Taíba Pro

Dada a largada no Morro do Chapéu

Mateus Sena e Michel Roque se destacam no primeiro dia do Taíba Pro, QS 1000 disputado nas ondas do Morro do Chapéu, São Gonçalo do Amarante (CE).
WSL Taíba Pro 2025, Laje Morro do Chapéu, São Gonçalo do Amarante, Ceará

As ondas do Morro do Chapéu já mostraram a sua qualidade internacional na abertura do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante (CE). Nesta quinta-feira (13), foi iniciada a competição masculina das etapas do QS que há 15 anos não acontecia no estado e a da categoria Pro Junior que rolou na Praia da Taíba em 2019.

Foram 28 baterias no primeiro dia, 20 das duas rodadas iniciais do QS 1000 e 8 da primeira fase Junior. Dos 72 participantes do QS, apenas 32 seguem na disputa do título da penúltima etapa da temporada 2024/2025 da WSL América do Sul e os recordistas do dia foram o potiguar Mateus Sena e o cearense Michel Roque. No fim do dia, outro potiguar, Rafael Barbosa, bateu o recorde de pontos na primeira fase do Pro Junior. Nesta sexta-feira devem ser iniciadas as competições femininas, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

O natalense Mateus Sena ganhou o último QS realizado no Brasil, em novembro do ano passado na Praia de Miami, na sua casa na capital do Rio Grande do Norte. Com a vitória, ele entrou na briga direta pelas 7 vagas da WSL South America para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite mundial do WSL Championship Tour (CT). Mateus chegou no Ceará em 11.o lugar no ranking que será encerrado na próxima semana, no WSL Layback Pro em Florianópolis (SC). Ele entra no G-7 se ganhar o WSL Taíba Pro e já festejou vitória na Praia da Taíba, na última etapa do Pro Junior realizada no Ceará em 2019.

Mateus Sena estreou na 11.a bateria da segunda fase, a 15.a a entrar no mar na quinta-feira em São Gonçalo do Amarante. O potiguar foi o único a superar os recordes do surfista local da laje do Morro do Chapéu na Praia da Taíba, Michel Roque. Três baterias antes, o cearense totalizou 14,33 pontos somando notas 8,00 e 6,33. Mateus Sena igualou a nota 8,00 usando suas manobras aéreas de alto grau de dificuldade e ganhou 7,00 em outra onda bem surfada. Com ela, totalizou 15,00 pontos na bateria 100% brasileira, contra Ryan Martins, Alexandre Camargo e José Braq.

“Tem altas ondas. Morro do Chapéu mostrando todo o seu potencial e eu já tinha surfado aqui algumas vezes, mas hoje está incrível”, destacou Mateus Sena. “É incrível competir num mar assim, com essas ondas e estou amarradão, no Nordeste, água quente e o Ceará é um lugar que eu sempre sou muito bem recebido. É como minha segunda casa, então a expectativa é altíssima pra esse evento”.

Mateus Sena também falou sobre a disputa por uma das 7 vagas para o Challenger Series: “Eu venho trabalhando muito, o surfe tá no pé e no ano passado bati na trave pela vaga no Challenger Series. Esse ano estou mais uma vez muito perto, mas sinto que as coisas estão mais alinhadas. Estou com a cabeça melhor, mais maduro também, então é botar a prancha no pé e vamos nessa”.

O próximo desafio do Mateus Sena na terceira fase do WSL Taíba Pro será duríssimo. Um dos adversários é o também natalense da mesma praia de Ponta Negra como ele, o ex-top da elite mundial da WSL, Jadson André, que se classificou em segundo lugar no confronto vencido pelo cearense Charlie Brown. Os outros adversários são o cearense Cauet Frazão e o carioca Vitor Ferreira, que também está na briga direta por vaga no G-7, nesta reta final da temporada 2024/2025 da WSL South America.


Local da Taíba – Já o outro recordista do primeiro dia do WSL Taíba Pro, há muitos anos não participava de eventos da World Surf League, priorizando sua carreira no Circuito Brasileiro. Mas, Michel Roque está aproveitando o fato de ter uma etapa em casa e já vem embalado pela vitória no Festival da Laje, conquistada no último domingo no Morro do Chapéu. Ele é o mais local do pico entre todos os participantes desta etapa inédita do Qualifying Series em São Gonçalo do Amarante.

“Eu moro aqui na Taíba, sou local do Morro do Chapéu e estou muito feliz por ter passado essa primeira bateria. Foi uma bateria bem disputada e no final consegui pegar a onda da série pra lincar três manobras, que saiu a maior nota do evento até o momento”, fala Michel Roque. “Estou felizão e agora é se concentrar pra próxima. É muito irado ter esse campeonato aqui. É a primeira vez que tá tendo uma etapa da WSL na Taíba e fazia muito tempo que eu não competia no QS. Então, quero muito aproveitar essa oportunidade em casa, para fazer um bom resultado”.

