Taíba Pro

Dada a largada no Morro do Chapéu

Mateus Sena e Michel Roque se destacam no primeiro dia do Taíba Pro, QS 1000 disputado nas ondas do Morro do Chapéu, São Gonçalo do Amarante (CE).
WSL Taíba Pro 2025, Laje Morro do Chapéu, São Gonçalo do Amarante, Ceará

As ondas do Morro do Chapéu já mostraram a sua qualidade internacional na abertura do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante (CE). Nesta quinta-feira (13), foi iniciada a competição masculina das etapas do QS que há 15 anos não acontecia no estado e a da categoria Pro Junior que rolou na Praia da Taíba em 2019.

Foram 28 baterias no primeiro dia, 20 das duas rodadas iniciais do QS 1000 e 8 da primeira fase Junior. Dos 72 participantes do QS, apenas 32 seguem na disputa do título da penúltima etapa da temporada 2024/2025 da WSL América do Sul e os recordistas do dia foram o potiguar Mateus Sena e o cearense Michel Roque. No fim do dia, outro potiguar, Rafael Barbosa, bateu o recorde de pontos na primeira fase do Pro Junior. Nesta sexta-feira devem ser iniciadas as competições femininas, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

O natalense Mateus Sena ganhou o último QS realizado no Brasil, em novembro do ano passado na Praia de Miami, na sua casa na capital do Rio Grande do Norte. Com a vitória, ele entrou na briga direta pelas 7 vagas da WSL South America para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite mundial do WSL Championship Tour (CT). Mateus chegou no Ceará em 11.o lugar no ranking que será encerrado na próxima semana, no WSL Layback Pro em Florianópolis (SC). Ele entra no G-7 se ganhar o WSL Taíba Pro e já festejou vitória na Praia da Taíba, na última etapa do Pro Junior realizada no Ceará em 2019.

Mateus Sena estreou na 11.a bateria da segunda fase, a 15.a a entrar no mar na quinta-feira em São Gonçalo do Amarante. O potiguar foi o único a superar os recordes do surfista local da laje do Morro do Chapéu na Praia da Taíba, Michel Roque. Três baterias antes, o cearense totalizou 14,33 pontos somando notas 8,00 e 6,33. Mateus Sena igualou a nota 8,00 usando suas manobras aéreas de alto grau de dificuldade e ganhou 7,00 em outra onda bem surfada. Com ela, totalizou 15,00 pontos na bateria 100% brasileira, contra Ryan Martins, Alexandre Camargo e José Braq.

“Tem altas ondas. Morro do Chapéu mostrando todo o seu potencial e eu já tinha surfado aqui algumas vezes, mas hoje está incrível”, destacou Mateus Sena. “É incrível competir num mar assim, com essas ondas e estou amarradão, no Nordeste, água quente e o Ceará é um lugar que eu sempre sou muito bem recebido. É como minha segunda casa, então a expectativa é altíssima pra esse evento”.

Mateus Sena também falou sobre a disputa por uma das 7 vagas para o Challenger Series: “Eu venho trabalhando muito, o surfe tá no pé e no ano passado bati na trave pela vaga no Challenger Series. Esse ano estou mais uma vez muito perto, mas sinto que as coisas estão mais alinhadas. Estou com a cabeça melhor, mais maduro também, então é botar a prancha no pé e vamos nessa”.

O próximo desafio do Mateus Sena na terceira fase do WSL Taíba Pro será duríssimo. Um dos adversários é o também natalense da mesma praia de Ponta Negra como ele, o ex-top da elite mundial da WSL, Jadson André, que se classificou em segundo lugar no confronto vencido pelo cearense Charlie Brown. Os outros adversários são o cearense Cauet Frazão e o carioca Vitor Ferreira, que também está na briga direta por vaga no G-7, nesta reta final da temporada 2024/2025 da WSL South America.


Local da Taíba – Já o outro recordista do primeiro dia do WSL Taíba Pro, há muitos anos não participava de eventos da World Surf League, priorizando sua carreira no Circuito Brasileiro. Mas, Michel Roque está aproveitando o fato de ter uma etapa em casa e já vem embalado pela vitória no Festival da Laje, conquistada no último domingo no Morro do Chapéu. Ele é o mais local do pico entre todos os participantes desta etapa inédita do Qualifying Series em São Gonçalo do Amarante.

