El Salvador Pro 2025

Cinco brasileiros nas oitavas

WSL finaliza terceira fase masculina do El Salvador Pro 2025 e Brasil chega nas oitavas com cinco atletas. Próxima chamada acontece nesta sexta-feira (11).
El Salvador Pro 2025, Punta Roca, La Libertad

Nesta quinta-feira (10) a WSL realizou todas as 16 disputas do Round 3 masculino e Italo Ferreira, Yago Dora, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo são o Brasil nas oitavas de final do El Salvador Pro 2025. Filipe Toledo, Samuel Pupo, Deivid Silva e Ian Gouveia foram eliminados e se despediram da etapa do CT realizada na América Central na 17ª posição. Dia amanheceu com ondas de até 1 metro e algumas chegaram a 1,5 metro ao longo da tarde em Punta Roca. As séries ficaram muito demoradas na maior parte da quinta-feira.

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Italo dá troca em salvadorenho – Italo Ferreira foi o melhor brasileiro no dia. Ele competiu no nono confronto e deu o troco em Bryan Perez, salvadorenho que o derrotou na repescagem do El Salvador Pro 2024.

Italo anotou 4.67 pontos logo no início numa direita que ofereceu poucas seções para manobras explosivas. Bryan surfou aos cinco minutos. O local de Punta Roca fez seis ataques para largar com 6.83 pontos. O brasileiro respondeu na sequência, mas caiu da prancha na segunda manobra. Ele voltou rápido para o pico e pegou a prioridade.

O campeão mundial de 2019 foi pra liderança aos oito minutos. Italo manobrou sete vezes para conquistar 6.07 pontos. Bryan voltou para o primeiro lugar três minutos depois. O salvadorenho rasgou, bateu, executou um cutback, rasgou novamente e voou com reverse. A nota 5.40 deixou Italo na busca de 6.17 para vencer.

O brasileiro reassumiu a liderança aos 13 minutos. Italo bateu chutando a rabeta, depois rasgou, bateu mais uma vez, subiu na crista num floater e acertou forte pancada. Com a performance ele colocou mais 7.33 pontos no somatório e deixou Bryan na necessidade de 6.58 para vencer.

O convidado para a etapa tentou a virada a oito minutos do término. Bryan usou a prioridade, executou uma rasgada, duas batidas, uma rasgada ocupando bastante área, um layback, outra rasgada e fechou a apresentação com uma pancada. O salvadorenho até trocou nota, 5.40 por 6.30, porém não mudou sua situação na bateria. Ele seguiu precisando de 6.58 para vencer.

Nenhum outra onda apareceu em Punta Roca até o término da bateria e Italo ficou com a vaga nas oitavas. O próximo adversário é o marroquino Ramzi Boukhiam.


Yago vence Samuel – O dia começou com uma bateria entre brasileiros que teve apenas quatro ondas surfadas. Yago Dora eliminou Samuel Pupo na primeira disputa do Round 3. Yago abriu o duelo aos sete minutos. Ele bateu, rasgou, executou um floater e a direita fechou. A nota foi 4.33 pontos. A segunda e a terceira atuações na bateria também foram com Yago. Aos 18 minutos o surfista rasgou duas vezes, bateu, acelerou e voou com reverse. A performance valeu 5.17 pontos. Seis minutos depois ele entrou numa onda pequena, acertou cinco ataques e errou um voo no final da onda. A nota 3.50 não entrou no somatório.

Samuel pegou sua onda a três minutos do fim. O atleta executou quatro manobras numa direita pequena, anotou 4.43 pontos e passou a buscar 5.08 para evitar eliminação. Nenhuma outra onda apareceu e ele foi eliminado.

Esse foi o segundo confronto entre os dois em baterias homem a homem. O primeiro aconteceu na mesma fase do Pro Portugal 2025 e Yago também saiu da água vitorioso. Nas oitavas Yago vai pra cima do japonês Connor O’Leary.


João no controle – Outro brasileiro que avançou no dia foi João Chianca. O atleta fez bateria segura e venceu o australiano Joel Vaughan sem sustos.