Do Peru para o Ceará – Outro destaque do primeiro dia do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, foi o paulista Weslley Dantas. No último domingo (9), ele venceu a etapa do QS 1000 em Punta Hermosa e passou a dividir o sétimo lugar no ranking com o cearense Cauã Costa, com ambos fechando o grupo dos 7 que se classificam para o Challenger Series 2025. Weslley veio direto do pódio no Peru para o Ceará e estreou com vitória na dobradinha brasileira com o jovem Pablo Gabriel, eliminando dois peruanos, Sean Goldszmidt e Mariano Maugere.

“Fazia tempo que eu não ganhava um evento da WSL. O único QS que eu ganhei foi em Pantin, na Espanha em 2018. Então poder levantar de novo um troféu e agora no Peru ainda, foi irado”, diz Weslley Dantas. “Eu vou pra Señoritas (no Peru) desde criança, então fiquei muito feliz de vencer lá. Quando eu vi que estava em sétimo no ranking, me deu aquela luz no fim do túnel de brigar por essa vaga no Challenger. Acho que o trabalho está sendo bem feito e agora tenho a chance de me classificar pro Challenger, então estou confiante e, se Deus quiser, vai acontecer”.

Weslley estava aliviado por começar bem no WSL Taíba Pro, mas viveu vários imprevistos para chegar em São Gonçalo do Amarante, em cima da hora para competir: “O voo atrasou e foram muitos acontecimentos para chegar aqui. Eu até quero agradecer a Gol, que me ajudou muito. Eles deram uma grande atenção pra mim, porque falei que estava vindo competir, então fui o primeiro a sair do avião, o primeiro a receber as malas, aí vim de carro a milhão pra cá. Acabei de chegar aqui na praia e deu tempo pra passar a bateria. Eu só tenho que agradecer a minha mulher e todos que me ajudaram e me apoiam, então vamos lá que vai dar certo e, se Deus quiser, é CT em 2026”.

Os outros dois surfistas que defendem vaga no G-7 no WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, também estrearam com vitórias na quinta-feira. O primeiro a competir foi o número 6, o paulista Igor Moraes, que derrotou Rafael Sousa, Isaias Souza e Esdras Morais na quinta bateria. Weslley Dantas venceu a sétima e o paranaense Peterson Crisanto, que já fez parte da elite da WSL e está em quinto no ranking, superou um local da Praia da Taíba na 13.a bateria. O cearense Itim Silva se classificou junto com ele em segundo lugar, despachando Nicolas da Silva e Igor Shibata.

Vitórias estrangeiras – Entre os 7 participantes da etapa do QS 1000 de outros países que competiram na quinta-feira, apenas 3 avançaram para a terceira fase e seguem na disputa do título do WSL Taíba Pro. O argentino Tomas Goransky foi o primeiro estrangeiro a estrear e não passou pela rodada inicial. A segunda fase já começou com o jovem colombiano Romeo Chavez derrotando três brasileiros, o carioca Lucas Silveira vice-campeão no QS 1000 encerrado domingo no Peru, Ryan Coelho e o cearense Glauciano Rodrigues, que tinha vencido a primeira bateria do campeonato.

“Eu gostei bastante da minha bateria, foi bastante divertida e as ondas estão boas também”, elogia o colombiano Romeo Chavez. “Estou com os lábios machucados, isso atrapalhou um pouco, mas vamos com tudo. O evento está irado, tem uma estrutura incrível, então obrigado a WSL e aos patrocinadores por fazerem esse campeonato nesse lugar aqui, que eu não conhecia e é muito bonito”.

Depois, o peruano Alonso Correa repetiu o feito do colombiano e também estreou no WSL Taíba Pro com vitória sobre três brasileiros, Rafael Barbosa, Kaua Hanson e Pedro Rian Lima. Alonso foi vice-campeão sul-americano da World Surf League em 2018, já participou do Challenger Series e está na briga pelas 7 vagas este ano novamente. Na terceira fase, ele vai enfrentar três concorrentes diretos na segunda bateria, Lucas Silveira, Ryan Kainalo e Gabriel Klaussner, todos do Brasil.

