Taíba Pro

Meninas dão show

Cearense Juliana dos Santos e catarinense Isabelle Nalu se destacam no QS 1000. No Pro Junior, peruana Camila Sanday bate os recordes do dia.
WSL Taíba Pro 2025, Laje Morro do Chapéu, São Gonçalo do Amarante (CE)

As competições femininas abriram o segundo dia do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante no Ceará. Uma tempestade com raios adiou o início do evento na sexta-feira, mas depois as meninas deram um show nas boas ondas da Laje do Morro do Chapéu, na Praia da Taíba.

A cearense Juliana dos Santos e a catarinense Isabelle Nalu, se destacaram na etapa do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) que há 15 anos não acontecia no Ceará. Depois, a peruana Camila Sanday bateu os recordes do dia entre as meninas e do Circuito Sul-americano Pro Junior de 2025. Na sexta-feira rolou mais 27 baterias das quatro competições, do QS 1000 e Pro Junior masculino e feminino. E o sábado começa pela batalha por vagas nas quartas de final, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

O QS 1000 feminino abriu a sexta-feira com Laura Raupp, líder disparada no ranking da WSL South America e já com o título de campeã sul-americana praticamente garantido, vencendo a primeira bateria. A catarinense, a paulista Leticia Calleia e a chilena Isidora Bultó, já estavam preparadas para competir às 7h00, mas desabou um temporal com raios fazendo com que a comissão técnica adiasse o início para as 8h00. A chilena chegou a surfar a melhor onda da bateria, mas Laura Raupp confirmou o favoritismo na soma das duas notas computadas, superando Isidora Bultó por 9,60 a 9,53 pontos.

“O mar ficou bem difícil agora. Eu tinha entrado na água pra começar o campeonato as 7 da manhã, mas acabou que entrou uma tempestade cheia de raios, então tivemos que ficar esperando”, contou Laura Raupp. “Quando voltei a praia agora as 8 horas, o mar já tinha mudado e minha prancha ficou meia estranha. Mas, eu consegui achar umas direitas boas ali pra vencer. Apesar de aqui ser um pico de esquerdas, acho que com a maré seca e menos ondas, a direita ficou melhor, mais em pé”.

Na segunda bateria, outra catarinense, Isabelle Nalu, achou uma boa esquerda no início, que abriu a parede para ela atacar forte de backside, com batidas e rasgadas que arrancaram nota 7,67 dos juízes. Nenhuma menina conseguiu superar esse recorde nas outras seis baterias do QS 1000. Ela ainda surfou outra onda boa que valeu 5,50 para vencer por 13,17 pontos. A jovem paulista Carolina Bastides, de apenas 13 anos de idade, passou junto com Isabelle Nalu, barrando duas cearenses, Yanca Costa que já tem título de campeã brasileira no currículo e Vitoria Carneiro.

“Essa é a minha primeira vez aqui na Taíba, então estou animada de poder surfar e competir numa onda nova, pois fazia tempo que não acontecia isso pra mim”, disse Isabelle Nalu. “Desde o primeiro surfe que fiz aqui, já gostei da onda, ela empurra bastante e sinto que consegui soltar meu surfe na bateria, então estou superfeliz. Eu fiz um freesurf antes do campeonato, tinha altas ondas, mas acabou entrando essa tempestade e tivemos que esperar. Mas, fiquei feliz também que consegui achar umas ondas na bateria, soltei meu surfe e estou superanimada para esse campeonato”.

O somatório da Isabelle Nalu só foi batido duas baterias depois, pela cearense Juliana dos Santos, que ainda têm chances na briga pelas 3 vagas da WSL South America para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite mundial da World Surf League. Juliana se sagrou campeã brasileira de 2024 e foi vice-campeã no último QS disputado no Brasil, em novembro do ano passado em Natal, no Rio Grande do Norte. Em sua estreia no WSL Taíba Pro em São Gonçalo do Amarante, Juliana derrotou a também cearense Laiz Costa e a paranaense Gabriely Vasque por 13,44 pontos, com notas 6,77 e 6,67.