“Eu moro aqui na Taíba, sou local do Morro do Chapéu e estou muito feliz por ter passado essa primeira bateria. Foi uma bateria bem disputada e no final consegui pegar a onda da série pra lincar três manobras, que saiu a maior nota do evento até o momento”, fala Michel Roque. “Estou felizão e agora é se concentrar pra próxima. É muito irado ter esse campeonato aqui. É a primeira vez que tá tendo uma etapa da WSL na Taíba e fazia muito tempo que eu não competia no QS. Então, quero muito aproveitar essa oportunidade em casa, para fazer um bom resultado”.

Do Peru para o Ceará – Outro destaque do primeiro dia do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, foi o paulista Weslley Dantas. No último domingo (9), ele venceu a etapa do QS 1000 em Punta Hermosa e passou a dividir o sétimo lugar no ranking com o cearense Cauã Costa, com ambos fechando o grupo dos 7 que se classificam para o Challenger Series 2025. Weslley veio direto do pódio no Peru para o Ceará e estreou com vitória na dobradinha brasileira com o jovem Pablo Gabriel, eliminando dois peruanos, Sean Goldszmidt e Mariano Maugere.

“Fazia tempo que eu não ganhava um evento da WSL. O único QS que eu ganhei foi em Pantin, na Espanha em 2018. Então poder levantar de novo um troféu e agora no Peru ainda, foi irado”, diz Weslley Dantas. “Eu vou pra Señoritas (no Peru) desde criança, então fiquei muito feliz de vencer lá. Quando eu vi que estava em sétimo no ranking, me deu aquela luz no fim do túnel de brigar por essa vaga no Challenger. Acho que o trabalho está sendo bem feito e agora tenho a chance de me classificar pro Challenger, então estou confiante e, se Deus quiser, vai acontecer”.

Weslley estava aliviado por começar bem no WSL Taíba Pro, mas viveu vários imprevistos para chegar em São Gonçalo do Amarante, em cima da hora para competir: “O voo atrasou e foram muitos acontecimentos para chegar aqui. Eu até quero agradecer a Gol, que me ajudou muito. Eles deram uma grande atenção pra mim, porque falei que estava vindo competir, então fui o primeiro a sair do avião, o primeiro a receber as malas, aí vim de carro a milhão pra cá. Acabei de chegar aqui na praia e deu tempo pra passar a bateria. Eu só tenho que agradecer a minha mulher e todos que me ajudaram e me apoiam, então vamos lá que vai dar certo e, se Deus quiser, é CT em 2026”.

Os outros dois surfistas que defendem vaga no G-7 no WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, também estrearam com vitórias na quinta-feira. O primeiro a competir foi o número 6, o paulista Igor Moraes, que derrotou Rafael Sousa, Isaias Souza e Esdras Morais na quinta bateria. Weslley Dantas venceu a sétima e o paranaense Peterson Crisanto, que já fez parte da elite da WSL e está em quinto no ranking, superou um local da Praia da Taíba na 13.a bateria. O cearense Itim Silva se classificou junto com ele em segundo lugar, despachando Nicolas da Silva e Igor Shibata.

Vitórias estrangeiras – Entre os 7 participantes da etapa do QS 1000 de outros países que competiram na quinta-feira, apenas 3 avançaram para a terceira fase e seguem na disputa do título do WSL Taíba Pro. O argentino Tomas Goransky foi o primeiro estrangeiro a estrear e não passou pela rodada inicial. A segunda fase já começou com o jovem colombiano Romeo Chavez derrotando três brasileiros, o carioca Lucas Silveira vice-campeão no QS 1000 encerrado domingo no Peru, Ryan Coelho e o cearense Glauciano Rodrigues, que tinha vencido a primeira bateria do campeonato.

“Eu gostei bastante da minha bateria, foi bastante divertida e as ondas estão boas também”, elogia o colombiano Romeo Chavez. “Estou com os lábios machucados, isso atrapalhou um pouco, mas vamos com tudo. O evento está irado, tem uma estrutura incrível, então obrigado a WSL e aos patrocinadores por fazerem esse campeonato nesse lugar aqui, que eu não conhecia e é muito bonito”.

Depois, o peruano Alonso Correa repetiu o feito do colombiano e também estreou no WSL Taíba Pro com vitória sobre três brasileiros, Rafael Barbosa, Kaua Hanson e Pedro Rian Lima. Alonso foi vice-campeão sul-americano da World Surf League em 2018, já participou do Challenger Series e está na briga pelas 7 vagas este ano novamente. Na terceira fase, ele vai enfrentar três concorrentes diretos na segunda bateria, Lucas Silveira, Ryan Kainalo e Gabriel Klaussner, todos do Brasil.