“É a primeira vez que estou no Nordeste do Brasil e aqui, na verdade, é um paraíso. As ondas estão lindas, clima quente, água quente, então sempre fico muito feliz em ter competições assim, nessas condições”, conta Alonso Correa. “A bateria foi muito difícil, porque caiu uma tempestade, então não conseguia ouvir nada, não podia ver direito as séries, mas pude achar boas ondas para vencer. Espero que as condições melhorem e eu possa manter o ritmo, para seguir avançando”.

Após as estreias vitoriosas do peruano Alonso Correa e do colombiano Romeo Chavez, o venezuelano Francisco Bellorin se classificou em segundo lugar na 15.a e penúltima bateria da segunda fase. Esta foi vencida pelo jovem catarinense Yuri Gabryel, com os dois barrando o saquaremense Rickson Falcão, que vinha confiante da vitória na categoria Pro Junior da etapa do Peru encerrada no domingo. Além do argentino Tomas Goransky, mais três estrangeiros foram eliminados na quinta-feira, os peruanos Sean Goldszmidt e Mariano Maugere no confronto vencido por Weslley Dantas e o equatoriano Maximiliano Saenz, que foi barrado pelos brasileiros Arthur Vilar e Gabriel André.

Pro Junior – Depois das 20 baterias do QS 1000, a primeira fase da categoria Pro Junior fechou o primeiro dia do WSL Taíba Pro apresentado pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante. Em 2019, a Praia da Taíba já sediou uma seletiva sul-americana dessa para surfistas com até 20 anos de idade, aliás, foi a última competição da World Surf League realizada no Ceará. Agora está promovendo a segunda etapa de 2025 da WSL South America, que classifica quem ficar nas duas primeiras posições dos rankings masculino e feminino, para disputar os títulos mundiais Pro Junior da World Surf League.

As oito baterias realizadas na quinta-feira, definiram os 16 adversários dos 16 cabeças de chave do WSL Taíba Pro, os mais bem colocados no ranking da WSL South America que estrearão na segunda fase. Depois da frustração da eliminação no QS 1000, três baterias depois o equatoriano Maximiliano Saenz achou boas ondas para mostrar o potencial do seu surfe no confronto que abriu a competição Pro Junior. Ele ganhou nota 7,50 na sua melhor apresentação e derrotou três brasileiros por 12,50 pontos.

Melhor do dia – Estas marcas só foram batidas pelo jovem potiguar Rafael Barbosa na sexta bateria. O surfista de Natal acabou fazendo os recordes do dia. Ele igualou a maior nota do QS, a 8,00 recebida pelo também potiguar Mateus Sena e o cearense Michel Roque, mas somou um 7,67 e aumentou para 15,67, o recorde de 15,00 pontos do conterrâneo. Esta é a primeira vez que Rafael Barbosa participa de um evento da World Surf League e já estreou mostrando ser mais uma grande revelação da verdadeira fábrica de talentos do Rio Grande do Norte, terra do campeão mundial e olímpico, Italo Ferreira.

“É a primeira vez que estou competindo aqui no Morro do Chapéu e estou muito feliz, porque tem altas ondas e consegui fazer o maior somatório do dia hoje”, conta Rafael Barbosa. “O mar está muito bom, tem altas ondas e é isso, foi a primeira bateria do Pro Junior, graças a Deus passei e agora é soltar o surfe de novo amanhã. A expectativa tá grande, tem boas ondas e estou com o surfe de backside bem encaixado nessa onda. Espero fazer mais boas baterias aqui e que venha um bom resultado”.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante apresenta o WSL Taíba Pro é uma realização da Agência Esporte Arte com patrocínios de Monster Energy, Cerveja Sol, Monte Dourado e Dare App, apoio da Greenish, Ease Labs Cannabis Products, Evoke, Fu-Wax, Havenga e Oakberry, suporte da Federação de Surf do Estado do Ceará, parceria de mídia do site Waves.com.br e a transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com é produzida pela A Firma.

Esta é a oitava e penúltima etapa da temporada 2024/2025 da WSL South America. A última é o WSL Layback Pro na próxima semana na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). Até domingo também está sendo disputada no Ceará, a segunda seletiva sul-americana da categoria Pro Junior Sub 20 em 2025.