“Eu vim surfar pela manhã cedinho e as condições estavam bem melhores, tinha altas ondas e o vento tava terral. Não que agora esteja ruim, mas senti a diferença. Estou feliz por ter me posicionado bem no mar, ter pegado boas ondas e feito boas performances”, disse Juliana dos Santos. “É um privilégio receber um QS aqui no Ceará, aqui na Taíba então, nossa, é muito importante. Eu já vim algumas vezes surfar aqui no Morro do Chapéu, mas nunca esteve tão clássico como agora. Acredito que a galera tá bem animada de poder estar competindo em ondas tão boas assim”.

Recorde de vitórias – Antes da Juliana dos Santos fazer o recorde de pontos do QS 1000, a também cearense Silvana Lima tinha acabado de igualmente estrear com vitória, sobre a peruana Catalina Zariquiey e a jovem brasileira Nina Stein. Silvana é o maior nome da história do surfe feminino do Brasil, já foi duas vezes vice-campeã mundial, detém o recorde mundial de 19 vitórias em etapas do Qualifying Series e tem vários títulos de campeã brasileira no currículo. Ela também destacou a importância do WSL Taíba Pro promover a primeira etapa do QS feminino no estado do Ceará.

“É maravilhoso ter um QS aqui no estado. Quando falaram que a WSL ia fazer uma etapa aqui, a gente nem acreditou, ainda mais aqui no Morro do Chapéu, que é uma onda incrível”, disse Silvana Lima. “Depois que eu conheci essa onda, fiquei apaixonada. Até abandonei o Rio de Janeiro e voltei a morar em Paracuru, para ficar mais perto daqui. Todos os patrocinadores e a WSL estão de parabéns por fazer esse evento aqui, obrigado mesmo a toda galera que trouxe essa etapa pra cá. Certamente, vai ser o primeiro de muitos, porque muita gente vai ver que esse lugar tem muito potencial. Estou superfeliz de estar aqui, de passar minha primeira bateria e, mesmo com a chuva, o show continua”.

Quartas de final – As 16 surfistas que passaram pelas 8 baterias que abriram a sexta-feira, já vão disputar classificação para as quartas de final do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante. As cearenses Silvana Lima e Juliana dos Santos vão competir juntas na segunda bateria, com as jovens Carolina Bastides e a chilena Isidora Bultó. A líder do ranking, Laura Raupp, entra na primeira com Isabelle Nalu, a cearense Laiz Costa e a peruana Catalina Zariquiey.

E as duas peruanas que defendem vagas no grupo das 3 primeiras do ranking que representarão a América do Sul no Challenger Series 2025, vão fechar a rodada classificatória para as quartas de final do inédito QS feminino no Ceará. Daniella Rosas e Arena Rodriguez estrearam com vitórias no Morro do Chapéu. Daniella está na terceira bateria com a também peruana Camila Sanday e duas brasileiras, Julia Santos e Kiany Hyakutake. E a Arena está na quarta e última da segunda fase, com a pernambucana Monik Santos, a equatoriana Genesis Garcia e a chilena Estela López.

Melhor do ano – Depois do QS 1000, foi a vez do WSL Taíba Pro iniciar o Pro Junior feminino em São Gonçalo do Amarante. E logo na primeira bateria, a peruana Camila Sanday achou boas ondas para mostrar todo o seu potencial. Ela fez a melhor apresentação feminina nas ondas do Morro do Chapéu e estabeleceu novos recordes no Circuito Pro Junior da WSL South America de 2025, iniciado no Peru. A sua melhor onda ganhou nota 7,83 dos juízes, que somou com 6,00 para atingir 13,83 pontos. Os recordes no Peru eram nota 7,67 e 13,07 pontos da campeã em Señoritas, Catalina Zariquiey.

“As ondas aqui mudam bastante, mas na minha bateria entraram ondas muito boas e consegui mostrar mais o meu surfe”, disse Camila Sanday. “No QS mais cedo, foi mais complicado, mas estou contente que dessa vez eu consegui achar boas ondas para surfar. Estou com uma prancha de carbono que funcionou bem aqui e foi incrível essa bateria. Apesar de um pouco pequenas, tem boas ondas e estou feliz pela classificação para a próxima fase no Junior, que é a minha categoria”.

