US Open of Surfing 2023

Oito brasileiros na terceira fase

Segunda-feira (31) é toda dedicada a segunda fase masculina do US Open of Surfing 2023. Jadson André é o melhor brasileiro no dia. País tem um total de oito surfistas no Round 3.
US Open of Surfing 2023, Huntington Beach, Califórnia (EUA)

Os 32 melhores surfistas masculinos do US Open of Surfing 2023 já foram conhecidos. Nesta segunda-feira (31) a etapa do circuito Challenger Series teve as 16 baterias da segunda fase dos homens. Jadson André foi o cara do Brasil. Além dele, outros sete atletas do nosso país estão confirmados no Round 3.

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O pico californiano de Huntington Beach funcionou de maneira parecida com os dias anteriores. As direitas e esquerdas quebraram um pouco irregulares com mais de 0,5 metro na séries, oferecendo algumas paredes abertas para fortes manobras.

Jadson André competiu no 15º duelo. O peruano Miguel Tudela largou com três batidas de backside que valeram 7.00 pontos. Tiago Carrique também teve um bom início. O francês marcou 6.33 com três batidas e uma rasgada surfando de costas para a direita, e logo depois assumiu a liderança com 4.70. Jadson André iniciou com 4.83, e aos 12 minutos voou com reverse numa esquerda para colocar mais 7.50 no somatório e assumir a liderança.

Miguel e Tiago também trocaram notas, mas não chegaram na liderança. Carlos Muñoz foi seletivo na escolha e demorou a atuar, mas começou bem, com 5.57 pontos. Aos 17 minutos o surfista da Costa Rica pulou para o segundo lugar após uma rasgada ampla, seguida de um flloater e de um snap poderoso. A atuação valeu 6.73.

Jadson tratou de abrir vantagem no placar. Ele surfou de backside e colocou mais 5.90 pontos no somatório quando restavam dez minutos. Dessa forma ele deixou os três adversários brigando pela segunda vaga na terceira fase. Mas o brasileiro não parou, e voltou a decolar com rotação numa esquerda quando faltavam cinco minutos para o fim. Ele ampliou a diferença com mais 6.53 pontos.

Miguel foi em busca dos 5.30 pontos que precisava no último minuto. Ele voou sem muita altura e executou uma batida numa esquerda. A bateria chegou ao fim e os atletas esperaram na areia a divulgação da nota. O peruano marcou 5.07 e foi eliminado. Tiago (4º) também se despediu da prova.

“Eu amo Huntington, as ondas, os locais que sempre me receberam muito bem desde a primeira vez que vim aqui e até hoje gostam de mim e do meu trabalho”, destacou Jadson André, que busca um bom resultado para entrar no grupo dos top-10 do ranking. “As ondas aqui estão bem parecidas com as da minha praia (em Natal-RN), então eu adorei. Eu sempre sonhei em vencer esse evento, já cheguei perto algumas vezes e sei que é meio clichê, mas tem que ir levando bateria por bateria, pois é assim que você ganha um evento”.

Samuel abre fase com vitória – A primeira vitória brasileira no dia aconteceu no duelo de abertura da segunda fase. Samuel Pupo abriu o confronto no primeiro minuto. O brasileiro entrou numa direita, executou um floater, uma rasgada e uma batida na junção. A atuação valeu 5.50 pontos. Samuel optou por ficar ativo e rapidamente surfou mais duas ondas, porém elas foram fracas. Shion Crawford atuou pela primeira vez no duelo aos cinco minuto. O havaiano atuou de frontside, bateu forte e fez um layback na junção para largar com a nota 6.93.

O brasileiro respondeu rapidamente. Samuel rasgou invertendo a direção da prancha e executou mais duas batidas. Ele conquistou 6.77 pontos e abriu distância para os três adversários. O atual número seis do ranking ainda surfou outras quatro ondas, mas não alterou seu somatório. Shion colocou 4.20 no placar e ficou em segundo lugar.

O francês Jorgann Couzinet tentou entrar no jogo com 5.90, mas não conseguiu outra nota no mesmo patamar e acabou eliminado em terceiro lugar no confronto. O outro surfista da França na disputa, Gatien Delahaye, surfou apenas três ondas, fez duas notas na casa dos quatro pontos nas melhores atuações (4.80 e 4.17) e ficou na quarta posição. Ele também se despediu da prova.