Resultados da quinta-feira (13) 
QS 1000 – Primeira fase Masculino – 3.o=65.o lugar (53 pts) e 4.o=69.o lugar (52 pts):

1: 1 Glauciano Rodrigues (BRA), 2 Charlie Brown (BRA), 3 Lucas Solei (BRA), 4 Phelype Gomes (BRA)

2: 1 Kaua Hanson (BRA), 2 Alexandre Camargo (BRA), 3 Lucas Bezerra (BRA), w.o – Amando Tenorio (BRA)

3: 1 Rafael Sousa (BRA), 2 Nicolas da Silva (BRA), 3 Arthur Trindade (BRA), 4 Marcos Aurelio (BRA)

4: 1 Pablo Gabriel (BRA), 2 Yuri Grabryel (BRA), 3 Tomas Goransky (ARG), 4 Duda Caneiro (BRA)
QS 1000 – Segunda fase Mascullino – entrada dos 56 pré-classificados pelo ranking ———3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=49.o lugar (60 pontos)

1: 1 Romeo Chavez (COL), 2 Lucas Silveira (BRA), 3 Ryan Coelho (BRA), 4 Glauciano Rodrigues (BRA)
2: 1 Rafael Venuto (BRA), 2 Gabriel Klaussner (BRA), 3 Samuel Joca (BRA), 4 Diego Mendes (BRA)

3: 1 Alonso Correa (PER), 2 Rafael Barbosa (BRA), 3 Kaua Hanson (BRA), 4 Pedro Rian (BRA)

4: 1 Ryan Kainalo (BRA), 2 Messias Felix (BRA), 3 Kailani Renno (BRA), 4 José Airton Sousa (BRA)

5: 1 Igor Moraes (BRA), 2 Rafael Sousa (BRA), 3 Isaias Souza (BRA), 4 Esdras Morais (BRA)

6: 1 Marcos Correa (BRA), 2 Rafael Teixeira (BRA), 3 Marcus Cintra (BRA), 4 Rodrigo Camelo (BRA)

7: 1 Weslley Dantas (BRA), 2 Pablo Gabriel (BRA), 3 Sean Goldszmidt (PER), 4 Mariano Maugere (PER)

8: 1 Michel Roque (BRA), 2 Daniel Adisaka (BRA), 3 Matheus Neves (BRA), 4 Pedro Jocelio (BRA)

9: 1 Charlie Brown (BRA), 2 Jadson André (BRA), 3 Anuar Chiah (BRA), 4 Patrick Alves (BRA)

10: 1 Luan Ferreyra (BRA), 2 Cauet Frazão (BRA), 3 Raoni Rocha (BRA), 4 Bernardo Correia (BRA)

11: 1 Mateus Sena (BRA), 2 Ryan Martins (BRA), 3 Alexandre Camargo (BRA), 4 José Braq (BRA)

12: 1 Vitor Ferreira (BRA), 2 Guilherme Lemos (BRA), 3 Ivo Gothardo (BRA), 4 Thiago de Souza (BRA)

13: 1 Peterson Crisanto (BRA), 2 Itim Silva (BRA), 3 Igor Shibata (BRA), 4 Nicolas da Silva (BRA)

14: 1 Arthur Vilar (BRA), 2 Gabriel André (BRA), 3 Maximiliano Saenz (EQU), 4 Levi Pereira (BRA)

15: 1 Yuri Gabryel (BRA), 2 Francisco Bellorin (VEN), 3 Rickson Falcão (BRA), 4 Pedro Santos (BRA)

16: 1 John Muller (BRA), 2 Rodrigo Saldanha (BRA), 3 Rodrigo Cleyton (BRA), 4 Takeshi Oyama (BRA)
Pro Junior – Primeira fase Masculino – 3.o=33.o lugar (66 pts) e 4.o=41.o lugar (63 pts):

1: 1 Maximiliano Saenz (EQU), 2 John Muller (BRA), 3 Kaic Santos (BRA), 4 Levi Pereira (BRA)

2: 1 Ytalo Oliveira (BRA), 2 Kailani Renno (BRA), 3 Anuar Chiah (BRA), 4 Marcus Filho (BRA)

3: 1 Ryan Coelho (BRA), 2 Igor Shibata (BRA), 3 Cauã Demski (BRA), 4 Arthur Trindade (BRA)

4: 1 Matheus Neves (BRA), 2 Yuri Gabryel (BRA), 3 Pedro Santos (BRA), 4 Luan Lapolli (BRA)

5: 1 Pablo Gabriel (BRA), 2 Petrus Dantas (BRA), 3 Saymon Rocha (BRA), 4 Tomas Goransky (ARG)

6: 1 Rafael Barbosa (BRA), 2 Bryan Almeida (BRA), 3 Esdras Morais (BRA), 4 Emanuel Rodrigues (BRA)

7: 1 Thiago Passeri (ARG), 2 Gabriel Dantas (BRA), 3 Arthur Vilar (BRA), 4 Alan Sousa (BRA)

8: 1 Walid Pozier (BRA), 2 Nicolas da Silva (BRA), 3 Ryan Martins (BRA), 4 Francisco Willian (BRA)
Próximas baterias 
QS 1000 – Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=25.o lugar(150 pts):