QS Masculino – Após as 4 baterias da primeira fase feminina do Pro Junior, começou a terceira fase do QS 1000 masculino, que definiu os 16 surfistas que vão disputar classificação para as quartas de final do WSL Taíba Pro no sábado em São Gonçalo do Amarante. Os três surfistas que defendem vagas no grupo dos 7 que serão indicados para o Challenger Series 2025, pelo ranking da WSL South America, o paranaense Peterson Crisanto e os paulistas Igor Moraes e Weslley Dantas, venceram suas baterias.

Mas a melhor foi a que terminou com uma dobradinha potiguar dos natalenses da Praia de Ponta Negra, Jadson André e Mateus Sena, sobre o carioca Vitor Ferreira e o cearense Cauet Frazão. Eles fizeram os recordes do QS 1000 na sexta-feira de boas ondas no Morro do Chapéu. O ex-top da elite mundial, Jadson André, foi o recordista absoluto do segundo dia, com nota 7,73 e 13,73 pontos. E o Mateus Sena, que pode entrar no G-7 se vencer o WSL Taíba Pro, passou em segundo com uma nota 7,50.

Onda internacional – “Estou feliz por passar essa bateria com o Mateus Sena. Todo mundo sabe a nossa amizade, nossa relação, mas meu foco esse ano é pegar minha vaga de volta no CT no Challenger Series. Estou aqui surfando, amarradão, feliz, leve, me preparando, porque logo mais a gente parte pra Austrália”, falou Jadson André. “Esse evento tá de gala. Tenho falado pra galera local, que depois desse evento, muita gente vai vir pra cá, porque essa onda é internacional, que facilmente poderia rolar uma etapa do CT até. Alguém pode falar que o Jadson se empolgou, mas não galera, esse pico aqui é gringo, internacional e, quando aqui quebra mesmo, não deixa nada a desejar pra lugar nenhum do mundo”.

A apresentação seguinte de Jadson André no Morro do Chapéu, acontece na terceira classificatória para as quartas de final do WSL Taíba Pro, contra os paulistas Rodrigo Saldanha, Gabriel André e o catarinense Ryan Martins. Mateus Sena vai disputar as duas últimas vagas contra outro ex-top da elite mundial, Peterson Crisanto, o local da Praia da Taíba, Guilherme Lemos, e o jovem catarinense Yuri Gabryel. Destaque também para a segunda bateria desta quarta fase, que vai reunir os finalistas da etapa do Peru encerrada domingo passado, o campeão Weslley Dantas e Lucas Silveira, contra Igor Moraes e o único estrangeiro classificado no QS 1000, Romeo Chavez, da Colômbia.

Pro Junior – A segunda fase do Pro Junior fechou a sexta-feira de boas ondas na laje do Morro do Chapéu. Esta rodada marcou a estreia dos 16 cabeças de chave do WSL Taíba Pro, os mais bem colocados no ranking da WSL South America. O atual bicampeão sul-americano dessa categoria para surfistas com até 20 anos de idade, Ryan Kainalo, acertou um aéreo incrível na primeira bateria, que valeu nota 7,73. O vice-campeão sul-americano de 2024, o cearense Cauet Frazão, também fez bonito na quinta bateria, somando uma nota 7,00 no maior placar do Pro Junior na sexta-feira, 13,33 pontos.

“O dia hoje foi irado, altas ondas rolando aqui na laje do Morro do Chapéu, o campeonato tá irado e estou felizão de ter feito uma boa bateria”, disse Cauet Frazão, que foi até as semifinais na primeira etapa no Peru e está em terceiro no ranking. “Foi irado passar junto com o Phelype (Gomes e também cearense), moleque da nova geração da Taíba que tá chegando forte, surfando muito. Estou feliz de ter encontrado duas ondas boas, ter feito uma boa estratégia na bateria e vamo com tudo pra próxima”.