“É a primeira vez que estou no Nordeste do Brasil e aqui, na verdade, é um paraíso. As ondas estão lindas, clima quente, água quente, então sempre fico muito feliz em ter competições assim, nessas condições”, conta Alonso Correa. “A bateria foi muito difícil, porque caiu uma tempestade, então não conseguia ouvir nada, não podia ver direito as séries, mas pude achar boas ondas para vencer. Espero que as condições melhorem e eu possa manter o ritmo, para seguir avançando”.

Após as estreias vitoriosas do peruano Alonso Correa e do colombiano Romeo Chavez, o venezuelano Francisco Bellorin se classificou em segundo lugar na 15.a e penúltima bateria da segunda fase. Esta foi vencida pelo jovem catarinense Yuri Gabryel, com os dois barrando o saquaremense Rickson Falcão, que vinha confiante da vitória na categoria Pro Junior da etapa do Peru encerrada no domingo. Além do argentino Tomas Goransky, mais três estrangeiros foram eliminados na quinta-feira, os peruanos Sean Goldszmidt e Mariano Maugere no confronto vencido por Weslley Dantas e o equatoriano Maximiliano Saenz, que foi barrado pelos brasileiros Arthur Vilar e Gabriel André.

Pro Junior – Depois das 20 baterias do QS 1000, a primeira fase da categoria Pro Junior fechou o primeiro dia do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante. Em 2019, a Praia da Taíba já sediou uma seletiva sul-americana dessa para surfistas com até 20 anos de idade, aliás, foi a última competição da World Surf League realizada no Ceará. Agora está promovendo a segunda etapa de 2025 da WSL South America, que classifica quem ficar nas duas primeiras posições dos rankings masculino e feminino, para disputar os títulos mundiais Pro Junior da World Surf League.

As oito baterias realizadas na quinta-feira, definiram os 16 adversários dos 16 cabeças de chave do WSL Taíba Pro, os mais bem colocados no ranking da WSL South America que estrearão na segunda fase. Depois da frustração da eliminação no QS 1000, três baterias depois o equatoriano Maximiliano Saenz achou boas ondas para mostrar o potencial do seu surfe no confronto que abriu a competição Pro Junior. Ele ganhou nota 7,50 na sua melhor apresentação e derrotou três brasileiros por 12,50 pontos.

Melhor do dia – Estas marcas só foram batidas pelo jovem potiguar Rafael Barbosa na sexta bateria. O surfista de Natal acabou fazendo os recordes do dia. Ele igualou a maior nota do QS, a 8,00 recebida pelo também potiguar Mateus Sena e o cearense Michel Roque, mas somou um 7,67 e aumentou para 15,67, o recorde de 15,00 pontos do conterrâneo. Esta é a primeira vez que Rafael Barbosa participa de um evento da World Surf League e já estreou mostrando ser mais uma grande revelação da verdadeira fábrica de talentos do Rio Grande do Norte, terra do campeão mundial e olímpico, Italo Ferreira.

“É a primeira vez que estou competindo aqui no Morro do Chapéu e estou muito feliz, porque tem altas ondas e consegui fazer o maior somatório do dia hoje”, conta Rafael Barbosa. “O mar está muito bom, tem altas ondas e é isso, foi a primeira bateria do Pro Junior, graças a Deus passei e agora é soltar o surfe de novo amanhã. A expectativa tá grande, tem boas ondas e estou com o surfe de backside bem encaixado nessa onda. Espero fazer mais boas baterias aqui e que venha um bom resultado”.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante apresenta o WSL Taíba Pro é uma realização da Agência Esporte Arte com patrocínios de Monster Energy, Cerveja Sol, Monte Dourado e Dare App, apoio da Greenish, Ease Labs Cannabis Products, Evoke, Fu-Wax, Havenga e Oakberry, suporte da Federação de Surf do Estado do Ceará, parceria de mídia do site Waves.com.br e a transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com é produzida pela A Firma.

Esta é a oitava e penúltima etapa da temporada 2024/2025 da WSL South America. A última é o WSL Layback Pro na próxima semana na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). Até domingo também está sendo disputada no Ceará, a segunda seletiva sul-americana da categoria Pro Junior Sub 20 em 2025.

