronto. Kanoa iniciou a performance com uma escalada, depois rasgou, bateu passando as quilhas por cima da crista, executou dois ataques já pensando na seção seguinte, rasgou, surfou um tubo espremido e fechou a apresentação com batida. O surfista do Japão anotou 7.33 pontos e deixou os adversários precisando de mais de 9 pontos. Eles não mexerem mais no placar. Alejo (2º) e Joel (3º) caíram para a repescagem.

Griffin elimina Alejo – Alejo competiu na quinta bateria da repescagem masculina e perdeu para Griffin Colapinto. O norte-americano começou ativo, mas suas duas atuações iniciais foram ruins. Logo depois, aos três minutos, ele executou três manobras para anotar 3.50 pontos. Alejo respondeu no minuto seguinte também com três manobras. A nota foi 3.40 pontos. O brasileiro voltou a atuar aos oito minutos e anotou 5.33 pontos para assumir a liderança. O norte-americano deu o troco no minuto seguinte com a mesma nota. Griffin voltou para o primeiro lugar.

O norte-americano ficou ativo sem a prioridade, mas não trocou nota nas seis ondas seguintes. O brasileiro esperou por uma boa série no pico. Aos 23 minutos ele bateu, rasgou e acertou outra pancada antes de cair na última manobra. Ele buscava 3.50 e passou à frente com 3.87 pontos. Griffin respondeu dois minutos depois. Ele bateu derrapando a rabeta, depois bateu sem muita expressão, executou um cutback, acertou forte pancada e caiu da prancha no último ataque. Ele necessitava de 3.87 e conquistou 4.43 para voltar à liderança. A nove minutos do fim o surfista dos Estados Unidos voltou a mexer no placar com 4.70 pontos.

Alejo usou a prioridade a seis minutos do término, mas a onda fechou após a segunda manobra. Ele ficou ativo e pegou mais duas ondas na sequência, mas não chegou perto da virada e foi eliminado. Griffin fechou a bateria no minuto final com rasgada, batida e layback que valeram a maior nota do confronto, 6.50 pontos, que confirmou sua vitória e a vaga nas oitavas de final.

Luana fica em nono lugar – A única brasileira no Open J-Bay 2025 caiu na repescagem. Luana Silva competiu contra a norte-americana Caroline Marks, perdeu e e se despediu da prova sul-africana do CT em nono lugar.

Caroline pegou sua primeira onda logo depois da brasileira conquistar nota fraca (0.83). A norte-americana atuou aos três minutos. Ela abriu a apresentação com batida, depois teve que ganhar muitas seções até achar mais uma parece aberta para executar forte batida. A atuação valeu 5.33 pontos.

A brasileira entrou no jogo após conquistar outra nota fraca (0.27). Luana usou a prioridade aos seis minutos. Ela rasgou duas vezes e bateu com força na junção. A nota foi 5.50 pontos. Logo depois a norte-americana usou a prioridade numa onda ruim e a brasileira ficou com o direito de escolha. Luana voltou a atuar aos 16 minutos. A atuação teve três manobras e valeu 4.60 pontos.

Caroline assumiu a liderança a 13 minutos do fim. A norte-americana usou a prioridade e acertou quatro ataques. Ela buscava 4.78 e anotou 5.83 pontos. As duas surfaram quatro minutos depois, mas não mexeram no placar. Luana ainda teve mais uma chance no último minutos. Ela buscava 5.67 para vencer e as duas rasgadas além da batida valeram apenas 3.67 pontos.

Previsão das ondas – A previsão das ondas para o domingo indica direitas de 5 a 7 pés de face com vento lateral pela manhã, e de 4 a 6 com vento terral à tarde.

Open J-Bay 2025
Round 1 Masculino

1 Jake Marshall (EUA) 9.23 x Italo Ferreira (BRA) 6.10 x Seth Moniz (HAV) 3.94

2 Kanoa Igarashi (JAP) 13.83 x Alejo Muniz (BRA) 8.83 x Joel Vaughan (AUS) 8.00

3 Yago Dora (BRA) 15.83 x Matthew McGillivray (AFR) 8.70 x Connor O’Leary (JAP) 7.64

4 Crosby Colapinto (EUA) 13.36 x Jordy Smith (AFR) 12.00 x Luke Thompson (AFR) 8.74

5 Ethan Ewing (AUS) 11.53 x Marco Mignot (FRA) 11.43 x Cole Houshmand (EUA) 8.00

6 Griffin Colapinto (EUA) 16.13 x Leonardo Fioravanti (ITA) 15.67 x Rio Waida (IDN) 12.50

7 Jack Robinson (AUS) 14.83 x João Chianca (BRA) 12.90 x Miguel Pupo (BRA) 12.06

8 Filipe Toledo (BRA) 13.50 x Barron Mamiya (HAV) 11.26 x Alan Cleland (MEX) 10.46

Repescagem

1 Jordy Smith (AFR) 16.43 x 15.96 Luke Thompson (AFR)

2 Marco Mignot (FRA) 12.23 x 8.80 Miguel Pupo (BRA)

3 Italo Ferreira (BRA) 13.53 x 9.20 Matthew McGillivray (AFR)

4 Cole Houshmand (EUA) 12.86 x 12.57 Rio Waida (IDN)

5 Griffin Colapinto (EUA) 11.83 x 9.20 Alejo Muniz (BRA)

6 João Chianca (BRA) 11.00 x 10.77 Joel Vaughan (AUS)

7 Barron Mamiya (HAV) 12.30 x 7.76 Seth Moniz (HAV)

8 Alan Cleland (MEX) 13.50 x 8.66 Connor O’Leary (JAP)

Oitavas de final

1 Yago Dora (BRA) x João Chianca (BRA)

2 Jack Robinson (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)

4 Griffin Colapinto (EUA) x Cole Houshmand (EUA)

5 Jordy Smith (AFR) x Marco Mignot (FRA)

6 Barron Mamiya (HAV) x Filipe Toledo (BRA)

7 Italo Ferreira (BRA) x Connor O’Leary (JAP)

8 Ethan Ewing (AUS) x Jake Marshall (EUA)

Repescagem Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) 13.00 x 7.83 Sarah Baum (AFR)

2 Caroilne Marks (EUA) 11.16 x 10.10 Luana Silva (BRA)

3 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 10.50 x 9.30 Francisco Veselko (POR)

4 Tyler Wright (AUS) 12.57 x 12.44 Erin Brooks (CAN)

Quartas de final

1 Gabriela Bryan (HAV) x Tyler Wright(AUS)

2 Caitlin Simmers (EUA) x Caroilne Marks (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Lakey Peterson (EUA)

4 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Isabella Nichols (AUS)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (21) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) Semifinais 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)2 – Lakey Peterson (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (22) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.