O ainda recordista absoluto, Rafael Barbosa, com a nota 8,00 e os 15,67 pontos que conseguiu na quinta-feira, não brilhou tanto, porém venceu mais uma bateria. O potiguar da Praia da Pipa já tinha se classificado para disputar vagas para as quartas de final do QS 1000 e repetiu o feito no Pro Junior. Ele é um dos jovens surfistas que seguem vivos nas duas competições. Os outros são o cearense Guilherme Lemos e o paulista Ryan Kainalo. Neste sábado, o dia começa com a batalha pelas vagas nas quartas de final das quatro competições e será definido quem vai decidir os títulos do WSL Taíba Pro no domingo.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante apresenta o WSL Taíba Pro é uma realização da Agência Esporte & Arte com patrocínios de Monster Energy, Cerveja Sol, Monte Dourado e Dare App, apoio da Greenish, Ease Labs Cannabis Products, Evoke, Fu-Wax, Havenga e Oakberry, suporte da Federação de Surf do Estado do Ceará, parceria de mídia do site Waves.com.br e a transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com é produzida pela A Firma. Esta é a oitava e penúltima etapa da temporada 2024/2025 da WSL South America. A última é o WSL Layback Pro na próxima semana na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). Até domingo também está sendo disputada no Ceará, a segunda seletiva sul-americana da categoria Pro Junior Sub-20 em 2025.

QS 1000 – QUARTA FASE MASCULINA – 1.o e 2.o avançam para as quartas de final:

3.o=9.o lugar (350 pontos) e 4.o=13.o lugar (295 pontos)

1 Ryan Kainalo (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Marcos Correa (BRA), Rafael Barbosa (BRA)

2 Igor Moraes (BRA), Weslley Dantas (BRA), Lucas Silveira (BRA), Romeo Chavez (COL)

3 Jadson André (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Gabriel André (BRA), Ryan Martins (BRA)

4 Peterson Crisanto (BRA), Mateus Sena (BRA), Guilherme Lemos (BRA), Yuri Gabryel (BRA)
Pro Junior – Terceira fase Masculino –  1.o e 2.o avançam as quartas de final

3.o=9.o lugar (350 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 Ryan Kainalo (BRA), Matheus Neves (BRA), Luan Ferreyra (BRA), Samuel Joca (BRA)

2 Guilherme Lemos (BRA), Ytalo Oliveira (BRA), Pedro Rian (BRA), John John Alves (BRA)

3 Cauet Frazão (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), Rafael Barbosa (BRA), 2.o da 8.a bateria

4 Thiago Passeri (ARG), Mariano Maugere (ARG), Phellype Gomes (BRA), 1.o da 8.a bateria

QS 1000 – Segunda fase Feminino – 1.a e 2.a avançam para as quartas de final:

3.a=9.o lugar (350 pontos) e 4.a=13.o lugar (295 pontos)

1 Laura Raupp (BRA), Isabelle Nalu (BRA), Catalina Zariquiey (PER), Laiz Costa (BRA)

2 Silvana Lima (BRA), Juliana dos Santos (BRA), Isidora Bultó (CHL), Carolina Bastides (BRA)

3 Daniella Rosas (PER), Camila Sanday (PER), Kiany Hyakutake (BRA), Julia Santos (BRA)

4 Arena Rodriguez (PER), Genesis Garcia (EQU), Estela López (CHL), Monik Santos (BRA)
Pro Junior – Segunda fase Feminino – 1.a e 2.a avançam as quartas de final:

3.a=9.o lugar (350 pontos) e 4.a=25.o lugar (150 pontos)

1 Arena Rodriguez (PER), Nina Stein (BRA), Camila Sanday (PER), Gabriely Vasque (BRA)

2 Isabelle Nalu (BRA), Laura Raupp (BRA), Anaelya Teixeira (BRA), Maria Eduarda (BRA)

3 Genesis Garcia (EQU), Luara Mandelli (BRA), Carolina Bastides (BRA), Sarah Ozorio (BRA)

4 Catalina Zariquiey (PER), Kiany Hyakutake (BRA), Estela López (CHL), Isidora Bultó (CHL)

Resultados da sexta-feira no WSL Taíba Pro

QS 1000 – Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=25.o lugar (150 pts):

1 1-Laura Raupp (BRA), 2-Isidora Bultó (CHL), 3-Leticia Calleia (BRA)

2 1-Isabelle Nalu (BRA), 2-Carolina Bastides (BRA), 3-Yanca Costa (BRA), 4-Vitoria Carneiro (BRA)