1 Romeo Chavez (COL), Rafael Venuto (BRA), Rafael Barbosa (BRA), Messias Felix (BRA)

2 Lucas Silveira (BRA), Alonso Correa (PER), Ryan Kainalo (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)

3 Igor Moraes (BRA), Marcos Correa (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Pablo Gabriel (BRA)

4 Weslley Dantas (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Michel Roque (BRA), Rafael Sousa (BRA)

5 Luan Ferreyra (BRA), Guilherme Lemos (BRA), Ryan Martins (BRA), Charlie Brown (BRA)

6 Jadson André (BRA), Mateus Sena (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Cauet Frazão (BRA)

7 Peterson Crisanto (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), Francisco Bellorin (VEN), Arthur Vilar (BRA)

8 Gabriel André (BRA), Itim Silva (BRA), Yuri Gabryel (BRA), John Muller (BRA)
Pro Junior – Segunda fase Masculino – entrada dos 16 cabeças de chave———3.o=17.o lugar (200 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 Ryan Kainalo (BRA), John John Alves (BRA), Maximiliano Saenz (EQU), Kailani Renno (BRA)

2 Luan Ferreyra (BRA), Nathan Hereda (BRA), Ytalo Oliveira (BRA), Levi Pereira (BRA)

3 Samuel Joca (BRA), Pedro Rian (BRA), Ryan Coelho (BRA), Yuri Gabryel (BRA)

4 Guilherme Lemos (BRA), José Braq (BRA), Matheus Neves (BRA), Igor Shibata (BRA)

5 Cauet Frazão (BRA), Phellype Gomes (BRA), Pablo Gabriel (BRA), Bryan Almeida (BRA)

6 Takeshi Oyama (BRA), Mariano Maugere (PER), Rafael Barbosa (BRA), Petrus Dantas (BRA)

7 Gabriel Klaussner (BRA), Romeo Chavez (COL), Thiago Passeri (ARG), Nicolas da Silva (BRA)

8 Rickson Falcão (BRA), Sean Goldszmidt (PER), Walid Pozier (BRA), Gabriel Dantas (BRA)
QS 1000 – Primeira fase Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=25.o lugar (150 pts):

1 Laura Raupp (BRA), Isidora Bultó (CHL), Leticia Calleia (BRA)

2 Isabelle Nalu (BRA), Yanca Costa (BRA), Vitoria Carneiro (BRA), Carolina Bastides (BRA)

3 Silvana Lima (BRA), Catalina Zariquiey (PER), Nina Stein (BRA)

4 Juliana dos Santos (BRA), Laiz Costa (BRA), Gabriely Vasque (BRA)

5 Daniella Rosas (PER), Maria Eduarda (BRA), Estela López (CHL)

6 Kiany Hyakutake (BRA), Monik Santos (BRA), Larissa dos Santos (BRA), Ariane Gomes (BRA)

7 Genesis Garcia (EQU), Camila Sanday (PER), Matilda Bultó (CHL)

8 Arena Rodriguez (PER), Julia Santos (BRA), Luara Mandelli (BRA)
Pro Junior Feminino – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=21.o lugar (174 pts):

1 Camila Sanday (PER), Maeva Guastala (BRA), Lanay Thompson (BRA), Anaelya Teixeira (BRA)

2 Leticia Calleia (BRA), Maria Eduarda (BRA), Carolina Bastides (BRA), Nalu Demski (BRA)

3 Nina Stein (BRA), Matilda Bultó (CHL), Sarah Ozorio (BRA), Vitoria Carneiro (BRA)

4 Estela López (CHL), Gabriely Vasque (BRA), Laiz Costa (BRA), Rilary Silva (BRA)
Segunda fase Feminino – entrada das 8 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Quartas de Final ———3.a=9.o lugar (350 pontos) e 4.o=25.o lugar (150 pontos)

1 Arena Rodriguez (PER), Isidora Bultó (CHL), 1.a da 1.a bateria da 1.a fase e 2.a da 2.a

2 Genesis Garcia (EQU), Isabelle Nalu (BRA), 2.a da 1.a e 1.a da 2.a

3 Kiany Hyakutake (BRA), Laura Raupp (BRA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a

4 Catalina Zariquiey (PER), Luara Mandelli (BRA), 2.a da 3.a e 1.a da 4.a

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (21) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 – Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)2 – Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) 5.10 x 10.00 Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) 11.33 x 6.83 Erin Brooks (CAN) Semifinais 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Caitlin Simmers (EUA)2 – Lakey Peterson (EUA) x Molly Picklum (AUS)

    Próxima chamada para possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quinta-feira (22) às 4h da manhã (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.