Joel pegou a primeira onda. Logo no início ele botou pra dentro, mas não conseguiu sair. Aos 5 minutos o australiano acertou três ataques e errou um aéreo. As notas foram 0.90 e 3.00 pontos. Quatro minutos depois João atuou e marcou 6.17 com sete manobras.

Os atletas voltaram a atuar na metade do confronto. João executou quatro manobras e conquistou 5.33 pontos. Joel tentou voar depois de acelerar para ganhar seções, porém caiu da prancha. O australiano passou a necessitar de 8.50 para avançar às oitavas de final.

João mexeu no placar a 4 minutos do fim. O brazuca usou a prioridade para bloquear o adversário. Em mais uma boa apresentação com velocidade e fluidez ele conquistou 6.80 pontos. Joel respondeu na mesma série e teve sua melhor performance na disputa, porém ele precisava de 9.97 e anotou 6.13 pontos. O adversário de João nas oitavas é o australiano Ethan Ewing.


Alejo barra Barron – A 13ª bateria teve virada nos segundos finais e final feliz para o Brasil. Alejo Muniz eliminou o vice-líder do ranking, o havaiano Barron Mamiya e garantiu vaga nas oitavas de final do El Salvador Pro 2025.

A primeira atuação aconteceu somente aos 12 minutos. Barron pegou uma direita, fez quatro ataques e abriu com 4.00 pontos. Alejo respondeu quatro minutos depois numa onda com seções mais críticas. Ele acertou seis manobras e conquistou 5.50 pontos. O havaiano atuou na mesma série, mas após três manobras abandonou a direita para pegar a prioridade. A atuação valeu 3.50 e ele seguiu em primeiro lugar.

Alejo assumiu a liderança com batida, floater, layback e snap que valeram 4.40 pontos. A performance aconteceu perto dos dez minutos finais. Barron virou a cinco minutos do fim com uma sequência de rasgadas, além de forte batida na junção. Ele buscava 5.90 e anotou 6.83 pontos.

O brasileiro passou os últimos momentos da bateria com a prioridade e uma oportunidade surgiu no minuto final. A 30 segundos do término ele dropou. Alejo voou aterrissando de rabeta sem completar a rotação, depois rasgou numa seção mais cheia, bateu duas vezes, rasgou novamente e executou outra pancada para fechar a apresentação. Ele precisava de 5.34 e anotou 5.43 para ficar com a vaga nas oitavas de final. Próximo adversário é o norte-americano Cole Houshmand.


Miguel elimina Ian – A penúltima disputa do Round 3 masculino do El Salvador Pro 2025 teve dois brasileiros e Miguel Pupo levou a melhor. Ian Gouveia ensaiou uma reação no final, mas não reverteu o resultado e se despediu da prova em 17º lugar.

Ian surfou as duas primeiras ondas da bateria, mas conquistou notas fracas (0.57 e 0.50). Miguel atuou aos sete minutos numa onda da série que ofereceu seções para sete manobras. A performance valeu 5.00 pontos. Sem a prioridade, Miguel ficou ativo. Aos 15 minutos ele entrou em uma onda, mas ela encheu e ele saiu. Logo depois Ian deixou outra direita passar e Miguel aproveitou. O atleta executou oito ataques para aumentar a diferença no placar com a nota 5.67 pontos. Ian ficou necessitando de 10.67 para avançar às oitavas.

Os dois atuaram perto dos dez minutos finais. Ian acelerou, passou uma seção com floater, rasgou, bateu duas vezes, acertou dois cutbacks e executou mais uma rasgada. Miguel surfou uma direita maior. Ele bateu, rasgou, subiu na crista com um floater, bateu, rasgou novamente e acertou uma junção espumada. Ian anotou 5.37 e Miguel 6.83 pontos.