“A bateria foi muito boa, o mar está bem divertido e estou feliz em avançar para a próxima fase”, disse Samuel Pupo, que não tinha passado nenhuma bateria depois do título na Gold Coast. “Finalmente passei uma bateria, depois de perder de cara em dois Challengers seguidos. Espero continuar avançando, a prancha está muito boa e obrigado a todos pela torcida”.


Dobradinha brasileira – A quinta disputa masculina da segunda fase do US Open of Surfing teve dois brasileiros. Michael Rodrigues pegou mais ondas do que a soma de todas de seus três adversários. Ele entrou em ação 12 vezes. A primeira das quatro ondas de Ian Gouveia foi surfada aos seis minutos. O brazuca rasgou e bateu de backside para começar com 6.17 pontos, nota que acabou sendo a maior de toda a bateria.

Michael fez sua primeira nota acima de dois pontos aos sete minutos. Ele entrou em ação de backside em Huntington Beach, bateu forte, rasgou e fechou a apresentação com outra pancada. A nota foi 5.33 pontos. O brasileiro liderava o confronto e na metade do duelo de 30 minutos marcou outra nota na casa dos cinco pontos. Michael entrou numa direita, bateu, rasgou forte e acertou uma pequena junção para conquistar 5.10.

A bateria chegou nos oito minutos finais e Ian Gouveia estava em quarto lugar, tendo surfado apenas duas ondas. Ele precisava de apenas 2.76 pontos para assumir a segunda posição e avançar na etapa. Um minuto depois ele voltou a surfar de backside e bateu duas vezes para assumir a liderança com 5.27.

Enquanto Michael seguia ativo, porém sem trocar nota, o norte-americano Kade Matson e o francês Justin Becret esperavam por boas oportunidades para melhorarem suas situações na etapa. Os dois surfaram perto do minuto final. Kade errou o primeiro ataque, e Justin fez três manobras de frontside, mas surfou com pouca velocidade (4.60) e não chegou nos 6.26 pontos que precisava para seguir vivo na competição. Ian ainda pegou outra direita, mas não alterou o placar. Ele venceu e avançou com Michael Rodrigues. Kade (3º) e Justin (4º) se despediram da etapa.


Segundo melhor do dia – O segundo maior somatório do dia foi conquistado na oitava bateria. Esse duelo teve uma alteração. O norte-americano John Mel entrou no lugar de Filipe Toledo. O brasileiro informou que devido a alguns imprevistos não conseguiria chegar a tempo de participar do confronto. Outro surfista dos Estados Unidos, Crobsy Colapinto, começou forte de frontside, e com duas boas rasgadas e uma pancada na junção conquistou 7.50 pontos.

Mateus Herdy fez sua primeira apresentação no duelo aos sete minutos. O brasileiro acelerou numa direita e voou com rotação. A performance valeu 6.00 pontos. Crosby acelerou aos 11 minutos. O surfista voltou a surfar uma direita e fez três batidas para conquistar 8.17 e disparar na liderança.

Em segundo lugar, Mateus passou a sofrer ataques dos norte-americanos Michael Dunphy e John Mel. O brasileiro conseguiu se distanciar um pouco quando restavam seis minutos. Ele marcou 5.23 pontos. Os três seguiram ativos e John chegou muito perto da virada no último minuto. Ele precisava de 6.13 e marcou 5.93. A nota o tirou da última posição, porém o terceiro lugar não foi suficiente para ele avançar. Michael foi eliminado em último na disputa. Crosby venceu com 15.67 pontos e seguiu para a terceira fase junto de Mateus (11.23).


Rafael barra Fioravanti – Rafael Teixeira oi outro brasileiro que garantiu vaga na terceira fase. Ele competiu na nona bateria. O brasileiro chegou nos seis minutos finais na necessidade de 4.94 pontos para assumir a segunda posição. Naquele momento ele tinha a terceira prioridade, mas achou uma direita e executou três manobras. A atuação valeu 5.50 e ele pulou para a vice-liderança.

O vencedor foi o francês Kauli Vaast, autor das notas 7.83 e 5.77 pontos. O francês Timothe Bisso ainda surfou duas ondas nos minutos finais, mas elas foram ruins, ele não reverteu a situação e foi eliminado em terceiro lugar. O top da elite mundial, o italiano Leonardo Fioravanti, não entrou em sintonia com Huntington Beach, ficou na quarta posição e saiu da etapa.