3 1-Silvana Lima (BRA), 2-Catalina Zariquiey (PER), 3-Nina Stein (BRA)

4 1-Juliana dos Santos (BRA), 2-Laiz Costa (BRA), 3-Gabriely Vasque (BRA)

5 1-Daniella Rosas (PER), 2-Estela López (CHL), 3-Maria Eduarda (BRA)

6 1-Kiany Hyakutake (BRA), 2-Monik Santos (BRA), 3-Larissa dos Santos (BRA), 4-Ariane Gomes (BRA)

7 1-Genesis Garcia (EQU), 2-Camila Sanday (PER), 3-Matilda Bultó (CHL)

8 1-Arena Rodriguez (PER), 2-Julia Santos (BRA), 3-Luara Mandelli (BRA)
Pro Junior – Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=21.o lugar (174 pts):

1 1-Camila Sanday (PER), 2-Anaelya Teixeira (BRA), 3-Lanay Thompson (BRA), 4-Leticia Calleia (BRA)

2 1-Maria Eduarda (BRA), 2-Gabriely Vasque (BRA), 3-Laiz Costa (BRA), 4-Nalu Demski (BRA)

3 1-Carolina Bastides (BRA), 2-Estela López (CHL), 3-Vitoria Carneiro (BRA), 4-Matilda Bultó (CHL)

4 1-Isidora Bultó (CHL), 2-Sarah Ozorio (BRA), 3-Maeva Guastala (BRA), 4-Rilary Silva (BRA)
QS 1000 – Terceira fase – 3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=25.o lugar(150 pts):

1 1-Rafael Barbosa (BRA), 2-Romeo Chavez (COL), 3-Rafael Venuto (BRA), 4-Messias Felix (BRA)

2 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Alonso Correa (PER), 4-Gabriel Klaussner (BRA)

3 1-Igor Moraes (BRA), 2-Marcos Correa (BRA), 3-Pablo Gabriel (BRA), 4-Daniel Adisaka (BRA)

4 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Rafael Teixeira (BRA), 3-Rafael Sousa (BRA), 4-Michel Roque (BRA)

5 1-Ryan Martins (BRA), 2-Guilherme Lemos (BRA), 3-Luan Ferreyra (BRA), 4-Charlie Brown (BRA)

6 1-Jadson André (BRA), 2-Mateus Sena (BRA), 3-Cauet Frazão (BRA), 4-Vitor Ferreira (BRA)

7 1-Peterson Crisanto (BRA), 2-Rodrigo Saldanha (BRA), 3-Francisco Bellorin (VEN), 4-Arthur Vilar (BRA)

8 1-Yuri Gabryel (BRA), 2-Gabriel André (BRA), 3-John Muller (BRA), 4-Itim Silva (BRA)
Pro Junior – Segunda fase – entrada dos 16 cabeças de chave

3.o=17.o lugar (200 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-John John Alves (BRA), 3-Maximiliano Saenz (EQU), 4-Kailani Renno (BRA)

2 1-Luan Ferreyra (BRA), 2-Ytalo Oliveira (BRA), 3-Levi Pereira (BRA), 4-Nathan Hereda (BRA)

3 1-Pedro Rian (BRA), 2-Samuel Joca (BRA), 3-Ryan Coelho (BRA), 4-Yuri Gabryel (BRA)

4 1-Guilherme Lemos (BRA), 2-Matheus Neves (BRA), 3-Igor Shibata (BRA), 4-José Braq (BRA)

5 1-Cauet Frazão (BRA), 2-Phelype Gomes (BRA), 3-Pablo Gabriel (BRA), 4-Bryan Almeida (BRA)

6 1-Rafael Barbosa (BRA), 2-Mariano Maugere (PER), 3-Petrus Dantas (BRA), 4-Takeshi Oyama (BRA)

7 1-Thiago Passeri (ARG), 2-Gabriel Klaussner (BRA), 3-Nicolas da Silva (BRA), 4-Romeo Chavez (COL)

8a bateria abre o sábado

8 Rickson Falcão (BRA), Sean Goldszmidt (PER), Walid Pozier (BRA), Gabriel Dantas (BRA)

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    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.