Ian foi em busca dos 7.13 pontos que precisava para vencer. Ele rasgou duas vezes, fez um cutback, bateu forte chutando a rabeta, rasgou mais uma vez e acertou forte pancada. A nota 6.33 não foi o suficiente para a virada, mas ele diminuiu a diferença para 6.18 pontos. Miguel ficou com a prioridade e até deixou uma direita para Ian, mas ele tentou voar alto e não completou a manobra. Miguel enfrenta Alan Cleland nas oitavas, mexicano que eliminou Filipe Toledo.


Filipe se despede em 17º lugar – Além de Ian Gouveia e Samuel Pupo, o Brasil também perdeu no dia Filipe Toledo e Deivid Silva. Campeão do El Salvador Pro 2023 e vice em 2022, Filipe participou do 16º confronto e foi eliminado. A derrota aconteceu numa bateria de poucas ondas, com as melhores sendo surfadas pelo adversário.

Alan pegou a primeira direita da bateria aos quatro minutos. O mexicano acertou cinco manobras e anotou 5.83 pontos. Depois de 15 minutos sem ação, Filipe executou seis ataques e conquistou 6.00 pontos. Alan respondeu logo depois. O atleta bateu e ficou um pouco preso na crista, depois encurtou uma rasgada para chegar a tempo de atacar a seção seguinte com uma batida, porém caiu da prancha na volta da manobra. A nota foi 2.50 e ele voltou para a primeira posição.

Filipe voltou a surfar a seis minutos do término. A pequena direita teve um início estranho, mas ele apostou nas seções seguintes, voou com reverse, rasgou e bateu chutando a rabeta. Alan pegou uma onda maior no minuto seguinte. O mexicano bateu três vezes, numa delas passando as quilhas por cima da crista, rasgou e executou outra pancada. Filipe anotou 4.00 e Alan abriu vantagem com 7.17 pontos. Nenhuma outra série apareceu em Punta Roca e o brasileiro se despediu da etapa.


Deivid cai pra Jordy – Jordy Smith eliminou Deivid Silva na 11ª bateria do Round 3 masculino do El Salvador Pro 2025. Enquanto o sul-africano aproveitou as poucas oportunidades que teve, o brasileiro cometeu erros e perdeu precisando de 9.17 pontos.

Deivid começou com nota baixa (0.50) e Jordy largou com 6.83 pontos. Na atuação realizada logo no início do confronto o sul-africano executou um layback e mais quatro batidas. O brasileiro tentou reagir aos 12 minutos. Ele usou a prioridade e bateu duas vezes chutando a rabeta por cima da crista, porém no segundo ataque não conseguiu completar a manobra. A atuação valeu 2.33 pontos.

Jordy aumentou a vantagem aos 19 minutos. Ele usou o direito de escolha de onda, executou seis ataques e conquistou 4.67 pontos. Deivid tentou diminuir a diferença, que era de 9.17, mas novamente errou a segunda manobra e anotou outra vez 2.33 pontos.

O sul-africano mexeu no somatório perto do minuto final. Em sua terceira atuação no confronto ele executou quatro ataques e trocou 4.67 por 5.67 pontos. Deivid na mesma série. Ele, que precisava de 10.17 para vencer, acertou duas boas manobras e tentou voar, mas não aterrissou em pé na prancha e a nota 2.87 não evitou sua eliminação.

Griffin cai em Punta Roca – Griffin Colapinto está fora do El Salvador Pro 2025. Norte-americano duas vezes finalista e uma vez campeão da etapa (2022), o atleta sofreu virada próximo do fim da terceira bateria do Round 3 masculino. O sul-africano Matthew McGillivray venceu e avançou às oitavas.

Matthew abriu com 3.67 e 3.73 e Griffin respondeu com 5.33 pontos. O sul-africano se distanciou mais no placar logo depois da metade da bateria. Ele rasgou e voou com reverse para inserir 6.17 no somatório. O norte-americano tentou reagir usando a prioridade, mas após boa manobra, cometeu um erro na segunda e na sequência a onda correu até fechar.

Griffin voou com rotação a 12 minutos do fim. Ele precisava de 4.57 pontos para assumir a liderança e anotou 6.33 pontos. Matthew tentou a reação, mas não mexeu no placar. Ele precisava de 5.50 para vencer. O sul-africano usou a prioridade a oito minutos do término e executou seis manobras até decolar no inside. Ele chegou muito perto do que necessitava com 5.43, porém não mudou sua situação no confronto.