Leo Casal também segue vivo – Alejo Muniz e Imaikalani deVault comandaram as ações no início da 14ª disputa. O brasileiro largou na frente (5.00 e 4.67), mas o havaiano cresceu (6.00 e 4.43) e assumiu a liderança. Leo Casal e o havaiano Jackson Bunch chegaram na metade do confronto precisando de boas notas para conquistarem vagas no Round 3. Leo necessitava de 7.17 e Jackson de 9.10 pontos.

Leo e Jackson ensaiaram uma reação perto do último terço do confronto. O havaiano fez três manobras de backside numa direita, e o brasileiro escovou uma esquerda de frontside. Jackson marcou 4.93 pontos e passou a precisar de 4.75. Leo anotou 6.30 e também chegou perto de Alejo. O surfista passou a necessitar de 3.37 para avançar na competição. Imaikalani atacou uma direita, colocou mais 6.10 no somatório e se manteve tranquilo na liderança.

Leo e Imaikalani entraram em ação quando restavam seis minutos. O brazuca executou duas batidas e uma escalada na espuma, e o atleta do Havaí acertou três pancadas chutando a rabeta de frontside. Leo marcou 3.80 pontos e tomou a segunda posição de Alejo, que passou a precisar de 5.11 para avançar. Imaikalani anotou 7.43 e ampliou a distância para os adversários.

Até o final todos os surfistas voltaram a atuar, mas as posições não foram alteradas. Imaikalani venceu e seguiu para o Round 3 com Leo Casal (2º). Alejo (3º) e Jackson (4º) foram eliminados.

Deivid vira no fim – A bateria que fechou a segunda fase foi muito disputada. O japonês Kanoa Igarashi, atleta da elite do esporte, venceu a disputa. Deivid Silva chegou a liderar o confronto, mas caiu e se recuperou quando restavam cinco minutos para o fim. O brasileiro entrou numa direita, bateu três vezes e comemorou. Ele precisava de 4.47 e marcou 5.50 pontos. Com isso ele subiu para o segundo lugar e se classificou. O australiano Jordan Lawler (3º) e o francês Marco Mignot (4º) foram eliminados.

Baixas brasileiras – A primeira das três baixas brasileiras no dia aconteceu na 11ª bateria. Edgard Groggia chegou na metade da disputa em primeiro lugar, porém os australianos Jacob Willcox (1º) e o Alister Reginato (2º) viraram pra cima do brazuca que não conseguiu reagir e deu adeus ao evento com a terceira posição. Em último, também eliminado, ficou o aussie Marlon Harrison, que ganhou a vaga do lesionado norte-americano Evan Geiselman.

Melhor do dia – Outra derrota brasileira no dia aconteceu no 13º confronto. Foi dele que o maior somatório do dia foi conquistado. E o autor da marca foi George Pittar. O australiano venceu com autoridade depois de conquistar 8.50 e 7.93 (16.43) pontos. O surfista ainda descartou a nota 7.83.

Em segundo lugar ficou Nat Young. Lucas Silveira terminou a disputa em terceiro lugar e foi eliminado. O brasileiro cresceu no duelo e chegou a empatar com Nat no placar, porém continuou em terceiro pelo fato de o norte-americano ter maior nota. Porém logo depois Nat voltou a trocar de pontuação (6.57), abriu vantagem para Lucas e avançou. O australiano Mikey McDonagh ainda tomou a terceira posição do brasileiro, mas também se despediu da etapa.

Próxima chamada – A próxima chamada para o US Open of Surfing 2023 acontece nesta terça-feira (1/8), às 12h (de Brasília). No dia serão realizadas as repescagens da etapa válida pelo circuito mundial de Longboard.