Resultados da quinta-feira (13) 
QS 1000 – Primeira fase Masculino – 3.o=65.o lugar (53 pts) e 4.o=69.o lugar (52 pts):

1: 1 Glauciano Rodrigues (BRA), 2 Charlie Brown (BRA), 3 Lucas Solei (BRA), 4 Phelype Gomes (BRA)

2: 1 Kaua Hanson (BRA), 2 Alexandre Camargo (BRA), 3 Lucas Bezerra (BRA), w.o – Amando Tenorio (BRA)

3: 1 Rafael Sousa (BRA), 2 Nicolas da Silva (BRA), 3 Arthur Trindade (BRA), 4 Marcos Aurelio (BRA)

4: 1 Pablo Gabriel (BRA), 2 Yuri Grabryel (BRA), 3 Tomas Goransky (ARG), 4 Duda Caneiro (BRA)
QS 1000 – Segunda fase Mascullino – entrada dos 56 pré-classificados pelo ranking ———3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=49.o lugar (60 pontos)

1: 1 Romeo Chavez (COL), 2 Lucas Silveira (BRA), 3 Ryan Coelho (BRA), 4 Glauciano Rodrigues (BRA)
2: 1 Rafael Venuto (BRA), 2 Gabriel Klaussner (BRA), 3 Samuel Joca (BRA), 4 Diego Mendes (BRA)

3: 1 Alonso Correa (PER), 2 Rafael Barbosa (BRA), 3 Kaua Hanson (BRA), 4 Pedro Rian (BRA)

4: 1 Ryan Kainalo (BRA), 2 Messias Felix (BRA), 3 Kailani Renno (BRA), 4 José Airton Sousa (BRA)

5: 1 Igor Moraes (BRA), 2 Rafael Sousa (BRA), 3 Isaias Souza (BRA), 4 Esdras Morais (BRA)

6: 1 Marcos Correa (BRA), 2 Rafael Teixeira (BRA), 3 Marcus Cintra (BRA), 4 Rodrigo Camelo (BRA)

7: 1 Weslley Dantas (BRA), 2 Pablo Gabriel (BRA), 3 Sean Goldszmidt (PER), 4 Mariano Maugere (PER)

8: 1 Michel Roque (BRA), 2 Daniel Adisaka (BRA), 3 Matheus Neves (BRA), 4 Pedro Jocelio (BRA)

9: 1 Charlie Brown (BRA), 2 Jadson André (BRA), 3 Anuar Chiah (BRA), 4 Patrick Alves (BRA)

10: 1 Luan Ferreyra (BRA), 2 Cauet Frazão (BRA), 3 Raoni Rocha (BRA), 4 Bernardo Correia (BRA)

11: 1 Mateus Sena (BRA), 2 Ryan Martins (BRA), 3 Alexandre Camargo (BRA), 4 José Braq (BRA)

12: 1 Vitor Ferreira (BRA), 2 Guilherme Lemos (BRA), 3 Ivo Gothardo (BRA), 4 Thiago de Souza (BRA)

13: 1 Peterson Crisanto (BRA), 2 Itim Silva (BRA), 3 Igor Shibata (BRA), 4 Nicolas da Silva (BRA)

14: 1 Arthur Vilar (BRA), 2 Gabriel André (BRA), 3 Maximiliano Saenz (EQU), 4 Levi Pereira (BRA)

15: 1 Yuri Gabryel (BRA), 2 Francisco Bellorin (VEN), 3 Rickson Falcão (BRA), 4 Pedro Santos (BRA)

16: 1 John Muller (BRA), 2 Rodrigo Saldanha (BRA), 3 Rodrigo Cleyton (BRA), 4 Takeshi Oyama (BRA)
Pro Junior – Primeira fase Masculino – 3.o=33.o lugar (66 pts) e 4.o=41.o lugar (63 pts):

1: 1 Maximiliano Saenz (EQU), 2 John Muller (BRA), 3 Kaic Santos (BRA), 4 Levi Pereira (BRA)

2: 1 Ytalo Oliveira (BRA), 2 Kailani Renno (BRA), 3 Anuar Chiah (BRA), 4 Marcus Filho (BRA)

3: 1 Ryan Coelho (BRA), 2 Igor Shibata (BRA), 3 Cauã Demski (BRA), 4 Arthur Trindade (BRA)

4: 1 Matheus Neves (BRA), 2 Yuri Gabryel (BRA), 3 Pedro Santos (BRA), 4 Luan Lapolli (BRA)

5: 1 Pablo Gabriel (BRA), 2 Petrus Dantas (BRA), 3 Saymon Rocha (BRA), 4 Tomas Goransky (ARG)

6: 1 Rafael Barbosa (BRA), 2 Bryan Almeida (BRA), 3 Esdras Morais (BRA), 4 Emanuel Rodrigues (BRA)