A situação de Matthew piorou a seis minutos do fim. Griffin trocou 5.33 por 6.53 e deixou o adversário na busca de 6.69 pontos. Os dois atuaram perto do término. O sul-africano acertou três fortes ataques e voou com rotação. Ele comemorou a performance. Griffin pegou a direita seguinte. As notas só foram divulgadas depois do apito final. Matthew assumiu a primeira posição ao conquistar 6.93 pontos. Griffin passou a necessitar de 6.58, mas anotou apenas 5.90 e se despediu da prova em 17º lugar.


Melhor do dia – O melhor surfista do dia foi Leonardo Fioravanti. O italiano venceu a 12ª bateria com o maior somatório de toda a etapa até o momento, 15.97 (8.30 e 7.67). O australiano Ryan Callinan perdeu o duelo e foi eliminado do El Salvador Pro 2025.


Vacilo no fim – A sétima bateria do Round 3 terminou com uma interferência no soar da buzina. Kanoa Igarashi vencia a disputa até os instantes finais, quando uma onda apareceu e o norte-americano Crosby Colapinto dropou. O japonês, que tinha a prioridade, dropou e bloqueou o adversário, porém quando ele subiu na prancha a bateria já havia terminado. Com isso ele foi penalizado com uma interferência, perdeu a sua segunda maior nota, passou a somar apenas uma, caiu para o segundo lugar e foi eliminado.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o El Salvador Pro 2025 acontece nesta sexta-feira (11), às 9h45 (de Brasília). Previsão indica ondas de 6 a 8 pés de face com séries maiores. O vento esperado é o lateral / terral pela manhã e o lateral durante a tarde.

El Salvador Pro 2025
Round 3 Masculino

1 Yago Dora (BRA) 9.50 x 4.43 Samuel Pupo (BRA)

2 Connor O’Leary (JAP) 13.20 x 12.27 Seth Moniz (HAV)

3 Matthew McGillvray (AFR) 13.10 x 12.86 Griffin Colapinto (EUA)

4 Marco Mignot (FRA) 13.67 x 13.50 Rio Waida (IDN)

5 Ethan Ewing (AUS) 13.23 x 11.13 Levi Slawson (EUA)

6 João Chianca (BRA) 12.97 x 9.13 Joel Vaughan (AUS)

7 Crosby Colapinto (EUA) 11.60 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)

8 George Pittar (AUS) 13.50 x 13.17 Jack Robinson (AUS)

9 Italo Ferreira (BRA) 13.40 x 13.13 Bryan Perez (SLV)

10 Ramzi Boukhiam (MAR) 11.17 x 9.67 Jackson Bunch (HAV)

11 Jordy Smith (AFR) 12.50 x 5.20 Deivid Silva (BRA)

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 15.97 x 12.00 Ryan Callinan (AUS)

13 Alejo Muniz (BRA) 10.93 x 10.83 Barron Mamiya (HAV)

14 Cole Houshmand (EUA) 13.17 x 11.13 Jake Marshall (EUA)

15 Miguel Pupo (BRA) 12.50 x 11.70 Ian Gouveia (BRA)

16 Alan Cleland (MEX) 13.00 x 10.00 Filipe Toledo (BRA)
Oitavas de final

1 Yago Dora (BRA) x Connor O’Leary (JAP)

2 Matthew McGillvray (AFR) x Marco Mignot (FRA)

3 Ethan Ewing (AUS) x João Chianca (BRA)

4 Crosby Colapinto (EUA) x George Pittar (AUS)

5 Italo Ferreira (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)

6 Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Alejo Muniz (BRA) x Cole Houshmand (EUA)

8 Miguel Pupo (BRA) x Alan Cleland (MEX)

Quartas de final Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)

2 Gabriela Bryan (HAV) x Bella Kenworthy (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRI)

4 Isabella Nichols (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

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    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.