US Open of Surfing 2023
Round 2 Masculino

1 Samuel Pupo (BRA) 12.27 x Shion Crawford (HAV) 11.13 x Jorgann Couzinet (FRA) 9.67 x Gatien Delahaye (FRA) 8.97

2 Morgan Cibilic (AUS) 12.67 x Reef Heazlewood (AUS) 9.60 x Dylan Moffat (AUS) 9.17 x Joshe Faulkner (AFR) 7.40

3 Cole Houshmand (EUA) 12.66 x Nolan Rapoza (EUA) 11.60 x Te Kehukehu Butler (NZL) 11.26 x Lucca Mesinas (PER) 10.57

4 Jackson Baker (AUS) 12.77 x Joel Vaughan (AUS) 11.20 x Brodi Sale (HAV) 10.64 x Kalani Ball (AUS) 10.57

5 Ian Gouveia (BRA) 11.44 x Michael Rodrigues (BRA) 10.43 x Kade Matson (EUA) 8.93 x Justin Becret (FRA) 8.77

6 Jett Schilling (EUA) 12.93 x Conner Coffin (EUA) 10.50 x Maxime Huscenot (FRA) 10.13 x Jabe Swierkocki (EUA) 9.74

7 Luke Thompson (AFR) 12.60 x Ezekiel Lau (HAV) 11.44 x Adin Masencamp (AFR) 11.37 x Kolohe Andino (EUA) 9.50

8 Crosby Colapinto (EUA) 15.67 x Mateus Herdy (BRA) 11.23 x John Mel (EUA) 11.03 x Michael Dunphy (EUA) 10.40

9 Kauli Vaast (FRA) 14.60 x Rafael Teixeira (BRA) 10.73 x Timothe Bisso (FRA) 10.17 x Leonardo Fioravanti (ITA) 8.23

10 Eli Hanneman (HAV) 13.56 x Joan Duru (FRA) 12.60 x Frederico Morais (POR) 11.26 x Jarvis Earle (AUS) 10.83

11 Jacob Willcox (AUS) 12.77 x Alister Reginato (AUS) 11.37 x Edgard Groggia (BRA) 10.63 x Evan Geiselman (EUA) 8.56

12 Jake Marshall (EUA) 13.60 x Sheldon Simkus (AUS) 12.07 x Keanu Asing (HAV) 11.53 x Eithan Osborne (EUA) 7.36

13 George Pittar (AUS) 16.43 x Nat Young (EUA) 13.74 x Mikey McDonagh (AUS) 12.36 x Lucas Silveira (BRA) 12.30

14 Imaikalani deVault (HAV) 13.53 x Leo Casal (BRA) 10.10 x Alejo Muniz (BRA) 9.67 x Jackson Bunch (HAV) 8.20

15 Jadson André (BRA) 14.03 x Carlos Muñoz (CRI) 12.30 x Miguel Tudela (PER) 12.07 x Tiago Carrique (FRA) 11.03

16 Kanoa Igarashi (JAP) 11.90 x Deivid Silva (BRA) 11.67 x Marco Mignot (FRA) 10.64 x Jordan Lawler (AUS) 10.44

Round 3
Em formação

1 Samuel Pupo (BRA) x Morgan Cibilic (AUS) x Nolan Rapoza (EUA) x Joel Vaughan (AUS)

2 Shion Crawford (HAV) x Reef Heazlewood (AUS) x Cole Houshmand (EUA) x Jackson Baker (AUS)

3 Ian Gouveia (BRA) x Jett Schilling (EUA) x Ezekiel Lau (HAV) x Mateus Herdy (BRA)

4 Michael Rodrigues (BRA) x Conner Coffin (EUA) x Luke Thompson (AFR) x Crosby Colapinto (EUA)

5 Kauli Vaast (FRA) x Eli Hanneman (HAV) x Alister Reginato (AUS) x Sheldon Simkus (AUS)

6 Rafael Teixeira (BRA) x Joan Duru (FRA) x Jacob Willcox (AUS) x Jake Marshall (EUA)

7 George Pittar (AUS) x Imaikalani deVault (HAV) x Carlos Muñoz (CRI) x Deivid Silva (BRA)

8 Nat Young (EUA) x Leo Casal (BRA) x Jadson André (BRA) x Kanoa Igarashi (JAP)

Round 2 Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) x Zoe McDougall (HAV) x Zahli Kelly (AUS) x Nadia Erostarbe (ESP)

2 Sophie McCulloch (AUS) x Macy Callaghan (AUS) x Ellie Harrison (AUS) x Sara Freyre (EUA)

3 Bronte Macaulay (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA) x Erin Brooks (CAN) x Bella Kenworthy (EUA)

4 India Robinson (AUS) x Luana Silva (BRA) x Sophia Medina (BRA) x Nanaho Tsuzuki (JAP)

5 Sally Fitzgibbons (AUS) x Amuro Tsuzuki (JAP) x Sol Aguirre (PER) x Daniella Rosas (PER)

6 Vahine Fierro (FRA) x Teresa Bonvalot (POR) x Silvana Lima (BRA) x Zoe Benedetto (EUA)

7 Alyssa Spencer (EUA) x Sarah Baum (AFR) x Leilani McGonagle (CRI) c Kirra Pinkerton (EUA)

8 Isabella Nichols (AUS) x Nikki Van Dijk (AUS) x Yolanda Hopkins (POR) x Ariane Ochoa (ESP)

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    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.