7: 1 Thiago Passeri (ARG), 2 Gabriel Dantas (BRA), 3 Arthur Vilar (BRA), 4 Alan Sousa (BRA)

8: 1 Walid Pozier (BRA), 2 Nicolas da Silva (BRA), Ryan Martins (BRA), Francisco Willian (BRA)
Próximas baterias 
QS 1000 – Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=25.o lugar(150 pts):

1 Romeo Chavez (COL), Rafael Venuto (BRA), Rafael Barbosa (BRA), Messias Felix (BRA)

2 Lucas Silveira (BRA), Alonso Correa (PER), Ryan Kainalo (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

3 Igor Moraes (BRA), Marcos Correa (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Pablo Gabriel (BRA)

4 Weslley Dantas (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Michel Roque (BRA), Rafael Sousa (BRA)

5 Luan Ferreyra (BRA), Guilherme Lemos (BRA), Ryan Martins (BRA), Charlie Brown (BRA)

6 Jadson André (BRA), Mateus Sena (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Cauet Frazão (BRA)

7 Peterson Crisanto (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Francisco Bellorin (VEN), Arthur Vilar (BRA)

8 Gabriel André (BRA), Itim Silva (BRA), Yuri Gabryel (BRA), John Muller (BRA)
Pro Junior – Segunda fase Masculino – entrada dos 16 cabeças de chave———3.o=17.o lugar (200 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 Ryan Kainalo (BRA), John John Alves (BRA), Maximiliano Saenz (EQU), Kailani Renno (BRA)

2 Luan Ferreyra (BRA), Nathan Hereda (BRA), Ytalo Oliveira (BRA), Levi Pereira (BRA)

3 Samuel Joca (BRA), Pedro Rian (BRA), Ryan Coelho (BRA), Yuri Gabryel (BRA)

4 Guilherme Lemos (BRA), José Braq (BRA), Matheus Neves (BRA), Igor Shibata (BRA)

5 Cauet Frazão (BRA), Phellype Gomes (BRA), Pablo Gabriel (BRA), Bryan Almeida (BRA)

6 Takeshi Oyama (BRA), Mariano Maugere (PER), Rafael Barbosa (BRA), Petrus Dantas (BRA)

7 Gabriel Klaussner (BRA), Romeo Chavez (COL), Thiago Passeri (ARG), Nicolas da Silva (BRA)

8 Rickson Falcão (BRA), Sean Goldszmidt (PER), Walid Pozier (BRA), Gabriel Dantas (BRA)
QS 1000 – Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=25.o lugar (150 pts):

Laura Raupp (BRA), Isidora Bultó (CHL), Leticia Calleia (BRA)

Isabelle Nalu (BRA)Yanca Costa (BRA), Vitoria Carneiro (BRA), Carolina Bastides (BRA)

Silvana Lima (BRA), Catalina Zariquiey (PER), Nina Stein (BRA)

Juliana dos Santos (BRA), Laiz Costa (BRA), Gabriely Vasque (BRA)

5 Daniella Rosas (PER), Maria Eduarda (BRA), Estela López (CHL)

Kiany Hyakutake (BRA), Monik Santos (BRA), Larissa dos Santos (BRA), Ariane Gomes (BRA)

7 Genesis Garcia (EQU), Camila Sanday (PER), Matilda Bultó (CHL)

Arena Rodriguez (PER), Julia Santos (BRA), Luara Mandelli (BRA)
Pro Junior Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=21.o lugar (174 pts):

1 Camila Sanday (PER), Maeva Guastala (BRA), Lanay Thompson (BRA), Anaelya Teixeira (BRA)

Leticia Calleia (BRA), Maria Eduarda (BRA), Carolina Bastides (BRA), Nalu Demski (BRA)

Nina Stein (BRA), Matilda Bultó (CHL), Sarah Ozorio (BRA), Vitoria Carneiro (BRA)

4 Estela López (CHL), Gabriely Vasque (BRA), Laiz Costa (BRA), Rilary Silva (BRA)
Segunda fase Feminino – entrada das 8 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Quartas de Final ———3.a=9.o lugar (350 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 Arena Rodriguez (PER), Isidora Bultó (CHL), 1.a da 1.a bateria da 1.a fase e 2.a da 2.a

2 Genesis Garcia (EQU), Isabelle Nalu (BRA), 2.a da 1.a e 1.a da 2.a

Kiany Hyakutake (BRA), Laura Raupp (BRA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a

4 Catalina Zariquiey (PER), Luara Mandelli (BRA), 2.a da 3.a e 1.a da 4.a

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    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 Round 2 Feminino Round 1 Round 2

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.